Amazon aposta em design e inteligência para transformar o Echo no “coração da casa”

A Amazon apresentou ao mundo a nova geração da família Echo, e o recado foi claro: os alto-falantes inteligentes não são mais apenas caixas de som com assistente de voz, mas peças centrais de estilo e tecnologia para dentro de casa. A empresa buscou unir design sofisticado, áudio de alta qualidade e avanços em inteligência artificial para oferecer uma experiência mais completa, que vai além do “Alexa, toque tal música”.

Tecnologia com propósito

Mais do que números de hardware, a novidade está na forma como os Echo passam a se comportar. Equipados com novos sensores ambientais e chips dedicados à IA embarcada, os dispositivos foram projetados para “sentir” o ambiente e responder de maneira mais natural. Isso significa, por exemplo, ajustar automaticamente o som de acordo com o espaço ou antecipar comandos do usuário.

Na prática, a Amazon quer que o usuário perceba que o Echo não só ouve, mas entende o contexto.

Design como diferencial

Outro ponto central foi o design. A nova linha chega com cores discretas, acabamento elegante e diferentes formatos, de modelos compactos até telas maiores, pensados para se integrar à decoração. A mensagem é clara: tecnologia não precisa ser intrusa; pode ser parte estética da casa.


Imagem da nova linha Echo da Amazon com nova Alexa (Foto: reprodução/X/@canaltech)

Essa escolha mostra que a Amazon está de olho em consumidores que querem tecnologia sem abrir mão de estilo.

Experiência premium

Os lançamentos também focam em quem busca áudio de qualidade. Graves mais encorpados, suporte a Dolby Atmos e som espacial colocam os Echo em outro patamar, disputando espaço com caixas de som premium do mercado.

No Brasil, os preços confirmam essa guinada para o segmento de maior valor agregado, com modelos que variam de R$ 849 a R$ 2.199. A aposta é que o público enxergue os Echo como investimento em conforto, entretenimento e praticidade.

O próximo passo da Alexa

Mais do que anunciar novos aparelhos, a Amazon dá sinais de que prepara uma Alexa repaginada, com maior integração de IA generativa e respostas mais naturais. A assistente, que antes era vista como “uma voz na caixa” agora se posiciona como uma parceira inteligente no dia a dia, conectada a música, automação residencial e informações em tempo real.

Tesla propõe pacote trilionário a Musk em projeto para expansão de IA e robótica

A Tesla apresentou, por meio de seu conselho de administração, uma proposta que pode redefinir como a indústria de tecnologia e mobilidade vê os planos de remuneração executiva. A empresa sugeriu um pacote ousado de compensação no valor de US$ 1 trilhão para Elon Musk, condicionado ao cumprimento de metas ambiciosas, como transformar a companhia em referência global em inteligência artificial, robótica e veículos autônomos.

Valor oito vezes maior

Segundo o plano, caso o valor de mercado da Tesla alcance US$ 8,6 trilhões — quase oito vezes a capitalização atual da empresa —, Elon Musk poderá receber até 12% de suas ações. A proposta não inclui salário fixo nem bônus em dinheiro, mas prevê premiações em cotas vinculadas a metas específicas, como à venda em larga escala de veículos elétricos, a implementação de robotáxis e a entrega de robôs humanoides com tecnologia avançada de inteligência artificial.

O movimento ocorre em um momento de transição estratégica para a Tesla, que busca expandir sua atuação além do setor automotivo, reforçando o investimento em inteligência artificial e disputando espaço com outras potências globais na corrida por soluções de automação e robótica.


Robô humanoide da Tesla (Vídeo: reprodução/Instagram/@teslamotors)

Outros planos de compensação

Apesar do impacto do valor oferecido, não é a primeira vez que a Tesla vincula a permanência de Elon Musk a uma compensação extraordinária. Em 2018, o plano concedido a ele foi estimado em US$ 56 bilhões, mas acabou sendo questionado judicialmente e ainda está em disputa nos tribunais de Delaware. Em 2024, após nova contestação, a companhia transferiu sua sede para o Texas, buscando maior flexibilidade regulatória.

Para os acionistas, o desafio vai além das cifras, já que a permanência de Musk é considerada estratégica, mantendo a capacidade de inovação da Tesla e garantindo vantagem competitiva em setores emergentes. CEO desde 2008, Musk é valorizado não apenas por sua visão tecnológica, mas também pela habilidade de atrair talentos no disputado mercado de tecnologia. Assim, o pacote trilionário reforça não só a confiança no potencial de Musk, mas também a aposta da Tesla em um futuro dominado por inteligência artificial, robótica e novas soluções de mobilidade.

 

Nvidia planeja criar a primeira plataforma de nuvem de IA na Alemanha

A Nvidia anunciou na quarta-feira (11) através do CEO Jensen Huang, que erguerá sua primeira plataforma de nuvem de inteligência artificial (IA) voltada para aplicações industriais na Alemanha, durante a conferência VivaTech, em Paris, realizada entre 10 a 12 deste mês. A tecnologia, que integrará IA com robótica, apoiará montadoras como BMW e Mercedes-Benz em tarefas que vão desde a simulação do design de produtos até a gestão logística.

Durante o evento direcionado à Europa, Huang apresentou planos de ampliar polos de tecnologia em cerca de sete países, além de abrir o mercado de computação da Nvidia para companhias europeias, incluindo auxiliar criadores de modelos de Inteligência Artificial multilíngues a alcançarem maior avanço e contribuir para invenção de medicamentos.

“Em apenas dois anos, aumentaremos a capacidade de computação de IA na Europa em dez vezes”, afirmou Huang durante uma apresentação aproximada de duas horas. E complementou que “a Europa agora reconhece a importância das fábricas de IA e da infraestrutura de IA”, e revelou planos para estabelecer 20 fábricas de IA no continente — instalações de grande escala destinadas ao desenvolvimento, treinamento e implantação de modelos de IA na região.

Nova instalação da Nvidia

O local para a nova infraestrutura da Nvidia será na Alemanha e estará equipada com 10.000 GPUs (Unidade Central de Processamento), sistemas DGX B200, incluindo servidores RTX PRO. O espaço será equipado com bibliotecas CUDA-X e permitirá o suporte a cargas de trabalho aceleradas por RTX e Omniverse, ferramentas amplamente usadas por desenvolvedores de software de destaque no setor.


Placa com logotipo na sede da empresa de hardware de computação gráfica Nvidia, no Vale do Silício (Foto: reprodução/Smith Collection/Gado/Getty Images Embed)

Conforme a NVIDIA, a plataforma de nuvem de IA visa promover o desenvolvimento e a implementação da tecnologia entre os fabricantes europeus, guiando-os para a nova fase das gigafábricas de inteligência artificial.

Planejamentos futuros

Apesar de a Europa ainda estar atrás dos EUA e da China na criação de tecnologias de IA, a Comissão Europeia anunciou em março um investimento em torno de US$ 20 bilhões com previsão para erguer quatro novas fábricas de IA.

O CEO Nvidia tem viajado pelo mundo para enfatizar a importância da adoção de IA por parte das empresas e alertar sobre os riscos de ficar para trás. Além disso, reforçou sua convicção de que a computação quântica está passando por um momento de virada crucial. Segundo ele, cálculos quânticos poderão solucionar questões que atualmente demandam anos para serem processados pelos sistemas de inteligência artificial mais avançados da empresa, e essa tecnologia futuramente deverá solucionar algumas adversidades interessantes.