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O Parque da Cidade, lugar onde ocorre a COP30, em Belém, Pará, teve a sua segurança reforçada nesta sexta-feira (14), após a Organização das Nações Unidas (ONU) emitir uma carta para o presidente do evento, alertando sobre as estruturas possuindo falhas e plano para lidar com reforço durante a conferência após críticas ao Brasil e no estado sede. Nesta manhã, o evento teve o aumento do policiamento e novos bloqueios, além de grades e alteração no acesso ao hangar na Avenida Brigadeiro Protásio.
Alerta da ONU
A ONU apontou vulnerabilidades no perímetro da “Zona Azul”, área restrita à conferência. Em resposta, agentes de segurança instalaram barreiras adicionais, reforçaram postos de controle e aumentaram o número de efetivos no entorno do local. Além de ter os militares do exército fazendo plantão dentro do portão onde dava acesso ao pavilhão.
Foco nos acessos e perímetros estratégicos
As equipes se concentraram em vias de acessos principais e zonas de alta circulação de delegados. Novas estruturas de contenção, como gradis metálicos e revisão dos pontos de controle de identidade, passaram a ser instaladas nas entradas da conferência. Também foi reforçado o patrulhamento interno e externo à área oficial, incluindo patrulhas motorizadas e apoio aéreo eventual para monitoramento.
Primeiro teste
Ainda hoje (14), houve um primeiro teste do novo esquema de segurança da COP30, com uma manifestação indígena pacífica no local onde são realizadas as negociações, tendo faixas escritas como “A nossa floresta não está à venda”, “Nós não negociamos a mãe natureza”. O grupo indígena desejava falar com o presidente Lula, que está em Brasília.
Protesto pacífico do grupo indígena nesta sexta (14) (Foto: reprodução/PABLO PORCIUNCULA/Getty Images Embed)
Pressão diplomática e reputação
O alerta recebido pela ONU foi interpretado como sinal de que o Brasil precisava demonstrar prontidão para garantir a segurança da COP30. Para as autoridades, tratar bem essa questão é crucial para evitar críticas internacionais durante um evento de alto nível diplomático. A resposta rápida reflete a tentativa de reforçar a credibilidade do país como anfitrião.
Próximos testes e desafios
Embora o esquema já esteja em operação, o verdadeiro teste será quando o evento entrar em maior escala e o fluxo de participantes superar a fase inicial. A vigilância será intensificada durante os próximos dias, e as autoridades afirmam que novas adaptações poderão ocorrer conforme o ambiente de segurança exigir.
A Polícia Federal abriu um inquérito para investigar a invasão à área restrita da COP30, em Belém (PA), na noite de terça-feira (11), quando manifestantes tentaram entrar na chamada Zona Azul, espaço controlado pela Organização das Nações Unidas (ONU). O episódio provocou confronto com seguranças, deixou feridos leves e levou ao bloqueio temporário da saída do local das negociações climáticas.
Confronto na área restrita da COP30
De acordo com informações da ONU e do governo brasileiro, o tumulto começou por volta das 19h20, no setor de credenciamento. Um grupo que havia participado da Marcha Global Saúde e Clima tentou forçar a entrada no espaço reservado a delegações oficiais, observadores, chefes de Estado e imprensa credenciada. As forças de segurança reagiram seguindo protocolos estabelecidos para garantir a proteção do local. Dois seguranças ficaram feridos, um deles no rosto, e parte da estrutura foi danificada. Uma das portas de acesso precisou ser fechada, e a área ficou interditada por alguns minutos até a situação ser controlada.
Manifestantes tentam invadir área restrita da COP30 (Vídeo: reprodução/YouTube/@Metropolis)
O porta-voz da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima afirmou que “o incidente está sendo analisado, mas o local está totalmente seguro e as negociações da COP continuam”. O secretário extraordinário da COP30, Valter Correia, informou que a organização está tomando todas as providências cabíveis.
Repercussão e apurações após confusão na COP30
A Marcha Global, formada por profissionais de saúde, estudantes, lideranças indígenas e representantes de movimentos sociais, percorreu cerca de um quilômetro e meio pelas ruas de Belém antes do confronto. Em nota, os organizadores esclareceram que “não têm qualquer relação com o episódio ocorrido na entrada da Zona Azul da COP30 após o encerramento da marcha”.
A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, lamentou o ocorrido e declarou: “Eu nem fiquei sabendo o motivo desse acontecimento e lamento muito porque esta COP já está registrada como a maior e melhor participação do protagonismo indígena”.
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, também se pronunciou, afirmando que “a COP é um espaço democrático, mas a escuta pressupõe o cumprimento de regras da democracia”. Segundo o governo, as negociações seguem normalmente, e as autoridades da ONU e da Polícia Federal continuam investigando os responsáveis pela invasão.
Depois da reação ao alto custo de alimentos e bebidas no primeiro dia da Cúpula dos Líderes da COP30, na quinta-feira (6), um restaurante decidiu reduzir os preços de seus produtos, em uma tentativa de conter críticas e oferecer alternativas mais acessíveis aos participantes do evento.
Queda nos preços após repercussão
Na manhã desta sexta-feira (7), os cardápios do estabelecimento desapareceram das prateleiras. Ao ser questionada, uma atendente explicou que o menu estava em processo de atualização e que a variedade de opções seria ampliada para atender melhor ao público.
Poucas horas depois, os novos cardápios foram divulgados com preços revisados. A lata de água de 350 ml, antes vendida a R$ 25, passou a custar R$ 20. O refrigerante também sofreu redução, caindo de R$ 25 para R$ 20, o que representa um desconto de 20%. Já pratos como estrogonofe e frango xadrez tiveram cortes ainda mais expressivos, passando de R$ 60 para R$ 45, houve uma queda de 25%.
Família da Cúpula de Líderes da COP 30 Belém, Brasil (Foto: reprodução/Mauro Pimentel/Getty Images Embed)
Embora considerados elevados, os valores praticados na COP30 seguem o padrão de encontros anteriores. Nas Cúpulas do Clima, preços acima da média já são tradição, e os visitantes podem realizar suas compras tanto em dólar quanto na moeda oficial do país anfitrião. Esse cenário reforça a atmosfera internacional do evento, onde até os custos refletem a dimensão global das negociações.
Comerciantes temem prejuízo
Os comerciantes que atuam no Parque da Cidade, onde ocorre a COP30, afirmam que os custos elevados para manter um ponto no local influenciaram diretamente na definição dos preços de alimentos e bebidas. Uma empreendedora relatou ter desembolsado cerca de R$ 23 mil apenas em aluguel, valor que pesa no orçamento e dificulta a prática de preços mais acessíveis.
Ela destacou que, mesmo com a redução nos preços dos produtos, o movimento caiu entre quinta e sexta-feira, aumentando a preocupação com possíveis prejuízos. A queda na procura evidencia o desafio de equilibrar os custos operacionais com as expectativas de vendas durante a conferência.
Na COP30, em Belém, as compras são realizadas por meio de um cartão exclusivo operado pela Cielo, que garante maior controle e segurança nas transações. Com a redução dos preços, os organizadores tentam conciliar a boa experiência do público com a sustentabilidade financeira dos comerciantes, na expectativa de uma retomada nas vendas nos próximos dias.
Durante a Cúpula de Líderes da COP30, nesta quinta-feira (6), em Belém, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou que o combate à crise climática exige medidas imediatas, e não apenas compromissos simbólicos. Em discurso no painel “Clima e Natureza: Florestas e Oceanos”, o presidente afirmou que é hora de transformar ambição em ação e reposicionar o desenvolvimento brasileiro em direção à sustentabilidade.
Compromissos do Brasil
Lula afirmou que o Brasil reduziu em mais de 50% o desmatamento na Amazônia e caminha para alcançar o menor índice em mais de uma década. Ele reafirmou a meta de zerar o desmatamento até 2030 e anunciou um plano nacional para recuperar 40 milhões de hectares de pastagens degradadas.
Além das ações terrestres, reforçou o compromisso com a “Amazônia Azul”, prometendo ampliar áreas marinhas protegidas de 26% para 30% e ratificar até o fim do ano o Tratado do Alto Mar.
Multilateralismo e financiamento global
Segundo Lula, nenhum país conseguirá enfrentar a crise climática de maneira isolada. Ele destacou que incêndios florestais, poluição marinha e eventos extremos ignoram fronteiras e exigem cooperação multilateral.
Nesse contexto, apresentou o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), modelo que remunera países pela preservação ambiental. O presidente defendeu ainda uma revisão profunda no sistema financeiro internacional para permitir que nações em desenvolvimento financiem transições verdes de forma sustentável.
A responsabilidade dos países desenvolvidos
Lula também cobrou maior compromisso das nações ricas, argumentando que o peso histórico das emissões globais não pode ser ignorado. Segundo ele, países industrializados devem assumir a liderança na redução de carbono e ampliar o financiamento climático destinado ao Sul Global.
O presidente afirmou que nações que mais contribuíram para o aquecimento global têm obrigação moral e econômica de ajudar aquelas que enfrentam, hoje, impactos desproporcionais das mudanças climáticas. Para Lula, sem responsabilidade compartilhada e justiça climática, acordos internacionais continuarão avançando de forma lenta e insuficiente.
A Organização Meteorológica Mundial (OMM) afirmou nesta quarta-feira (06), que 2025 está a caminho de se tornar o segundo ou o terceiro ano mais quente já registrado.
O boletim foi divulgado pela agência meteorológica da ONU a poucos dias da abertura oficial da COP30, que acontece em Belém (PA) e mostra que as emissões de gases do efeito estufa e o calor nos oceanos atingiram níveis elevados e preocupantes.
Aquecimento global e derretimento de geleiras
Com o aumento da emissão dos gases estufa a cada ano, o aquecimento global vem provocando o aumento da temperatura no planeta e o derretimento de geleiras e calotas polares em retração acelerada.
“Essa sequência sem precedentes de altas temperaturas, combinada com o aumento recorde dos níveis de gases de efeito estufa no ano passado, deixa claro que será praticamente impossível limitar o aquecimento global a 1,5 °C nos próximos anos sem ultrapassar temporariamente essa meta”, alertou Celeste Saulo, secretária-geral da OMM
“Mas a ciência é igualmente clara: ainda é totalmente possível e essencial reduzir as temperaturas para 1,5 °C até o final do século”, finalizou.
A meta de 1,5 °C foi estabelecida pelo Acordo de Paris em 2015 para evitar impactos extremos do clima, como secas severas, elevação do mar, furacões e tempestades fora de controle e época.
Alguns estudos apontam que o planeta já pode ter ultrapassado os limites impostos pela ciência, e isso explicaria como grandes tragédias climáticas ganharam destaque na mídia nos últimos anos.
2025 deve ser um dos anos mais quentes da história, alerta ONU | (Vídeo: reprodução/YouTube/CNNBrasil
Os desafios dos países na COP 30
O relatório também foi citado pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, em sua fala em Belém durante a Cúpula dos Líderes.
“Em cada ano em que se ultrapassar o limiar de 1,5 °C, as economias serão severamente afetadas, as desigualdades se agravarão e ocorrerão danos irreversíveis“, disse Guterres.
António Guterres ainda destacou a importância de agir agora, com rapidez e em larga escala para reduzir o aumento da temperatura antes do final do século.
A COP 30 visa reunir cerca de 191 países do mundo para debater ideias e definir metas para enfrentar a crise climática com atitudes sustentáveis e reduzir as emissões de gases de efeito estufa no planeta.
O Brasil, por exemplo, tem a meta de reduzir os gases de efeito estura em 53% até 2030 e zerar as emissões líquidas até 2050.
Brasil se torna líder mundial em geração de energia limpa
O Brasil se consolida como um líder mundial em energia limpa, com uma matriz energética elétrica majoritariamente renovável (entre 80% a 88%), e possui potencial para aumentar sua liderança global em setores como o de hidrogênio verde.
Fontes de energia renováveis como a hidrelétrica, a energia solar, energia eólica e a biomassa, colocam o Brasil entre os países que mais geram energia limpa no mundo.
O Brasil tem uma grande chance para expandir ainda mais a geração de energia solar e eólica, o país ocupou o 3º lugar no ranking global de energia renovável em 2024, mas enfrenta polêmicas na área ambiental com a chegada de uma possível perfuração de um poço de petróleo na Amazônia que foi concedida pelo Ibama em outubro deste ano com autorização do governo brasileiro.
Lula discursa na abertura da COP30 (Foto: reprodução/Instagram/@lulaoficial)Na abertura da Conferência das Nações Unidas Sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou que “interesses egoístas e imediatos preponderam sobre o bem comum”, quando o assunto é a preservação ambiental.
“Forças extremistas fabricam inverdades para obter ganhos eleitorais e aprisionar as gerações futuras a um modelo ultrapassado que perpetua disparidades econômicas e degradação ambiental”, declarou o presidente.
Segundo Lula, conflitos armados e a animosidade entre países de diversas regiões do mundo, desviam verbas financeiras que deveriam ser destinadas ao combate do aquecimento global. Ações que visam diminuir as mudanças climáticas devem “estar no centro das decisões de cada governo, empresa e pessoa”, disse.
Discurso do Presidente Lula (Vídeo: reprodução/Instagram/@globonews)
Lula sobre o aviso dos cientistas
Presidente também falou que não se deve mais ignorar os avisos dos cientistas. Segundo ele, “É hora de encarar a realidade e decidir se teremos ou não a coragem e a determinação necessárias para transformá-las”.
Lula afirmou que a COP30 é a “COP da verdade”, citando dados alarmantes sobre as projeções da morte de mais de 250 mil pessoas por ano, o que poderá encolher o PIB mundial até 30% devido aos prejuízos financeiros causados pela intensificação do aquecimento global.
“Enquanto isso, a janela de oportunidade que temos para agir está se fechando rapidamente. A mudança do clima é resultado das mesmas dinâmicas que, ao longo de séculos, fraturaram nossas sociedades entre ricos e pobres e cindiram o mundo entre países desenvolvidos e em desenvolvimento”, informou.
Lula discursa na abertura da COP30 (Foto: reprodução/Instagram/@lulaoficial)
Mapa do caminho
Entidades do clima vem cobrando uma discussão da elaboração de um “mapa do caminho”, ações que iriam contra a utilização de combustíveis fósseis e visariam reverter o desmatamento.
“Estou convencido de que, apesar das nossas dificuldades e contradições, precisamos de mapas do caminho para, de forma justa e planejada, reverter o desmatamento, superar a dependência dos combustíveis fósseis e mobilizar os recursos necessários para esses objetivos”, afirmou.
A expectativa das autoridades é que este planejamento esteja nas resoluções finais da COP30.
A Reunião de Chefes de Estado e de Governo da COP30 tem início oficial nesta quinta-feira (6), em Belém (PA), com a presença prevista de mais de cinquenta autoridades máximas de diferentes países. O encontro inaugura a etapa política da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que realizará suas discussões oficiais entre 10 e 21 de novembro.
Diferente de edições anteriores, como as realizadas em Glasgow, em 2021, e em Dubai, em 2023 , a reunião entre líderes ocorre antes do começo formal da conferência. A proposta é permitir que os negociadores técnicos disponham de mais tempo para tratar das decisões complexas sobre mitigação, adaptação e financiamento climático.
Organização e Propósito da Cúpula
O encontro foi articulado pela Presidência brasileira da COP30 e conta com a participação de dirigentes, vice-presidentes e ministros de cerca de 140 nações. O objetivo central é estabelecer um direcionamento político para as tratativas internacionais, sem que sejam tomadas decisões oficiais ou elaborados documentos com força deliberativa.
Embora o evento reúna representantes de todo o mundo, nem todos os países estarão representados por seus presidentes. Os Estados Unidos, por exemplo, não enviaram integrantes de alto escalão, e o presidente Donald Trump não participará da reunião.
Após compromissos bilaterais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará a abertura oficial da Cúpula, momento em que também lançará o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (Tropical Forests Forever Fund – TFFF). A iniciativa pretende incentivar políticas de conservação ambiental, além de reforçar compromissos internacionais voltados à erradicação da fome, à redução da desigualdade social e à ampliação do uso de biocombustíveis.
Belém se torna a capital do país durante a COP30 (Reprodução/Instagram/@curtebelem)
Estrutura do Encontro
A programação da Cúpula se estende por dois dias, com sessões plenárias e três mesas redondas de alto nível.
1. Florestas e Oceanos Na primeira sessão, o governo brasileiro apresentará oficialmente o TFFF, fundo climático estruturado com base em investimentos de renda fixa. A expectativa é captar aproximadamente 625 bilhões de reais (ou 125 bilhões de dólares), somando aportes de países e fundações a recursos obtidos no mercado financeiro. O rendimento será direcionado à compensação financeira de nações que mantêm áreas florestais preservadas, priorizando países tropicais como Brasil, Indonésia e República Democrática do Congo. O projeto destina parte dos recursos a povos indígenas e comunidades locais e veda aplicações ligadas a combustíveis fósseis.
2. Transição Energética A segunda mesa será voltada à ampliação da produção e do consumo de energias limpas. As metas incluem triplicar a capacidade mundial de fontes renováveis até 2030 e duplicar a eficiência energética global. Outro foco será a consolidação do Compromisso de Belém pelos Combustíveis Sustentáveis, uma parceria entre Brasil, Itália e Japão, que pretende multiplicar por quatro a geração e utilização de biocombustíveis, biogás, hidrogênio verde e combustíveis sintéticos até 2035.
3. Avaliação do Acordo de Paris e Financiamento Climático A última sessão discutirá os dez anos do Acordo de Paris e o avanço das metas nacionais até 2025, além da formulação de novas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) para 2035. Outro tema será o plano Baku–Belém, apresentado conjuntamente pelas presidências do Azerbaijão (COP29) e do Brasil (COP30). A proposta busca mobilizar cerca de 1,3 trilhão de dólares anuais até 2035, reformulando a estrutura do sistema financeiro internacional voltado ao clima.
Participantes Confirmados
O Itamaraty confirmou a presença de 143 delegações, entre elas 57 lideradas por chefes de Estado ou de governo. Também estarão em Belém ministros das áreas de finanças, meio ambiente e relações exteriores, além de representantes de organismos multilaterais como ONU, Banco Mundial e FMI.
Entre as presenças confirmadas estão os líderes da França, Emmanuel Macron; da África do Sul, Cyril Ramaphosa; e do Reino Unido, Keir Starmer. Também participarão António Costa, presidente do Conselho Europeu; Jonas Gahr Støre, primeiro-ministro da Noruega; William Ruto, presidente do Quênia; e Andrew Holness, chefe de governo da Jamaica. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o príncipe William, representando o rei Charles III, também integram a lista de participantes.
Já entre as ausências estão Donald Trump, Xi Jinping e Javier Milei. O governo dos Estados Unidos optou por não enviar representantes políticos de primeiro escalão, e a China será representada apenas por uma equipe técnica. A Argentina, por sua vez, confirmou que não participará da reunião.
Papel e Significado da Cúpula
A Reunião de Líderes da COP30 não possui função decisória formal. Trata-se de um espaço de diálogo político em que cada chefe de Estado ou de governo apresenta, em tempo limitado, suas prioridades e compromissos climáticos.
Os encontros são organizados em grupos temáticos, tratando de questões essenciais como conservação florestal, uso sustentável dos oceanos, transição energética e financiamento climático. Diplomatas classificam o evento como um termômetro político, destinado a medir o grau de engajamento das nações e a orientar o tom das negociações que ocorrerão ao longo da conferência.
Apesar de não gerar resoluções vinculantes, a Cúpula tem relevância simbólica, pois define o ambiente político e sinaliza a disposição dos governos em avançar em temas centrais como adaptação, descarbonização e apoio financeiro a países em desenvolvimento.
Discursos e Encerramento
Os pronunciamentos de abertura serão feitos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, anfitrião do encontro, e pelo secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres. Espera-se que as falas enfatizem a necessidade de ação imediata diante da crise climática e a importância de transformar compromissos em medidas concretas. Também devem discursar líderes como Jonas Gahr Støre, António Costa e Ding Xuexiang, vice-primeiro-ministro da China.
A Cúpula acontecerá no Parque da Cidade, em Belém, o mesmo espaço que sediará a COP30. As atividades se estendem até sexta-feira (7). O local abriga as chamadas zonas azul e verde, destinadas às negociações oficiais e aos eventos paralelos da conferência.
A escolha da capital paraense é simbólica e estratégica. É a primeira vez que um encontro de líderes climáticos ocorre em plena Amazônia, região central nas discussões sobre sustentabilidade e combate às mudanças climáticas globais.
O ganhador do Oscar de melhor ator e ativista ambiental, Leonardo DiCaprio fez um apelo por ações mais efetivas na luta contra as mudanças climáticas, ao comentar, nesta terça-feira (4), sobre a realização da COP 30 no Brasil. Em postagem no Instagram, o artista destacou a relevância da Amazônia para o equilíbrio ambiental do planeta e alertou para os riscos do desmatamento.
DiCaprio alerta para a urgência de ações contra a crise climática
Marcada para ocorrer entre 10 e 21 de novembro de 2025, em Belém (PA), a COP 30 será a primeira conferência do clima realizada na Amazônia. O local escolhido reforça a importância do bioma nas discussões ambientais globais. Em sua fala, DiCaprio observou que, ao longo dos últimos 40 anos, a expansão da agropecuária tem sido o principal fator de destruição da floresta.
O ator alertou que setores como o agronegócio, a mineração e a exploração de petróleo vêm provocando a devastação de milhões de hectares de ecossistemas essenciais ao planeta. Ele ressaltou que as comunidades indígenas têm mostrado que a convivência harmônica com a natureza pode representar uma das soluções mais eficazes para os desafios ambientais e climáticos atuais.
Publicação de Leonardo DiCaprio sobre a Cop30 (Foto: reprodução/Instagram/@leonardodicaprio)
Durante o discurso, o ator e ativista anunciou que a Re:wild, organização ambiental da qual é cofundador, comprometeu-se a investir mais de US$ 500 milhões (cerca de R$ 2,7 bilhões) em ações de proteção a terras indígenas e florestais. Ele destacou ainda a importância de que os participantes da COP 30 assegurem mecanismos de financiamento contínuo, como o Fundo Florestas Tropicais para Sempre, para apoiar comunidades que atuam na defesa dos biomas.
Earthshot Prize reúne grandes nomes no Rio
No dia 5 de novembro, o Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, receberá o Earthshot Prize, premiação global criada pelo príncipe William para reconhecer iniciativas voltadas à preservação ambiental. Conhecido como o “Oscar da Sustentabilidade”, o evento reunirá personalidades internacionais e artistas brasileiros, entre eles Anitta, Gilberto Gil e Seu Jorge.
COP 30
Criada no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), a COP é considerada um dos principais fóruns de negociação internacional voltados à mitigação das mudanças climáticas. O evento reúne 198 países signatários e conta com a colaboração do Protocolo de Quioto (CMP), do Acordo de Paris (CMA) e de órgãos especializados em assessoria técnica e científica.
A realização da conferência em Belém destaca o papel da Amazônia e do Brasil nas discussões globais sobre o futuro do clima e reforça a necessidade de medidas concretas de preservação ambiental.
De acordo com a organização da COP30, um total de 143 representações estrangeiras já confirmou participação no evento. A informação foi divulgada inicialmente pela Folha de S. Paulo e posteriormente verificada pela CNN Brasil. O número expressivo de delegações evidencia o interesse global na conferência. A reunião promete reunir líderes e autoridades de diversos países. O encontro reforça o compromisso internacional com pautas ambientais e climáticas.
Incerteza sobre a presença da Argentina na COP29
Existem incertezas quanto à presença da comitiva argentina, pois Javier Milei discorda de pontos essenciais do encontro. O chefe de Estado decidiu afastar seus especialistas da COP29, realizada no Azerbaijão. Ele já manifestou forte oposição a iniciativas ambientais globais. Em declarações anteriores, o presidente criticou duramente políticas climáticas internacionais. Milei considera que elas limitam o crescimento econômico do país. Essa postura gera tensões com outras nações participantes. A ausência da Argentina pode enfraquecer debates sobre metas sustentáveis. O impasse reforça o isolamento do governo nas discussões ambientais.
191 países unidos pela COP30 (Foto: reprodução/Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Milei questiona participação da Argentina na COP29
Existem incertezas sobre a presença da Argentina na conferência, O líder Milei discorda de pontos fundamentais do encontro internacional. Recentemente, o presidente suspendeu a ida de especialistas do país à COP29. O evento será realizado no Azerbaijão neste ano. Além disso, houve declarações indicando possível saída do Acordo de Paris. A medida gerou repercussão na comunidade ambiental global, Analistas questionam as consequências dessa postura política externa.
EUA ignoram convite de Lula
O cenário lembra o vivido por Donald Trump. Ainda assim, os Estados Unidos não figuram na relação. Mesmo com os convites feitos várias vezes pelo presidente Lula, o republicano não confirmou presença na reunião. A conferência segue sem a participação americana. As tentativas de adesão por parte do mandatário brasileiro continuam. Doze meses antes da COP30, marcada para acontecer em Belém (PA) neste mês, os representantes de Milei adotaram uma postura rígida em relação às iniciativas de enfrentamento das alterações climáticas durante um encontro realizado no país.
Um suposto envolvimento entre Chris Martin, vocalista do Coldplay de 48 anos, e a cantora Gaby Amarantos, 47, está dando o que falar nas redes sociais neste fim de semana. Os boatos começaram depois que o artista foi visto circulando pelo bairro Jurunas, em Belém do Pará, onde Gaby nasceu e mora. No tapete vermelho do festival ‘Global Citizen Amazônia’ — evento que antecede a COP 30 no qual ambos se apresentaram neste sábado (1°/11) —, a paraense foi questionada sobre a presença do cantor na região e reagiu de forma bem humorada.
Cantor teria sido visto deixando prédio de Gaby
O influenciador Matheus Viggo perguntou para a cantora se ela tinha alguma relação com as duas vezes em que Chris foi visto pelo bairro. Rindo, ela deixou os fãs e internautas ainda mais curiosos com sua resposta enigmática. “Gente… É Jurunas! É o Jurunas, né?”, disse ela, em tom bem-humorado, sem confirmar nem negar o affair com o músico inglês.
Os rumores começaram a ganhar força na web após a página de fofocas Let’s Gossip divulgar que o vocalista do Coldplay teria sido visto deixando o prédio de Gaby no Jurunas de madrugada e flagrado em um supermercado da cidade, retornando à casa da voz do hit ‘Foguinho’ em seguida. Fãs chegaram a se deparar com Martin pelas ruas do bairro, registrando e compartilhando os registros do encontro nas redes sociais.
O festival
Às vésperas da COP 30 em Belém, o ‘Global Citizen Festival: Amazônia’ atingiu sua meta de mobilizar US$ 1 bilhão para ações de plantio, restauração e renaturalização da maior floresta tropical do mundo. Realizado no Estádio Olímpico do Pará, o Mangueirão, o evento também discutiu temas como as mudanças climáticas e a urgência da preservação da floresta e do meio ambiente. Além de Gaby e Chris Martin, o palco do festival também recebeu nomes como Anitta, Seu Jorge, Daniela Mercury, Charlie Puth, Gilberto Gil, Viviane Batidão, além de artistas indígenas como Kaê Guajajara, Arraial do Pavulagem e Eric Terena.