Venezuela anuncia envio de 15 mil militares em meio à crise com os EUA

A Venezuela anunciou nesta segunda-feira (25) o envio de 15 mil militares para a fronteira com a Colômbia. A mobilização faz parte da “Operação Relâmpago de Catatumbo”, como foi divulgado pelo ministro do Interior, Justiça e Paz, Diosdado Cabello, tendo como objetivo declarado o combate ao narcotráfico e a proteção da soberania venezuelana.

Mas a medida também é interpretada como uma resposta à crescente pressão dos Estados Unidos, que acusam o governo de Nicolás Maduro e o próprio Cabello de liderarem um cartel de drogas.

A operação militar venezuelana

A operação militar, que abrange os estados de Zulia e Táchira, não se restringe a tropas em solo. Segundo Cabello, o contingente faz uso de recursos avançados, como unidades aéreas, embarcações para patrulhamento fluvial e drones de vigilância.

O ministro venezuelano também afirmou que já foram apreendidas mais de 52 toneladas de drogas em 2025. Ele alegou que seu país intercepta até 80% das drogas que tentam passar pela Venezuela e foram destruídos dezenas de laboratórios e pistas clandestinas. No entanto, sua declaração gerou uma contradição notável com outro alto funcionário do governo: o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López. Recentemente, López havia negado a presença de acampamentos de grupos armados colombianos em território venezuelano.

Essa divergência mostra uma possível falta de coordenação ou uma tentativa de projetar diferentes narrativas sobre a presença e a atuação de grupos criminosos na fronteira.


Venezuela anuncia o envio de 15 mil agentes de segurança para a fronteira com a Colômbia (Foto: reprodução/Juan BARRETO/AFP/Getty Images Embed)

Acusações entre Venezuela e EUA

Os EUA acusam Maduro e Cabello de comandarem o “Cartel dos Sóis”, uma suposta organização de narcotráfico. Em agosto, o governo americano dobrou a recompensa por informações que levem à prisão de Maduro para US$ 50 milhões, um valor maior do que o oferecido pela captura de Osama Bin Laden após os atentados de 11 de setembro.

Os EUA enviaram três navios de guerra para o Caribe, supostamente para uma operação de combate às drogas, o que a Venezuela classificou como “ameaças”. Maduro, por sua vez, ordenou a mobilização de 4,5 milhões de milicianos bolivarianos em um “plano de paz” e acusou os EUA de “agressões imperialistas”.

Pedido de ajuda à Colômbia

A Venezuela propôs a criação de uma “zona binacional de paz” e pediu que o governo colombiano, liderado por Gustavo Petro, reforce também a segurança do seu lado da fronteira para conter a movimentação de grupos criminosos e garantir a paz na região.

A posição da Colômbia, sob a presidência de Gustavo Petro, é complexa. Petro busca uma política de paz interna com guerrilhas e, embora tenha uma relação tensa com Trump, tenta manter um canal de diálogo com Maduro. Ele defendeu publicamente o presidente venezuelano e afirmou que uma operação militar dos EUA sem autorização colombiana seria uma “agressão à América Latina”. Petro chegou a oferecer tropas colombianas à disposição da Venezuela, invocando o “sonho de Bolívar”, mas depois descartou a colaboração militar armada.

Polônia aumenta proteções após ataque da Rússia em fronteira

Nesta quarta-feira (9), a Polônia acionou aeronaves no horário local para manter o seu espaço aéreo em segurança após a Rússia ter lançado ataques aéreos direcionados ao oeste da Ucrânia, próximo à fronteira do país. A informação foi divulgada pelo Comando Operacional das Forças Armadas da Polônia.

Aumento dos ataques

Durante a madrugada, às 02h15 GMT, boa parte do oeste da Ucrânia se manteve sob estado de alerta de possíveis ataques aéreos por cerca de três horas, logo após alerta da Força Aérea Ucraniana referente aos ataques de mísseis e drones russos.


Ataque da Rússia em Kostiantynivka, Ucrânia (Foto: reprodução/Anadolu/Getty Images Embed)

Rússia aumentou as ofensivas direcionados à Kiev, recentemente, sendo considerado um dos maiores ataques desde o início da guerra em fevereiro de 2022, “Este é um ataque revelador, e acontece justamente em um momento em que tantos trabalhos foram feitos para conseguir a paz, para firmar um cessar-fogo, no entanto, somente a Rússia continua a rejeitar todos eles”, disse Zelensky.


presidente Vladimir Putin (Foto: reprodução/Contributor/Getty Images Embed)

Em Lutsk, edifícios foram destruídos, mas não houve pessoas feridas ou mortas no momento do maior ataque aéreo da guerra direcionado à cidade de 200 mil moradores.

Moscou

Nas últimas semanas. Moscou capital da Rússia reuniu forças e, mesmo após perdas consideradas grandes, obterão sucesso em conseguir avançar em regiões rurais de ambos os lados de Pokrovsk e Kostiantynivka, as duas cidades estão localizadas em cruzamentos que conduzem à linha de frente a partir de cidades maiores em territórios na qual a Ucrânia controla.


 Ataque Russo em Kostiantynivka, Ucrânia (Foto: reprodução/Anadolu/Getty Images Embed)

Os progressos da Rússia na frente de batalha são auxiliados por um crescimento dos ataques com drones e mísseis contra a capital da Ucrânia e outras cidades do país, após indícios de que o auxílio dos Estados Unidos que enviava reforços para Ucrânia estaria diminuindo, o presidente ucraniano defendeu ser necessário impor sanções severas contra a Rússia, para poderem dar um fim à guerra entre os países.