Barack Obama se pronuncia sobre o tiroteio em Washington

O ex-presidente dos Estados Unidos se pronunciou através de suas redes sociais após o tiroteio ocorrido nesta quarta-feira (26) em Washington, nas proximidades da Casa Branca. Dois agentes da Guarda Nacional foram baleados. Em um post na rede social X, Obama declarou que “Violência não tem lugar na América” e que ele e sua esposa estão enviando solidariedade às famílias das vítimas neste momento difícil. 


Post de Barack Obama sobre o ocorrido (Foto: reprodução/X/@BarackObama)


O tiroteio

No dia 26 (quarta-feira) deste mês, na véspera do feriado de Ação de Graça, um atirador abriu fogo na Praça Farragut em Washington, D.C. A localidade é uma movimentada área turística próximo a Casa Branca.

Segundo fontes, os suspeito se aproximou dos guardas e em seguida disparou contra um dos agentes que estava a poucos metros de distância. Dois membros da Guarda Nacional trocaram tiros com o suspeito e ficaram feridos, as fontes afirmam também que o atirador foi atingido por disparos e retirado do local em uma maca.

Em um pronunciamento, a procuradora geral do Distrito de Columbia, Jeanine Pirro, identificou a identidade dos dois militares feridos – Sarah Beckstrom, de 20 anos, e Andrew Wolfe de 24 – ela declarou que os dois oficiais estão em estado grave e que o atirador está internado.


Sede do governo dos Estados Unidos (Foto: reprodução/Anadolu/Getty Images Embed)


As autoridades investigam o caso.

O autor dos disparos foi identificado como Rahmanullah Lakanwal, um cidadão afegão que segundo as autoridades chegou aos Estados Unidos em 2021. John Ratcliffe, diretor da CIA, a agência de inteligência americana, revelou que o atirador já havia trabalhado com o governo americano, incluindo a própria CIA, como membro de uma força parceira durante a guerra do Afeganistão.

Kash Patel, diretor do FBI, informou em uma coletiva de imprensa que agentes cumpriram diversos mandados de busca, inclusive da residência do suspeito e que todas as pessoas encontradas no local foram interrogadas.


Declaração do presidente dos Estados Unidos sobre o ocorrido|(Foto: reprodução/X/@DonaldTrump)


Em suas redes sociais, o presidente dos Estados Unidos chamou o atirador de “animal”, no post o presidente também afirma que o autor dos disparos “pagará um preço muito alto”. Outros membros do governo também estão chamando por medidas de punição severas, a procuradora geral dos Estados Unidos declarou que pode buscar a pena de morte para o responsável pelo ataque.

Trump comenta sobre prisão preventiva de Bolsonaro

Reportes abordam Donald Trump, Presidente dos Estados Unidos, neste sábado (22) de novembro, próximo a Casa Branca, enquanto se deslocava para uma Base Aérea. Trump teve Bolsonaro como aliado próximo a seus ideais e pensamentos políticos, influenciando o presidente a tomar decisões severas de taxações ao Brasil.

Os reportes questionaram a sua perspectiva diante a ordem de prisão preventiva solicitada pela Polícia Federal, após tomar conhecimento de violação da tornozeleira eletrônica.

Trump é questionado sobre a detenção de Bolsonaro

Não, eu não sei nada sobre isso. Eu não ouvi sobre isso. Foi isso que aconteceu? É uma pena, uma pena, eu só acho que é uma pena“. Trump lamentou, após respostas de jornalistas sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal.



A ordem de prisão preventiva de Bolsonaro foi realizada urgentemente após tomar conhecimento da violação da tornozeleira eletrônica e vigília incitada por Flávio Bolsonaro. Ministro Alexandre de Moraes, cita o Flávio como responsável por acelerar o processo de prisão com ações desrespeitosas que descumpririam medidas judiciais e que proporcionam riscos à ordem pública.

Trump indica ter conversado com Lula

Após o presidente conversar com os jornalistas sobre a prisão Bolsonaro no dia 22 de novembro, Casa Branca enviou e-mail a um mailing de jornalistas que cobrem o governo, destacando as falas do presidente. No e-mail diz “Trump pareceu indicar a entender que conversou com o presidente Lula na noite anterior.” ao responder um dos reportes presente.

Segundo a Casa Branca, Trump disse “Eu falei ontem à noite com o cavalheiro ao qual você acabou de referir“, não especificando qual seria o “cavalheiro”.

A Casa Branca enviou um segundo email, informando não ser possível compreender a quem o presidente se referia, deixando aberto, podendo ser Bolsonaro ou Lula; e que os jornalistas do pool seguiam solicitando esclarecimentos. A omissão de informações resulta num mistério à quem o Trump queria mencionar quando respondeu uma das perguntas.

Donald Trump foi surpreendido com a notícia da prisão de Jair Messias Bolsonaro, ex-presidente brasileiro. Bolsonaro, foi um dos aliados de apoio de Trump, resultando em diversas medidas tomadas pelos EUA contra o Brasil no governo Lula.

Atualmente, o presidente brasileiro, Lula (PT), está construindo ambiente de diálogo com o presidente Trump, tornando-se o possível cavalheiro mencionado.

Caso Epstein: projeto de lei para divulgar arquivos é sancionado por Trump

Donald Trump, Presidente dos Estados Unidos, usou sua conta no Truth Social na última quarta-feira (19) para anunciar que sancionou o projeto de lei que obriga o Departamento de Justiça a tornar públicos os arquivos relacionados ao bilionário Jeffrey Epstein.

A medida, aprovada pela Câmara dos Representantes na terça-feira (18) por 427 votos a 1, foi apresentada pelo Republicano como um esforço em direção à transparência, além de aproveitar a oportunidade para criticar seus adversários políticos: “Os Democratas têm usado a questão ‘Epstein’, que os afeta muito mais do que o Partido Republicano, para tentar desviar a atenção de nossas incríveis histórias”, disse.

O Senado concordou por unanimidade em considerar o projeto aprovado, permitindo que a sanção ocorresse imediatamente. Porém, ainda não há clareza sobre como o Departamento de Justiça organizará a divulgação dos materiais, nem se parte das informações permanecerá sob sigilo por estarem vinculadas às investigações em andamento.

Ao final da publicação, Trump voltou a atacar o que considera investigações com motivação política ao longo dos últimos anos. “Essa última farsa vai se voltar contra os Democratas, assim como todas as outras”, declarou.

Arquivos Epstein

Os chamados “Arquivos Epstein” são um compilado de mais de 300 gigabytes de dados, documentos, vídeos, áudios e fotografias armazenadas no “Sentinel”, sistema eletrônico de gerenciamento de casos do FBI. Os registros seriam provas do processo sobre tráfico sexual contra Jeffrey Epstein e sua ex-namorada, a socialite Ghislaine Maxwell.


Declaração de Donald Trump na Truth Social (Foto: reprodução/Truth Social/@realDonaldTrump)


A segunda parte da investigação conduzida pelo escritório do FBI em Nova York teria gerado grande parte dos documentos, que incluiriam memorandos de apuração, listas de possíveis alvos, pedidos de intimação e os chamados “formulários 302”, nos quais agentes registram depoimentos de vítimas, testemunhas e suspeitos.


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Jeffrey Epstein e Donald Trump no Mar-a-Lago, Palm Beach, Florida, em 1997 (Foto: reprodução/Davidoff Studios/Getty Images Embed)


Embora muitos documentos já tenham se tornado públicos por meio de processos cíveis, do julgamento criminal de Maxwell ou de reportagens, especulações continuam circulando há anos. Teorias conspiratórias sugerem que o governo norte-americano estaria ocultando segredos envolvendo figuras influentes. Parte dessas teorias menciona uma suposta “lista de clientes” de Epstein, associada a homens poderosos que teriam participado de crimes. Porém, até o momento, não há comprovação de que tal lista exista nos moldes difundidos nas redes sociais.

Próximos passos

A partir de agora, o Departamento de Justiça terá 30 dias para iniciar a divulgação dos arquivos. A expectativa é que os documentos ofereçam novos detalhes sobre as atividades de Epstein e seus antigos contatos, incluindo figuras públicas que conviveram com ele antes de sua condenação, em 2008. A pasta ainda avalia a melhor forma de organizar o material antes de disponibilizá-lo, diante do grande volume e da complexidade das informações reunidas ao longo das investigações.

O que se sabe, no entanto, é que a Procuradora-Geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, garantiu que a identidade das vítimas de tráfico sexual será preservada, e qualquer dado que permita identificá-las não serão divulgados.

María Corina Machado afirma que transição de poder chegou na Venezuela

María Corina Machado, líder da oposição venezuelana, deu uma entrevista ao “The Economist” e afirmou que já foi iniciada a transição de poder no país e o regime já está sentindo medo da mudança. Ela declarou apoio à ação militar dos Estados Unidos para capturar Nicolás Maduro.

Ela ainda reafirmou que as acusações do governo americano sobre a ligação do presidente venezuelano com cartéis de narcotráfico são verdadeiras e elogiou o deslocamento das tropas americanas e as sanções financeiras aplicadas.

Mudança no poder venezuelano

María ficou conhecida internacionalmente nas últimas eleições presidenciais da Venezuela, em 2024, quando fez uma denúncia de uma suposta fraude na apuração das urnas. Ela convocou a população a ir às ruas em manifestações e buscou apoio em órgãos internacionais. Ela, com Edmundo González, candidato escolhido pela oposição após ter sido impedida de concorrer às eleições, recebeu 67% dos votos e assim, González seria legitimamente o novo presidente da Venezuela. Vários países declaram apoio à dupla, mas Maduro acabou tomando posse e se mantendo no poder.

Ela afirmou que a Venezuela está mais próxima de uma transição política nos últimos 25 anos. E que finalmente a comunidade internacional reconheceu a natureza criminosa do regime de Maduro e está respondendo de acordo. Ela afirmou a revista que: “Pela primeira vez, essa pressão está fragilizando o sistema por dentro: seus operadores não confiam mais uns nos outros; as facções se culpam mutuamente pelas perdas; e o medo no regime é palpável. A ameaça que antes projetavam para o exterior agora os consome.”

A mobilização militar começou em agosto, quando os Estados Unidos começaram a enviar um forte aparato militar para o mar do Caribe. A Casa Branca afirma que a missão é voltada ao combate internacional de drogas. E pouco tempo depois, o governo americano dobrou a recompensa para quem der informações que auxiliem na prisão de Nicolás Maduro, além de deixarem bem claro que o objetivo da ação é tirar Maduro do poder.


Nicolás Maduro canta “Imagine” de John Lennon em um comício (Foto: Reprodução/Anadolu/Getty Images Embed)


Possibilidade do diálogo

Recentemente, os presidentes Nicolás Maduro e Donald Trump sinalizaram que existe uma possibilidade de diálogo no meio de toda a tensão que cresce entre os dois países. Essa mudança aconteceu após a chegada do USS Gerald Ford, o maior porta-aviões do mundo, no mar do Caribe.

Apesar de Maduro afirmar que a ação no mar do Caribe tem o objetivo de tirá-lo do poder e pegar as reservas de petróleo da Venezuela, o presidente venezuelano está misturando seu discurso entre a soberania venezuelana e apelos pela paz. Em suas últimas aparições públicas, Maduro chegou a falar algumas frases em inglês. No último domingo (16), ele chegou a cantar uma parte da música “Imagine” de John Lennon, conhecida como o hino da paz.

O governo americano afirma que a operação é para combater o tráfico de drogas, e que planeja classificar o Cartel de los Soles, que o país norte-americano afirma que Maduro é o líder, como uma organização terrorista. Trump falou no início do mês, que os dias do presidente venezuelano no poder estão contados e que, apesar de ele estar considerando a possibilidade do diálogo com Maduro, ele reafirma que a operação militar na Venezuela não está descartada.

Cristiano Ronaldo é recebido por Trump na Casa Branca

O jogador português Cristiano Ronaldo será recebido nesta terça-feira (18) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca, em um encontro que promete repercussão global. A visita, confirmada pelo correspondente Jake Taylor, da emissora “MS Now”, marca um raro momento em que esporte, diplomacia e celebridades se cruzam de forma direta.

Encontro que surpreende Washington

O encontro ganhou atenção imediata porque reunirá três figuras de enorme influência: Cristiano Ronaldo, Donald Trump e Mohammed bin Salman, príncipe herdeiro da Arábia Saudita. Embora o craque português já tenha demonstrado admiração pelo presidente norte-americano, a reunião ainda assim surpreende parte da imprensa americana.


Cristiano Ronaldo comemorando a classificação de Portugal para a Copa do Mundo de 2026 (Foto: reprodução/Instagram/@cristiano)


Segundo o jornal português “Correio da Manhã”, Cristiano Ronaldo desembarca em Washington acompanhado de Georgina Rodríguez. A agenda do encontro, contudo, segue em sigilo. Ainda assim, fontes ligadas à Casa Branca afirmam que a expectativa é de uma conversa descontraída, mas com forte simbolismo político, já que o astro é hoje uma das figuras mais reconhecidas do planeta.

Elogio que abriu portas

O convite surgiu após a entrevista de Cristiano Ronaldo a Piers Morgan, onde o camisa 7 elogiou Trump. Na conversa, CR7 afirmou: “É uma das pessoas mais importantes, é uma das pessoas que quero conhecer… Donald Trump é uma daquelas pessoas que podem ajudar a mudar o mundo”.

Esse trecho rapidamente viralizou, gerando reações diversas nas redes sociais. No entanto, também abriu caminho para que a Casa Branca organizasse o encontro, visto como uma oportunidade estratégica para Trump fortalecer sua imagem junto ao público internacional.

Presença saudita e bastidores diplomáticos

A participação de Mohammed bin Salman adiciona ainda mais camadas à reunião. O príncipe herdeiro é o principal rosto do ambicioso projeto de expansão esportiva da Arábia Saudita. Além disso, Mohammed tem interesse direto na figura de Cristiano Ronaldo, que atua no país desde 2023 e se tornou embaixador informal da Liga Saudita.

Portanto, a presença dos três líderes pode sinalizar discussões sobre investimentos esportivos e relações comerciais. Embora o conteúdo exato da reunião não tenha sido divulgado, fontes diplomáticas afirmam que o evento pode servir para fortalecer alinhamentos estratégicos entre Estados Unidos e Arábia Saudita.

CR7 volta aos EUA em 2026

Além do encontro político, a visita chega em um momento especial para a carreira de Cristiano Ronaldo. Portugal confirmou vaga na Copa do Mundo de 2026 após golear a Armênia por 9 a 1 pelas Eliminatórias Europeias. Dessa forma, o astro deverá retornar aos Estados Unidos no próximo ano para disputar seu sexto Mundial — um feito histórico.

Com 143 gols pela seleção portuguesa, Ronaldo segue ampliando sua marca como maior artilheiro da história das seleções nacionais.

Governo dos EUA anuncia operação contra o narcotráfico

Nesta quinta-feira (13), em conjunto com o Comando Sul das Forças Armadas dos Estados Unidos (Southcom), a operação “Lança do Sul” foi ordenada pelo presidente americano Donald Trump.  Segundo o anuncio feito pelo secretário de defesa Pete Hegseth, o operação tem como objetivo “remover narcoterroristas” e proteger o país das drogas.

Até o momento não foi informado o local da operação, mas o aumento da presença de navios e aviões militares próximos da costa da Venezuela acendeu um sinal de alerta no governo de Nicolás Maduro, que interpreta como um possível preparo para uma invasão.

A operação “Lança do Sul”

Através de uma postagem na rede social X, Pete Hegseth anunciou a operação “Lança do Sul”, afirmando que a missão é combater os narcoterroristas do hemisfério ocidental e proteger o país das drogas, que segundo Hegseth, “estão matando o nosso povo”.


EUA anuncia a operação Lança do Sul (Foto: reprodução/X/@SecWar)


Nesta semana, a Marina dos EUA anunciou que o USS Gerald R.Ford, o maior porta-aviões do mundo, havia chegado em área de operação da América Latina para dar apoio ao combate das grandes organizações criminosas internacionais.

O Comando Sul já havia anunciado uma operação em janeiro (2025) com o nome Lança do Sul em seu site. Na ocasião, foi comunicado o uso de “sistemas robóticos autônomos para apoiar a detecção e o monitoramento do tráfico ilícito”.

Governo americano acusa Maduro

Nos últimos meses, os EUA atacaram diversas embarcações no Caribe e no Pacífico. Segundo o governo americano, estas embarcações faziam parte de organizações narcoterroristas. Ao todo, foram atacadas mais de 20 embarcações, deixando mais de 70 mortos.

Os ataques começaram em setembro, logo após os EUA anunciarem a recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem a prisão ou condenação do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acusado pelo governo americano de liderar o Cartel de Los Soles, grupo classificado como organização terrorista internacional.

O governo venezuelano anunciou, nesta semana, que vai mobilizar suas forças armadas em todo o país para dar resposta à presença de navios de guerra dos EUA próximo ao seu território, no mar do Caribe.

Trump recorre à Suprema Corte e tenta reverter condenação por abuso

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entrou com um recurso na Suprema Corte nesta segunda-feira (10) para contestar a decisão que o condenou a pagar US$ 5 milhões à escritora E. Jean Carroll por abuso sexual e difamação. O caso, que se arrasta há anos, teve origem em uma acusação de Carroll sobre um episódio ocorrido nos anos 1990, em uma loja de departamentos de Nova York.

O tribunal federal de apelações havia mantido o veredito do júri, entendendo que o julgamento foi conduzido corretamente e que não havia fundamentos para um novo processo. Apesar disso, Trump insiste que o juiz Lewis Kaplan, responsável pelo caso, cometeu erros graves que influenciaram a decisão final.

Segundo seus advogados, o magistrado permitiu a inclusão de depoimentos de duas mulheres que também acusaram Trump de agressão sexual, o que teria prejudicado a imparcialidade do júri. Além disso, o ex-presidente alega que o vídeo do programa Access Hollywood, exibido durante o julgamento, foi usado de maneira indevida para reforçar uma imagem negativa dele perante os jurados.

Carroll mantém acusações e reforça credibilidade

E. Jean Carroll, colunista e autora, processou Trump em 2019 após ele negar publicamente a agressão, dizer que ela “não era seu tipo” e acusá-la de inventar a história para promover um livro. O júri considerou que as provas apresentadas, mesmo sem registros policiais ou testemunhas diretas, foram suficientes para concluir que houve abuso e difamação.

Carroll afirmou ter esperado mais de duas décadas para denunciar o caso por medo de represálias e descrença na justiça. Quando decidiu tornar o episódio público, Trump já ocupava a presidência, o que, segundo ela, aumentou os riscos, mas também a necessidade de responsabilização.



Para a defesa da escritora, os argumentos de Trump refletem uma tentativa de protelar o processo e enfraquecer decisões judiciais legítimas. Seus advogados destacaram que o recurso à Suprema Corte é parte de uma estratégia mais ampla do ex-presidente para evitar o pagamento das indenizações e questionar a credibilidade do sistema judiciário americano.

Novo embate jurídico e impacto político

Ainda não há garantia de que a Suprema Corte aceitará analisar o recurso. Caso o tribunal opte por revisar o caso, a decisão poderá ter implicações significativas sobre o alcance da imunidade presidencial e a responsabilidade civil de líderes políticos por atos cometidos fora de suas funções oficiais.

Além da indenização de US$ 5 milhões, Trump foi condenado em outro julgamento, em 2022, a pagar mais US$ 83 milhões por difamar novamente Carroll ao reiterar que ela mentia. O tribunal de apelações manteve essa decisão, considerando o valor “proporcional à gravidade dos danos morais e reputacionais causados”.

Enquanto tenta retomar a Casa Branca em meio a múltiplos processos judiciais, Trump busca transformar cada batalha legal em discurso político, alegando ser vítima de perseguição. Analistas apontam que o desfecho desse recurso pode influenciar não apenas seu futuro jurídico, mas também sua imagem perante o eleitorado americano às vésperas das eleições de 2026.

Trump critica democratas por shutdown e diz que estão destruindo a economia

O maior shutdown da história dos Estados Unidos chegou ao 39º dia neste sábado (8). Diante do impasse, o presidente Donald Trump acusou os democratas de “destruírem” a economia do país, o bloqueio orçamentário paralisou parte do governo federal e afetou milhões de trabalhadores. Trump pressiona o Congresso por recursos para construir o muro na fronteira com o México, já a oposição responsabiliza o republicano pela crise.

Trump critica opositores e pede fim da paralisação

Em mensagem divulgada na plataforma Truth Social, o ex-presidente republicano declarou que seus adversários “estão levando vantagem” ao causar danos à “forte e extraordinária” economia do país, e apelou para que a paralisação seja encerrada.


 

Donald Trump em pronunciamento sobre a paralisação ( Vídeo: reprodução /X/@RapidResponse47)


Impasse no Orçamento de 2026

O impasse entre democratas e republicanos para a aprovação do Orçamento federal dos Estados Unidos para o ano fiscal de 2026 segue sem solução no Congresso, desde o dia 1º de outubro, as negociações têm sido marcadas por sucessivas rejeições de propostas apresentadas por ambos os partidos.

A falta de consenso tem aumentado a tensão política em Washington e preocupa setores que dependem dos repasses federais. Parlamentares de diferentes alas buscam alternativas para evitar novos bloqueios orçamentários, enquanto isso, o governo enfrenta dificuldades para manter o funcionamento pleno de diversos serviços públicos.

Crise paralisa serviços e aumenta incerteza nos mercados

A economia dos Estados Unidos já mostra sinais dos efeitos da paralisação do governo, milhares de servidores públicos foram afastados ou continuam trabalhando sem receber salário. Além disso, a suspensão na divulgação de indicadores oficiais provocou um verdadeiro “apagão” de dados econômicos.

Essa falta de informações tem aumentado a incerteza entre investidores e analistas. O cenário gera instabilidade nos mercados financeiros e afeta a confiança empresarial, Economistas alertam que, quanto mais o impasse durar, maiores serão os prejuízos.

 

Tarifaço americano provoca queda nas exportações brasileiras aos EUA e China assume parte da demanda

As exportações brasileiras aos Estados Unidos sofreram uma queda drástica de cerca de 25% nos três meses seguintes à entrada em vigor de uma taxa de 50% imposta pelo governo de Donald Trump para diversos produtos brasileiros.

Entre agosto, setembro e outubro de 2024, o Brasil exportou cerca de US$10,2 bilhões para o mercado dos EUA, no mesmo período de 2025, esse valor caiu para aproximadamente US$7,6 bilhões.

Principais produtos atingidos

O impacto foi especialmente severo sobre produtos do agronegócio e do setor alimentício. Entre os mais afetados estão os açúcares e melaços, que registraram queda de cerca de 78,7%, seguidos pelo tabaco, com diminuição de 70,6%. A carne bovina também sentiu fortemente os efeitos da medida, apresentando redução de 53,6%, enquanto o café não torrado teve queda de 16,6% nas exportações.

Além disso, mesmo produtos que não estavam diretamente sujeitos às taxas, como o petróleo e o minério de ferro, que sofreram retração superiores a 20%. Essa queda é atribuída tanto à diminuição da demanda nos Estados Unidos quanto às mudanças nas cadeias de suprimentos globais, agravadas pela incerteza gerada pela nova política tarifária.

China e outros mercados ganham relevância

Enquanto o mercado estadunidense diminuiu, o mercado chinês se fortaleceu para o Brasil. As exportações brasileiras para a China cresceram 26% no mesmo período analisado, passando de US$21,5 bilhões em 2024 para US$27,1 bilhões em 2025. Parte relevante desse aumento vem da venda de soja, mas houve destaque também para a carne bovina, cujas exportações para o país asiático quase dobraram, saltando de US$1,79 bilhões para US$2,97 bilhões.


Balanço depois do tarifaço contra o Brasil (Vídeo: reprodução/YouTube/@SBTNews)


No caso do café não torrado, o crescimento foi ainda mais expressivo, alcançando 335%, embora em valores menores, cerca de US$125 milhões. Além disso, mercados como o México, os países árabes e as nações do Sudeste Asiático também ampliaram sua importância para segmentos específicos das exportações brasileiras, ajudando a diversificar o destino dos produtos nacionais.

Diversificação de mercados como resposta estratégica

Diante do choque provocado pela taxa estadunidenses, ganhou força o discurso, tanto no setor privado quanto do governo, de que é necessário diversificar os destinos das exportações brasileiras. O objetivo é aliviar a vulnerabilidade do país frente a políticas externas adversas e minimizar os impactos de decisões de grandes parceiros comerciais.

Segundo o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, desde 2023 foram abertos mais de 400 novos mercados para produtos brasileiros, em diferentes regiões do mundo. É importante ressaltar que a meta não é substituir completamente o mercado dos Estados Unidos, mas sim diminuir a dependência e ampliar as oportunidades de comércio internacional.

Impactos e desafios para o Brasil

O cenário mostra que a adoção de tarifas elevadas por parte de um parceiro comercial importante, como os Estados Unidos, pode provocar um choque nas exportações brasileiras, especialmente nos produtos agroalimentares que apresentam alto grau de dependência desse mercado. Essa situação evidencia a fragilidade de economias que concentram suas vendas externas em poucos destinos.

Por outro lado, a abertura e a consolidação de mercados alternativos, ainda que representem um desafio, funcionam como um amortecedor diante de crises comerciais. Essa estratégia, no entanto, exige adaptação logística e comercial para atender novos clientes, manutenção de padrões fitossanitários e regulatórios distintos e diversificação do portfólio de produtos e destinos para reduzir riscos.

Além disso, o fato de até mesmo produtos não diretamente taxados terem sofrido queda nas exportações revela o quanto as cadeias internacionais são interligadas e sensíveis a choques de confiança, variações na demanda ou mudanças nas políticas comerciais globais.

Trump alerta para corte de 20% nos voos caso paralisação do governo continue

O governo de Donald Trump anunciou, na última sexta-feira (7), que até 20% dos voos comerciais poderão ser suspensos caso a paralisação parcial da máquina pública continue. Segundo autoridades da aviação, a medida seria uma consequência direta da falta de pessoal e de recursos nos aeroportos. A Casa Branca afirma estar trabalhando para resolver o impasse, mas não descarta impactos mais amplos no transporte aéreo caso o bloqueio orçamentário persista.

O caos para o governo Trump resolver

Mais de 800 voos foram suspensos nos Estados Unidos devido à escassez de funcionários provocada pela paralisação do governo de Donald Trump. O impasse entre republicanos e democratas para a aprovação do Orçamento de 2026 resultou no maior bloqueio administrativo da história dos Estados Unidos, afetando diretamente aeroportos e controladores de tráfego aéreo.

O Departamento de Transportes determinou a redução gradual das operações aéreas, enquanto o governo republicano atribui a crise à oposição democrata. Até o momento, os voos entre Brasil e Estados Unidos seguem operando normalmente.

De acordo com dados do site FlightAware, o número de cancelamentos de voos nos Estados Unidos disparou, ultrapassando 850 registros — um aumento expressivo em relação ao dia anterior. Além disso, quase dois mil voos enfrentaram atrasos em diferentes regiões do país.

A Administração Federal de Aviação (FAA) ordenou a redução temporária de decolagens e pousos em importantes centros aeroportuários, incluindo Atlanta, Miami, Washington, Newark, São Francisco e Teterboro, em Nova York. A American Airlines informou que cerca de 12 mil passageiros foram afetados pelos cancelamentos.

Ao todo, aproximadamente 40 aeroportos em território americano registraram interrupções, com destaque para os terminais de Chicago e Atlanta, que concentraram a maioria dos transtornos.


Voos cancelados são exibidos em um painel de chegada no Aeroporto Internacional de São Francisco (SFO) (Foto: reprodução/ Justin Sullivan/Getty Images Embed)


A maioria dos cancelamentos nos Estados Unidos atinge voos domésticos e de curta distância, enquanto apenas um número reduzido de rotas internacionais foi afetado — nenhuma delas envolvendo o Brasil. A tendência é que o total de suspensões continue crescendo, já que companhias como Delta e American Airlines anunciaram novos cortes em suas operações, com reduções diárias previstas para os próximos dias.

O presidente-executivo da American Airlines, Robert Isom, alertou que a situação tende a se agravar caso o impasse persista. A crise no setor aéreo é consequência direta da paralisação do governo americano, que vem prejudicando o trabalho dos controladores de tráfego aéreo. Muitos desses profissionais, que já atuavam com equipes reduzidas, continuam trabalhando sem remuneração e começaram a se ausentar, agravando ainda mais o cenário da aviação civil no país.

Shutdown o grande problema

A paralisação do governo dos Estados Unidos, conhecida como shutdown, chegou ao 38º dia nesta sexta-feira, tornando-se a mais longa já registrada na história do país. O impasse ocorre quando o Congresso não aprova o Orçamento federal dentro do prazo legal, que deve anteceder o início do ano fiscal, em outubro.

Desta vez, a proposta enviada pela administração Trump foi bloqueada pelos democratas, que fazem oposição. O Partido Democrata condiciona a aprovação do Orçamento à ampliação de programas de assistência médica. Para que o texto seja aprovado, o governo precisa de 60 votos no Senado, mas conta com apenas 53 parlamentares do partido do presidente.

Enquanto isso, Trump responsabiliza os democratas pelo shutdown. Em publicações nas redes sociais, perfis ligados ao governo acusam a oposição de optar pelo “caos” e de colocar em risco o funcionamento do país.

Sem a aprovação do Orçamento, o governo norte-americano fica sem recursos para custear serviços públicos e remunerar servidores federais, o que leva à interrupção parcial das atividades — o chamado shutdown.

Em sua rede social, Trump fez um apelo direto: “Republicanos, eliminem o filibuster e restaurem o Sonho Americano. Se não fizerem isso, os democratas farão, e vocês nunca mais voltarão ao poder. Simplesmente acabem com o filibuster.”

Nesta sexta-feira, o presidente Donald Trump voltou a pressionar os republicanos no Senado para derrubarem o mecanismo do filibuster — instrumento parlamentar que permite à minoria barrar votações e é considerado uma salvaguarda contra o autoritarismo político nos Estados Unidos.