Governo notifica Meta para remover robôs de IA que promovem erotização infantil

A Advocacia-Geral da União (AGU) acionou a Meta, dona do Instagram, com uma notificação extrajudicial para que a empresa remova, em até 72 horas, robôs de inteligência artificial que promovem a erotização infantil. O pedido se baseia em reportagens investigativas que revelaram a existência desses chatbots, criados por usuários, que simulam perfis com linguagem e aparência infantil para manter diálogos sexuais com os usuários, representando um grave risco para crianças e adolescentes.

Bots com nomes sugestivos e diálogos sexuais

Os robôs em questão são criados com o Meta AI Studio, uma ferramenta que permite a qualquer pessoa desenvolver sua própria inteligência artificial. Perfis como “Safadinha”, “Bebezinha” e “Minha novinha” usam uma linguagem infantilizada para atrair interações eróticas. Reportagens mostraram que esses bots são sugeridos pela própria rede social, através de algoritmos.

A AGU ressalta que essa situação amplia de forma exponencial o risco de exposição de menores a material sexualmente sugestivo, o que, além de ser potencialmente criminoso, oferece um risco concreto à integridade psíquica das crianças e adolescentes.


Usando smartphone no escuro (Foto: reprodução/Getty Images Embed)

Responsabilidade das plataformas

A notificação da AGU é sustentada por uma decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o artigo 19 do Marco Civil da Internet. Essa decisão estabelece que plataformas digitais podem ser responsabilizadas por conteúdos ilícitos gerados por terceiros. Segundo a decisão, as empresas têm o “dever de cuidado” para prevenir abusos, especialmente em casos de violações graves a direitos fundamentais. A AGU argumenta que a Meta não pode ser omissa diante da proliferação de robôs que violem a proteção integral à criança e ao adolescente, prevista no artigo 227 da Constituição Federal.

Riscos além da erotização

Além da erotização infantil, as investigações jornalísticas também apontaram que o modelo de IA da Meta permitia que os assistentes gerassem informações médicas falsas e ajudassem usuários a produzir conteúdos discriminatórios, como afirmações racistas. A Meta afirma ter removido a autorização para conversas “sensuais” com representações infantis após a exposição, mas os robôs criados por usuários continuaram ativos.

Até o momento, a Meta não se pronunciou publicamente sobre a notificação da AGU. Se a empresa não cumprir o prazo de 72 horas, o próximo passo do governo será uma ação judicial para forçar a remoção dos robôs e possivelmente impor multas ou outras sanções.

Novo recurso do WhatsApp permite agendar ligações de voz e vídeo

Um novo recurso foi adicionado para o aplicativo de mensagens WhatsApp, carinhosamente chamado de “Zap”, permitindo que chamadas de voz e vídeo possam ser agendadas pelo usuário, seja em conversas privadas ou em grupo, tudo feito dentro do aplicativo.

Assim como o agendamento de chamadas do Google Meet, Microsoft Teams ou Zoom, agora no WhatsApp será possível marcar uma ligação. A novidade não apenas traz a escolha de horário de início e fim da ligação, como a possibilidade de definir um nome para a chamada e adicionar informações complementares para a conversa.

Segundo a empresa, após agendada, antes que a chamada comece, o usuário receberá uma notificação para começar e quando outro alguém entrar na ligação via link compartilhado.

É comum que atualizações com novos recursos como este sejam notificados dentro de uma conversa feita pelo próprio aplicativo: um canal entre você e o WhatsApp onde apenas ele manda mensagens, sempre com gifs e informações sobre novidades.

Agendando chamadas

Para agendar uma ligação no WhatsApp, basta na página inicial ir em “Ligações” no canto inferior direito e clicar no ícone de “+” que pode estar junto a uma imagem de um telefone. O botão te levará para algumas opções como “novo link de ligação”, “ligar para um número de telefone” e adicionar um novo contato. A última opção “Programar ligação” permitirá o agendamento.


Imagem de divulgação do novo recurso (Foto: reprodução/WhatsApp)

Opções não obrigatórias incluem modificar o nome da chamada e adicionar uma descrição informando os outros usuários sobre o que é a conversa. Ao definir data e horário, é possível retirar o horário de término, para que isso seja decidido durante a conversa. E por fim, há a escolha entre chamada de vídeo ou voz.

Quando o agendamento for criado, cada convidado receberá uma notificação-convite com todas as informações criadas.

Outras atualizações

Além do agendamento, um botão foi adicionado para qualquer tipo de ligação, chamado “Levantar a mão”, em ligações de voz ou vídeo com muitas pessoas, o recurso surge para que os participantes avisem sua entrada na fala sem interromper os que já estão falando.

Este ano foi recheado de pequenas atualizações no aplicativo, uma delas, adicionou a possibilidade de transcrever áudios e outra, os tão esperados temas para as conversas, que permite escolher uma paleta de cores que mudará a cor dos balões de mensagem e o brilho do papel de parede.

Muitos recursos chegam primeiro à versão beta do aplicativo e aos poucos para todos os usuários, é importante o envio de feedbacks para correção de bugs e problemas com as novidades.

Meta anuncia investimento bilionário em superinteligência

O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, confirmou que a empresa lançará um ambicioso plano para investir centenas de bilhões de dólares na construção de gigantescos data centers destinados ao desenvolvimento de superinteligência artificial, sistemas capazes de superar a inteligência humana em diversas tarefas.

Infraestrutura de supercomputação

O primeiro grande data center, batizado de Prometheus, deverá entrar em operação em 2026, com potência superior a 1 gigawatt, suficiente para ocupar uma área comparável à parte significativa de Manhattan. O plano é que outro centro, denominado Hyperion, poderá alcançar até 5 gigawatts ao longo dos próximos anos, com isso a Meta pretende ampliar ainda mais essa rede de “titan clusters” superdimensionados.

A empresa elevou sua projeção de capex para 2025 entre US$ 64 bilhões e US$ 72 bilhões, valor quase o dobro de 2024. Com isso a meta consolidou sua solidez financeira com US$ 91 bilhões em fluxo operacional líquido, gerando capital para sustentar os investimentos.

Já investindo US$ 14,3 bilhões na Scale AI, assumindo 49% da startup especializada em rotulagem de dados inteligentes.

Recrutamento agressivo para uma reorganização

Zuckerberg está pessoalmente conduzindo um recrutamento intensivo de talentos em IA, oferecendo pacotes milionários para executivos de concorrentes como a OpenAI, Google, Apple, Anthropic e GitHub, para trabalharem em seu novo laboratório, denominado Meta Superintelligence Labs, que será liderado por Alexandr Wang, ex-CEO da Scale AI, e Nat Friedman, ex-chefe da GitHub.


CEO da Meta Mark Zuckerberg (Foto: reprodução/Anadolu/Getty Images Embed)

Isso se deve a uma reorganização interna, depois da criação da divisão Meta Superintelligence Labs, reunindo equipes como Meta AI, FAIR (Fundamental Artificial Intelligence Research) e outros projetos de IA geral sob um mesmo ambiente.

Reação do mercado e desafios futuros

As ações da Meta subiram cerca de 1% após o anúncio, impulsionando uma valorização acumulada de mais de 20–23% em 2025, impulsionada pela confiança dos investidores na ambição tecnológica da empresa.

Pois essa iniciativa marca o mais audacioso esforço da Meta até hoje para recuperar terreno na corrida global pela inteligência artificial, com foco não apenas em IA generativa, mas na construção de uma verdadeira superinteligência.

Meta dá novo passo rumo à superinteligência com criação de laboratório exclusivo de IA

A Meta anunciou a criação de um novo braço de pesquisa voltado exclusivamente para inteligência artificial avançada, batizado de Meta Superintelligence. O movimento reforça a intenção da empresa de acelerar o desenvolvimento de sistemas de IA com capacidades comparáveis, ou superiores, às humanas.

Uma aposta ambiciosa

A nova divisão foi estruturada para centralizar os esforços da companhia na corrida pela chamada Inteligência Artificial Geral (AGI). O objetivo é claro: sair da retaguarda e posicionar a Meta como uma das protagonistas globais no desenvolvimento de tecnologias de IA mais autônomas, adaptativas e abrangentes.

Segundo fontes próximas ao projeto, a Meta reuniu um time de elite para liderar a iniciativa. À frente do laboratório estará Alexandr Wang, fundador da Scale AI, que assume como Chief AI Officer. Ele será acompanhado por Nat Friedman, ex-CEO do GitHub, que cuidará da frente de produtos e aplicações práticas.

Também fazem parte do time nomes influentes no setor de IA, como Daniel Gross, cofundador da Safe Superintelligence, e pesquisadores que passaram por empresas como OpenAI, DeepMind e Anthropic.


Podcast falando sobre avanço da Ia da meta (Vídeo: reprodução/YouTube/IAhoje)

Recrutamento de ponta e investimento bilionário

A formação da equipe tem sido feita com agressividade no mercado. De acordo com fontes do setor, executivos da Meta vêm oferecendo pacotes milionários para atrair talentos de empresas concorrentes. Algumas propostas estariam sendo conduzidas diretamente por Mark Zuckerberg, por meio de contatos pessoais.

O laboratório surge na esteira de um investimento robusto na Scale AI. A Meta desembolsou cerca de US$ 14,8 bilhões para adquirir uma participação de 49% na empresa, especializada em rotulagem de dados para IA. A aproximação com a Scale é vista como uma tentativa de integrar infraestrutura, dados e talentos sob uma mesma estratégia.

Produtos, metas e o cenário competitivo

Entre os planos da Meta, estão o aprimoramento do assistente Meta AI, o desenvolvimento de ferramentas publicitárias mais inteligentes, como anúncios em vídeo gerados por IA, e a integração de IA em óculos inteligentes, uma das apostas da empresa para o futuro da computação pessoal.

O anúncio ocorre em meio à intensificação da concorrência com Google, OpenAI e startups asiáticas que vêm ganhando espaço, como a DeepSeek. Com o novo laboratório, a Meta busca reposicionar-se no cenário global de IA, após uma recepção moderada dos modelos Llama 4 e uma série de saídas de executivos nos últimos meses.

Entre promessas e prudência

Apesar da movimentação ousada, o histórico recente da empresa com grandes apostas tecnológicas, como o Reality Labs, que acumulou mais de US$ 60 bilhões em perdas, levanta alerta no setor. Além disso, especialistas como Yann LeCun, cientista-chefe da Meta, alertam que ainda estamos longe de alcançar a AGI com as abordagens atuais.

A Meta, no entanto, parece disposta a encurtar esse caminho, nem que isso signifique redefinir sua estratégia mais uma vez.