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A Polícia Federal abriu uma investigação para apurar o incêndio na tarde desta quinta-feira (20), na Zona Azul, área restrita da COP 30, onde ocorrem as negociações diplomáticas entre líderes mundiais e delegações oficiais.
Uma vistoria preliminar foi realizada no local e nesta sexta-feira (21), a perícia deve ser realizada completamente. Testemunhas que estavam no pavilhão incendiado e nos pavilhões laterais serão ouvidas.
Micro-ondas pode ter causado incêndio
A principal hipótese da causa do acidente é de que um micro-ondas não compatível com a rede elétrica do local tenha gerado um curto-circuito, causando o incêndio no local. Se for comprovado, a Polícia Federal quer saber como este forno entrou na Zona Azul.
Há relatos de que um forno micro-ondas semelhante havia sido instalado no pavilhão chinês, sendo posteriormente retirado do local.
PF fará nova vistoria na COP 30 (Vídeo: reprodução/YouTube/CNN Brasil)
Se a hipótese for confirmada, o incêndio não estaria relacionado a falhas no projeto ou de estrutura da COP 30, mas ao uso de equipamento inadequado para o local.
Área restrita da COP 30
O incêndio que teve início em um dos pavilhões da Zona Azul, na tarde desta quinta-feira (20), na área restrita da COP 30, causou correria no local, que foi evacuado pela equipe de segurança. O corpo de bombeiros chegaram rapidamente ao local e controlaram o incêndio.
Em nota oficial divulgada, a organização da COP 30 informou que 21 pessoas foram atendidas no local, após inalarem fumaça e uma fonte da equipe de saúde do evento informou que pelo menos três pessoas foram levadas ao Hospital Metropolitano por apresentar quadro de intoxicação por inalação de fumaça.
A Polícia Federal vistoriou o local logo após o incêndio. Segundo informação de representante, a vistoria foi realizada para que os objetos pessoais deixados no local pudessem ser devolvidos às pessoas que precisavam viajar.
Por volta das 20h40, a Zona Azul recebeu o alvará de funcionamento e o atestado de segurança dos Bombeiros. Com isso, o local foi oficialmente entregue à ONU.
Um incêndio foi registrado no começo da tarde desta quinta-feira (20), no Pavilhão dos Países, em uma das áreas da Zona Azul da COP30, o evento que acontece em Belém–PA reúne 191 países do mundo para discutir soluções para deter as mudanças climáticas.
As primeiras informações do ocorrido começaram a circular por volta das 14h, e o incêndio logo foi controlado em cerca de 30 minutos depois, segundo a organização, ninguém ficou ferido.
Todas os presentes no Pavilhão dos Países receberam ordem para deixar o local imediatamente, havia um grande fluxo de pessoas que participavam de debates e palestras, em várias salas, envolvendo diversos negociadores e ministros.
ONU critica estrutura da COP em Belém
A Zona Azul, também conhecida como Blue Zone, é um dos principais espaços da COP30, é onde os países montam seus stands para divulgar projetos e iniciativas a favor do meio ambiente.
A medida de segurança tomada pela organização significa que os trabalhos da COP30 foram paralisados até segunda ordem.
A ONU chegou a cobrar do governo brasileiro uma reação mais rápida para resolver as falhas de segurança devido a problemas estruturais no evento.
Há uma semana, a ONU enviou uma carta pela Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC) a Rui Costa, ministro da Casa Civil, que está a frente das atividades relacionadas da cúpula, e a André Corrêa do Lago, presidente da conferência.
No documento, o secretário-executivo Simon Stiell relatou a tentativa de invasão ocorrida na noite de terça-feira (11), por um grupo de 150 ativistas que conseguiram entrar no pavilhão e deixar algumas pessoas feridas, expondo fragilidade na segurança do evento.
A ONU também destacou para problemas de infraestrutura, como calor excessivo em pavilhões, falhas de climatização, infiltrações provocadas pelas chuvas no local e riscos associados a água próxima de instalações elétricas.
Incêndio causa correria na Blue Zone na COP 30 (Vídeo: reprodução/YouTube/CNN Brasil)
Alarme de incêndio não existia ou não funcionou
Segundo informações levantadas pela CNN, houve falhas durante o incidente ocorrido na tarde desta quarta-feira (20), aparentemente a Blue Zone da COP30 não contava com alarme de incêndio ou, se ele existe, simplesmente não funcionou.
Durante o breve incêndio, e todo o processo de evacuação, não houve nenhum tipo de aviso sonoro na região da Zona Azul, onde estão o centro de imprensa e algumas das plenárias e salas de negociação.
No processo de evacuação de emergência, os bombeiros presentes no local saíram batendo nas portas das salas pedindo para que os ocupantes saíssem, e um detalhe chamou atenção era que os bombeiros não falavam inglês.
Voluntários e forças de segurança das Nações Unidas e de duas empresas privadas foram usados para dar instruções de emergência e evacuação para os participantes da COP30.
O Pavilhão dos Países e a Zona Azul ficarão fechados até as 20h de hoje, sem previsão de reabertura, a causa do incêndio continua sendo investigada, mas a principal suspeita pode ser uma falha do sistema elétrico.
A Alemanha confirmou ao governo brasileiro na manhã desta quinta-feira (20) um investimento de 1 bilhão de euros, cerca de 6 bilhões de reais no Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), proposta criada durante as reuniões da COP 30 em Belém.
O investimento do governo alemão cumpre a promessa feita de que o país faria um investimento considerável no fundo para florestas tropicais, mas não resolve o incidente diplomático que ocorreu no mesmo dia após fala do primeiro-ministro alemão sobre Belém, onde acontece a COP 30.
TFFF não funciona através de doações
A proposta do TFFF feita pelo Brasil e aprovada durante a COP 30 tem como objetivo criar um fundo de investimentos usando fundos de renda fixa para gerar recursos com finalidade de preservar as florestas tropicais do mundo inteiro.
O fundo não se trata de doações, mas os recursos obtidos por esse fundo serão usados para remunerar países que cuidam bem de suas florestas tropicais para que possam manter as políticas públicas de conservação ambiental e para criar novas tecnologias para aumentar a conservação ambiental.
Ministro da Fazenda Fernando Haddad explica fundo de investimento (Vídeo: Reprodução/YouTube/ Itatiaia)
Além do Brasil, Indonésia e República Democrática do Congo são outros países que no momento terão prioridade para receber recursos desse fundo, mas outros países com florestas tropicais também terão acesso ao fundo caso conservem bem suas florestas.
TFFF deve gerar retorno econômico maior que desmatamento
O TFFF busca resolver um problema reconhecido no combate as mudanças climáticas que é o alto lucro que o desmatamento gera em comparação a conservação das florestas tropicais através da extração de madeira, expansão urbana e abertura de áreas para a agricultura.
Com isso, o fundo propõe um sistema de pagamento por desempenho na conservação de florestas tropicais, principalmente para países em desenvolvimento, com o objetivo de trazer receitas diretas para os países pela conservação ambiental, o que atualmente ainda não acontece.
Além da Alemanha, países como Brasil, Noruega e Indonésia investiram 1 bilhão de dólares no fundo enquanto a França investiu 500 milhões de dólares.
Alemanha ainda enfrenta saia justa mesmo com anúncio
Apesar do anúncio do investimento no TFFF, a Alemanha tenta resolver com o Brasil um incidente diplomático que aconteceu durante a COP 30.
O incidente aconteceu por conta de uma fala do chanceler federal alemão Friedrich Merz, que afirmou que a comitiva do país europeu estava aliviada de ter saído de Belém e voltado a Alemanha depois dos dias que a delegação esteve na COP 30.
O porta-voz do governo alemão se pronunciou afirmando que a fala se dava por conta do voo longo que a delegação enfrentou entre Belém e Berlim por conta do cansaço da viagem, mas que foi tirada de contexto e colocada como discriminatória contra a cidade onde acontece a COP.
Mesmo com o incidente, o porta-voz afirmou que o chanceler não irá fazer um pedido de desculpas ao Brasil pela fala e que essa fala não vai estremecer as relações entre Brasil e Alemanha.
Fala de Merz sobre Belém (Vídeo: Reprodução/YouTube/ CNN Brasil)
A fala foi muito mal recebida pelo Brasil como um todo com usuários de redes sociais invadindo os perfis do chanceler para criticar a postura com afirmativas de que a Alemanha é uma das culpadas da desigualdade social pelo mundo, que deveria respeitar mais o Brasil e que não precisa voltar ao país após a COP 30.
O presidente Luis Inacio Lula da Silva se pronunciou sobre a fala de Merz durante um evento de inauguração de uma ponte no Tocantins, afirmando que o chanceler deveria ter aproveitado mais da cultura paraense durante sua estadia em Belém.
Quem também se pronunciou sobre a fala foi o governador do Pará Helder Barbalho, que chamou o discurso de Merz de preconceituoso e que revela sobre quem faz o discurso do que sobre o que é feito o discurso. Além disso, o governador ressaltou a excelente acolhida do povo paraense aos visitantes da COP 30.
Igor Normando, prefeito de Belém, também se pronunciou sobre o caso em suas redes sociais, afirmando que o discurso do chanceler destila preconceito e arrogância e que diferente dele o povo alemão se mostrou encantado com Belém durante sua estadia.
Nesta segunda-feira (10/11), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discursou na abertura oficial da 30ª Conferência do Clima da ONU (COP30), em Belém (PA), sendo a primeira realizada na Amazônia.
O discurso do presidente é marcado pela valorização do feito de trazer a discussão sobre o clima e os recursos naturais, para o principal cenário mundial do tema, além de debater a importância dos líderes mundiais investirem em projetos para cooperarem com o clima, que é um bem comum, do que em guerras, dado os conflitos dos últimos anos e seus impactos.
”Proeza” em definir o local
Com um preparo de cerca de um ano para o evento, segundo Lula, fazer a COP no Brasil e ainda mais no Pará, é um desafio tão grande ”quanto acabar com a poluição do planeta terra” e que seria mais fácil levar o evento para uma cidade qeue não tivesse problema mas que ”a gente resolveu aceitar fazer a COP em um estado da Amazônia, para provar quando se tem disposição e compromisso com a verdade, a gente prova que não tem nada impossível, o impossível é não ter coragem para enfrentar desafios“, afirmou o presidente.
Lula também destacou que a mudança climática não é mais uma ameaça futura, e sim uma ”tragédia do presente”, citando o tornado que atingiu cidades do centro-sul do Paraná nesta sexta-feira (7).
“A COP30 será a COP da verdade. Na era da desinformação, os obscurantistas rejeitam não só as evidências da ciência, mas também os progressos do multilateralismo. Eles controlam algoritmos, semeiam o ódio e espalham o medo. Atacam as instituições, a ciência e as universidades. É momento de impor uma nova derrota aos negacionistas“, prosseguiu o presidente.
Ele também voltou a criticar o investimento feito em guerras, em comparação aos de iniciativas de combate às mudanças climáticas.
”Se os homens que fazem guerra estivessem aqui nesta COP, eles iriam perceber que é muito mais barato colocar US$ 1,3 trilhão para acabar com o problema climático do que colocar US$ 2,7 trilhões para fazer guerra como fizeram no ano passado”, mencionou.
O regente brasileiro também comentou sobre a luta contra o racismo ambiental, que se tornou tema da declaração assinada pelo Brasil na Cúpula de Líderes, encerrada na semana passada. Declaração essa que, é considerada um verdadeiro marco por, pela primeira vez, unir justiça racial e ação climática em um mesmo acordo internacional.
Cerimônia de abertura da COP30 (Vídeo: reprodução/YouTube/CanalGov)
EUA ausente
É inegável que a ausência mais sentida seja a dos Estados Unidos, que não enviou nenhum representante de alto nível para o evento. Já era aguardado que o presidente norte-americano Donald Trump, não fosse comparecer na cúpula de líderes, que ocorreu no dia 6 e 7 de novembro, porém ainda existia a expectativa de que o país pudesse enviar alguma delegação para as negociações técnicas, que se iniciaram nesta segunda-feira.
Os Estados Unidos ocupam o segundo lugar em emissão de gases do efeito estufa.
Mais sobre a COP30
O evento será realizado até o dia 21 de novembro. Serão duas semanas decisivas para a ação global contra as alterações climáticas.
Cerca de 50 mil pessoas, entre diplomatas, líderes, atividades, cientistas e empresário, participam do encontro. A Cúpula de Líderes já havia indicado o tom político das negociações, como o aceleramento da transição energética, o ampliamento do financiamento climático e a proteção das florestas tropicais.
Agora, o foco se volta para as mesas de negociação, onde tais compromissos terão de sair do discurso e se transformarem em planos concretos, com metas, prazos e recursos definidos.
Começa nesta segunda-feira, em Belém, a COP, sigla em inglês para Conference of the Parties (Conferência das Partes), evento em que reúne líderes mundiais, cientistas, ONGs e representantes da sociedade civil para discutir e encontrar soluções para a crise climática.
A conferência é realizada todo ano, desde 1995, reunindo 197 países que firmaram um acordo ambiental com a ONU no início dos anos 1990. Este acordo busca reduzir a emissão de gases de efeito estufa e combater o impacto humano nas mudanças climáticas.
Os principais temas discutidos na COP30
Líderes e representantes mundiais vão discutir temas que incluem: a redução de emissões de gases de efeito estufa; adaptação às mudanças climáticas; financiamento climático para países em desenvolvimento; tecnologias de energia renovável e soluções de baixo carbono; preservação de florestas e biodiversidade e justiça climática e os impactos sociais das mudanças climáticas.
Outro tema que será discutido é o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), uma proposta do Brasil para investir em renda fixa para gerar lucro e usar esse dinheiro para a conservação das florestas tropicais, pagando países que preservam suas florestas.
Temas em discussão na COP30 (Vídeo: reprodução/YouTube/CNN Brasil)
Na COP29, realizada em Baku, Azerbaijão, os países mais desenvolvidos se comprometeram a dar aos países em desenvolvimento pelo menos US$ 1,3 trilhão (R$ 7 trilhões) por meio de fontes públicas e privadas, para ajudar no enfrentamento das mudanças climáticas.
Resultados esperados da Conferência
A COP30 deve ir além de promessas e deve ser um momento decisivo para transformar acordos políticos construídos desde Dubai em ações concretas que mantenham o aquecimento global abaixo de 1,5°C.
O primeiro resultado esperado é o avanço em torno das metas climáticas (NDCs), que são os compromissos de cada país para reduzir o efeito estufa e se lidar com as mudanças climáticas. Até o momento, mais de 100 países enviaram novas metas para 2035, mas a maioria ainda muito abaixo do recomendável.
As metas climáticas atuais cobrem apenas 30% das emissões e reduzirão apenas 4% até 2035, mas é preciso cortar cerca de 60% para estabilizar o clima.
Outro resultado esperado é na mudança da transição energética, que busca uma mudança em combustíveis fósseis em fontes mais limpas e sustentáveis. Segundo a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, os países precisam garantir recursos financeiros, humanos e tecnológicos, para conseguir cumprir as metas de redução de emissões e adaptação ao clima.
Nesta quinta-feira (6), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou oficialmente em um encontro de líderes que antecede a COP 30, o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF). Uma iniciativa para recolher recursos públicos e privados a juros baixos e investir em projetos de alto retorno e dividir o lucro entre os investidores e países que preservam suas florestas.
Até o momento, apenas cinco países anunciaram aportes até agora: Brasil (US$ 1 bilhão), Indonésia (US$ 1 bilhão), Noruega (US$ 3 bilhões), França (US$ 500 milhões) e Portugal (US$ 1 milhão), somando um pouco mais de US$ 5 bilhões. A meta é alcançar US$ 10 bilhões para iniciar as operações e US$ 125 bilhões quando for totalmente capitalizado.
Fundo desperta interesse em países
Cerca de 50 países já manifestaram o interesse em participar do fundo, até agora. O Brasil busca transformar o interesse em apoio ao Fundo e arrecadar US$25 bilhões em recursos públicos. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que alguns países já demonstraram interesse em apoiar o TFFF. “A China e outros países já sinalizaram apoio”, disse o ministro.
Haddad também afirmou que o TFFF “pode ser um grande legado desta COP”. O ministro explicou que a proposta do Fundo Florestas Tropicais para Sempre é uma mudança de paradigma, por não se tratar de doações, mas de investimentos, beneficiando todo o Sul Global.
Haddad comenta sobre o fundo de florestas tropicais (Vídeo: reprodução/YouTube/Jovem Pan News)
Para participar do TFFF, os países precisam ter sistemas financeiros transparentes e concordar em destinar 20% dos recursos para os povos indígenas e comunidades tradicionais.
Ausência de Donald Trump é criticada por líderes
A grande ausência da COP30 é a do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Lula disse que o presidente americano está mais preocupado com as questões geopolíticas do que com a urgência climática.
Gabriel Boric, presidente do Chile, criticou a ausência do presidente americano e lembrou que Trump afirmou na última Assembleia Geral da ONU, que a “crise climática não existe”. Boric disse que essa declaração era “mentirosa”. O presidente Gustavo Petro, da Colômbia, também criticou a ausência de Trump, afirmando que a ausência do líder americano e sua conduta negacionista está levando os americanos e a humanidade para o abismo.
Nesta terça-feira (4), a cidade de Belém recebeu os navios que irão hospedar as delegações participantes da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climática (COP 30). Atracados no Porto de Outerio, em Belém, os transatlânticos Civil e Costa Diadema serão responsáveis por acomodar participantes do evento climático que acontecerá entre 10 e 21 de novembro.
As acomodações na COP-30
A COP-30 é um evento que reúne líderes globais, cientistas e representantes civis para discutir ações de combate às mudanças climáticas. Neste ano, ocorrerá no Brasil, em Belém–PA. Algumas questões foram levantadas em relação à hospedagem das delegações durante o evento, mas o ministro do turismo, Celso Sabino afirmou que a “preocupação que alguns setores tinham em relação aos meios de hospedagem está totalmente superada” já que os navios possuem “cerca de 4 mil cabines, com aproximadamente 6 mil leitos”.
Embarcação chega a Belém para evento da COP-30 (Vídeo: reprodução/Instagram/@belemeregioes)
Na sexta-feira (6), começará a chegada desses líderes à capital paraense para as primeiras reuniões preparatórias, em que irão discutir metas e propostas relacionadas às mudanças climáticas.
Embarcações da Conferência
As embarcações Civil e Costa Diadema foram essenciais para o aumento da capacidade de hospedagem durante o evento e também trouxe mudanças para a cidade de Belém. Devido essas modificações, houve uma inauguração de um terminal portuário e um terminal de passageiros onde ocorrem os procedimentos de alfândega e imigração.
Embarcação chega a Belém para evento da COP-30 (Foto: reprodução/Instagram/@ojovemcruzeirista_oficial)
A cidade de Belém também expandiu sua capacidade hoteleira com a construção de novos estabelecimentos, incluindo hotéis cinco estrelas, e a ampliação de unidades já existentes. Mais de 160 delegações já confirmaram presença no evento. Segundo o ministro, o objetivo com a organização do evento é desenvolver algo inclusivo e para todos e não só focado na infraestrutura.
Além disso, Sabino afirmou que a discussão, que ocorrerá na principal porta de entrada da Amazônia, destaca a importância da preservação da floresta tropical.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta terça-feira (4), o projeto que lei que transfere, temporariamente, a capital brasileira de Brasília para Belém–PA.
A mudança tem efeito durante o período de realização da 30ª Conferência das Nações Unidas, que reúne mais de 140 países do mundo para debater o Aquecimento Global e as Mudanças do Clima. A proposta foi aprovada pelo Congresso Nacional.
Segundo o governo, a transferência é um ato temporário, simbólico e político e “reforça a relevância da Amazônia na agenda ambiental internacional”, além de evidenciar o compromisso do Brasil com as questões globais do clima.
ONU adverte o mundo sobre grandes emissões de carbono
A Organização das Nações Unidas emitiu um relatório alertando que as emissões mundiais de carbono continuam muito altas para deter o aquecimento global.
Lula disse, nesta terça-feira, que a reunião da COP 30 no Brasil será uma “COP da Verdade” e oferecerá soluções reais para os países alcançarem suas metas de emissões de carbono e projetar um desenvolvimento sustentável.
O presidente ainda destacou que existem falhas em acordos anteriores e propõe um concelho ambiental global para monitorar metas.
Cúpula do Clima deve reunir líderes mundiais em Belém (Vídeo: reprodução/YouTube/G1)
Falha em acordos anteriores
Apesar de 30 anos de negociações globais sobre o clima, os países não conseguiram evitar que o aquecimento ultrapassasse 1,5 graus Celsius, que foi o principal objetivo do Acordo de Paris, que foi negociado há exatamente dez anos.
Em vez disso, o mundo está cada vez mais quente e a um caminho de aquecimento extremo de 2,3º a 2,5 C, informou o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) nesta terça-feira.
A previsão é de que os países se comprometam a cumprir as promessas que fizeram até agora de reduzir as emissões, se eles não cumprirem, o mundo ficará cada vez mais quente e sofrerá as consequências que já vemos com o clima desregulado e desastres naturais por todo o planeta.
Os principais desafios do Brasil para a COP 30
Os principais desafios do Brasil para a COP 30 incluem alinhar os compromissos entre países desenvolvidos e em desenvolimento. O objetivo é mobilizar o financiamento climático de ações que fomentam o desenvolvimento de negócios sustentáveis, combater o desmatamento, garantir a infraestrutura para realização do evento e minimizar os impactos socioeconômicos das mudanças climáticas, como a segurança alimentar e a adaptação de pequenas e grandes cidades.
A hospedagem para a COP 30 enfrenta preços elevados e escassez de oferta, embora haja esforços do Governo Federal com uma plataforma com diárias de até US$ 600 e o subsídio do governo para países em desenvolvimento.
Os preços foram considerados abusivos, há relatos que preços exorbitantes foram cobrados por pessoas físicas em plataformas de aluguel por temporada e até mesmo em hotéis da região.
A concentração de dióxido de carbono (CO₂) na atmosfera atingiu em 2024 o maior nível desde o início das medições modernas, segundo relatório da Organização Meteorológica Mundial (OMM), ligada à ONU. O aumento de 3,5 partes por milhão (ppm) entre 2023 e 2024 representa o crescimento mais rápido já registrado, e acende um alerta global às vésperas da Conferência do Clima (COP 30), que será realizada em Belém, no Brasil.
De acordo com a OMM, o avanço do CO₂ está diretamente ligado às atividades humanas, como a queima de combustíveis fósseis e o desmatamento. Incêndios florestais intensos, aliados à menor capacidade de absorção de carbono por oceanos e florestas, também contribuíram para o aumento recorde. O órgão destaca que cerca de metade do dióxido de carbono emitido anualmente permanece na atmosfera, o que intensifica o aquecimento global e suas consequências.
Calor crescente e efeito dominó climático
Além do CO₂, outros gases do efeito estufa, como o metano (CH₄) e o óxido nitroso (N₂O), também alcançaram níveis inéditos. A ONU alerta que o calor retido por esses gases amplifica fenômenos climáticos extremos, como secas prolongadas, ondas de calor, enchentes e queimadas. O ano de 2024 foi o mais quente da história, impulsionado por um forte El Niño.
Charge ilustrando o aquecimento global (Foto: reprodução/Pinterest/@edugeo360graus)
A secretária-geral adjunta da OMM, Ko Barrett, destacou que “o calor retido pelo CO₂ e outros gases de efeito estufa amplifica as condições climáticas e intensifica os fenômenos meteorológicos extremos. Portanto, é fundamental reduzir as emissões, não apenas pelo nosso clima, mas também para a nossa segurança econômica e o bem-estar da população”.
A agência também alerta que os sumidouros de carbono — florestas e oceanos que absorvem parte do CO₂ — estão se tornando menos eficientes. A cientista sênior da OMM, Oksana Tarasova, explicou que “há uma preocupação de que esses sumidouros estejam se tornando menos eficazes, o que aumentará a quantidade de CO₂ que permanece na atmosfera, acelerando o aquecimento global”.
COP 30 busca frear avanço
Diante do cenário, a OMM reforça que o monitoramento contínuo e o compartilhamento de dados são essenciais para embasar políticas públicas e decisões globais. O relatório foi divulgado justamente para orientar as discussões da COP 30, que pretende intensificar a ação climática e cobrar compromissos concretos de redução de emissões.
Para Barrett, “manter e expandir o monitoramento de gases de efeito estufa é fundamental para apoiar esses esforços”. A ONU destaca que, sem medidas urgentes, os impactos ambientais e econômicos podem se tornar irreversíveis, comprometendo o equilíbrio climático e a qualidade de vida das próximas gerações.