OpenAI enfrenta processo por possível impacto do ChatGPT na saúde mental de usuário

OpenAi responde processo de seis famílias nos Estados Unidos, alegando que o ChatGPT contribuiu para o desenvolvimento de momentos de delírios, dependência emocional e autodestruição.  As acusações incluem auxilio ao suicídio, homicídio por negligência e falhas graves de segurança; durante entrevista de investimentos, surpreendem o CEO com o assunto delicado.

Momento delicado para OpenAI

Ações protocoladas contra OpenAI acontecem nos tribunais estaduais da California. Entre as alegações, uma informa a contribuição do chatbot para a autodestruição e instrução de como retirar a própria vida a Jovem de 17 anos, meio a conversa. Outro caso, homem desenvolve delírios depois de dois anos interagindo, perdendo estabilidade emocional, prejudicando aos poucos o meios sociais e financeiros. Houveram diversos alertas sobre as versões mais poderosas do chatGPT ao estado psicológico dos usuários antes de disponibilizar ao público, informa Social Media Victims Law Center e  Tech Justice Law Project.


ChatGPT (Foto: Reprodução/Cheng Xin/Getty Images Embed)


OpenAi, em comunicado, declara serem “profundamente tristes” os relatos, afirmou responder formalmente após analisar os detalhes das ações judiciais. A companhia reforça investimento em sistemas de segurança e meios de evitar danos, porém não expos planos de possíveis mudanças nas novas versões. O tema da disputa judicial amplia e chama atenção para debates sobre limites e responsabilidades da inteligência artificial no cotidiano da sociedade.

O perigo das “IAS terapeutas”

No brasil, segundo a estimativa do UOL com dados da agencia de comportamento Talk, certa de 12 milhões de brasileiros utilizam da ferramenta de inteligência artificial como terapeuta, nos EUA o cenário é mais alarmante, cerca de 49,2 milhões de adultos, 19% dos americanos. A ferramenta possui disfuncionalidade, diagnosticando e aconselhando de maneira perigosa. Segundo Exame “IA falha em reconhecer intenções suicidas ou sintomas psicóticos e oferece respostas prejudiciais. Em um dos testes, pesquisadores receberam estatísticas sobre a altura de pontes ao invés de uma intervenção de crise” regredindo estados, contrário ao objetivo dos usuários.

A utilização de IA para apoio de profissionais de saúde, ajuda em diagnósticos, porém policiando sobre os riscos, existindo respostas incorretas, disseminação de desinformação e violações de privacidade, segundo Organização Mundial da Saúde (OMS). A utilização para autocuidado, pode fornecer conselhos médicos incorretos, recomendar a mistura de medicamentos contraindicados, validar crenças delirantes agravando delírios em usuários vulneráveis. E sua dependência, pode levar o adiamento de cuidados urgentes de profissionais necessários.



Durante entrevista com a revista Veja, CEO Altman foi surpreendido enquanto explicava os planos de investimento. Existindo planos de data centers em estados brasileiros como São Paulo, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Questionado sobre o tema sensível, respondeu, mas cauteloso, afirmando que, a IA é uma das opções acessíveis, embora profissionais humanos sejam a melhor opção, mas, trata de uma alternativa para aqueles que não podem pagar pelo serviço. A fala do CEO, acontece enquanto a empresa responde processos jurídicos. Especialistas argumentam, a medida que a IA degenerativa ganhe capacidade de atuar, simulando empatia e uma conversa natural, aumenta o risco de dependência emocional e psicológica dos usuários.

OpenAi está passando por mais um episódio delicado de seus diversos temas que abordam Inteligência Artificial e seus impactos positivos e negativos à sociedade e meio ambiente. A humanização de seus sistemas, a cada versão, cresce o risco de aumento de problemas psicológicos na sociedade por contribuição do chatbot, precisando atentar-se no desenvolvimento e cuidados, responsabilizando por seus impactos diretos e indiretos. Atualmente, existem planos de data centers no Brasil, o projeto do Rio de Janeiro deve se tornar um dos maiores do tipo na América Latina e sem nenhum investimento por parte da OpenAI.

OpenAI entra na liga dos gigantes: US$ 500 bilhões e um novo jogo com a Microsoft

A inteligência artificial acaba de ganhar um novo marco financeiro, e simbólico. A OpenAI, criadora do ChatGPT, atingiu uma avaliação de meio trilhão de dólares após fechar um novo acordo de cooperação com a Microsoft. Mais do que um número impressionante, o movimento indica que a empresa quer deixar de ser uma “startup visionária” e assumir de vez o papel de potência corporativa global.

Do laboratório à bolsa de valores

Desde sua fundação em 2015, a OpenAI sempre carregou uma dualidade curiosa: nasceu como uma organização sem fins lucrativos, mas se transformou na empresa que mais monetizou a corrida da IA. O novo acordo com a Microsoft reestrutura a companhia como uma Public Benefit Corporation (PBC), um modelo híbrido que busca equilibrar lucro e propósito público.

Na prática, isso significa mais liberdade para captar investimentos, firmar contratos e expandir produtos — sem abrir mão, ao menos no papel, do compromisso ético com o desenvolvimento responsável da inteligência artificial.

Microsoft, o braço direito (e esquerdo)

A relação entre OpenAI e Microsoft continua próxima, mas com novos contornos. A gigante de Redmond passa a deter uma fatia de 27% da nova holding da OpenAI, um número que traduz não só investimento, mas também dependência mútua.


Imagem editada mostrando a parceria das duas empresas (Foto: reprodução/X/@zealbori)

De um lado, a OpenAI ganha acesso garantido a uma das infraestruturas de computação mais poderosas do planeta, o Azure. De outro, a Microsoft consolida sua posição como guardiã e parceira estratégica da empresa que dita o ritmo da revolução da IA generativa.

A nova avaliação de mercado da OpenAI a coloca em um seleto grupo de gigantes como Meta, Tesla e Nvidia. Mas há quem veja o número como mais um gesto de confiança do que uma medição exata de valor. O faturamento da empresa ainda não acompanha esse patamar, mas a percepção de que ela está na dianteira da corrida pela “inteligência geral artificial” (AGI) faz investidores aceitarem pagar caro por um pedaço do futuro.

Desafios: poder, ética e velocidade

O desafio agora é equilibrar a força tecnológica com responsabilidade. À medida que a IA se torna onipresente, em escolas, empresas, governos, a OpenAI se vê pressionada a provar que consegue inovar sem atropelar fronteiras éticas.

Internamente, a mudança de estrutura também levanta perguntas: quem manda, afinal? O conselho de ética? Os investidores? A Microsoft? O CEO Sam Altman, que há meses vem se equilibrando entre genialidade e pragmatismo, precisará mostrar que a nova OpenAI não é apenas mais rica, mas também mais estável.

O novo eixo do poder em IA

O acordo sela uma nova fase da indústria. Se o Google dominou a busca, a Apple o design e a Amazon o e-commerce, a OpenAI quer dominar a inteligência, o motor invisível que vai mover todos os outros setores.

Com 700 milhões de usuários semanais e presença em praticamente todos os ramos corporativos, a empresa se consolida como o padrão de referência da IA global. E, com o aval da Microsoft, passa a ter fôlego para disputar território com Nvidia, Anthropic e até o próprio Google DeepMind.

Mais que uma empresa, um sinal de época

A valorização da OpenAI a US$ 500 bilhões não é apenas sobre capital. É sobre a mudança de eixo da economia mundial, do petróleo e dos semicondutores para os modelos de linguagem e a capacidade de aprender.

A nova OpenAI nasce mais poderosa, mais vigiada e mais cobrada. E talvez seja justamente essa combinação que definirá a próxima década da tecnologia.

OpenAI suspende vídeos gerados de Martin Luther King

De acordo com o jornal The Washington Post, usuários têm feito vários vídeos com inteligência artificial colocando a imagem de Martin Luther King no meio, porém, os conteúdos eram desrespeitosos. Ao saber disso, a OpenAI, criadora do ChatGPT, suspendeu a criação de vídeo com o King. Os usuários utilizam a plataforma Sora, que é a IA responsável pela criação de comandos e vídeos e que foi lançado no final de setembro desse ano, mas não foi lançada ainda no Brasil.

Quais eram os conteúdos

Usuários passaram a gerar vídeos com falas manipuladas ou cenas ofensivas envolvendo Martin Luther King. Nessas cenas ofensivas, tinha uma simulação dele fazendo sons de macaco durante o seu discurso famoso do “Eu tenho um sonho” e provocações em uma luta livre. Esses tipos de vídeos acabaram levando a uma enxurrada de protestos e críticas nas redes sociais e na imprensa. A empresa decidiu, então, por pedido da própria filha do ativista, desativar temporariamente a função até que mecanismos de controle mais robustos sejam desenvolvidos. Além de Martin Luther King, também haviam feito vídeos de Robin Williams, ator que foi morto em 2014, e do famoso John F. Kennedy.


Sora, plataforma da OpenAI (Foto: reprodução/Cheng Xin/Getty Images Embed)

Defesa da OpenAI

Usuários passaram a gerar vídeos com falas. Em comunicado interno, a OpenAI afirmou que está comprometida com usos éticos da inteligência artificial e que enxerga o incidente como um alerta sobre os limites da tecnologia. A empresa garantiu que continuará investindo em filtros e auditorias para impedir que figuras públicas e históricas sejam distorcidas desse modo.

Impactos para usuários e desenvolvedores

A suspensão afeta tanto usuários comuns quanto desenvolvedores e pesquisadores que utilizavam a função para criar vídeos artísticos ou educacionais com Martin Luther King. A OpenAI disse que buscará diretrizes claras para retomar a funcionalidade, só quando for possível garantir que abusos não voltem a ocorrer.

Elon Musk processa Apple e OpenAI e pede indenização bilionária

A empresa de inteligência artificial de Elon Musk, XAI, entrou na justiça contra a Apple e a OpenAi no tribunal federal dos Estados Unidos, no estado do Texas, nesta segunda-feira (25). A XAI diz que as empresas processadas tramaram ilegalmente para não permitirem sua companhia de concorrer em inteligência artificial.

O processo

Musk afirma que a Apple e a OpenAI bloquearam mercados para impedir que suas empresas X e a XAI não concorram. Ele afirma que a Apple e OpenAi se uniram para colocar o ChatGPT no seu sistema operacional no iPhone, iPads e Macs.  Essa operação fez com que os aplicativos X e Grok não se destaquem no App Store. A XAI pediu uma indenização que chegou a casa de bilhões de dólares.


Segundo Musk sua empresa X perdeu destaque no App Store (Foto:Reprodução/site/Cheng Xin/Getty Images)

Defesa

A OpenAI disse que vem sofrendo vários assédios por parte de Elon Musk e que essa ação movida por ele é mais um exemplo de um comportamento inadequado. A Apple não respondeu sobre o processo movido pelo empresário, que desde o início do mês já ameaçava a entrar com essa ação.

Uma das concorrentes da OpenAI é a XAI, que comprou a X por 33 bilhões em março desse ano e melhorou seus recursos de treinamento de chatbots. A XAI tem quase dois anos de existência e a OpenAI tem quase três anos e é apoiada pela Microsoft, e se tornou um aplicativo que cresceu muito rápido logo nos primeiros meses de sua existência.

O que dizem especialistas

Especialistas no assunto dizem que a posição que a Apple esta no mercado de smartphones podem reforçar as alegações de Elon Musk, sobre a dificuldade de sua empresa XAI crescer no mercado, pois a união dessas empresas soa estranho a partir do momento em que as empresas vinculas a Apple tem se destacado e outras que não são, não tenha o mesmo destaque.

E que a maneira da Apple tem de se defender dessa situação é dizer que essa parceria com a OpenAI foi mais uma decisão de negócios para manter um ambiente competitivo e que ela não tem obrigação de ajudar seus rivais a manter a mesma competição de mercado. Além de dizer que ela só fez essa parceria por motivos operacionais.

OpenAI busca vender US$ 6 bilhões em ações para investidores estratégicos

Atuais e ex-funcionários da OpenAI, criadora do ChatGPT, estão em negociações para vender cerca de US$ 6 bilhões em ações da empresa, de acordo com fontes ouvidas pela Reuters na última sexta-feira (15). Entre os investidores que podem participar da oferta, estão empresas que já têm participação na companhia como SoftBank, Thrive Capital e Dragoneer Investment Group.

O movimento surge em um contexto de crescimento acelerado da OpenAI, que está sendo avaliada em US$ 500 bilhões, significativamente acima dos US$ 300 bilhões estimados anteriormente. A valorização reflete tanto o aumento expressivo de usuários quanto a receita da companhia, além da crescente competição por talentos no setor de inteligência artificial.

Segundo a Bloomberg, as negociações continuam em estágio inicial, e o tamanho final da venda pode ser ajustado. A oferta de ações secundária também reforça a posição do SoftBank na liderança da rodada de financiamento primária de US$ 40 bilhões da OpenAI.

Crescimento acelerado impulsionado pelo ChatGPT

O principal motor do crescimento da OpenAI continua sendo o ChatGPT, que atraiu cerca de 700 milhões de usuários ativos semanais em seus produtos até agosto deste ano, um aumento expressivo em relação aos 400 milhões registrados em fevereiro. A receita da empresa também registrou forte expansão: nos primeiros sete meses de 2025, a receita anualizada atingiu US$ 12 bilhões, e a expectativa é que o faturamento alcance US$ 20 bilhões até o fim do ano, segundo dados apurados pela Reuters.


ChatGPT atraiu cerca de 700 milhões de usuários até agosto de 2025 (Foto:reprodução/alexsl/Getty Images Embed)

O apoio financeiro da Microsoft continua sendo um fator estratégico importante, consolidando a posição da OpenAI como líder em inteligência artificial generativa. O interesse de investidores como SoftBank e Thrive Capital demonstra a confiança do mercado no potencial de crescimento da empresa, além de indicar que a demanda por participação em companhias de tecnologia de ponta permanece alta.

Oferta reflete valorização do setor de IA

A venda de ações secundárias não envolve emissão de novas ações, mas permite que funcionários e investidores originais realizem parte de seus ganhos. O movimento também destaca a valorização das startups de inteligência artificial no mercado global, com empresas buscando capturar capital para expansão, recrutamento e desenvolvimento de tecnologias emergentes.

Ainda sem data definida para fechamento do acordo, a transação da OpenAI reforça o cenário de investimento intenso em IA e o interesse contínuo de fundos estratégicos em companhias líderes do setor.

Parceria entre Mattel e OpenAI pode enfrentar desafios éticos

Foi anunciada recentemente uma nova e inusitada parceria entre a Mattel, empresa responsável pela criação e distribuição da boneca Barbie, e a OpenAI, com o intuito de criar uma personagem virtual interativa para as crianças. Porém, especialistas apontam que o projeto poderá enfrentar grandes desafios envolvendo direitos autorais, responsabilidade de dados e direitos do consumidor.

Benefícios para as empresas

Segundo Dante Angelucci, estrategista da Crier Media Intelligence, a criação de um modelo de inteligência artificial generativa que usará uma boneca para interação com as crianças será uma ótima oportunidade para a Mattel realizar importantes pesquisas de mercado, que poderá fornecer dados valiosos para os projetos de produtos futuros.


Boneca Barbie em esposição na Itália em 2024 (Foto: reprodução/GABRIEL BOUYS /Getty images embed)

Para a OpenAI, será a oportunidade perfeita para testar e desenvolver novos mecanismos que tenham o poder de acompanhar o desenvolvimento das crianças, oferecendo a oportunidade de treinamento de tecnologias: “A cada conversa com a criança, o sistema aprende mais sobre seus gostos, hábitos, vocabulário e até visões de mundo. Isso abre espaço para uma personalização sem precedentes”, afirma Dante Angelucci.

Desafios para o projeto

Empreendimentos que têm as crianças como público-alvo precisam alcançar altos níveis de responsabilidade. Para o projeto da Mattel e da OpenAI, o principal ponto será a exposição responsável e ética aos algoritmos, além da criação de termos detalhados sobre a utilização dos dados coletados. “ É preciso garantir consentimento, rastreabilidade e limites claros de uso. O desafio é enorme: como criar vínculos emocionais positivos sem ultrapassar fronteiras éticas, comerciais ou jurídicas?”, questiona o especialista.

O uso da marca Barbie também se mostrará um grande desafio por conta da imprevisibilidade da tecnologia, que poderá gerar comportamentos e respostas inapropriadas, deturpando a imagem da boneca. Tal imprevisibilidade também coloca em cheque a segurança digital da criança. Em casos judiciais, a responsabilidade pode ser atribuída a ambas as empresas.

Para contornar os desafios, o projeto passará por rigorosos controles de qualidade, monitoramento e desenvolvimento de mecanismos de segurança, que sofrerão atualizações constantes.

Parceria entre OpenAI e Microsoft à beira do colapso

A aliança tecnológica mais revolucionária da década aparenta estar entrando em colapso. A OpenAI, criadora do ChatGPT, e a Microsoft, sua principal investidora desde 2019, enfrentam tensões crescentes em negociações que poderão redefinir o curso de ambas as empresas e do mercado de IA.

Origem da crise

A OpenAI deseja formalizar sua transição para uma Corporação de benefício público com fins lucrativos, para viabilizar aportes bilionários (incluindo potencial IPO). Contudo, essa mudança depende da concordância da Microsoft. Sem isso, a OpenAI pode perder até US$ 20 bilhões em investimentos até o final do ano.

A Microsoft, que já injetou mais de US$ 13 bilhões na OpenAI, busca uma participação entre 20% e 49% na nova empresa, além de manter seu atual modelo de participação nas receitas (20%, até US$ 92 bilhões).

Outro ponto crítico envolve a aquisição da Windsurf, startup de IA voltada a codificação (concorrente do GitHub Copilot). A OpenAI quer restringir o acesso da Microsoft à IP da Windsurf, algo que desagrada a gigante de Redmond. O impasse intensificou o atrito.

Além disso, fontes do Wall Street Journal revelam que executivos da OpenAI chegaram a discutir a abertura de uma ação antitruste contra a Microsoft. Essa medida incluiria pedir intervenção de órgãos regulatórios federais e uma campanha pública, cenário que pode abalar a parceria secular.

Riscos e perspectivas de renegociações

Uma ruptura entre elas afetaria o investimento de SoftBank, que comprometeu até US$ 30 bilhões, com risco de o financiamento ser reduzido em US$ 10 bi se o fortalecimento estrutural não ocorrer até o fim do ano. Já do lado da Microsoft, pode haver redução de receitas (caso perca exclusividade sobre modelos), queda na influência na evolução da IA e necessidade de ampliar cooperação com outras plataformas, o que já começou a ocorrer com integração de modelos concorrentes como o Grok da xAI.


União entre OpenAI e Microsoft (Foto: reprodução/Lionel Bonaventure/Getty Images Embed)

Apesar do clima tenso, documentos públicos e fontes oficiais ressaltam que as negociações continuam em um bom estado, com ambas as partes declarando otimismo. No entanto, se não houver um acordo até o fim de 2025, o contrato atual (com validade até 2030) poderá ser desfeito. A Microsoft já sinalizou que pode seguir amarrada ao pacto até lá.

Para a OpenAI, o foco da disputa é a capacidade de operar com independência, continuar adquirindo novos ativos como a Windsurf e diversificar parceiros de infraestrutura (Google Cloud, Oracle, CoreWeave).

Já a Microsoft visa assegurar que terá direitos sobre as novas gerações de IA (incluindo uma eventual AGI), e questões de receita continuadas, além de prioridade estratégica para manter vantagem competitiva.

Então a relação que moldou o cenário da IA moderna está por enfrentar um divisor de águas. De um lado, a OpenAI busca independência, novas fontes de capital e controle sobre sua expansão. De outro, a Microsoft não quer abrir mão de sua posição privilegiada e das receitas geradas. O resultado dessas negociações pode mudar para melhor ou pior a dinâmica do setor de inteligência artificial.

Grandes nomes da OpenAI avaliam acusação contra Microsoft

Executivos da OpenAI estariam considerando formalizar uma acusação de conduta anticompetitiva contra a Microsoft, segundo reportagem publicada pelo Wall Street Journal. A avaliação ocorre em meio a impasses sobre os termos de uma possível reestruturação da OpenAI e os direitos contratuais mantidos pela Microsoft, principal investidora e parceira estratégica da organização.

Conforme a reportagem, membros da alta liderança da OpenAI discutem internamente a possibilidade de levar a questão a autoridades regulatórias federais nos Estados Unidos. A medida incluiria não apenas ações legais, como uma campanha pública que exporia preocupações relacionadas à concentração de poder e à condução das negociações com a Microsoft.

Pontos de conflito nas negociações

Entre os principais pontos de conflito está o controle da Microsoft sobre a hospedagem dos modelos de IA da OpenAI em sua plataforma de nuvem, a Azure. Segundo o WSJ, a empresa deseja manter exclusividade nesse aspecto. Além disso, a Microsoft teria solicitado uma participação acionária de 33% na nova estrutura societária da OpenAI, caso a organização seja convertida em uma “corporation de benefício público”.

Em contrapartida, a Microsoft abriria mão dos lucros futuros provenientes da parceria. No entanto, essa proposta enfrenta resistência interna, especialmente por parte de executivos que defendem maior autonomia da OpenAI na tomada de decisões estratégicas.


Vídeo postado pelo Olhar Digital falando sobre a relação das empresas (Vídeo: reprodução/YouTube/Olhar digital)

Reestruturação da OpenAI e novos modelos jurídicos

A OpenAI atualmente opera sob um modelo híbrido, que combina uma organização sem fins lucrativos com uma unidade de negócios com fins lucrativos limitados. A proposta em discussão prevê a criação de uma entidade de benefício público, com maior ênfase em propósitos sociais, mas sem abdicar da viabilidade comercial.

Essa reestruturação exigiria uma revisão dos contratos existentes e o aval de parceiros estratégicos, entre eles a Microsoft, que mantém diversos direitos exclusivos na operação.

Posição oficial das empresas

Apesar das divergências, Microsoft e OpenAI divulgaram uma nota conjunta nesta segunda-feira (16), informando que as negociações seguem em curso. “Continuamos discutindo com otimismo os próximos passos da nossa colaboração”, diz o comunicado.

Investimentos e dependência tecnológica

A Microsoft realizou seu primeiro investimento na OpenAI em 2019, no valor de US$ 1 bilhão, e aumentou esse aporte para mais de US$ 10 bilhões nos anos seguintes. Em troca, obteve acesso prioritário à tecnologia da empresa, especialmente aos modelos da família GPT, integrando-os ao Microsoft 365, Azure OpenAI Service e outras soluções corporativas.

Paralelamente, a OpenAI tem buscado alternativas para ampliar sua capacidade computacional e reduzir a dependência da infraestrutura da Microsoft, considerando opções como a Google Cloud.

Situação em andamento

Até o momento, não há confirmação oficial de que uma ação legal tenha sido protocolada. As discussões continuam nos bastidores, e os desdobramentos podem influenciar significativamente o mercado de inteligência artificial, especialmente em temas relacionados à concentração de poder e à regulação do setor.

Mattel e OpenAi anunciam parceria para criar brinquedo com IA

A Mattel, gigante global do setor de brinquedos e dona de marcas como Barbie, Hot Wheels e UNO, anunciou uma parceria inédita com a OpenAI, criadora do ChatGPT, para o desenvolvimento de brinquedos inteligentes. O anúncio oficial foi feito na última quarta-feira(12), em um comunicado conjunto que marca um novo capítulo na interação entre tecnologia e entretenimento infantil.

Segundo as empresas, o objetivo da colaboração é a criação de produtos movidos a inteligência artificial que proporcionem uma experiências interativas, educativas e seguras para crianças. O primeiro brinquedo resultado da parceria deve ser lançado ainda em 2025, embora detalhes sobre o modelo, o nome ou a linha à qual ele pertencerá ainda não tenham sido divulgados.

“Esta parceria nos permite expandir os limites do que é possível em brincadeiras. Acreditamos que a IA pode tornar a experiência lúdica mais rica, personalizada e educativa, respeitando sempre a segurança e a privacidade das crianças”, afirmou o CEO da Mattel, Ynon Kreiz.

Brinquedos inteligentes e união com o ChatGPT

O projeto envolve a incorporação das capacidades conversacionais do ChatGPT diretamente nos brinquedos da Mattel. A proposta é permitir que personagens como a Barbie, por exemplo, possam interagir verbalmente com as crianças, respondendo perguntas, propondo atividades e até mesmo acompanhando o desenvolvimento educacional, tudo dentro de parâmetros seguros e controlados.

A OpenAI, por sua vez, garante que as interações serão cuidadosamente calibradas para respeitar legislações internacionais de proteção infantil, como a COPPA (Children’s Online Privacy Protection Act) nos Estados Unidos e o GDPR na União Europeia.


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(Foto: reprodução/Smith Collection/Lionel Bonaventure/Getty Images Embed)

Além do uso voltado ao consumidor final, a Mattel também começará a adotar o ChatGPT Enterprise em seus processos internos. A ferramenta será utilizada por equipes de marketing, design e desenvolvimento de produtos para acelerar fluxos de trabalho, testar conceitos criativos e criar protótipos de novas experiências interativas.

“Estamos reinventando não apenas nossos brinquedos, mas também a forma como os criamos. O ChatGPT Enterprise está se tornando uma ferramenta estratégica para nossa inovação”, disse o diretor de tecnologia da Mattel.

Aposta para o futuro

O anúncio ocorre em um momento desafiador para a indústria global de brinquedos. A Mattel, assim como outras fabricantes, tem enfrentado queda nas vendas e aumento nos custos operacionais. Em 2024, a empresa chegou a suspender previsões financeiras e adotou reajustes de preços em boa parte do portfólio.

A aposta em IA surge, não apenas como inovação tecnológica, mas como uma estratégia de reposicionamento para reconquistar o público jovem e aumentar sua relevância no entretenimento familiar.

Apesar da proximidade entre as marcas, a OpenAI não terá acesso nem controle sobre as propriedades intelectuais da Mattel. A fabricante continuará detendo todos os direitos sobre seus personagens e franquias, garantindo independência criativa e comercial.

O primeiro brinquedo inteligente Mattel e OpenAI deve ser lançado até o final deste ano, com promessas de uma experiência sem precedentes. A expectativa é de que esse novo produto inaugure uma geração de brinquedos que pensam, falam e aprendem, unindo tradição, inovação e responsabilidade.

Apple reconfigura corrida da IA: nada de superinteligência foco é no útil e confiável

Enquanto gigantes da tecnologia travam uma disputa bilionária para desenvolver a chamada “superinteligência artificial”, uma IA com capacidades comparáveis ou superiores às humanas (algo que revolucionaria o mundo), a Apple resolveu seguir por outro caminho. E, ao que tudo indica, esse caminho faz a empresa passar por um processo quase que oposto das Bigs Techs.

Durante a WWDC 2025, a Apple não apenas apresentou sua nova base de recursos baseados em IA, batizada de Apple Intelligence, que como outros produtos a Apple também pôs um nome próprio para a dela, como também deixou clara sua posição: o futuro da inteligência artificial, segundo a empresa, não está em cérebros artificiais que dominam tudo, mas sim em soluções pontuais, confiáveis e discretas.

Nada de super-IA e com motivo

Ao contrário de empresas como OpenAI e Google, que apostam em modelos cada vez maiores, mais caros e potencialmente mais problemáticos. A empresa desenvolveu seus próprios modelos menores, capazes de rodar diretamente nos dispositivos dos usuários, como iPhones, iPads e Macs, sem depender da nuvem para cada interação.

Segundo especialistas da própria companhia, a escolha está ligada a uma questão de responsabilidade. Modelos gigantescos ainda cometem erros frequentes, conhecidos como alucinações, que comprometem a confiança na tecnologia. Para uma marca tão centrada em reputação e controle da experiência do usuário, depender de uma IA instável seria um risco desnecessário, que no momento a empresa, não vê o porquê de correr.


Postagem sobre inteligência artificial da Apple (Vídeo: reprodução/Instagram/@tecmundo)

Uma IA mais parecida com a Apple

A estratégia da Apple se parece muito com o que a empresa sempre se propôs a fazer e adotou como identidade da empresa: controle total sobre hardware e software, foco em privacidade e uma experiência previsível para o usuário. A Apple Intelligence segue esse princípio ao combinar:

Como o mercado irá lidar com isso

A reação inicial tem sido positiva. Desenvolvedores elogiaram o equilíbrio entre autonomia do dispositivo e integração com serviços externos. Já investidores enxergam na estratégia da Apple uma maneira de avançar em IA sem se envolver nas polêmicas éticas, legais e técnicas que acompanham os grandes modelos.

A decisão da Apple de não investir no desenvolvimento de uma “super-IA” própria levanta questionamentos sobre sua posição estratégica no atual cenário da inteligência artificial. Enquanto parte do setor avança em direção a modelos cada vez mais complexos e generalistas, a empresa adota uma abordagem distinta, baseada em soluções especializadas e integradas. Esse contraste deverá ser amplamente analisado por especialistas e veículos de imprensa nos próximos meses.