Trump afirma interrupção de entrada de imigrantes de países de terceiro mundo

Nesta sexta-feira (28), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se manifestou em suas redes sociais a respeito dos imigrantes de “países do terceiro mundo”. Ele acusou esses imigrantes pelos problemas que causaram ao sistema do país e anunciou uma “pausa permanente” na imigração de todos os países, para que os EUA se recuperem totalmente. Ele não detalhou quais países seriam afetados nem como a nova regra será aplicada na prática.

Cortes de benefícios e revisão de vistos

Além da suspensão do fluxo migratório, Trump declarou que irá encerrar benefícios e subsídios federais concedidos a não-cidadãos. Segundo ele, também planeja “desnaturalizar” imigrantes considerados como “encargos públicos”, “riscos à segurança” ou “incompatíveis com a civilização ocidental”, abrindo caminho para sua deportação. A medida incluiria, conforme o presidente, “milhões de admissões ilegais” concedidas nos governos anteriores.


Postagem de Trump sobre a imigração (Foto: reprodução/X/@realDonaldTrump)


Contexto e justificativas políticas

O anúncio ocorre em meio a tensões internas nos EUA, com o governo associando imigração a problemas de segurança e sobrecarga de serviços públicos. Em seu discurso, Trump culpou os estrangeiros por parte da instabilidade urbana, elevando o tom da retórica contra fluxos migratórios internacionais. A palavra “Terceiro Mundo”, embora obsoleta, foi usada para agrupar amplamente países com economias menos favorecidas.

Reações imediatas e incertezas sobre implementação

Analistas e organizações de direitos humanos já expressam preocupação com a medida, por considerá-la discriminatória e violadora de acordos internacionais de proteção a refugiados e migrantes. A falta de clareza sobre quem será afetado, se todos os estrangeiros de países menos desenvolvidos ou apenas parte, cria grande insegurança. Até agora, não há detalhes sobre exceções para vistos de trabalho, estudo ou proteção humanitária.

Com a declaração, os Estados Unidos sinalizam uma nova fase de restrição migratória ainda mais rígida, com impacto potencial em milhões de pessoas globalmente. A expectativa agora recai sobre como o governo implementará as novas regras, quais serão os critérios para “pausa permanente” e que efeitos isso terá na reputação internacional do país.

Sancionada isenção do Imposto de Renda que redefine peso dos impostos em 2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quarta-feira (26) a lei que amplia a isenção do Imposto de Renda para trabalhadores com salários de até R$ 5 mil mensais, medida que começa a valer em janeiro de 2026 e representa uma mudança significativa na política tributária do país. A iniciativa aumenta a renda disponível das famílias e cumpre uma das principais promessas econômicas da atual gestão.

Desse modo, a nova legislação estabelece isenção total para quem recebe até R$ 5 mil e desconto parcial para rendas de até R$ 7.350. Esse ajuste corrige anos de defasagem na tabela, que vinha sendo apontada por especialistas como uma das principais distorções do imposto sobre a renda no Brasil. Com as mudanças, o governo projeta que 10 milhões de pessoas deixem de pagar o tributo e outras 5 milhões passem a ter redução no valor devido, ampliando o alcance das atualizações iniciadas em 2023.

Mais renda e tabela atualizada

A proposta busca simplificar o sistema e fortalecer o poder de compra da população, em um momento em que o governo tenta estimular o consumo e incentivar a formalização. O Ministério da Fazenda afirma que a reformulação da tabela, somada aos reajustes anteriores, promove maior equilíbrio entre arrecadação, justiça fiscal e capacidade contributiva dos brasileiros.


Internautas repercutem isenção do Imposto de Renda nas redes sociais (Foto: reprodução/Instagram/@rainhamatos/@govbr)


Impacto fiscal e aprovação unânime

Para compensar a perda de receita decorrente da ampliação da isenção, o governo adotou medidas voltadas ao aumento da contribuição de faixas superiores de renda, preservando serviços públicos e mantendo o equilíbrio fiscal. O Palácio do Planalto afirma que a estrutura foi planejada para evitar qualquer impacto adicional no orçamento federal.

O projeto que deu origem à nova lei foi aprovado por unanimidade na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, consolidando uma das vitórias mais expressivas do governo em 2025. Com o novo sistema, a tabela do Imposto de Renda passa a refletir de forma mais clara a diferença entre os níveis de renda, tornando o modelo mais progressivo e alinhado ao momento econômico do país.

Defesa critica prisão de Bolsonaro

No começo da manhã deste sábado (22), o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro foi preso preventivamente por ordem do ministro Alexandre de Moraes. A medida foi necessária, uma vez que foram identificadas violações na tornozeleira eletrônica que o ex-presidente usava enquanto estava em prisão domiciliar. Além disso, uma vigília convocada por Flávio Bolsonaro poderia criar um tumulto e facilitar uma possível fuga do ex-presidente.

Contudo, a defesa de Jair Bolsonaro aponta que a prisão preventiva causa uma “profunda perplexidade“. Os advogados de Jair explicam que a prisão preventiva havia sido decretada com base na vigília organizada por Flávio e que isso estaria dentro do direito à liberdade religiosa, garantido pela Constituição.

Críticas da defesa

Em nota, a defesa de Bolsonaro explicou o porquê da insatisfação e perplexidade da ordem de prisão preventiva dada ao ex-presidente. “A prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, decretada na manhã de hoje, causa profunda perplexidade, principalmente porque, conforme demonstra a cronologia dos fatos, está calcada em uma vigília de orações“.

O ministro Alexandre de Moraes deu a ordem para que Bolsonaro fosse preso preventivamente, pois, segundo ele, havia risco de fuga e ameaça à ordem pública. Entretanto, os defensores de Bolsonaro rebatem, explicando que ele estava em sua residência em Brasília, usando tornozeleira eletrônica e havia monitoramento policial constante, o que, de acordo com os advogados, descartava o risco de fuga.


Bolsonaro durante prisão domiciliar (Foto: reprodução/Diego Herculano/Reuters)


Situação de Bolsonaro

Bolsonaro estava em prisão domiciliar desde 4 de agosto de 2025, devido a um inquérito que investiga a tentativa de interferir no processo da trama golpista, no qual foi condenado em setembro do mesmo ano. Não havendo chances de recurso nesse processo, o ex-presidente cumprirá 27 anos e 3 meses de prisão.

Com a identificação de risco de fuga e violação da tornozeleira eletrônica, o ministro Alexandre de Moraes decretou prisão preventiva do ex-presidente, contudo, a prisão ainda não entra no cumprimento da pena de 27 anos e 3 meses, isso só ocorrerá quando Bolsonaro for levado para uma unidade prisional.


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Bolsonaro ainda não cumpre a pena determinada (Foto: reprodução/Bloomberg /Getty Images Embed)


A decisão de converter a prisão domiciliar em prisão preventiva adiciona um novo capítulo à já conturbada situação de Jair Bolsonaro, que segue no centro de investigações e disputas judiciais. Enquanto a defesa insiste em dizer que não havia risco de fuga e critica sobre exageros na determinação do ministro Alexandre de Moraes, o Supremo mantém sua posição de que as medidas foram necessárias para garantir a ordem pública e a efetividade da execução penal.

Agora, o ex-presidente aguarda definição sobre sua transferência para uma unidade prisional, etapa que marcará o início do cumprimento da pena de 27 anos e 3 meses imposta pela Justiça.

Bolsonaro é preso preventivamente após decisão do STF por Moraes

Nesta manhã (22), Jair Messias Bolsonaro (PL), ex-presidente do Brasil, pegou prisão preventiva pela Polícia Federal (PF) em Brasília, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A operação ocorreu por volta das 6:35 hr, quando chegou ao condomínio onde Bolsonaro estava sob prisão domiciliar, um comboio da PF.

Segundo nota oficial da PF, trata-se apenas de uma “prisão preventiva”, ou seja, uma ação cautelar, portanto a ação tomada não se refere ao início do cumprimento da pena a que Bolsonaro foi condenado  A justificativa central é garantir a ordem pública, especialmente diante de uma vigília convocada por apoiadores nas proximidades da residência do ex-presidente.

Motivações para a decisão judicial

A detenção foi pedida justamente pela PF, que alertou os riscos de uma mobilização de simpatizantes do condenado. Na véspera, o senador Flávio Bolsonaro, filho de Jair, havia convocado uma vigília nas imediações da casa do pai, o que preocupou as autoridades com possível tumulto ou interferência na execução das medidas cautelares.

Na decisão, Moraes enfatizou que a prisão deveria respeitar a dignidade de Bolsonaro: ressaltou que a ação seria executada sem algemas e sem exposição midiática.  O ministro apontou ainda que havia risco de desrespeito às medidas já impostas, como a tornozeleira eletrônica, há indícios de violação do equipamento, o que alimentou a tese de uma possível tentativa de fuga. 

Histórico processual e condenação

Bolsonaro já havia sido condenado a 27 anos e três meses de prisão na Ação Penal 2668, relacionada à trama golpista após a eleição de 2022.  No entanto, a prisão preventiva decretada agora não está diretamente vinculada ao início do cumprimento dessa pena, segundo a PF e a decisão judicial. 

Desde 4 de agosto de 2025, Bolsonaro cumpria prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica como parte de medidas cautelares.  A defesa do ex-presidente chegou a pedir ao STF que a detenção domiciliar fosse mantida por “razões humanitárias”, citando problemas de saúde e a fragilidade de Bolsonaro, que tem histórico médico e já passou por cirurgias. 

Moraes, contudo, optou pela conversão para prisão preventiva. Na sua avaliação, os riscos à ordem pública, diante da vigília convocada pelo filho de Bolsonaro e a possibilidade de violação da tornozeleira, justificavam a medida cautelar mais rigorosa. 

Reação da ex-primeira dama

Michelle Bolsonaro reagiu à prisão preventiva de Jair Bolsonaro por meio de um story no Instagram em que citou o Salmo 121


Story de Michelle Bolsonaro (Foto:Reprodução/Instagram/@michellebolsonaro)


Ela também escreveu: “Confio na justiça de Deus. A justiça humana, como temos visto, não se sustenta”, fazendo referência à facada sofrida por Bolsonaro em 2018 como prova de que Deus já “livrou” seu marido em outras situações difíceis.

Cenário e implicações

A prisão preventiva de Bolsonaro reforça a gravidade do momento político: apesar de já estar condenado, ele não iniciava o cumprimento de pena formal, segundo a PF.  A vigilância sobre seus atos, sua liberdade e seus movimentos se intensificou, e a decisão de Moraes também sinaliza que o STF vê riscos reais em manter Bolsonaro apenas em prisão domiciliar.

Por outro lado, a defesa poderá continuar pleiteando o regime domiciliar, especialmente com argumentos médicos, sua equipe jurídica já havia feito esse pedido à Corte. Resta saber como o STF e a PF vão conduzir os próximos passos: se Bolsonaro permanecerá na sala especial da Superintendência da PF em Brasília ou se será movido para outro local mais restrito.

A prisão preventiva, por definição, é temporária e tem como foco garantir que medidas legais sejam respeitadas e que riscos identificados sejam mitigados. No caso de Bolsonaro, essa decisão reforça a tensão política e institucional em torno de sua condenação e de sua influência entre parte significativa da população.

EUA rejeitam saída lenta de Maduro e ampliam pressão militar no Caribe

A Casa Branca rejeitou, nesta quarta-feira (19), uma proposta feita por Nicolás Maduro para deixar a presidência da Venezuela após um período de transição de dois a três anos. A oferta, apresentada em conversas informais autorizadas previamente pelo governo de Donald Trump, previa garantias políticas e econômicas, incluindo o acesso de empresas americanas às reservas petrolíferas venezuelanas. Para Washington, porém, qualquer adiamento da saída do líder chavista é considerado inaceitável, reforçando o impasse diplomático em meio à escalada militar que marca o momento atual.

Negociações paralelas e desconfiança mútua

Mesmo com a recusa, a movimentação indica que os dois governos continuam testando caminhos de diálogo. Maduro tem demonstrado publicamente disposição para conversas diretas e chegou a pedir uma reunião “cara a cara” com Trump, repetindo apelos por paz enquanto critica a intensificação das ações militares americanas no Caribe. Segundo o governo venezuelano, a presença militar dos EUA na região busca fragilizar seu governo. Já Washington afirma que a operação é parte de um esforço ampliado para combater o chamado “narcoterrorismo”.


Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Foto: reproduzir/Instagram/@realdonaldtrump)


Os Estados Unidos já realizaram mais de 20 ataques contra embarcações consideradas suspeitas de transportar drogas na costa venezuelana e no Pacífico, resultando em dezenas de mortes. Autoridades americanas defendem que as ações miram grupos criminosos, mas familiares das vítimas alegam que muitos mortos eram apenas pescadores. Paralelamente, especialistas independentes criticam a designação do Cartel de los Soles como organização terrorista, afirmando que faltam provas de uma estrutura organizada nos moldes de um cartel tradicional.

Escalada militar e incerteza política

O Pentágono enviou para o Caribe o porta-aviões Gerald R. Ford, o maior navio de guerra do mundo, acompanhado de submarinos, destróieres e aeronaves. A movimentação reforça a estratégia de manter pressão constante sobre Caracas enquanto Trump avalia caminhos possíveis: buscar um acordo diplomático, negociar uma saída voluntária de Maduro ou considerar ações mais duras.
Ainda assim, Trump declara que está disposto a ouvir Maduro. A combinação de tensão militar e abertura para diálogo cria um cenário imprevisível para o futuro da crise venezuelana.

STF publica acórdão e mantém condenação de Bolsonaro e aliados

Nesta terça-feira (18), o Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou no Diário de Justiça Eletrônico o acórdão que oficializa a decisão da Primeira Turma de negar os recursos apresentados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e por outros seis réus na Ação Penal 2668, que investigou o alegado plano de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Assim, as defesas têm um prazo de cinco dias para apresentar embargos de declaração, etapa que precede o trânsito em julgado e o início do cumprimento das penas.

Publicação do documento e efeitos processuais

A divulgação do acórdão representa um ponto crucial no processo: é o documento oficial que consolida o veredito e dá seguimento aos prazos processuais.
No acórdão, a Primeira Turma do STF destacou que identificou a formação de uma organização criminosa liderada por Bolsonaro e seus aliados, com o objetivo de obstruir a diplomação ou a posse do presidente eleito.



A liberação desse documento inicia automaticamente o período de cinco dias para a apresentação de embargos de declaração, um dos últimos recursos antes do trânsito em julgado da decisão, tornando esse momento crucial para o desenrolar dos acontecimentos relacionados à condenação.

Consequências para a defesa e para o cumprimento das penas

Com a publicação do acórdão, as defesas dos réus entram em uma etapa bastante limitada: há poucos dias para apresentar embargos de declaração ou, possivelmente, embargos infringentes.
Contudo, especialistas indicam que, considerando o resultado do julgamento com apenas um voto divergente, a probabilidade de sucesso desses recursos é vista como baixa, o que aumenta a chance de que as penas ou penas aplicadas comecem a ser executadas.


Stf publica o acórdão e abre prazo para novos recursos serem apresentados (Vídeo: reprodução/YouTube/UOL)


Na prática, se novos recursos não forem aceitos, o processo avança para a fase de execução. Isso significa que a Corte pode informar à Vara de Execuções Penais sobre o início do cumprimento, mesmo que ainda haja discussões sobre regime, local e condições de detenção.

A divulgação deste acórdão pelo STF constitui um progresso significativo na condução do processo da tentativa de golpe que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados: o procedimento judicial ingressa agora em uma fase final, com menores possibilidades de modificação da sentença. Para o país, é um momento decisivo: a decisão solidifica a posição da Corte em relação à responsabilidade penal de altos agentes públicos e permite a aplicação das penas, o que pode ter um impacto significativo no cenário político e institucional brasileiro nos meses seguintes.

Alexandre de Moraes vota para que Eduardo Bolsonaro se torne réu

Nesta sexta-feira (14), Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), votou a favor para que o deputado federal Eduardo Bolsonaro receba a denúncia e se torne réu na Corte, devido a ele ter tentado coagir o STF em uma tentativa de interferir no andamento do processo contra seu pai, Jair Bolsonaro, que foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão, por tentativa de golpe de Estado. Em seu voto, o ministro disse que a denúncia aponta para “um ambiente institucional e social de instabilidade”, com uso de sanções, suspensão de vistos e outras medidas para constranger ministros.

Acusações da PGR

De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), Eduardo Bolsonaro buscou apoio nos Estados Unidos para pressionar o STF a decidir de forma favorável ao ex-presidente Jair Bolsonaro em processos por tentativa de golpe de Estado. A acusação baseia-se no crime previsto no art. 344 do Código Penal, coação no curso do processo, o que, se acolhido, transitará para ação penal formal.


Notícia do voto de Alexandre de Moraes (Vídeo: reprodução/YouTube/@Terra)


Consequências processuais e cenário político

Com o voto de Moraes, caso os demais ministros acompanhem, Eduardo poderá ser oficialmente transformado em réu no STF. A partir daí, iniciará a instrução processual com produção de provas, depoimentos e eventuais medidas de liberdade cautelar. No âmbito político, a decisão intensifica a tensão entre poderes e renova o debate sobre interferência no Judiciário, implicando repercussões para a base aliada e para a atuação de Eduardo no Parlamento.

Expectativas e próximos passos

Os ministros da Primeira Turma têm até 25 de novembro para se manifestar sobre o recebimento da denúncia. A maioria dos votos favoráveis pode impulsionar a abertura de processo penal contra o deputado. Enquanto isso, o cenário jurídico e político acompanha de perto os desdobramentos dessa denúncia que movimenta o tribunal e a cena legislativa-executiva.

Trump quer processar BBC por edição de fala sobre invasão ao Capitólio

O presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou processar a emissora inglesa BBC em US$ 1 bilhão O equivalente a R$ 5,3 bilhões) por uma edição, considerada pelo republicano como “enganosa”, de um documentário sobre a invasão ao Capitólio, em 2021. Na produção, dois discursos do republicano, separados por um intervalo de 50 minutos, são mostrados de maneira sequencial.

Nesta segunda-feira (10), a emissora pediu desculpas pelo ocorrido, que resultou no pedido de demissão de dois jornalistas do canal.

Panorama

Uma semana antes das eleições de 2024, que elegeu Donald Trump presidente dos EUA pela segunda vez, a BBC levou ao ar o documentário do programa “Panorama”, que contava sobre a invasão ao Capitólio, ocorrida em 6 de janeiro de 2021. Naquela ocasião, apoiadores do republicano, insatisfeitos com o resultado do pleito do ano anterior, em que Trump foi derrotado pelo democrata Joe Biden, invadiram a sede do poder legislativo americano.

Após a derrota nas eleições presidenciais, em 2020, Trump questionou o que apontava as urnas: “Vamos caminhar até o Capitólio e vamos aplaudir nossos bravos senadores e congressistas”, disse ele para seus apoiadores. O episódio foi retratado no documentário da BBC, entretanto, esse trecho da fala do republicano foi alterado para “Vamos caminhar até o Capitólio… e eu estarei lá com vocês. E lutaremos. Lutaremos com todas as forças”.

Trump havia dito as frases presentes na produção, mas com um intervalo de 50 minutos de uma fala para outra, diferente do que a edição do documentário mostra.


Entrada da emissora inglesa, BBC, em Londres (Foto: reprodução/Henry Nicholls/AFP/Getty Images Embed)


Indignação sobre o documentário

Por meio de uma carta, os advogados de Donald Trump entraram em contato com a BBC para exigir uma retratação completa da produção, além de quaisquer declarações difamatórias, falsas, depreciativas, sobre o chefe de Estado norte-americano.

A defesa do republicano ainda exigiu que a BBC destaque a retratação da mesma maneira que destacou o lançamento do documentário. Os advogados de Trump solicitam uma indenização pelo ocorrido, que pode chegar a US$ 1 bilhão, R$ 5,3 bilhões, até próxima sexta-feira (14).

Governo do DF solicita laudo médico para avaliar permanência de Bolsonaro

O Governo do Distrito Federal (GDF) enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um ofício solicitando que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passe por uma avaliação médica antes de ser eventualmente encaminhado ao Complexo Penitenciário da Papuda. O pedido, feito pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seape), busca verificar se o estado de saúde do ex-presidente é compatível com as condições oferecidas no sistema prisional da capital federal.

No documento, o secretário da Seape, Wenderson Souza e Teles, afirma que é necessário um laudo especializado para atestar a viabilidade do cumprimento da pena em regime fechado. O texto menciona, ainda, que o objetivo é garantir a integridade física do ex-presidente e o cumprimento das normas de assistência médica e nutricional previstas no sistema.

A solicitação ocorre a poucos dias do julgamento dos recursos referentes à condenação de Bolsonaro e outros seis réus envolvidos na chamada “trama golpista”. O caso volta à pauta do Supremo em 7 de novembro, e a definição sobre o local de cumprimento da pena pode ser determinada após essa fase processual.

Condição clínica motiva pedido de perícia

O documento encaminhado ao STF faz referência às recentes intervenções cirúrgicas pelas quais Bolsonaro passou, especialmente na região abdominal, e a um episódio de emergência médica ocorrido em setembro de 2025. Na ocasião, o ex-presidente precisou ser escoltado ao Hospital DF Star, onde permaneceu internado por uma noite.



Essas ocorrências foram apresentadas pela Seape como justificativa para que uma equipe médica avalie se o ex-presidente pode ser mantido em unidade prisional comum, ainda que em área reservada para presos vulneráveis. A pasta reforça que a medida busca prevenir riscos à saúde e assegurar atendimento adequado, conforme as regras do sistema penitenciário.

A Seape, em nota enviada ao g1, declarou que não comentaria o conteúdo do ofício por se tratar de “assunto institucional e sigiloso” tratado diretamente com a Suprema Corte. A secretaria ressaltou que toda comunicação relacionada ao processo segue trâmites confidenciais, o que reforça o caráter sensível da solicitação.

Possível destino e rotina no presídio

Caso o STF determine o cumprimento da pena em regime fechado, o Complexo Penitenciário da Papuda é uma das opções consideradas para receber o ex-presidente. A unidade é formada por cinco presídios, incluindo alas destinadas a detentos vulneráveis, como ex-políticos e agentes públicos, com estrutura diferenciada e celas individuais.

Nessas alas, as celas medem cerca de 30 m², possuem beliches, chuveiro e vaso sanitário, além de oferecerem quatro refeições diárias e duas horas de banho de sol. Apesar de manter um padrão mais controlado, o regime é rigoroso e segue as mesmas regras gerais aplicadas aos demais internos.

Atualmente, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar preventiva em sua residência, no Jardim Botânico, em Brasília, por outra investigação conduzida pelo Supremo. A decisão sobre sua transferência para o sistema prisional dependerá do julgamento dos recursos e da avaliação médica solicitada pelo governo do DF.

Mauro Cid tem sua tornozeleira eletrônica removida após decisão do STF

Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente, Jair Bolsonaro (PL), teve sua tornozeleira eletrônica retirada após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira (3). A Primeira Turma da Corte finalizou o julgamento da trama golpista em relação ao Tenente Coronel, que teve a pena mais leve dentre todos os condenados.

Diferente de Cid, os outros réus aguardam a análise dos recursos, que foram apresentados ao STF.

Restrições a Cid

O julgamento de Mauro Cid foi concluído nesta segunda-feira, e com ele, veio a decisão de que o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro não terá mais a necessidade de utilizar tornozeleira eletrônica. Entretanto, na última sexta-feira (30), o ministro do STF, Alexandre de Moraes, determinou que Cid iniciasse o cumprimento de sua pena por participar de uma tentativa de golpe de Estado, que é de 2 anos de reclusão em regime aberto, cumprindo algumas medidas cautelares impostas pela Corte.

Dentre as medidas cautelares, Cid terá de se recolher em sua residência entre 20h e 6h, e integralmente durante os fins de semana, o que vai de encontro à ideia do Tenente Coronel de deixar o país. Além disso, o militar está proibido de portar armas, utilizar-se de seus perfis nas redes sociais, e está impossibilitado de se comunicar com investigados e condenados pela trama golpista.

Após pedido da defesa de Cid, o ministro e relator do caso, Alexandre de Moraes, determinou que fosse levantado o período em que o militar esteve preso de maneira provisória, para que esse tempo de reclusão seja abatido na sua pena.


Mauro Cid depõe no inquérito que investigou os atos de 8 de janeiro, em Brasília (Foto: reprodução/Evaristo Sa/AFP/Getty Images Embed)


Menor pena

Por ter sido o delator na investigação da tentativa de golpe de Estado, Mauro Cid obteve a menor pena dentre os réus, com 2 anos de reclusão em regime aberto com algumas medidas cautelares. As defesas dos demais condenados, como Jair Bolsonaro, Almir Garnier, Anderson Torres, Alexandre Ramagem, Walter Braga Netto, e Paulo Sérgio Nogueira, apresentaram recursos na semana passada contra a condenação antes do cumprimento de suas respectivas penas. A defesa do General Augusto Heleno ainda não se manifestou.