Diddy é transferido para prisão de segurança mínima após condenação nos Estados Unidos

O rapper e produtor americano Sean “Diddy” Combs, de 56 anos, foi transferido para o centro de detenção federal de Fort Dix, em Nova Jersey, uma prisão de segurança mínima, após ser condenado a 50 meses de prisão por transporte de pessoas com fins de prostituição. A condenação ocorreu no início de outubro de 2025, em decisão da Justiça Federal de Nova York.

Condenação e confissão pública de P. Diddy

Diddy foi considerado culpado de duas acusações baseadas na Lei Mann, que proíbe o transporte interestadual de pessoas para prostituição, mas acabou absolvido de crimes mais graves, como tráfico sexual e formação de quadrilha.


P. Diddy surge em novas imagens em presídio de Nova York (Foto: reprodução/Instagram/@g1)


Durante o julgamento, o rapper pediu desculpas às vítimas e à família, afirmando que suas ações foram “repugnantes e vergonhosas”. Chorando, disse assumir total responsabilidade por seus atos. A confissão emocionou o tribunal, mas não alterou a decisão do juiz, que considerou as provas “fortes e detalhadas”.

Vida de Diddy na prisão e próximos passos

Desde a transferência, Diddy passou a trabalhar na capela da unidade prisional e participa de um programa de reabilitação contra dependência química. Segundo o Departamento Federal de Prisões dos Estados Unidos, ele poderá reduzir parte da pena caso mantenha bom comportamento, o que pode antecipar sua liberdade para maio de 2028. Além disso, relatórios internos apontam que o músico sofreu medidas disciplinares por violar regras sobre o uso de telefone, mas segue colaborando com as atividades de ressocialização.

O caso teve grande repercussão internacional, principalmente por envolver um dos artistas mais influentes da indústria musical norte-americana. Dessa forma, a sentença foi vista como um marco por demonstrar que nenhuma celebridade está acima da lei, mesmo aquelas com carreira consolidada e reconhecimento global.

A imagem mais recente do rapper, divulgada por veículos de imprensa dos Estados Unidos, mostra um homem irreconhecível, com barba e cabelos grisalhos, aparência distante do astro que dominou o cenário do hip-hop por décadas. A nova fase de Diddy na prisão representa uma virada drástica na vida de um dos nomes mais poderosos da música mundial

Alexandre de Moraes determina envio de laudos e dados de prisões após Megaoperação

Nesta segunda-feira (10), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, encaminhou ofício ao governo do Rio de Janeiro solicitando relatórios completos sobre mandados, prisões e identificação de mortos na recente grande operação policial realizada nos complexos da Penha e do Alemão. Moraes apontou que há inconsistências e alegadas falhas no modo como a ação foi conduzida e como os resultados foram apresentados oficialmente.

Contradições levantadas

Entre os pontos questionados estão a equivalência entre os mortos e a classificação prévia de todos como integrantes de facções. O ministro registrou que é necessário verificar se os mandados foram devidamente fundamentados, se as prisões obedeceram aos padrões legais e se a identificação dos corpos obteve rigor técnico. Moraes também reiterou que toda ação estatal deve respeitar direitos fundamentais e garantias individuais, mesmo diante de operações em áreas conflagradas.


Moraes na Europa Press (Foto: reprodução/Europa Press News/Getty Images Embed)


Transparência e trâmite

Com prazo estipulado de 10 dias úteis, o governo fluminense deve entregar os documentos requisitados. Caso os esclarecimentos não sejam satisfatórios, o ministro poderá adotar medidas adicionais, como encaminhamento para órgãos de controle externo ou requisitar diligências. Esse procedimento reforça a atuação do STF como instância de controle sobre operações de segurança pública de grande impacto.

O que mais foi determinado por Moraes

Ao Governo do Estado do Rio de Janeiro, Moraes exigiu a preservação e o envio das imagens das câmeras corporais de todos os policiais civis e militares envolvidos, com a identificação de cada agente e equipamento utilizado. Também solicitou cópias de todos os laudos necroscópicos, incluindo registros fotográficos e análise de projéteis. Além disso, pediu relatórios de inteligência e documentos que justificassem a presença dos 51 réus com mandados de prisão na área da operação, bem como um relatório geral sobre as medidas tomadas após a decisão do Supremo.

Ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, o ministro ordenou o envio da lista das pessoas efetivamente presas durante a operação, diferenciando quem possuía mandado e quem foi detido em flagrante. Solicitou ainda os resultados das audiências de custódia e a relação dos mandados de busca e apreensão cumpridos.

Ao Ministério Público do Estado, Moraes pediu os relatórios e laudos elaborados pela perícia técnica independente, além da cópia integral do Procedimento Investigatório Criminal, com todos os anexos e diligências realizadas.

Por fim, à Defensoria Pública, o ministro requisitou informações sobre o acesso às provas e sobre o acompanhamento das famílias das vítimas, garantindo que seus direitos estejam sendo respeitados.

Morre o lutador brasileiro Godofredo Pepey nos EUA

Ocorreu neste domingo (9), o falecimento do lutador brasileiro de artes marciais, Godofredo Pepey, aos 38 anos. Sua morte aconteceu em uma prisão dos Estados Unidos, na Flórida e a sua causa ainda não foi divulgada. Pepey estava preso desde junho por violência doméstica contra a própria esposa, Samara Mello, que se sente abalada e está cuidando das questões a respeito da liberação do corpo do lutador falecido.

Quem foi Godofredo Pepey

Godofredo foi um lutador de MMA, em que acabou construindo uma carreira internacional. Ele ficou conhecido também pela sua participação do reality “The Ultimate Fighter Brasil”, em 2012 e entre outros eventos em diversos países. Além disso, Pepey havia entrado no cenário político, tendo se candidatado para as eleições brasileira da prefeitura de 2024. Ele obteve uma passagem pelo UFC, com 11 lutas no total, mas foi dispensado em 2018 e a sua última luta havia sido em 2022.


Godofredo Pepey (Esquerda) lutando no UFC (Foto: reprodução/Streeter Lecka/Getty Images Embed)


Sua prisão

Pepey havia sido preso no dia 30 de junho deste ano após ter cometido agressão contra a sua esposa, Samara Mello, causando muitos hematomas, quebrando partes da casa e até mesmo ter impedido ela de sair do local. A polícia foi acionada pelos vizinhos e deram voz de prisão ao lutador. É importante destacar que ele também enfrentou muitas acusações por parte do estado da Flórida, onde tinham acusações de sequestro com ferimento corporal, intimação, agressão por estrangulamento e entre outros casos.

Investigação em curso

As autoridades americanas ainda não divulgaram as causas da morte, que foi comunicada por eles aos familiares, e os trâmites para repatriação do corpo estão em andamento. A família e a defesa da esposa do lutador lidam com burocracias internacionais para transferência e liberação do corpo. A situação gera muitos questionamentos sobre as condições de detenção e o atendimento a presos estrangeiros nos EUA.

Em entrevista, Carlinhos Maia opina sobre a prisão de Hytalo Santos

Em recente episódio no “PodDelas”, Carlinhos Maia foi o convidado da vez para um bate-papo que se estendeu por aproximadamente uma hora. A conversa abordou temas variados da vida do influenciador e sua opinião a respeito de assuntos diversos do ambiente digital, destacando seu comentário sobre a prisão de Hytalo Santos.

Carlinhos responde sobre Hytalo Santos

“Eu acho que se essas acusações de tráfico de crianças, se todas essas coisas forem verídicas, aí fo… pra pu… que pariu. Óbvio. Se dentro dessa questão aí for as coisas de filmar como ele filmava as vizinhas, as crianças, eu tenho uma opinião mais fria de quem viveu a comunidade no nordeste. ”, iniciou ele.

Na visão de Carlinhos, há uma desconexão das pessoas com a realidade presenciada nas periferias. Num lugar em que se tem crianças em contato com músicas de conotação, a figura do influenciador não deve ser responsabilizada. “É aquilo que eu falo, você fala da sua casa, mas a periferia é a ***taria 24h. Porque os pais colocam pros filhos ouvirem músicas de escracho o tempo todo. Então, você não pode cobrar de um influenciador algo que você faz o tempo todo”, disse Carlinhos Maia.


Carlinhos Maia no PodDelas (Foto: reprodução/Instagram/@poddelas)


Já sobre a acusação enfrentada por Hytalo Santos de sexualização infantil, Carlinhos usa o TikTok como exemplo do contexto atual do país. “É só você olhar em volta do TikTok, mais sexualização do que aquilo? Todas as músicas são ‘sentar’, ‘toma pa*’, e quem ta dançando são os adolescentes.”, respondeu o influenciador.

O pensamento de Carlinhos

Quando a apresentadora o indagou do papel do influenciador, Carlinhos contrapôs que as próprias plataformas devem se atentar aos motivos de sucessos e da distribuição de músicas em que há jovens exibindo-se em frente às câmeras.

Carlinhos analisou as plataformas musicais e a popularidade nacional, além da cultura brasileira de corpos que refletem na ideologia do povo. Em outro momento, o empresário discute a responsabilidade de Hytalo Santos ao filmar as crianças, mas enfatiza que é algo longe do controle da figura do influenciador, sugerindo também que a prisão pode estar servindo a interesses que vão além da busca por justiça.

Ministros do STF avaliam que prisão de Bolsonaro pode ocorrer até final do ano

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) avaliam, discretamente, que a prisão em regime fechado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deve ocorrer até o final deste ano.

A expectativa é que, com o avanço dos trâmites judiciais e a baixa probabilidade de reverter o resultado de condenação do processo, o caso esteja encerrado antes do início de 2026, ano eleitoral.

Defesa recorre de condenação de prisão

Jair Messias Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros crimes, atualmente ele cumpre prisão domiciliar, mas por outro motivo: descumprir medidas cautelares impostas em uma investigação sobre a tentativa de coagir o STF, em atuação nos EUA com seu filho, o Deputado Federal Eduardo Bolsonaro, para impor tarifas comerciais ao Brasil e evitar punições, interferindo no julgamento da trama golpista.

A Defesa de Bolsonaro solicitou, nesta segunda-feira (27), que o STF reconheça que o ex-presidente desistiu do golpe de Estado, em uma “tese de desistência voluntária“.

Os advogados recorreram da decisão de 27 anos e três meses de prisão e solicitaram a redução da pena, alegando ser uma decisão injusta imposta pelos ministros, ao final, solicitam que esses parâmetros e a condenação sejam revistos.



Entenda sobre a condenação de Bolsonaro

A publicação do acórdão da sentença, feita na última semana, deu início à contagem dos prazos para a apresentação de recursos da defesa do ex-presidente.  Nesta segunda-feira, a defesa alegou que Bolsonaro desistiu do golpe de Estado e solicitou revisão do processo, alegando que sua prisão seria injusta.

Integrantes da Corte avaliam que os recursos da defesa apresentados até agora não devem alterar o resultado do julgamento e a execução da pena é uma “questão de tempo”.

O prazo para análise final do processo entre os magistrados é prevista para o fim de novembro e o início de dezembro. A intenção é evitar que o caso se arraste para o próximo ano, ano eleitoral e evitar também o período de recesso da Corte.

Apesar da possibilidade da defesa de apresentar novos recursos, os ministros consideram não haver sustentação jurídica para reverter a condenação. O relator do caso, Alexandre de Moraes, sinaliza que não aceitará medidas protelatórias e pode determinar o início do cumprimento da pena assim que os prazos forem esgotados.

Ainda não se sabe onde Bolsonaro cumprirá a pena, A Superintendência da Polícia Federal em Brasília e o Centro Penitenciário da Papuda são algumas opções. A defesa do ex-presidente deve insistir em um pedido de prisão domiciliar, alegando questões de saúde e segurança.

Justiça dos EUA define libertação de Sean Diddy para maio de 2028

Nesta segunda-feira (27), o Departamento Federal de Prisões dos Estados Unidos anunciou que o rapper Sean Diddy Combs poderá ser libertado da prisão em 8 de maio de 2028, caso mantenha bom comportamento. O artista cumpre uma pena de 50 meses de reclusão após ser condenado, em julho de 2024, por transporte para fins de prostituição.

Preso desde setembro de 2024, o músico já cumpriu pouco mais de um ano da sentença e permanece em uma penitenciária federal de segurança média. O cálculo da data de liberação leva em conta a legislação americana, que permite redução de pena por boa conduta e participação em programas de trabalho ou educação oferecidos dentro das prisões.

De acordo com autoridades do sistema prisional, Diddy não apresentou infrações disciplinares e tem mantido comportamento cooperativo. Essa postura pode garantir a liberação antecipada e evitar sanções adicionais, caso ele mantenha o mesmo histórico até o fim da pena.

Defesa aguarda decisão sobre recurso

Fontes ouvidas pelo site Deadline afirmam que a data de soltura depende de uma série de revisões internas e pode mudar caso o tribunal acate o recurso apresentado pela defesa. Os advogados do rapper afirmam que o julgamento teve irregularidades e que a condenação foi baseada em interpretações exageradas das provas apresentadas.


Sean Diddy espera por recurso (foto: reprodução/Shareif Ziyadat/Getty Images Embed)

A promotoria, por outro lado, sustenta que as investigações comprovaram o envolvimento do artista em logística e transporte de mulheres para eventos com fins de prostituição. Ainda segundo o Ministério Público, a pena de 50 meses é uma medida proporcional e adequada.

Rapper foi condenado por duas acusações

Durante o julgamento de 2024 ,Diddy foi considerado culpado em duas das cinco acusações apresentadas. Ele foi condenado por transporte para fins de prostituição, mas absolvido das acusações mais graves, como tráfico sexual e conspiração para extorsão.

A pena máxima poderia chegar a 20 anos de prisão, mas o tribunal optou por uma sentença menor. O governo americano havia recomendado 135 meses de prisão, enquanto a defesa pedia 14 meses. O juiz fixou o prazo em 50 meses, equilibrando os pedidos.

Carreira e impacto da prisão

Figura central do hip-hop dos anos 1990, ele foi responsável por lançar grandes nomes da música americana, como The Notorious B.I.G. e Faith Evans. Além de produtor e empresário, ele acumulou fortuna com marcas de roupas e bebidas.

Com a prisão, diversos contratos publicitários foram encerrados, e sua gravadora perdeu parcerias importantes. O caso reacendeu discussões sobre a relação entre fama, poder e impunidade no cenário artístico norte-americano. A previsão de saída em 2028 deve marcar o início de uma nova fase na trajetória do rapper, que tenta reconstruir sua imagem pública após as acusações.

Em reunião, Trump pergunta sobre prisão e elogia Lula

Neste domingo (26), os presidentes Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva estiveram em uma reunião para discutir temas como a questão das tarifas, o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Lei Magnitsky, comércio bilateral e comentaram também sobre a crise na Venezuela e a guerra da Ucrânia.

Durante o encontro, o presidente americano perguntou sobre o tempo em que Lula ficou preso até ter o processo anulado e elogiou a volta por cima, vencendo as eleições de 2022.

Trump comentou sobre Lula

Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores, disse que o presidente americano elogiou “o perfil da carreira política do presidente Lula”, por ter se recuperado após ser “perseguido no Brasil” e “provado sua inocência para voltar a se apresentar e conquistar seu terceiro mandato à Presidência”. Trump também comentou sobre os processos que respondeu, após a reeleição em 2024, afirmando perseguição política contra ele.

O presidente americano mostrou estar bem informado sobre a história e o perfil político de Lula, onde já havia dito na Assembleia Geral da ONU, em setembro, que havia gostado do presidente brasileiro.

Nesta segunda-feira (27), o líder americano classificou a reunião com Lula como “muito boa”, afirmando que um acordo comercial entre EUA e Brasil deve ser fechado futuramente. Aproveitou para elogiar Lula, ao chamar de “muito vigoroso” e parabenizou pelo seu aniversário de 80 anos.


A reunião entre os presidentes Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva, na Malásia (Vídeo: reprodução/YouTube/CNN Brasil)

Os presidentes também falaram sobre o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro. “Eu disse para ele que o julgamento (de Bolsonaro) foi muito sério e com provas muito contundentes”, afirmou Lula, que disse também que Trmp sabe que o ex-presidente Bolsonaro “faz parte do passado da política brasileira”.

Outros pontos da reunião

Lula também comentou sobre a questão da tensão entre EUA e Venezuela e se colocou à disposição para ajudar em futuras negociações, sendo um mediador na relação entre os dois países, pela sua experiência como potência na América do Sul.

Segundo o ministro Mauro Vieira, Trump teria agradecido e concordado com a proposta de Lula, em servir como um intermediador no diálogo ente os EUA e Venezuela.

Além da interlocução com a Venezuela, os dois presidentes devem iniciar negócios comerciais e a suspensão de tarifas e também é esperado uma futura visita de Trump ao Brasil e de Lula aos EUA.

Bolsonaro pode ir para a prisão ainda em 2025

Após a publicação do acórdão da condenação com pena 27 anos e três meses em regime inicial fechado do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete réus por cinco crimes na trama golpista que culminou nos atos golpistas do oito de janeiro de 2023.

Com isso, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal abriu o prazo de cinco dias corridos para que a defesa dos réus recorra através de embargos de declaração, que é a única possibilidade de recurso neste caso.

Recursos devem ser julgados ainda em outubro

Com o prazo para os embargos de declaração chegando ao fim na segunda-feira(27), a expectativa dentro da Corte é que o julgamento comece no dia seguinte(28) podendo inclusive ser em plenário virtual.


Acórdão inicia prazo para defesa de Bolsonaro trazer seus embargos declaratóios (Vídeo: Reprodução/YouTube/Uol News)

Interlocutores próximos ao ministro Alexandre de Moraes confirmaram a informação e afirmam que existem duas possibilidades para que o julgamento seja inserido na pauta da Primeira Turma na próxima semana. A primeira seria a inserção do julgamento no calendário como geralmente é feito, que tem a pauta aberta sete dias antes da sessão ou o próprio ministro pode pedir a marcação de uma sessão extra, como foi feito no julgamento dos réus em setembro, que tem um prazo de 24 ou 48 horas para colocar o julgamento em pauta.

Ainda segundo interlocutores, o trânsito em julgado deve ser feito até o final de novembro, finalizando o processo com o Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, pedindo a imediata execução das penas.

Defesa deve pedir prisão domiciliar

Além da Primeira Turma, a defesa dos réus também se movimenta nos bastidores para fazer seus embargos de declaração, afinal tem o prazo de cinco dias corridos para apresentá-lo a Corte.

Apesar de ter praticamente a certeza da rejeição dos embargos, a defesa de Bolsonaro deve pedir a manutenção da prisão domiciliar, evitando uma ida a prisão. A alegação da defesa deve passar por problemas de saúde que o ex-presidente tem enfrentado desde 2018 após sofrer uma facada em Minas Gerais durante um evento de sua campanha eleitoral.

Bolsonaro está em prisão domiciliar desde agosto por conta do inquérito que investiga a atuação de Eduardo Bolsonaro, filho de Jair, nos Estados Unidos, que segundo o mesmo teria trabalhado para que o país executasse um tarifaço de 50% contra os brasileiros.

A defesa até pediu a revogação da medida em setembro, alegando que a Procuradoria Geral da República não o indiciou neste inquérito, mas foi negado alegando indícios de que a prisão domiciliar deveria ser mantida.

Além da prisão domiciliar, Bolsonaro pode ir para uma unidade militar, como aconteceu com seu vice nas eleições de 2022 e também condenado neste inquérito Braga Netto, uma sala na sede da Polícia Federal ou uma cela especial na Papuda para cumprir a pena pelos crimes cometidos na trama golpista.

Aliados esperam Bolsonaro em presídio

Quem também se movimenta nos bastidores após a publicação do acórdão da condenação de Bolsonaro são aliados do ex-presidente.

Segundo fontes ligadas a alguns deles, a expectativa é que Bolsonaro cumpra a pena em uma cela especial na Papuda, mesmo com a defesa alegando problemas de saúde, e que isso já comece em novembro, quando o trânsito em julgado deve ser confirmado.

Com isso, os aliados já começam a pensar nas estratégias para as eleições de 2026 e em quem deve ser o concorrente “bolsonarista” na votação que ocorre em outubro do próximo ano, mas com vários nomes se levantando como candidatos deste lado da política partidária do Brasil, é muito difícil que tenha um nome único vindo do bolsonarismo.

Além da condenação que retira sua possibilidade de candidatura até 2062 como sanção pela condenação na trama golpista, Bolsonaro está inelegível para eleições presidenciais até 2030 por abuso de poder econômico e político na campanha das eleições de 2022.

Para especialistas, a condenação de Bolsonaro somada a não ter um nome unanime entre seus aliados somado aos fracassos da PEC da Anistia e na não revisão da inelegibilidade do ex-presidente podem ser pontos a fragilizar o bolsonarismo como um todo.

Além disso, as votações na PEC da Blindagem e contrária a isenção do Imposto de Renda para pessoas que ganham abaixo de 5 mil reais por mês e outras votações têm feito a opinião pública olhar negativo para a base do ex-presidente.

 

Ex-presidente francês Nicolas Sarkozy chega à prisão em Paris

Nicolas Sarkozy, ex-presidente da França, se entregou na madrugada desta terça-feira (21), para a polícia francesa, após ser condenado a cinco anos de prisão, acusado de arrecadar dinheiro para fundos de campanhas ditatoriais na Líbia.

Sarkozy chegou ao presídio de segurança máxima pela manhã e estava acompanhado de sua esposa, a modelo e cantora Carla Bruni.

Advogado do ex-presidente já entrou com um pedido de liberdade.

Acusações contra Nicolas Sarkozy

O ex-presidente Nicolas Sarkozy foi condenado a cinco anos pela Justiça francesa em setembro deste ano.

Ele é acusado de conspirar em um esquema de corrupção que desviava dinheiro público para a Líbia eleger o ditador Muammar Gaddafi.

Sarkozy foi presidente conversador na França entre 2007 e 2012, e tornou-se o primeiro ex-líder do país a ser preso desde Marechal Philippe Pétain, que foi punido após a segunda guerra mundial por colaborar com nazistas.


Ex-presidente da França Nicolas Sarkozy chega à prisão em Paris | (Vídeo: Reprodução/YouTube/ G1)

Em entrevista ao jornal francês “La Tribune Dimanche”, ele deu a seguinte declaração: “Não tenho medo da prisão. Vou manter minha cabeça erguida, inclusive nos portões da prisão”, disse Sarkozy.

Nicolas Sarkozy se manifesta sobre sua prisão

O ex-presidente a caminho do presídio fez um pronunciamento em sua rede social X, ele disse:“Quero lhes dizer, com a força inabalável que é a minha, que não é um ex-presidente da República que está sendo preso esta manhã, é um inocente“. Continuarei a denunciar este escândalo judiciário, esta via-crúcis que sofro há mais de dez anos. Eis, portanto, um caso de financiamento ilegal sem o menor financiamento. Uma investigação judicial de longo prazo iniciada com base em um documento cuja falsidade agora está comprovada“.

O chefe do sistema prisional,  Sebastien Cauwel, afirmou que manterá Sarkozy em uma cela individual e em isolamento.  “Ele poderá acessar o pátio de exercícios sozinho, duas vezes ao dia, terá acesso a uma sala de atividades sozinho e ficará sozinho em sua cela”, disse Cauwel em uma entrevista à rádio RTL. Além disso o ex-presidente terá acesso a TV, telefone fixo e Chuveiro privado na sela privativa.

Juiz destaca poder de Diddy para manter abusos e aplica pena de quatro anos

Sean “Diddy” Combs enfrentará mais de quatro anos atrás das grades após ser condenado a 50 meses de prisão por duas acusações relacionadas ao transporte para fins de prostituição. O veredito marca um dos capítulos mais graves da trajetória do produtor musical, que já vinha sendo alvo de investigações e polêmicas recentes envolvendo sua vida pessoal e profissional.

Além da pena de prisão, o juiz Arun Subramanian aplicou uma multa de US$ 500 mil, valor máximo permitido pela lei nesse caso. A quantia representa não apenas uma sanção financeira, mas também um símbolo da postura rigorosa do tribunal diante das acusações.

Juiz avalia conduta de Diddy

Ao anunciar a sentença, o juiz Arun Subramanian destacou a gravidade das ações cometidas por Sean “Diddy”, classificando-as como ofensas que deixaram marcas permanentes em duas mulheres. Segundo o magistrado, os crimes não foram episódios isolados, mas sim um padrão de conduta que se estendeu por mais de uma década, sustentado pelo poder e pelos recursos do artista.

Para Subramanian, essa realidade evidencia não apenas a dimensão do abuso, mas também como a influência e o prestígio de Combs permitiram que tais práticas. A fala do juiz reforçou a necessidade de responsabilização exemplar, destacando que o tribunal não tem plena confiança de que, em liberdade, o réu não voltaria a reincidir.


O rapper Sean "Diddy" condenado (Foto: reprodução/Instagram/@lorenamagazine)

O processo de definição da pena foi marcado por divergências entre acusação, defesa e o departamento de liberdade condicional. Enquanto os promotores federais defendiam uma condenação superior a 11 anos de prisão, como forma de estabelecer um precedente mais rigoroso, os advogados de Combs pediam apenas 14 meses, incluindo o tempo já cumprido, o que poderia resultar em sua libertação imediata.

Já o relatório do departamento de liberdade condicional recomendava um período entre 70 e 87 meses. Diante desse impasse, Subramanian optou por uma decisão fixando a pena em 50 meses e acrescentando uma multa.

Justiça nega fiança e mantém Diddy detido desde 2024

Preso desde setembro de 2024, Diddy teve todos os seus pedidos de liberdade sob fiança negados pela Justiça americana, permanecendo detido até a audiência final. O caso, acompanhado de perto pela imprensa, expôs tanto a gravidade das acusações quanto a resistência da Justiça em flexibilizar as condições diante do histórico apresentado.

No momento de falar ao tribunal, o rapper tentou demonstrar arrependimento, dizendo que “as pessoas podem mudar” e que ele próprio teria mudado. Segundo Diddy, experiências difíceis o abalaram de tal forma que transformaram sua trajetória “para melhor”. Ainda assim, o juiz destacou que somente o cumprimento da pena mostrará se essa mudança é genuína, reforçando o caráter de responsabilização da sentença.