Barack Obama se pronuncia sobre o tiroteio em Washington

O ex-presidente dos Estados Unidos se pronunciou através de suas redes sociais após o tiroteio ocorrido nesta quarta-feira (26) em Washington, nas proximidades da Casa Branca. Dois agentes da Guarda Nacional foram baleados. Em um post na rede social X, Obama declarou que “Violência não tem lugar na América” e que ele e sua esposa estão enviando solidariedade às famílias das vítimas neste momento difícil. 


Post de Barack Obama sobre o ocorrido (Foto: reprodução/X/@BarackObama)


O tiroteio

No dia 26 (quarta-feira) deste mês, na véspera do feriado de Ação de Graça, um atirador abriu fogo na Praça Farragut em Washington, D.C. A localidade é uma movimentada área turística próximo a Casa Branca.

Segundo fontes, os suspeito se aproximou dos guardas e em seguida disparou contra um dos agentes que estava a poucos metros de distância. Dois membros da Guarda Nacional trocaram tiros com o suspeito e ficaram feridos, as fontes afirmam também que o atirador foi atingido por disparos e retirado do local em uma maca.

Em um pronunciamento, a procuradora geral do Distrito de Columbia, Jeanine Pirro, identificou a identidade dos dois militares feridos – Sarah Beckstrom, de 20 anos, e Andrew Wolfe de 24 – ela declarou que os dois oficiais estão em estado grave e que o atirador está internado.


Sede do governo dos Estados Unidos (Foto: reprodução/Anadolu/Getty Images Embed)


As autoridades investigam o caso.

O autor dos disparos foi identificado como Rahmanullah Lakanwal, um cidadão afegão que segundo as autoridades chegou aos Estados Unidos em 2021. John Ratcliffe, diretor da CIA, a agência de inteligência americana, revelou que o atirador já havia trabalhado com o governo americano, incluindo a própria CIA, como membro de uma força parceira durante a guerra do Afeganistão.

Kash Patel, diretor do FBI, informou em uma coletiva de imprensa que agentes cumpriram diversos mandados de busca, inclusive da residência do suspeito e que todas as pessoas encontradas no local foram interrogadas.


Declaração do presidente dos Estados Unidos sobre o ocorrido|(Foto: reprodução/X/@DonaldTrump)


Em suas redes sociais, o presidente dos Estados Unidos chamou o atirador de “animal”, no post o presidente também afirma que o autor dos disparos “pagará um preço muito alto”. Outros membros do governo também estão chamando por medidas de punição severas, a procuradora geral dos Estados Unidos declarou que pode buscar a pena de morte para o responsável pelo ataque.

Amazon anuncia aporte de US$ 50 bilhões para turbinar infraestrutura de IA do governo dos EUA

A Amazon vai colocar até US$ 50 bilhões em uma das maiores apostas já feitas em infraestrutura de inteligência artificial voltada ao setor público. O investimento, anunciado nessa segunda-feira (24), ampliará de forma agressiva a capacidade de computação do ecossistema AWS que atende mais de 11.000 agências governamentais nos Estados Unidos.

Infraestrutura tecnológica do governo dos EUA

Com início das obras previsto para 2026, o plano inclui a construção de novos data centers ultrasseguros, equipados com hardware de última geração para IA e HPC (computação de alta performance). O objetivo: adicionar 1,3 gigawatts às regiões AWS Top Secret, AWS Secret e AWS GovCloud, ambientes estruturados conforme camadas crescentes de sensibilidade dos dados.

Para ter dimensão do salto: 1 GW abastece cerca de 750 mil residências. Em termos de nuvem, isso se traduz em musculatura bruta para treinar modelos avançados, executar workloads militares e impulsionar aplicações críticas do governo.

A ofensiva da Amazon ocorre em meio à corrida bilionária por infraestrutura de IA  com OpenAI, Alphabet e outras gigantes da tecnologia disputando capacidade computacional como quem disputa oxigênio em câmara fechada. “Este investimento elimina barreiras tecnológicas que têm impedido o governo de avançar”, afirmou Matt Garman, CEO da AWS. O cronograma detalhado dos gastos não foi divulgado.


Investimento ampliará capacidade de tecnologia de agências governamentais nos EUA (Foto: reprodução/Aerial Footage/Getty Images Embed)


IA no setor público

Com o aporte, órgãos federais ganham acesso ampliado ao stack completo de IA da AWS:

  • Amazon SageMaker para treinamento e customização de modelos;
  • Amazon Bedrock para implantação de modelos e agentes;
  • Modelos proprietários como Amazon Nova e parceiros como Anthropic Claude.

O movimento reforça a estratégia de Washington de reduzir custos, acelerar o desenvolvimento de soluções proprietárias e, claro, não perder terreno para a China na disputa pela liderança global em IA.

Impacto estratégico

O anúncio reforça o movimento de consolidação da Amazon como fornecedora central da nuvem governamental norte-americana, um mercado de alto risco político, mas também de margens robustas. A expansão sugere que os EUA visam garantir capacidade própria de IA sem depender de infraestrutura comercial compartilhada, uma tendência que deve pressionar concorrentes e acelerar novos investimentos em nuvens soberanas.

A Casa Branca ainda não comentou o anúncio.

Trump comenta sobre prisão preventiva de Bolsonaro

Reportes abordam Donald Trump, Presidente dos Estados Unidos, neste sábado (22) de novembro, próximo a Casa Branca, enquanto se deslocava para uma Base Aérea. Trump teve Bolsonaro como aliado próximo a seus ideais e pensamentos políticos, influenciando o presidente a tomar decisões severas de taxações ao Brasil.

Os reportes questionaram a sua perspectiva diante a ordem de prisão preventiva solicitada pela Polícia Federal, após tomar conhecimento de violação da tornozeleira eletrônica.

Trump é questionado sobre a detenção de Bolsonaro

Não, eu não sei nada sobre isso. Eu não ouvi sobre isso. Foi isso que aconteceu? É uma pena, uma pena, eu só acho que é uma pena“. Trump lamentou, após respostas de jornalistas sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal.



A ordem de prisão preventiva de Bolsonaro foi realizada urgentemente após tomar conhecimento da violação da tornozeleira eletrônica e vigília incitada por Flávio Bolsonaro. Ministro Alexandre de Moraes, cita o Flávio como responsável por acelerar o processo de prisão com ações desrespeitosas que descumpririam medidas judiciais e que proporcionam riscos à ordem pública.

Trump indica ter conversado com Lula

Após o presidente conversar com os jornalistas sobre a prisão Bolsonaro no dia 22 de novembro, Casa Branca enviou e-mail a um mailing de jornalistas que cobrem o governo, destacando as falas do presidente. No e-mail diz “Trump pareceu indicar a entender que conversou com o presidente Lula na noite anterior.” ao responder um dos reportes presente.

Segundo a Casa Branca, Trump disse “Eu falei ontem à noite com o cavalheiro ao qual você acabou de referir“, não especificando qual seria o “cavalheiro”.

A Casa Branca enviou um segundo email, informando não ser possível compreender a quem o presidente se referia, deixando aberto, podendo ser Bolsonaro ou Lula; e que os jornalistas do pool seguiam solicitando esclarecimentos. A omissão de informações resulta num mistério à quem o Trump queria mencionar quando respondeu uma das perguntas.

Donald Trump foi surpreendido com a notícia da prisão de Jair Messias Bolsonaro, ex-presidente brasileiro. Bolsonaro, foi um dos aliados de apoio de Trump, resultando em diversas medidas tomadas pelos EUA contra o Brasil no governo Lula.

Atualmente, o presidente brasileiro, Lula (PT), está construindo ambiente de diálogo com o presidente Trump, tornando-se o possível cavalheiro mencionado.

Trump reacende temor de nova guerra comercial contra a China

Donald Trump voltou a empunhar seu tom mais conhecido: o da ruptura. Em declarações recentes, o ex-presidente americano afirmou considerar o fim de certos vínculos comerciais com a China, reacendendo uma tensão que parecia adormecida desde os anos mais intensos da guerra tarifária iniciada durante seu primeiro mandato.

A fala, feita em tom de ameaça, foi o suficiente para movimentar mercados e colocar novamente em pauta a relação entre as duas maiores economias do planeta, uma parceria tão indispensável quanto desconfiada.

O retorno da retórica nacionalista

Trump, que busca retomar a Casa Branca em 2025, vem reforçando sua narrativa de autossuficiência econômica. Ao sugerir um possível rompimento de acordos comerciais, ele tenta se reposicionar como defensor do trabalhador rural e da indústria americana, setores que sofreram com as variações de exportação de soja e derivados nos últimos anos.

A estratégia é política, mas também simbólica: apresentar a China não apenas como rival comercial, mas como ameaça direta à soberania dos EUA. O discurso apela ao eleitorado conservador e reacende a memória de 2018, quando Trump impôs tarifas bilionárias sobre produtos chineses sob o argumento de “proteger empregos americanos”.


Donald Trump para a capa da revista Time (Foto: reprodução/x/@time)

Dependência invisível

Apesar da retórica dura, o rompimento total é improvável. A interdependência entre as economias é profunda: boa parte da produção industrial americana depende de componentes, semicondutores e matérias-primas chinesas. Do outro lado, a China continua sendo um dos maiores compradores de bens agrícolas dos EUA.

“Cortar laços” teria, na prática, um efeito bumerangue, causando prejuízos mútuos e inflacionando cadeias globais. Mesmo assim, a ameaça cumpre um papel: pressiona Pequim e fortalece a imagem de Trump como negociador inflexível, um traço central de sua persona política.

Reflexos no agronegócio e no Brasil

A simples menção à medida já desperta preocupação entre produtores americanos de soja, enquanto países como Brasil e Argentina observam de camarote. A China vem ampliando sua preferência por fornecedores sul-americanos, o que pode se intensificar se as tensões com Washington crescerem.

Para o agronegócio brasileiro, um cenário de atrito entre as potências pode abrir novas oportunidades de exportação, mas também aumentar a volatilidade dos preços globais.

Um jogo de cena com efeito real

Trump domina como poucos a arte da pressão pública. Suas declarações raramente são casuais: funcionam como balões de ensaio para medir reações e pautar o debate internacional. Mesmo que não concretize a ameaça, o simples ato de anunciá-la já cumpre um propósito político, projetar força e testar limites da diplomacia.

Enquanto isso, Pequim reage com cautela, evitando comentários diretos, mas reforçando sua imagem de parceira comercial “confiável e estável”, em contraponto à instabilidade política americana.

Entre retórica e realidade

Com o mundo cada vez mais polarizado, cada palavra de Trump volta a ter peso estratégico. A ameaça de romper laços comerciais pode não sair do papel, mas serve como lembrete de que a disputa EUA x China vai muito além das tarifas, é uma batalha por influência, tecnologia e narrativa global.

Se concretizada, a medida provocaria uma nova onda de reajustes em mercados agrícolas e industriais. Mas, no campo político, a mensagem já foi enviada: os EUA, sob sua ótica, devem sempre negociar como quem está pronto para romper.

Trump reforça laços com Milei e cita Brasil em conversa sobre América do Sul

O presidente argentino Javier Milei divulgou nesta terça-feira (14) imagens de seu encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca. Nas fotos, os dois aparecem sorridentes no Salão Oval, e Milei compartilhou também um bilhete escrito à mão por Trump, no qual o republicano o chama de “amigo” e o elogia como um “grande presidente”.

A publicação foi feita na rede social X, onde Milei escreveu as siglas MAGA (Make America Great Again, o lema de campanha de Trump) e VLLC (¡Viva la libertad, carajo!, seu próprio slogan político).  O gesto reforça a sintonia ideológica entre ambos, marcada por discursos liberais e nacionalistas.

A aproximação entre os líderes acontece em um momento em que Milei busca apoio político e econômico internacional, especialmente dos Estados Unidos, para enfrentar a grave crise econômica argentina. O encontro foi visto como um sinal de prestígio para o governo argentino e de fortalecimento de laços entre os dois países.

Trump cita Lula e destaca papel do Brasil no continente

Durante o encontro com Milei, Trump aproveitou para comentar sobre o Brasil e sua recente conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas Nações Unidas. Segundo o republicano, a conversa com Lula foi “muito boa”, apesar das diferenças políticas entre ambos. “Eu o encontrei nas Nações Unidas antes de subir para discursar”, afirmou Trump, mencionando o brasileiro como um exemplo de diálogo regional.

A menção ao Brasil chama atenção porque Lula e Milei mantêm uma relação distante, marcada por divergências ideológicas e pela ausência de encontros oficiais. Ainda assim, Trump destacou o papel do país como uma potência regional que pode contribuir para a estabilidade da América do Sul.


Confira o encontro de Javier Milei e Donald Trump na Casa Branca (Vídeo: reprodução/Instagram/@cnnpolitica)

Ao abordar o tema, Trump ressaltou que os países sul-americanos estão se aproximando dos Estados Unidos e que o fortalecimento das economias locais pode beneficiar todo o continente. “Se a Argentina for bem, outros vão seguir o exemplo”, declarou, sugerindo que o sucesso econômico argentino pode impulsionar uma nova fase de cooperação continental.

Aliança simbólica e interesses estratégicos na América do Sul

A reunião entre Trump e Milei, além de simbolizar afinidade pessoal e ideológica, reflete também um movimento estratégico de ambos os líderes. Para o argentino, o encontro representa a chance de fortalecer a confiança dos mercados e buscar apoio financeiro em Washington, enquanto tenta equilibrar o corte de gastos e o desafio da inflação persistente em seu país.

Já para o americano, o gesto de apoio a Milei reforça sua imagem de liderança influente nas Américas, em um momento em que o republicano busca ampliar sua projeção internacional durante o novo mandato. A aproximação também sinaliza o interesse dos Estados Unidos em conter a influência de outros atores globais, como a China, sobre a economia sul-americana.

O bilhete divulgado por Milei, “Javier, você é um grande presidente. Eu sou seu amigo”, resume o tom simbólico do encontro. Embora não tenha sido anunciada nenhuma parceria formal, o gesto diplomático reforça o alinhamento entre os governos e marca mais um capítulo na relação entre Washington e Buenos Aires.

Israel e Hamas avançam em negociações, Casa Branca exige rapidez

As negociações entre Israel e o grupo Hamas registraram avanços significativos nas últimas horas, segundo diplomatas que acompanham o processo no Egito. Mediadas por representantes do Catar e dos Estados Unidos, as conversas buscam estabelecer um cessar-fogo permanente na Faixa de Gaza, além de um plano concreto para reconstrução do território devastado. A Casa Branca, por sua vez, tem pressionado por agilidade nas tratativas, afirmando que cada dia sem acordo representa novas perdas humanas e o agravamento da crise humanitária.

Discussões avançam, mas impasses persistem

Fontes ligadas às negociações afirmam que os diálogos se concentram em pontos considerados sensíveis, como a retirada gradual das tropas israelenses, a entrada irrestrita de ajuda humanitária e o retorno das famílias palestinas deslocadas. O Hamas insiste em garantias internacionais de que o cessar-fogo seja definitivo, e não apenas uma trégua temporária. Já o governo israelense quer assegurar mecanismos de segurança que impeçam novos ataques vindos da Faixa de Gaza.

A proposta em análise também inclui a criação de corredores humanitários monitorados pela ONU, além do acesso a suprimentos médicos e energia elétrica para hospitais locais. Especialistas em política internacional avaliam que, embora o clima seja mais favorável do que em meses anteriores, o avanço depende de concessões mútuas.


Bandeira israelense perto de prédios destruídos dentro da Faixa de Gaza (Foto: reprodução/JACK GUEZ/Getty Images Embed)

Pressão global e expectativas crescentes

O governo dos Estados Unidos tem atuado de forma direta, tanto nos bastidores quanto publicamente. O conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, Jake Sullivan, reforçou que “a paciência da comunidade internacional está se esgotando” e que a prioridade deve ser a proteção de civis. A secretária de Estado também sinalizou que Washington pretende manter contato diário com as delegações até o fechamento do texto final.

Enquanto isso, o Egito tenta garantir que o acordo contemple medidas práticas de reconstrução, incluindo investimentos internacionais e fiscalização contínua. A expectativa é que um anúncio oficial possa ser feito nos próximos dias, mas diplomatas evitam confirmar prazos. Caso o acordo seja firmado, representará o passo mais concreto rumo à paz desde o início do conflito em 2023.

Consequências de uma guerra prolongada

O conflito entre Israel e Hamas já ultrapassa dois anos, deixando milhares de mortos e milhões de pessoas em situação de vulnerabilidade extrema. Grande parte da infraestrutura da Faixa de Gaza — como escolas, hospitais e sistemas de energia — foi destruída, tornando a vida na região praticamente insustentável. Organizações humanitárias alertam que uma nova escalada pode levar o sistema de saúde ao colapso total.

Por outro lado, analistas ressaltam que um cessar-fogo duradouro exigirá mais do que diplomacia: será preciso reconstruir a confiança entre os lados e garantir compromissos verificáveis de ambas as partes. A comunidade internacional acompanha de perto, com a esperança de que o Cairo seja o ponto de virada em um dos conflitos mais prolongados e devastadores do século.

Impasse no Congresso paralisa parcialmente governo americano

O governo dos Estados Unidos entrou em paralisação nesta quarta-feira (1º) depois que o Congresso não conseguiu aprovar um novo projeto de orçamento para manter o financiamento federal. Com isso, parte dos serviços públicos será suspensa, enquanto outros funcionam de forma limitada. Esta é a 15ª paralisação do tipo desde 1981 e tem como ponto central a disputa por programas de assistência à saúde.

A negociação travada entre democratas e republicanos se mostrou complicada. O Partido Democrata condiciona a aprovação do orçamento à extensão de programas de saúde prestes a expirar, enquanto os republicanos, liderados pelo presidente Donald Trump, defendem que a questão do financiamento e da saúde sejam tratadas separadamente. Para os republicanos, a proposta dos democratas seria uma tentativa de pressionar o orçamento a favor de interesses políticos, especialmente com as eleições legislativas de 2026 se aproximando.

Durante o impasse, Trump afirmou que poderia adotar medidas drásticas caso o governo permanecesse paralisado, incluindo demissões em massa de servidores e interrupção de programas ligados aos democratas. A Casa Branca classificou a situação como um “shutdown democrata”, em meio à troca de acusações entre os partidos sobre quem seria responsável pela crise.


  Post da Casa Branca sobre "shutdown" (Foto: reprodução/Instagram/@whitehouse)

Serviços essenciais seguem funcionando

Com a paralisação, serviços essenciais continuam funcionando, como fiscalização de fronteiras, operações de segurança e parte do controle aéreo, mas milhares de servidores serão colocados em licença não remunerada. No setor de transporte, a Administração Federal de Aviação (FAA) anunciou que 11 mil funcionários serão afastados, enquanto 13 mil controladores de tráfego aéreo permanecerão trabalhando sem salário. A expectativa é que atrasos em aeroportos e voos sejam mais frequentes nos próximos dias.

Impactos econômicos e militares

Parques nacionais, museus federais e pontos turísticos, como a Estátua da Liberdade e o National Mall, poderão ter visitas interrompidas ou serviços limitados. Por outro lado, programas sociais como aposentadorias, benefícios de invalidez e assistência alimentar devem seguir ativos, desde que haja recursos disponíveis. O Serviço Postal também continuará operando normalmente, já que não depende do orçamento aprovado pelo Congresso.

A paralisação ainda deve impactar tribunais federais, a divulgação de dados econômicos e serviços para pequenas empresas. No setor militar, cerca de 2 milhões de soldados permanecerão em seus postos, enquanto mais da metade dos funcionários civis do Pentágono ficará em licença. A crise reforça a vulnerabilidade do governo americano diante de impasses políticos e aumenta a atenção de investidores e cidadãos sobre os próximos passos das negociações.

Trump troca foto de Biden por “caneta automática” na Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, inaugurou a “Presidential Walk of Fame” (Calçada da Fama Presidencial) na Casa Branca nesta quarta-feira (24). Na nova galeria de retratos presidenciais, Trump colocou uma foto de uma “autopen”, caneta automática usada para assinar documentos, no lugar de uma imagem do antecessor, Joe Biden, acusando-o de fazer uso excessivo do equipamento.

“A Calçada da Fama Presidencial chegou à Colunata da Ala Oeste”, publicou Margo Martin, assistente especial do presidente e assessora de comunicação, no X, acompanhando um vídeo que exibe fotos em preto e branco de presidentes em molduras douradas.

A Casa Branca também divulgou uma imagem de Trump, cujas fotos como 45º e 47º presidente dos Estados Unidos foram colocadas ao lado da de Joe Biden. Em vez de um retrato oficial, o ex-presidente democrata é representado por uma foto da caneta automática, acompanhada da sua assinatura. Trump e aliados no Congresso afirmam que o uso do equipamento fazia parte de um suposto plano para ocultar limitações cognitivas do antecessor.

Pronunciamento de Biden

Na época em que surgiram acusações sobre uma suposta tentativa de esconder deteriorações cognitivas do ex-presidente, Biden refutou as insinuações de Trump em comunicado: “Deixe-me ser claro: eu tomei as decisões durante minha presidência. Tomei decisões sobre perdões, ordens executivas, legislações e proclamações. Qualquer sugestão de que não o fiz é ridícula e falsa.”

Ainda não houve manifestação de Biden ou de sua assessoria sobre a nova exibição.


 Calçada da Fama Presidencial (Foto: reprodução/AFP/SAUL LOEB/Getty Images Embed)

Trump já havia indicado que o retrato de seu antecessor seria substituído por uma imagem da autopen. Em entrevista ao The Daily Caller, ele afirmou que nem todos os presidentes seriam representados da mesma forma e, ao ser questionado sobre Biden, confirmou a decisão: “Vamos colocar uma foto da autopen automática.”

Reformas e mudanças na Casa Branca

O presidente norte-americano fez várias mudanças na decoração da Casa Branca, que tem mais de 200 anos, incluindo a renovação do Salão Oval com ornamentos dourados, a instalação de grandes mastros de bandeira e a construção de um salão de festas de grandes proporções, aparentemente financiado com recursos próprios.

Ele também realizou reformas no Jardim das Rosas da Casa Branca no início do verão, substituindo a grama por mármore e pedras, instalando nova iluminação e caixas de som para eventos. O espaço, em estilo de pátio e inspirado em Mar-a-Lago, foi batizado de “Rose Garden Club”.

O republicano também reposicionou o quadro de Barack Obama e, rompendo com a tradição, passou a exibir vários retratos próprios na Casa Branca. Anteriormente, ele já havia alterado a disposição de retratos de George W. Bush e chegou a substituir o retrato da ex-primeira-dama Hillary Clinton por um de si mesmo.

Trump afirma ter sido sabotado na ONU e exige investigação

Nesta quarta-feira (24), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma publicação na rede social Truth Social exigindo uma investigação após afirmar ter sofrido uma sabotagem durante a Assembleia Geral da ONU, citando problemas na escada rolante e no teleprompter.

“Uma verdadeira vergonha aconteceu nas Nações Unidas ontem. Não um, não dois, mas três eventos muito sinistros! (…) Isso não foi uma coincidência, foi uma tripla sabotagem na ONU. Eles deveriam ter vergonha. Estou enviando uma cópia desta carta ao secretário-geral e exijo uma investigação imediata. (…) O Serviço Secreto está envolvido”, disse.

Imprevistos durante o evento

Trump esteve na sede da ONU para discursar na Assembleia Geral, acompanhado de Melania e de sua comitiva. Durante o evento, ele afirmou ter enfrentado três falhas técnicas: a escada rolante parou de repente, o teleprompter não funcionou e o som do auditório foi desligado, o que teria impedido os líderes de ouvirem seu discurso.

Em sua fala, o presidente norte-americano mencionou o episódio ao direcionar críticas à ONU: “Acabei com sete guerras, negociei com os líderes desses países e nunca recebi um telefonema das Nações Unidas oferecendo ajuda para finalizar o acordo. Tudo o que recebi das Nações Unidas foi uma escada rolante que, na subida, parou bem no meio.”


Confira o discurso completo de Donald Trump na ONU (Vídeo: reprodução/YouTube/UOL)

O presidente descreveu os episódios como uma “sabotagem tripla”, solicitando que a ONU preservasse as imagens das câmeras de segurança e cobrando uma investigação. Ele afirmou que o Serviço Secreto está apurando o caso.

ONU rebate alegações

Em resposta às acusações, a organização se pronunciou esclarecendo os imprevistos. Sobre as falhas no teleprompter — equipamento que projeta o discurso em uma tela para auxiliar o orador —, a ONU informou que ele estava sendo operado pela própria Casa Branca.

O porta-voz Stéphane Dujarric afirmou que a escada rolante parou após o acionamento de um mecanismo de segurança e explicou que o cinegrafista de Trump, ao subir de costas para filmar a chegada com Melania, provavelmente acionou o mecanismo sem querer.

“O mecanismo de segurança é projetado para impedir que pessoas ou objetos sejam acidentalmente presos ou puxados para a engrenagem. O videógrafo pode ter acionado inadvertidamente a função de segurança”, afirma o comunicado.

Sobre a alegação de que o som do auditório estava desligado, as autoridades da ONU afirmaram que o sistema foi projetado para permitir que os delegados ouvissem os discursos traduzidos em seis idiomas por meio de fones de ouvido.

Condenação de Bolsonaro ganha destaque na imprensa internacional

Na quinta-feira (11), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos e 3 meses de prisão por participação na trama golpista. A decisão histórica teve ampla repercussão na imprensa internacional, que destacou a condenação e os votos que definiram a maioria no tribunal.

Confira a seguir como o julgamento foi noticiado no exterior e os detalhes da cobertura de cada veículo de imprensa.

The New York Times

O New York Times destacou que a condenação de Jair Bolsonaro por liderar uma conspiração para anular as eleições de 2022 e tentar um golpe de Estado inclui planos para dissolver tribunais, dar poderes às Forças Armadas e até assassinar o presidente eleito.

O jornal também avaliou que a decisão deve intensificar as tensões entre Brasil e Estados Unidos, citando a sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros e a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes. Segundo eles, foi um teste para a maior democracia da América Latina e que a decisão levanta incertezas sobre o futuro político do principal líder de direita do Brasil.

“A Casa Branca tentou forçar o Brasil a desistir do caso com tarifas elevadas, uma investigação comercial e sanções severas contra o ministro da Suprema Corte que a liderava. Em vez disso, vários juízes brasileiros criticaram as tentativas dos EUA de intervir ao votarem pela condenação”, escreveu o veículo.

Reuters

A Reuters destacou que Jair Bolsonaro se tornou o primeiro ex-presidente brasileiro condenado por atentado à democracia, sendo julgado por planejar um golpe para permanecer no poder após a derrota nas eleições de 2022.


Reuters repercute condenação de Bolsonaro (Foto: reprodução/Reuters)

A agência também ressaltou que a decisão não foi unânime, com o voto de Luiz Fux pela absolvição trazendo alívio aos apoiadores de Bolsonaro e abrindo espaço para possíveis contestações. De acordo com a Reuters, a decisão se insere em um contexto global de processos envolvendo líderes de extrema-direita, como Marine Le Pen, na França, e Rodrigo Duterte, nas Filipinas.

“A decisão presumida pela maioria de um painel de cinco ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) faz de Bolsonaro o primeiro ex-presidente na história do país a ser condenado por atentado à democracia”, publicou a agência.

The Guardian

O The Guardian destacou que a Suprema Corte brasileira considerou Jair Bolsonaro culpado por planejar um golpe militar para “aniquilar” a democracia, o que pode resultar em uma pena de décadas de prisão.

O jornal britânico também apontou o voto divergente do ministro Luiz Fux, que defendeu a absolvição ao alegar falta de provas de sua participação no complô golpista. Segundo a publicação, a posição de Fux, ao questionar a autoridade dos juízes sobre o caso, pode abrir caminho para contestações legais e até para uma eventual anulação do julgamento.

The Washington Post

O Washington Post destacou que Bolsonaro deve enfrentar uma longa pena de prisão, mas que seus advogados já indicaram a intenção de recorrer da decisão.


The Washignton Post repercute condenação de Bolsonaro (Foto: reprodução/The Washington Post)

O jornal também apontou que o julgamento divide a sociedade brasileira, com manifestações tanto de apoio quanto de oposição ao ex-presidente. O veículo também ressaltou que Bolsonaro continua sendo uma figura política influente, capaz de impactar as eleições de 2026: “Espera-se que ele escolha um herdeiro que provavelmente desafiará Lula no próximo ano. A decisão pode levar os parlamentares aliados de Bolsonaro a buscar alguma anistia para ele no Congresso.”

The Wall Street Journal

O Wall Street Journal afirmou que a condenação de Jair Bolsonaro deve intensificar a disputa entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente Lula (PT). Segundo o jornal, enviar Bolsonaro, de 70 anos, à prisão representa um desafio às tentativas de Trump de interferir em um caso que colocou o Brasil no centro da atenção internacional e na guerra comercial com os EUA.

A reportagem ressaltou que o julgamento marca a queda dramática de Bolsonaro e de seus aliados de direita, que conquistaram a vitória em 2018 prometendo restaurar a lei e a ordem em meio à corrupção e ao caos político.

O jornal também lembrou que Trump aplicou tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, classificando as ações contra Bolsonaro como uma “caça às bruxas”, e apontou que o governo brasileiro se prepara para uma reação negativa da Casa Branca.