Investidor sul-coreano se torna bilionário com tecnologia para novos medicamentos anticâncer

Com suas ações subindo 190% este ano, a companhia de biotecnologia Voronoi impulsionou sua valorização com o apoio otimista de investidores para a linha de medicamentos contra o câncer. Hyuntae Kim, o CEO da empresa, tornou-se o mais novo bilionário da Coreia do Sul com sua participação de 35% como maior acionista da Voronoi, totalizando US$ 1 bilhão por sua parte, cerca de R$ 5,33 bilhões na cotação atual.

Em uma participação adicional de quase 1%, sua esposa, Kim Dae-yeon também detém uma pequena parte das ações. Atualmente a farmacêutica é avaliada em 4,3 trilhões de won, que em conversão para o dólar é de 2,9 bilhões e para o real, 15,45 bilhões.

A receita do ano passado não fora registrada, mas durante os nove primeiros meses de 2025, a companhia apresentou 7,5 bilhões de won em vendas (5,1 milhões de dólares ou 27,18 milhões de reais). Mesmo com prejuízos de 62%, os investidores apostam em dois medicamentos promissores, alegando que eles reverterão o cenário.

Medicamentos anticâncer

Um dos produtos da Voronoi é o VRN10, desenvolvido para bloquear uma proteína chamada HER2 (receptor 2 do fator de crescimento epidérmico humano), que desenvolve um crescimento agressivo em determinados cânceres de mama.

Já o outro medicamento anticâncer considerado promissor chama-se VRN11 e busca inibir o receptor do fator de crescimento epidérmico (EGFR), que em casos de câncer de pulmão de não pequenas células, sofre mutações constantes, causando proliferação celular anormal.

Espera-se que os estudos clínicos de fase 1 de ambos os medicamentos sejam concluídos em meados do próximo ano. Em um relatório publicado este mês, Hyunsoo Ha, pesquisador da Yunta Securities garantiu que o VRN11 avança rumo à validação, assim como o VRN10.


Logotipo da Voronoi, farmacêutica sul-coreana (Foto: reprodução/Voronoi)


Junto aos medicamentos, a Voronoi assinou um acordo de transferência de tecnologia para a Anvia Therapeutics, uma empresa nova-iorquina. Em setembro, a companhia adquiriu por US$ 14,5 milhões (ou 77,29 milhões de reais) o produto VRN04, ainda em fase experimental, que atua sobre uma proteína chamada RIPK1, associada à inflamação e crescimento de tumores.

Mais novo bilionário

Fundada em 2015 pelo irmão mais novo de Kim, Hyunseok Dae-yeon, a farmacêutica Voronoi teve 100 mil em ações recém-emitidas compradas pelo irmão mais velho, Hyuntae, quando a empresa ainda era privada no ano seguinte. Bacharel em administração com MBA pela Universidade Nacional de Seul, Hyuntae já foi diretor de gestão de ativos na eBest Investment & Securities e mais duas outras empresas.

Recém colocado ao grupo de bilionários da biotecnologia sul-coreana, Kim agora divide espaço com nomes como Seo Jung-jin da Celltrion com US$ 7,6 bilhões (R$ 40,51 bilhões), Lee Sang-hoon, outro novato desta semana, com US$ 1,4 bilhão (cerca de 7,6 bilhões de reais) que se tornou bilionário com a ABL Bio, entre outros.

Alta em ativos econômicos faz mercado entrar em alerta

A alta em ativos, como ouro, criptomoedas e até mesmo do preço de imóveis está causando um misto de otimismo e ceticismo no mercado. Se por um lado, os lucros destes investimentos estão em alta, por outro, a recessão é um medo constante. O receio do mercado é de que estas bolhas de ativos estourem a qualquer momento.

Segundo analistas, a recessão econômica ainda não aconteceu graças ao impulsionamento da inteligência artificial.

Entendendo as bolhas

O economista John Kenneth Galbraith, já falecido, analisou bolhas econômicas em suas obras clássicas, principalmente “A Grande Depressão de 1929” e “Uma Breve História da Euforia Financeira”. Ele argumentou que as bolhas são fenômenos recorrentes impulsionados pela psicologia humana, especulação desenfreada, dívida excessiva e a “memória financeira curta” do público.

As bolhas geralmente começam com uma nova ideia ou uma inovação financeira que captura a imaginação do público. Essas ideias são frequentemente ricas em possibilidades imaginativas, mas pobres em possibilidades realistas, permitindo que a especulação se alastre.

A especulação desenfreada é frequentemente sustentada por crédito facilmente disponível e altos níveis de negociação com margem. Essa alavancagem amplifica tanto a ascensão da bolha quanto o impacto do eventual colapso, à medida que os investidores enfrentam liquidações forçadas e chamadas de margem.

Galbraith cunhou ou popularizou o termo “desfalque”, referindo-se à quantidade de fraudes não descobertas que aumenta durante um período de expansão. Quando a bolha estoura, essas fraudes são expostas, acelerando ainda mais a recessão.


Investidores decidiram adquirir ouro em detrimento do papel-moeda (Foto: reprodução/Frame Studio/Getty Images Embed)


Ativos em alta

O Standard and Poor’s 500 (S&P 500) é um índice do mercado de ações que reúne as 500 maiores empresas do mundo listadas na NYSE e na Nasdaq, principais Bolsas de Valores dos Estados Unidos. O objetivo é representar as empresas líderes dos seus setores ao redor do mundo, além de servir como medida do desempenho médio do mercado de ações norte-americano.

O índice S&P 500 alcançou a marca de 6.700 pontos. Este valor dobrou praticamente em cinco anos. A alta é resultado da crescente de empresas do ramo de tecnologia que estão investindo pesado em inteligência artificial. Somente estas empresas representam 40% dessa fatia.

Por conta de questões geopolíticas, investidores estão receosos em investir em papel-moeda, o que impulsionou a compra de ouro. Nesta quinta-feira (13), o preço do ouro por onça troy hoje está US 4.213,00 (o equivalente a R$ 22.286,77). Uma Onça Troy corresponde a 31,104 gramas.

Até mesmo os preços dos imóveis foram afetados e estão em alta. O mercado imobiliário americano está emitindo sinais contraditórios: menos pessoas estão adquirindo imóveis, mas os preços permanecem teimosamente elevados.

O cerne da resiliência do mercado imobiliário não é o aumento da procura, mas a escassez de oferta. Após dois anos de taxas hipotecárias elevadas, não há compradores interessados. As taxas hipotecárias caíram para a faixa baixa de 6%, a mais baixa em cerca de um ano, mas a acessibilidade ainda é um grande obstáculo.

No início de 2025, os preços subiram 60% em todo o país desde 2019 e ainda aumentam a uma taxa de 3,9% ano a ano, segundo o Índice Nacional de Preços de Casas dos EUA da S&P CoreLogic Case-Shiller. Mesmo com as taxas abaixo dos máximos, o pagamento mensal de uma casa com preço médio continua fora do alcance de muitas famílias.

COP30: Países anunciam investimentos para fundo de florestas tropicais

Nesta quinta-feira (6), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou oficialmente em um encontro de líderes que antecede a COP 30, o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF). Uma iniciativa para recolher recursos públicos e privados a juros baixos e investir em projetos de alto retorno e dividir o lucro entre os investidores e países que preservam suas florestas.

Até o momento, apenas cinco países anunciaram aportes até agora: Brasil (US$ 1 bilhão), Indonésia (US$ 1 bilhão), Noruega (US$ 3 bilhões), França (US$ 500 milhões) e Portugal (US$ 1 milhão), somando um pouco mais de US$ 5 bilhões. A meta é alcançar US$ 10 bilhões para iniciar as operações e US$ 125 bilhões quando for totalmente capitalizado.

Fundo desperta interesse em países

Cerca de 50 países já manifestaram o interesse em participar do fundo, até agora. O Brasil busca transformar o interesse em apoio ao Fundo e arrecadar US$25 bilhões em recursos públicos. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que alguns países já demonstraram interesse em apoiar o TFFF. “A China e outros países já sinalizaram apoio”, disse o ministro.

Haddad também afirmou que o TFFF “pode ser um grande legado desta COP”. O ministro explicou que a proposta do Fundo Florestas Tropicais para Sempre é uma mudança de paradigma, por não se tratar de doações, mas de investimentos, beneficiando todo o Sul Global.


Haddad comenta sobre o fundo de florestas tropicais (Vídeo: reprodução/YouTube/Jovem Pan News)


Para participar do TFFF, os países precisam ter sistemas financeiros transparentes e concordar em destinar 20% dos recursos para os povos indígenas e comunidades tradicionais.

Ausência de Donald Trump é criticada por líderes

A grande ausência da COP30 é a do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Lula disse que o presidente americano está mais preocupado com as questões geopolíticas do que com a urgência climática.

Gabriel Boric, presidente do Chile, criticou a ausência do presidente americano e lembrou que Trump afirmou na última Assembleia Geral da ONU, que a “crise climática não existe”.  Boric disse que essa declaração era “mentirosa”. O presidente Gustavo Petro, da Colômbia, também criticou a ausência de Trump, afirmando que a ausência do líder americano e sua conduta negacionista está levando os americanos e a humanidade para o abismo.

Governo anuncia campanha nacional para combater o Aedes aegypti

O Ministério da Saúde lançou nesta segunda-feira (3) a nova campanha nacional de enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. O plano de ação prevê um investimento federal de R$183,5 milhões voltado à prevenção e controle das arboviroses em todo o país.

Durante o anúncio, também foi divulgado que o Dia D da Dengue de 2025 acontecerá neste sábado (8), mobilizando estados e municípios em ações de conscientização e eliminação de focos do mosquito. Além disso, o governo federal destacou a ampliação da produção da vacina contra a dengue como uma das prioridades da estratégia nacional.

Brasil reduz casos de dengue

Em 2025, o Brasil contabiliza cerca de 1,6 milhão de casos prováveis de dengue, segundo o Ministério da Saúde. O número representa uma redução de 75% em comparação ao mesmo período de 2024, refletindo os esforços de prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti.


Distribuição de vacinas contra a dengue (Foto: reprodução/NurPhoto/Getty Images Embed)


Segundo o 3º Levantamento Rápido do Aedes aegypti (LIRAa), 30% dos municípios brasileiros estão em alerta para dengue, chikungunya e Zika. As maiores incidências foram registradas nas regiões Centro-Oeste, Nordeste e Norte, com destaque para Mato Grosso do Sul, Ceará e Tocantins. O levantamento analisou 3.223 cidades entre agosto e outubro deste ano.

Tecnologia no combate à dengue

Em uma missão que promete aliviar o sofrimento de milhões de brasileiros, o ministro da Saúde visitou a China em outubro para reforçar a parceria com a WuXi Biologics. O objetivo é acelerar a produção em larga escala da vacina contra a dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan, um marco da ciência nacional.

Para intensificar o combate à dengue, o governo vai expandir o uso de tecnologias de controle vetorial, como as Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDL), a técnica do inseto estéril e a borrifação residual com inseticida de longa duração dentro das residências — medidas que ajudam a reduzir a transmissão do vírus.

Mas a prevenção também depende do envolvimento da população. Atitudes simples no dia a dia fazem diferença: instalar telas nas janelas, usar repelente, eliminar recipientes com água parada, vedar caixas d’água e manter calhas e ralos limpos. Participar das campanhas do SUS fortalece a rede de proteção coletiva contra o mosquito.

OpenAI entra na liga dos gigantes: US$ 500 bilhões e um novo jogo com a Microsoft

A inteligência artificial acaba de ganhar um novo marco financeiro, e simbólico. A OpenAI, criadora do ChatGPT, atingiu uma avaliação de meio trilhão de dólares após fechar um novo acordo de cooperação com a Microsoft. Mais do que um número impressionante, o movimento indica que a empresa quer deixar de ser uma “startup visionária” e assumir de vez o papel de potência corporativa global.

Do laboratório à bolsa de valores

Desde sua fundação em 2015, a OpenAI sempre carregou uma dualidade curiosa: nasceu como uma organização sem fins lucrativos, mas se transformou na empresa que mais monetizou a corrida da IA. O novo acordo com a Microsoft reestrutura a companhia como uma Public Benefit Corporation (PBC), um modelo híbrido que busca equilibrar lucro e propósito público.

Na prática, isso significa mais liberdade para captar investimentos, firmar contratos e expandir produtos — sem abrir mão, ao menos no papel, do compromisso ético com o desenvolvimento responsável da inteligência artificial.

Microsoft, o braço direito (e esquerdo)

A relação entre OpenAI e Microsoft continua próxima, mas com novos contornos. A gigante de Redmond passa a deter uma fatia de 27% da nova holding da OpenAI, um número que traduz não só investimento, mas também dependência mútua.


Imagem editada mostrando a parceria das duas empresas (Foto: reprodução/X/@zealbori)

De um lado, a OpenAI ganha acesso garantido a uma das infraestruturas de computação mais poderosas do planeta, o Azure. De outro, a Microsoft consolida sua posição como guardiã e parceira estratégica da empresa que dita o ritmo da revolução da IA generativa.

A nova avaliação de mercado da OpenAI a coloca em um seleto grupo de gigantes como Meta, Tesla e Nvidia. Mas há quem veja o número como mais um gesto de confiança do que uma medição exata de valor. O faturamento da empresa ainda não acompanha esse patamar, mas a percepção de que ela está na dianteira da corrida pela “inteligência geral artificial” (AGI) faz investidores aceitarem pagar caro por um pedaço do futuro.

Desafios: poder, ética e velocidade

O desafio agora é equilibrar a força tecnológica com responsabilidade. À medida que a IA se torna onipresente, em escolas, empresas, governos, a OpenAI se vê pressionada a provar que consegue inovar sem atropelar fronteiras éticas.

Internamente, a mudança de estrutura também levanta perguntas: quem manda, afinal? O conselho de ética? Os investidores? A Microsoft? O CEO Sam Altman, que há meses vem se equilibrando entre genialidade e pragmatismo, precisará mostrar que a nova OpenAI não é apenas mais rica, mas também mais estável.

O novo eixo do poder em IA

O acordo sela uma nova fase da indústria. Se o Google dominou a busca, a Apple o design e a Amazon o e-commerce, a OpenAI quer dominar a inteligência, o motor invisível que vai mover todos os outros setores.

Com 700 milhões de usuários semanais e presença em praticamente todos os ramos corporativos, a empresa se consolida como o padrão de referência da IA global. E, com o aval da Microsoft, passa a ter fôlego para disputar território com Nvidia, Anthropic e até o próprio Google DeepMind.

Mais que uma empresa, um sinal de época

A valorização da OpenAI a US$ 500 bilhões não é apenas sobre capital. É sobre a mudança de eixo da economia mundial, do petróleo e dos semicondutores para os modelos de linguagem e a capacidade de aprender.

A nova OpenAI nasce mais poderosa, mais vigiada e mais cobrada. E talvez seja justamente essa combinação que definirá a próxima década da tecnologia.

Fluminense aposta em leilão de R$ 10 milhões para aliviar dívidas e fortalecer caixa

O Fluminense decidiu transformar um dos maiores desafios de sua gestão, as dívidas trabalhistas, em uma oportunidade de reorganização financeira. O clube elaborou um plano que prevê um leilão judicial no valor de R$ 10 milhões, com o objetivo de reduzir parte dos débitos acumulados ao longo dos últimos anos.

A operação faz parte do Regime Centralizado de Execuções (RCE), programa que permite aos clubes quitar pendências trabalhistas de forma controlada e supervisionada pela Justiça. O Tricolor destina atualmente cerca de R$ 1,3 milhão por mês a esse fundo, além de uma parcela anual extra de R$ 4,8 milhões.

Dividindo para pagar mais rápido

O plano do Fluminense será executado em duas etapas:

Na primeira, serão liberados R$ 5 milhões para credores com valores de até R$ 1 milhão; Na segunda, outros R$ 5 milhões irão para credores com dívidas maiores, desde que aceitem um desconto mínimo de 30% no valor devido.


Imagem de matéria sobre leilão do Fluminense (Foto: reprodução/x/@nevesmarcello)

A ideia é atrair adesão de quem deseja receber rapidamente, mesmo com abatimento, e assim reduzir de forma significativa o passivo total, estimado em cerca de R$ 55 milhões.

Um passo estratégico para o futuro

Mais do que apenas uma medida contábil, o leilão é visto internamente como um movimento simbólico de responsabilidade e reconstrução. Após anos de desequilíbrio financeiro, o clube tenta mostrar solidez diante do mercado, da Justiça e de seus próprios torcedores.

O projeto foi bem recebido por representantes do Ministério Público do Trabalho e por parte dos credores, que enxergam na proposta uma alternativa viável de recebimento rápido e transparente.

Apesar do otimismo, o caminho ainda é longo. Mesmo com o leilão, a dívida tricolor continuará alta e exigirá rigor orçamentário para não comprometer investimentos esportivos. Ainda assim, especialistas apontam que o modelo adotado pelo clube é um sinal positivo de maturidade administrativa, especialmente em um cenário em que muitos times brasileiros ainda enfrentam desorganização financeira e atrasos judiciais.

Um novo Fluminense fora de campo

Enquanto o elenco luta dentro das quatro linhas, a diretoria tenta vencer um outro tipo de partida: a das finanças. Se conseguir executar o plano com sucesso e manter o equilíbrio entre as receitas e o pagamento de dívidas, o Fluminense poderá abrir uma nova fase de estabilidade, mostrando que é possível conciliar tradição, competitividade e gestão responsável.

Dubai Internet City: conglomerado tecnológico atrai startups ao redor do mundo

A cidade de Dubai, um dos sete emirados que formam os Emirados Árabes Unidos, tem se destacado ao longo dos anos no que tange à infraestrutura e, agora, no setor de tecnologia. A cidade possui um conglomerado tecnológico formado pelo Grupo Tecom que tem atraído investidores do mundo inteiro, incluindo brasileiros.

A Dubai Internet City (DIC) é um destes dez distritos de negócios localizados na região. O número de empresas estabelecidas aumentou em 10%, com mais de 30 mil profissionais somente no primeiro semestre de 2024. Grandes multinacionais, como a Oracle e o Google, também marcam presença no conglomerado.

Investimento em infraestrutura

No GITEX Global, evento de tecnologia realizado periodicamente em Dubai, o diretor-geral da Dubai Internet City, Ammar Al Malik, disse que o conglomerado realiza investimentos em infraestrutura visando oferecer um ambiente propício para negócios.

O executivo destaca que a diversidade dos distritos é um dos principais diferenciadores da estratégia da cidade. Cada um é projetado para atender a setores específicos, que vão desde tecnologia e mídias até ciências da vida e design. O objetivo do Grupo Tecom é posicionar Dubai entre as três economias urbanas mais influentes do mundo até 2033.


Entrevista de Ammar Al Malik, Diretor Executivo da Dubai Internet City (Vídeo: reprodução/X/@DIC_Community

Como atrair investidores

A Dubai Internet City aposta em zonas francas que oferecem benefícios como incentivos fiscais e licenças simplificadas. Isso significa que, quanto maior for a dedução ou redução de impostos, maior será o investimento e, com isso, a geração de empregos, entre outros fatores.

Graças a esta iniciativa, ocorre a expansão das empresas no local. Isso faz com que Dubai se estabeleça como um dos pilares do futuro econômico e tecnológico da região.

Brasileiros aproveitam oportunidade

Não somente garnes multinacionais têm aproveitado a oportunidade para fazer parte da Dubai Internet City. O conglomerado também abriga brasileiros que resolveram investir pesado em inovação e tecnologia.

A 77 Innovation Labs é um exemplo disso. A empresa foi fundada em fevereiro de 2024 por Raffaela Loffredo e Patrick Carneiro, possuindo filiais em São Paulo e Dubai, e oferece cursos, consultoria e serviços de pré-auditoria em blockchain. Os empresários decidiram seguir para o mundo árabe em virtude do investimento que já existe no local em ecossistemas de blockchain.

Guiada pela sua agenda D33, Dubai pretende duplicar o tamanho da sua economia e posicionar-se entre as três principais cidades globais. O seu objectivo é aumentar o comércio externo do Dubai para mais de 6 biliões de dólares nos próximos 10 anos.

CEO da Apple decide ampliar seu investimento em território chinês

O CEO da Apple, Tim Cook, se reuniu com o Ministro de Tecnologia chinês, Li Lecheng, na última quarta-feira (15). Na ocasião, declarou que a companhia ampliará seu investimento no país. Além disso, o ministro declarou que o governo pretende promover um ambiente de negócios favorável para empresas estrangeiras.

O principal motivo da postura de Cook seria a sobrecarga de tarifas impostas à China pelo presidente americano Donald Trump. A companhia contribui significativamente para a geração de emprego por meio de seus fornecedores e produz a maioria de seus iPhones no país.

Visita proveitosa

Tim Cook se encontrou com Li Lecheng em uma visita proveitosa e que resultará em grandes investimentos. Em um comunicado emitido pela pasta, ambas as partes “trocaram opiniões sobre o desenvolvimento dos negócios da Apple na China e o fortalecimento da cooperação na área de informação eletrônica”.

O ministro solicitou reiteradamente que a Apple trabalhe em estreita colaboração com fornecedores locais, enquanto o CEO da Apple disse que a empresa aumentará a cooperação com o país asiático. A China é o maior mercado da Apple fora dos Estados Unidos.


Li Lecheng, Ministro da Tecnologia, se reúne com o CEO da Apple, Tim Cook, em Pequim (Foto: reprodução/X/@globaltimesnews

Investimentos diversificados

Embora tenha diversificado sua cadeia de fornecimento fora da China nos últimos anos, incluindo o aumento das operações de celulares na Índia, a Apple ainda fabrica a maioria dos iPhones no país com a ajuda do Foxconn Technology Group e da Luxshare Precision Industry Co. Contudo, para diminuir sua dependência chinesa, a companhia também está ampliando investimentos em outros países asiáticos, como o Vietnã.

Mesmo com a guerra tarifária entre Estados Unidos e China, a Apple anunciou recentemente o investimento de cerca de US$ 600 bilhões no mercado americano pelos próximos quatro anos. Em agosto, Cook presenteou Trump com uma placa personalizada, fabricada nos Estados Unidos, montada em um suporte de ouro 24 quilates, em comemoração ao “Programa de Manufatura Americana” da Apple, após anunciar que a empresa investiria mais US$ 100 bilhões na fabricação nacional.

Elon Musk investe US$ 20 bilhões em sua nova startup de inteligência artificial

O bilionário Elon Musk, além de ser possuir as empresas Space X e Tesla, fundou em março deste ano, a sua startup de inteligência artificial, a xAI Holdings. E para competir no mercado, o empresário decidiu investir pesado no setor.

Segundo informações divulgadas pelo portal Bloomberg, a empresa multinacional Nvidia investirá US$ 2 bilhões do montante previsto por Musk. A companhia é responsável pela fabricação de unidades de processamentos gráficos e sistema de unidade de chips para computadores.

Investimento pesado

A manobra de Elon Musk para investimento em inteligência artificial está sendo vista como uma das mais audaciosas da história. O enorme esforço de financiamento, que inclui capital e dívida, sublinha a ambição da xAI de fortalecer a sua infraestrutura de IA e competir com gigantes da indústria como a OpenAI.

No total, os valores serão divididos em aproximadamente US$ 7,5 bilhões em capital próprio de Musk e até US$ 12,5 bilhões em dívida por meio de uma sociedade anônima. E esta sociedade anônima comprará os processadores da Nvidia diretamente e os arrendará para a xAI por cinco anos, com a dívida garantida pelas próprias GPUs, e não por ativos corporativos.

Os fundos serão usados ​​principalmente para adquirir os chips avançados de inteligência artificial da Nvidia para o próximo data center Colossus 2 da xAI, localizado em Memphis, estado americano do Tennessee.

O supercomputador Colossus 1 já está em operação, com cerca de 200 mil chips da Nvidia, sendo este o centro da Grok, a inteligência artificial utilizada no X (antigo Twitter). O objetivo de Musk com Colossus 2 é que ele possua aproximadamente 500 mil chips, chegando futuramente a marca de 1 milhão.

Para suprir o altíssimo consumo de energia do supercomputador, o empresário planeja construir uma mega usina, com capacidade para gerar o equivalente a 1 gigawatt de eletricidade. O valor é capaz de abastecer aproximadamente 800 mil casas.


Elon Musk e o fundador da Nvidia, Jensen Huang (Foto: reprodução/X/@DimaZeniuk)

Outros investidores

Com o grande investimento de Musk no mercado de inteligência artificial, outras empresas demonstraram interesse. A Apollo Global Management e a Diameter Capital Partners decidiram participar da parcela da dívida, com a Valor Capital liderando a parte de investimento.

Esse modelo permite que os investidores sejam reembolsados ​​ao longo do tempo, ao mesmo tempo, em que transfere o risco de depreciação do balanço patrimonial da xAI, um alívio crucial para uma empresa que está queimando caixa em um ritmo histórico. Analistas do setor observaram que a estrutura poderia se tornar um modelo para outros projetos de inteligência artificial com alto consumo de capital.

Novos tratamentos para distúrbios cerebrais podem ser eficazes para 150 milhões de pacientes

Uma empresa de desenvolvimento de medicamentos, a Axsome Therapeutics, está com cinco produtos em fase de desenvolvimento com grande potencial para ajudar pessoas com depressão, TDAH ou Alzheimer, condições que atingem cerca de 150 milhões de estadunidenses. No mercado, a Axsome tem três remédios disponíveis e calcula-se US$ 16,5 bilhões (cerca de R$ 87,94 bilhões) em vendas no pico de seu portfólio atual na área de saúde.

Harriot Tabuteau, fundador da empresa em 2012, decidiu concentrar as produções para tratamentos de distúrbios cerebrais, tratamentos estes que são notoriamente difíceis, seja pelo desenvolvimento em si ou até na eficácia entre os pacientes, que reagem de múltiplas formas diferentes a medicamentos diversos.

Sobre a empresa

O nome da Axsome vem de duas partes de uma célula nervosa, o “axônio” e o “soma”. Apelidada carinhosamente de “o armário de vassouras” em seus primórdios, a empresa não passava de uma pequena sala sem janelas e três mesas no Rockefeller Center, em Nova York onde Harriot decidiu usar sua formação médica misturada ao investimento em startups de biotecnologia.

Embora ainda não seja lucrativa, com um prejuízo líquido registrado em US$ 247 milhões (em conversão, 1,31 bilhão de reais), a Axsome além de ser negociada na Nasdaq (índice de mercado de ações) com o valor de mercado de US$ 6,1 bilhões (ou R$ 32,51 bilhões) a companhia pode chegar nas 25 maiores farmacêuticas do mundo em receita se os lucros correrem conformem o planejado junto a aprovação dos medicamentos pela versão estadunidense da Anvisa, a Food and Drug Administration (FDA) entre este ano até 2028.

Vale ressaltar que apenas uma média de 25% de medicamentos consegue bons resultados nos testes da Fase III avançando no processo da FDA.


Logotipo da Asxome Therapeutics (Foto: reprodução/Asxome Therapeutics)

Estratégias

A Axsome começou construindo um portfólio e não apenas centralizando em um medicamento como a maioria das biotechs, já que Harriot acreditava que reduziria o risco de um fracasso isolado. Recusando a terceirização de testes clínicos, a produção foi feita em uma forma mais barata, em uma média de 30% a 50% menos do que o valor comum, assim, quando um ensaio de um medicamento acabava, a equipe de pesquisadores passava imediatamente para o próximo.

Com o lançamento do Auvelity, o primeiro grande medicamento da empresa, a Axsome recebeu aprovação da FDA em agosto de 2022. Feito para tratamentos para transtorno depressivo, o Auvelity fez as ações dispararem 65% em apenas uma semana, tornando a empresa avaliada em US$ 3 bilhões, o que daria cerca de R$ 15,99 bilhões de reais.

No mesmo ano da aprovação, a Axsome adquiriu um medicamento chamado Sunosi, feito para tratamentos de sonolência excessiva diurna em pessoas com narcolepsia ou apneia do sono. A companhia recuperou o valor da compra e mais um pouco, que chegava nos US$ 53 milhões (ou R$ 282,5 milhões).


Medicamento Auvelity, para transtornos depressivos (Foto: reprodução/Everyday Health)

O Fundador

Tabuteau nasceu no Haiti e mudou-se para o Upper East Side, em Manhattan aos nove anos de idade com seus pais adotivos. Em sua terra natal ao lado da mãe biológica e da irmã, Harriot enfrentava dificuldades físicas, nutricionais e emocionais de todo tipo.

Ele formou-se em biologia molecular e bioquímica em Wesleyan e depois chegou à Escola de Medicina de Yale para tornar-se neurocirurgião. Porém, desistiu do cargo e optou pelo banco de investimentos em saúde do Goldman Sachs.

Duas décadas no mercado financeiro, Tabuteau começou a desenvolver suas próprias teorias enquanto observava empresas de biotecnologia fracassando ou alcançando sucesso pelas posições na Wall Street. Harriot acredita que mesmo sendo uma empresa pequena em tamanho, a ambição pode levar a Axsome para patamares enormes, além de ajudar pacientes com seus medicamentos.