Região mais populosa da Jamaica na rota do furacão Melissa

O furacão Melissa deve atingir a Jamaica nesta terça-feira (28) com ventos de até 280 km/h, segundo o Centro Nacional de Furacões dos EUA. O fenômeno é considerado altamente destrutivo, com risco de enchentes, deslizamentos e elevação do nível do mar em até 4 metros.

A Federação Internacional da Cruz Vermelha estima que cerca de 1,5 milhão de pessoas serão diretamente afetadas — mais da metade da população jamaicana —, o que evidencia um risco elevado de enchentes, desmoronamentos e aumento do nível do mar em até 4 metros em trechos do litoral, o que intensifica o alerta para áreas costeiras e sobre áreas densamente habitadas.

Furacão mais forte do século

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) alertou para a gravidade da situação na Jamaica com a chegada do furacão Melissa, que pode provocar rajadas de vento de até 300 km/h, enchentes súbitas e deslizamentos de terra, configurando o fenômeno climático mais severo registrado no país em um século.

Mais de 800 abrigos foram mobilizados para acolher moradores de áreas vulneráveis, enquanto autoridades preveem que, após atravessar a ilha, o furacão volte a atingir Cuba entre a noite desta terça-feira (28) e a manhã de quarta-feira (29).


Furacão Melissa atinge categoria 5 (Vídeo: reprodução/R7)

A trajetória do furacão já resultou em sete mortes no Caribe: três no Haiti, três na Jamaica e uma na República Dominicana. De acordo com o Centro Nacional de Furacões (NHC) dos Estados Unidos, o fenômeno segue classificado na categoria 5, com ventos que chegam a 280 km/h.

Evacuação em massa na Jamaica

Diante da ameaça representada pelo furacão Melissa, o governo da Jamaica decretou estado de emergência e determinou evacuação compulsória em várias áreas consideradas de alto risco. Entre as comunidades afetadas estão Rocky Point, Baía do Porto Velho, Taylor Land, New Haven e Riverton City.

O primeiro-ministro Andrew Holness afirmou que a Jamaica não tem estrutura para suportar um furacão de categoria 5 e que o principal desafio será a reconstrução. As medidas emergenciais seguem válidas enquanto houver risco à população. O ministro da Saúde, Christopher Tufton, informou que pacientes foram transferidos para andares superiores de hospitais costeiros como precaução diante da elevação do nível do mar.

RFEF defende jogos fora da Espanha

A globalização do futebol espanhol voltou ao centro do debate recente. O presidente da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), Rafael Louzán, defendeu publicamente que realizar partidas oficiais da La Liga fora da Espanha é “fundamental” para o fortalecimento da marca e para a sustentabilidade econômica dos clubes.

A declaração surge após a polêmica em torno da tentativa de levar um jogo para Miami (EUA), ideia que acabou suspenso, mas reacendeu discussões sobre os rumos comerciais e esportivos do campeonato espanhol.

Para Louzán, a internacionalização não é apenas uma opção, mas uma necessidade estratégica. Ele lembrou que competições como a Supercopa da Espanha, disputada recentemente na Arábia Saudita, geraram milhões em receitas e aumentaram a visibilidade da liga fora da Europa.


O futebol espanhol precisa se abrir ao mundo para continuar crescendo”, afirmou o dirigente, destacando que a receita gerada em torneios internacionais tem permitido sustentar clubes menores e equilibrar as finanças do sistema esportivo.

A crise de identidade: tradição x expansão

A proposta, contudo, divide opiniões. De um lado, dirigentes e patrocinadores veem a expansão internacional como caminho natural diante da força global da Premier League e do avanço das ligas asiáticas e americanas. Do outro, técnicos e jogadores argumentam que disputar jogos oficiais fora da Espanha fere a essência da competição doméstica e cria desgaste logístico e físico desnecessário.

A questão, portanto, ultrapassa a esfera financeira. Trata-se de definir que tipo de La Liga a Espanha quer para o futuro, uma liga tradicional, com foco local, ou uma marca global, disposta a reinventar-se para conquistar novos públicos.


Imagem de reunião da empresa com integrantes da Laliga (Foto:reprodução/x/@rfef)

Um jogo de bastidores

Apesar da resistência inicial, a federação acredita que um acordo entre clubes, jogadores e organizadores ainda é possível. Louzán reforça que a intenção não é “exportar” o futebol espanhol, mas ampliar sua presença, levando a paixão da La Liga a novos torcedores e mercados fora da Europa.

Em meio às divergências, a RFEF tenta equilibrar os dois lados: manter o respeito à história e, ao mesmo tempo, garantir que a competição siga financeiramente saudável num cenário global cada vez mais competitivo.

O futuro do futebol espanhol

Se o plano avançar, LaLiga pode se tornar o primeiro grande campeonato europeu a ter partidas oficiais fora do continente de forma regular. Vale Ressaltar, que os jogo da Supercopa Espanhola já acontecem no exterior.

O movimento, embora arriscado, representaria uma virada de chave para o futebol espanhol, uma transição do nacional para o global, onde o jogo não se limita mais às quatro linhas, mas se transforma em um produto cultural e econômico de alcance mundial.

Ministro da Justiça da França se posiciona sobre roubo no Louvre

Nesta segunda-feira (20), Gérard Darmanin, ministro da Justiça da França, se posicionou em entrevista para a rádio France Inter sobre o que vários jornais de todo o mundo estão tratando como o ”roubo do século”, o crime que ocorreu no Museu do Louvre, em Paris.

Impressão negativa que fica

Enquanto políticos da oposição criticam o governo, classificando o ocorrido como uma ”humilhação nacional”, Darmanin não diminuiu o prejuízo e foi enfático em sua postura. ”O certo é que falhamos”, disse o ministro, chegando a afirmar que o furto transmitiu uma imagem ”negativa” e ”deplorável” do país. ”Todos os franceses se sentem como se tivessem sido roubados.”, concluiu o político.


Brasileira Aline Lemos registrou estrondos do roubo no Louvre (Vídeo: reprodução/ Instagram/ @portalG1)

O furto do Louvre

Na manhã deste domingo (19), em uma ação de sete minutos, um grupo de ladrões invadiram o museu por uma janela e levaram no total de oito peças da coleção de joias e pedras preciosas da Galeria de Apolo, região onde ficam relíquias e tesouros da realeza francesa. Profissionais dizem que se é difícil avaliar o quanto valem.

Uma coroa de diamantes e esmeraldas, que pertenceu à imperatriz Eugênia, esposa do imperador Napoleão III, foi encontrada danificada próxima ao museu, a peça é composta por 1.354 diamantes e 56 esmeraldas.

O museu logo foi esvaziado, ninguém ficou ferido, nenhum tiro foi disparado, foi uma operação cirúrgica, digna de cinema, não a toa, estão classificando este como ”o crime do século”, já que a última vez que algo semelhante ocorreu foi em 1998.

A invasão não deixou de levantar questões incômodas sobre a segurança do museu, que é o mais visitado do mundo. Assuntos como superlotação e fragilidade nos serviços estão sendo debatidos. Desde o fato, o museu está fechado e o esperado é que siga assim, até o assunto ter maiores esclarecimentos.

Entenda tudo sobre o maior eclipse solar do século

Segundo a NASA (Agência Espacial Americana), o maior eclipse solar do século irá ocorrer em 2 de agosto de 2027. Ele terá mais de seis minutos de total escuridão e será visível principalmente no Hemisfério Oriental.

Onde assistir o fenômeno

Apesar de que grande parte da Europa, África e sul da Ásia conseguirá assistir o eclipse de forma parcial, a fase da totalidade, que é quando a Lua encobre completamente o Sol, será visível somente dentro de uma faixa estreita de sombra que irá atravessar dez países: Espanha, Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia, Egito, Sudão, Arábia Saudita, Iêmen e Somália, segundo diz o site Eclipse Wise.

Tempo de duração

De acordo com o Space, portal especializado sobre, esse evento já está sendo conhecido como ”o eclipse do século” devido sua duração excepcional. No dia, a Lua irá cobrir totalmente o Sol por até 6 minutos e 22 segundos, o que representa o maior período de totalidade sobre a terra firme em todo o século XXI.

Para exemplo de comparação, o eclipse solar total do dia 8 de abril de 2024, que cruzou toda a América do Norte, teve como totalidade máxima de 4 minutos e 28 segundos, considerada longa. Ainda assim, o eclipse de 2027 deve superar de forma ampla esse tempo, oferecendo uma oportunidade única tanto para pesquisadores quanto para observadores.

Vale acentuar que a faixa de totalidade do eclipse de 2027, quando o céu escurece em um efeito que se assemelha a um crepúsculo de 360 graus, será mais larga de que o normal, já que a Lua se encontrará em seu ponto mais próximo da Terra, o chamado perigeu.

No dia 2 de agosto de 2027, essa faixa terá próximo de 258 quilômetros de largura e irá se estender por 15.227 quilômetros sobre a superfície terrestre. Em seu total, irá cobrir cerca de 2,5 milhões de quilômetros quadrados.

Como ocorrem os eclipses

Como explicam os astrônomos, um eclipse é um fenômeno celeste capaz de provocar admiração ao mudar drasticamente a aparência do Sol e da Lua. Na Terra, ocorre quando Terra, Lua e Sol se alinham. Dependendo da forma como ocorre, o evento pode oferecer uma visão única e impressionante.


Arte explicando fenômeno do eclipse solar (Foto: reprodução/Toda Matéria)

A Lua passa entre o Sol e a Terra, assim projetando uma sombra sobre o planeta, que bloqueia total ou de forma parcial a luz solar em determinadas regiões. Isso apenas ocorre ocasionalmente, já que a órbita lunar não está no mesmo plano exato da Terra e do Sol. O período em que esses alinhamentos são possíveis é conhecido como temporada de eclipses, que acontece duas vezes por ano.

Lula afirma que “desnutrição tem sido usada como arma de guerra” na Palestina

Nesta segunda-feira (13), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que a ”desnutrição tem sido usada como arma de guerra” na Palestina. A declaração ocorreu em seu discurso no Conselho de Campeões da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, em Roma, na Itália.

Posicionamento firme

”Na Palestina, onde a desnutrição tem sido cruelmente usada como arma de guerra, vamos apoiar programas de atenção especial voltados às mulheres e crianças”, prometeu o presidente, enumerando projetos-pilotos elaborados pelo Mecanismo de Apoio da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza.

Mais tarde, ao se pronunciar na abertura do Fórum Mundial da Alimentação, também na capital italiana, o chefe de Estado disse que ”da tragéria em Gaza à paralisia da Organização Mundial do Comércio, a fome tornou-se sintoma do abandono das regras e instituições multilaterais”.


Participação do presidente Lula na reunião do Conselho de Campeões da Aliança Contra a Fome a Pobreza 
(reprodução/Youtube/Lula)

Pobres devem ser incluídos no orçamento, segundo Lula

Em ambos compromissos, o presidente realizou um apelo para que os governos incluam os pobres no orçamento, além de mencionar o projeto que isenta o IR (Imposto de Renda) os brasileiros que recebem até R$ 5.000,00 mensais.

”É preciso que cada governante assuma responsabilidade. Na hora de fazer o orçamento de seu país, de discutir quanto vai para as forças armadas, para a diplomacia, para isenção a empresários, que benefício vai fazer, é importante lembrar que os pobres não são invisíveis e é preciso enxergá-los, porque eles um dia nos enxergarão, e a gente vai pagar o preço da irresponsabilidade de não cuidar dos pobres em igualdade de condições de como se cuida do rico”, ressaltou o político.

Lula chegou em território italiano na manhã de domingo (12). Mais cedo, ele se reuniu com o papa Leão XIV no Vaticano. Por meio das redes sociais, o líder brasileiro afirmou que o dialogo com o pontífice passou por temas como ”religião, fé, o Brasil e os imensos desafios que temos que enfrentar no mundo

O presidente ainda deverá cumprir uma série de compromissos nesta segunda-feira antes de retornar ao Brasil no início da tarde.

Israel deporta Greta Thunberg e outros 170 ativistas participantes de flotilha

Nesta segunda-feira (6), o governo de Israel deportou a ativista Greta Thunberg e outros 170 ativistas depois de uma flotilha com mais de 40 barcos que estavam indo rumo  à Faixa de Gaza ter sido redita por tropas israelenses.

O Ministério das Relações Exteriores israelense emitiu um comunicado sobre o ocorrido: “Mais 171 provocadores da flotilha Hamas–Sumud, incluindo Greta Thunberg, foram deportados hoje de Israel para a Grécia e a Eslováquia. (…) Todos os direitos legais dos participantes deste espetáculo de relações públicas foram e continuarão sendo plenamente respeitados“.

Há 13 brasileiros que participaram da ação ainda detidos em Israel, segundo o Itamaraty.

Posicionamentos de Greta

Foi compartilhada uma foto de Greta com outros ativistas no aeroporto antes do voo de deportação. Horas depois, Thunberg chegou à Grécia e discursou para apoiadores, que foram a receber no aeroporto de Atenas.

Greta Thunberg fez um pronunciamento forte e necessário após ser libertada de sua prisão ilegal por Israel.


  Discurso de Greta Thunberg no Aeroporto de Atentas (reprodução/X/@fernandapsol)

Sem comentar sobre a denúncia de que teria sofrido maus tratos pelo governo de Israel durante sua detenção, Greta afirmou que utilizou a flotilha para ir à Gaza pois “ninguém foi acudir o povo palestino“. Ela também fez apelos para líderes mundiais e pessoas poderosas aplicarem seus privilégios e plataformas para “deixarem de ser coniventes” e se posicionarem.

Sobre a deportação

O governo de Benjamin Netanyahu é responsável por realizar um bloqueio terrestre, marítimo e aéreo na área de Gaza, e interceptou na semana passada todos os barcos da flotilha que navegava rumo ao território palestino.

Segundo o governo israelense, os ativistas que foram deportados nesta segunda-feira são de múltiplas nacionalidades europeias e dos Estados Unidos. Além claro, dos brasileiros envolvidos.

Ao menos 340s ativistas já foram deportados por Israel, entre quase 450 detidos, e o desejo do governo israelense é finalizar as deportações o mais rápido possível“, mesmo em meio a tentativas de obstrução, segundo o Ministério das Relações Exteriores. Agora estão sendo realizado os trâmites para a deportação dos ativistas, que chama de ”provocadores”. Israel afirma que Greta e outros detidos haviam se recusado “a agilizar sua deportação e insistiram em prolongar sua permanência sob custódia“.

Denúncias

No domingo (5), o governo de Israel negou a denúncia realizada por dois ativistas de que que estaria maltratando Greta enquanto a mantinha detida e preparava sua transferência, os responsáveis pela denúncia também participaram da flotilha e já haviam sido deportados.

A interceptação dos barcos da flotilha gerou um impacto negativo e uma condenação internacional a Israel, tanto que nesta sexta-feira (3), o governo Lula denunciou Israel no Conselho de Direitos Humanos da ONU por conta da ação.

A flotilha tinha como único objetivo levar ajuda humanitária aos palestinos em Gaza e dar evidência sobre o impacto e o sofrimento causado pela guerra entre Israel e Hamas no território, conflito que irá completar dois anos na terça (7) e se iniciou após o ataque terroristas de membros do grupo palestino em território israelense, responsável por e 1.200 mortes e cerca de 250 foram levados como reféns.

Desde então, a guerra gerou uma grave crise humanitária entre os palestinos e a situação de fome generalizada e deixou mais de 67 mil mortos e quase 170 mil feridos, segundo dados  do Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, tendo também a contagem chancelada pela ONU.

Brasileiros detidos

Segundo o Itamaraty e também a assessoria das embarcações, 15 brasileiros estavam na flotilha Sumud. Desses, 14 foram detidos e um já foi deportado. 13 ainda estão detidos em Israel, e receberam visita do governo brasileiro nesta segunda-feira, entre eles está a deputada federal Luizianne Lins (PT-CE).

Segundo informações dada ao GloboNews e pelo g1, os brasileiros se encontram no centro de detenção em Ketziot, no deserto de Negev, sendo este o maior centro de detenção de Israel em termos de área territorial. Todos se encontram em boas condições de saúde, segundo fontes diplomáticas.

Um brasileiro não foi detido por se encontrar em um barco diferente dos demais, a embarcação não estava prevista para passar da zona de alto risco determinada por Israel.

O integrante já deportado é um italo-argentino residente no Brasil e chegará ao Rio de Janeiro nesta segunda-feira à noite.

Ex-ministro chinês é condenado à morte por suborno

Neste domingo (28), o regime chinês anunciou a condenação do ex-ministro da Agricultura e Assuntos Rurais, Tang Renjian, à pena de morte por corrupção. A sentença, no entanto, foi suspensa por dois anos, devido a um mecanismo já bem estabelecido na justiça chinesa em situações em que há colaboração com a Justiça.

Sobre a investigação

Segundo a sentença do Tribunal Popular Intermediário de Changchun, Tang Renjian utilizou cargos em que ocupou durante os anos de 2007 e 2024 para favorecer empresas em contratos, aprovações e investimentos, em troca, o ex-ministro recebeu mais de 268 milhões de yuans (cerca de R$ 201 milhões). Após ouvir a decisão, ele afirmou aceitar o veredito e que não recorrerá.

Além de ter admitido os crimes, Renjian também colaborou com a recuperação dos valores desviados e declarou arrependimento. Ele também perdeu forma vitalícia os direitos políticos e teve todos os seus bens confiscados.


Tang Renjian durante seu julgamento (Foto: reprodução/X/@shanghaidaily)

Cruzada anticorrupção

O processo de Renjian faz parte da campanha anticorrupção iniciada em 2012 pelo presidente Xi Jinping, que possui o objetivo de punir lideranças do Partido Comunistas e de empresas estatais envolvidas em desvios e escândalos de corrupção. A iniciativa conhecida como política contra ”tigres e moscas”, a iniciativa busca atingir tanto autoridades do alto escalão da política quanto quadros de base.

Nos últimos ano, várias figuras importantes do regime foram investigadas e condenadas. Entre os mais notórios dos casos está o de Zhou Yongkang, ex-chefe de segurança interna e integrante do Politburo e condenado em 2015 à prisão perpétua por corrupção e abuso de poder.

Recentemente, Xi Jinping reforçou que a corrupção represente a ”maior ameaça” ao Partido Comunista, voltando a defender, em reunião do Politburo, a aplicação das chamadas ”oito regras” de austeridade, compartilhadas em 2012. Entre as medidas incluem cortes em viagens oficiais, a simplificação de reuniões e aumento de rigor no uso de recursos públicos.

Mais países decidem reconhecer o Estado da Palestina

Em meio a uma crise humanitária na Faixa de Gaza e o conflito no Oriente Médio, mais países têm reconhecido a existência do Estado da Palestina.

Nesta segunda (22), líderes globais se reúnem na sede das Organizações das Nações Unidas (ONU), em Nova York, nos Estados Unidos, para discutir a situação, a conferência visa uma solução pacífica sobre a questão da Palestina e a implementação de uma solução de dois estados.

Israel segue firme em sua posição e afirma que não haverá um Estado palestino e que lutará contra a pressão internacional.

Nas palavras de Benjamin Netanyahu: “Tenho uma mensagem clara para os líderes que reconheceram um Estado palestino após o horrível massacre de 7 de outubro: vocês estão dando uma enorme recompensa ao terrorismo“.

Quais são os países que já reconheceram

Junto a França, que reconheceu o Estado ainda hoje durante a reunião, outros países como Andorra, Bélgica, Luxemburgo e Malta também reconheceram durante a conferência e se juntaram a Austrália, Canadá, Portugal e Reino Unido, que reconheceram a Palestina nesse domingo (21).

Na Europa, Espanha, Irlanda, Noruega também reconheceram a Palestina em maio do ano passado, se unindo a países como Polônia, Suécia, Vaticano, Rússia e Ucrânia.

Na América Latina, a Palestina possui amplo reconhecimento por Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, El Salvador, Paraguai, Peru, Uruguai, Venezuela, entre outros.

Na África, o Estado Palestino também possuiu o reconhecimento massivo das nações, com exceção da República dos Camarões.

Desde 2012, a ONU aprovou o reconhecimento de fato do Estado soberano da Palestina, evoluindo seu status de observador para Estado observador não-membro.


França reconhece a Palestina como país (Vídeo: reprodução/YouTube/CNN Brasil)

Os que não reconhecem

Estados Unidos, Israel, Itália, Japão e Nova Zelândia ainda não reconhecem a Palestina. Já a Alemanha, por sua vez, afirma que não planeja reconhecer o Estado a curto prazo, mas que sua prioridade é fazer “progressos há muito esperados” em direção a uma solução de dois estados coexistindo em paz.

Papa Leão XIV lamenta terremoto em mensagem ao Afeganistão

Nessa segunda-feira (01/09) foi enviado ao Afeganistão um telegrama do Vaticano, assinado pelo secretário de Estado, o cardeal Pietro Parolin, se trata de uma mensagem do Papa Leão XIV, lamentando o terremoto que atingiu o Afeganistão e deixa, até o momento mais de 800 vítimas fatais e cerca de  2.800 feridos.

A mensagem do Papa

Através da mensagem, o pontífice afirmou estar “Profundamente entristecido pela significativa perda de vidas” e complementou expressando “sincera solidariedade, em particular, àqueles que choram a perda de entes queridos e às equipes de emergência e autoridades civis envolvidas nos esforços de resgate e recuperação. Neste momento difícil para a nação”.

Leão XIV também disse rezar fervorosamente pelas almas dos falecidos, dos feridos e por aqueles que seguem desaparecidos, citando também o o pessoal de emergência e as autoridades civis envolvidas nos esforços de resgate e recuperação, ”confiando ao Senhor todos os atingidos pelo desastre”.


(Foto; reprodução/X/@hubofintel)

Durante a madrugada dessa segunda-feira (1º), um terremoto de magnitude 6,0, atingiu o leste do Afeganistão e deixou até o momento 812 mortos e mais de 2.800 feridos, além de um rastro de destruição que já o tornou um dos piores no país nos últimos anos.

Caos no Afeganistão

O governo afegão disse esperar que o número de vítimas aumente ainda mais, já que o tremor ocorreu em uma área extremamente montanhosa e com construções instáveis, com muitas casas feitas de argila. Tendo também a destruição de vilarejos completos.

O terremoto ocorreu entre as províncias de Kunar e Nangarhar, região de fronteira com o Paquistão e se localiza cerca de 200 quilômetros da capital Cabul. A área já estava sendo fortemente afetada por chuvas e enchentes nas últimas semanas.

As últimas atualizações são de que as buscas feitas pela equipe de resgate  estão sendo feitas quase que exclusivamente por  helicópteros, devido ao difícil acesso da área, pois como já foi dito, é muito remota, montanhosa e de difícil acesso.

Se inicia reunião de Trump com Zelensky e líderes europeus

A reunião multilateral na Casa Branca, em Washington, entre sete líderes europeus e os presidentes dos Estados Unidos e Ucrânia, Donald Trump e Volodymyr Zelensky, respectivamente, já se iniciou nesta segunda-feira (18).

Conforme a agenda divulgada no dia anterior pela Casa Branca, o presidente americano iniciou às 13h15 no horário local (14h15 em Brasília) a reunião bilateral com Zelensky, no Salão Oval da Casa Branca. Já a reunião com outros líderes europeus, incluindo Zelensky, se iniciou às 15h (16h em Brasília).

Os participantes

Em apoio a Zelensky, estarão presentes Emmanuel Macron, presidente da França, Keir Starmer, primeiro-ministro do Reino Unido, Friedrich Merz, chanceler da Alemanha, Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, Mark Rutte, secretário-geral da Otan, Giorgia Meloni, primeira-ministra da Itália e Alexander Stubb, presidente da Finlândia.


Lideres europeus chegam para encontro com Donald Trump (Vídeo: reprodução/Youtube/CNN Brasil)

Pós-reunião com Putin

O encontro de hoje acontece após 3 dias da reunião de Trump com Vladimir Putin, presidente da Rússia, no estado do Alasca. O presidente americano ainda pretende realizar uma terceira reunião com a presença tanto de Putin, quanto de Zelensky, visando obter um cessar-fogo em definitivo.

O que está em jogo hoje

A discussão sobre o cedimento de território proposto por Putin, está em alta, e tem ganhado incentivo positivo de outros líderes internacionais, inclusive Donald Trump, e se aguarda uma conclusão definitiva hoje, já que no último domingo (17/08), após uma reunião com a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen em Bruxelas, Zelensky admitiu pela primeira vez que pode ceder parte do território à Rússia para chegar a um acordo pelo fim da guerra.

“Precisamos de negociações reais, o que significa que elas podem começar onde a linha de frente está agora”, afirmou Zelensky.

Atualmente a Rússia ocupa cerca de 20% do território ucraniano no leste e sul do país.