Ancelotti testa novas opções no ataque contra a Tunísia

Com a Data FIFA de novembro se aproximando, Carlo Ancelotti encara o amistoso contra a Tunísia como uma oportunidade final para testar opções de ataque para a Seleção Brasileira. Apesar de já ter uma espinha dorsal para a Copa de 2026, o técnico italiano ainda mantém dúvidas sobre quem ocupará as vagas de suplente no setor ofensivo, e pretende experimentar jogadores como Vitor Roque e João Pedro.

Ataque em teste

Desde que chegou à Seleção, Ancelotti vem promovendo um rodízio no setor ofensivo. Segundo o Lance!, o desempenho recente da equipe com 13 gols em sete partidas sob seu comando reforça a necessidade de definir atacantes de confiança. Estêvão vem se destacando como principal artilheiro do momento, seguido por Vinícius Júnior e Rodrygo, mas há competição forte por minutos entre os reservas.

Para o duelo contra a Tunísia, Ancelotti indicou que Vitor Roque, em boa fase no Palmeiras, pode ganhar oportunidade. A presença de Roque no amistoso permitirá avaliar seu potencial como centroavante fixo ou como opção de rotação.


Seleção Brasileira (Foto: reprodução: Instagram/@rafaelribeirorio)


Ancelotti costuma destacar que prefere jogadores versáteis no ataque, capazes de flutuar entre as posições e contribuir tanto na armação quanto na finalização. Segundo ele, nomes como Matheus Cunha são importantes por favorecerem a saída de bola e criam dinâmicas diferentes ao lado de Estêvão e Vinícius.

Além de Roque, outros jovens como João Pedro, Martinelli e Luiz Henrique aparecem como opções para formar um quarteto ofensivo que equilibre experiência e juventude. A briga entre Richarlison, Kaio Jorge, Pedro e Roque para as vagas de reserva é apontada como uma das mais acirradas.

Caminho até a Copa de 2026

O amistoso contra a Tunísia será uma das últimas oportunidades para Ancelotti observar alternativas antes de encerrar a fase de testes. Segundo reportagens, ele pretende estreitar o grupo que vai compor o elenco para a Copa do Mundo, com a decisão final se aproximando, já que há menos rodadas e compromissos decisivos pela frente.

Já, para a disputa por vagas, não basta apenas talento: os atacantes testados terão que mostrar consistência, adaptação ao esquema tático e entrega em campo. A expectativa é de que Ancelotti use esses amistosos para garantir alternativas confiáveis e versáteis que possam fazer a diferença em uma eventual convocação para o Mundial.

Vitória sobre Senegal consagra “espinha dorsal” para a Copa de 2026

No último sábado (15), a Seleção Brasileira quebrou um jejum de 26 jogos sem vencer o Senegal. O confronto foi um amistoso para a Copa do Mundo 2026 e ocorreu no Emirates Stadium, em Londres, Inglaterra, com vitória de 2 a 0. Antes disso, a última vitória da Seleção Canarinho contra o elenco africano havia sido em 2023.

O feito do técnico italiano, Carlo Ancelotti, também marca a definição do que ele próprio chamou de “espinha dorsal” da equipe. Segundo o treinador, o período de testes encerrou e agora as convocações serão mais pontuais.

Espinha dorsal

Na coletiva de imprensa após a partida, Ancelotti comentou sobre a escalação do elenco. Em tom divertido, alegou que já possui sua “espinha dorsal” e que isso ficará cada vez mais claro a cada partida: “A espinha dorsal eu já tinha antes do jogo de hoje (…) Pouco a pouco nos aproximamos da Copa do Mundo e tudo fica mais claro”.

Por conta disso, o técnico disse que a “fase de testes” se encerrou. “Agora é uma linha mais direta para chegar na Copa do Mundo”.

Tudo indica que a “espinha dorsal” de Ancelotti seja a escolha dos zagueiros Marquinhos e Gabriel Magalhães, acompanhado dos volantes Casemiro e Bruno Guimarães.


Coletiva de imprensa de Carlo Ancelotti após partida contra Senegal (Vídeo: reprodução/YouTube/Confederação Brasileira de Futebol)


Destaques na equipe

Sob o comando do treinador italiano, o Brasil soma quatro vitórias, um empate e duas derrotas. Na coletiva, ele elogiou o desempenho da equipe. “Foi um jogo muito bonito (…) A qualidade dos jogadores na frente fez a diferença”.

Ancelotti elogiou a atuação do atacante Estevão, o autor do primeiro gol do amistoso. “Para mim, é uma surpresa encontrar um jogador com esse nível de talento (…) Ele trabalha muito bem. É uma pessoa que não parece a idade que tem, é maduro”.

Outro destaque no elenco ficou por conta de Éder Militão na lateral direita. Antes da partida, o técnico explicou que escolheu Militão por apresentar características distintas dos demais laterais e poderia acrescentar sua experiência para tornar o sistema defensivo mais sólido. Além disso, Ancelotti alegou que sua inspiração para a escalação foi o elenco vencedor da Copa do Mundo de 1994, focado na defesa.



Incógnita

O atacante Neymar segue como uma incógnita na escalação de Ancelotti. O italiano havia dito anteriormente que convocaria o atleta do Santos somente se o mesmo estivesse em plenas condições físicas para vestir a camisa da Seleção. Desde a chegada o treinador europeu, o brasileiro ainda não teve seu nome incluído na lista.

A última oportunidade para a convocação de Neymar será na Data Fifa de março de 2026, onde serão realizados amistosos nos Estados Unidos. O atleta deve aproveitar o período de férias para se preparar fisicamente.

O próximo amistoso da Seleção está marcado para a próxima terça-feira (18) contra a Tunísia. A partida acontecerá às 16:30 (horário de Brasília) no Stade Pierre-Mauroy, em Lille, na França. A transmissão fica por conta da Rede Globo, por meio de seu canal aberto, e no canal geTV pelo YouTube.

Rayssa Leal garante vaga na semifinal do STU Pro Tour Rio

Na última sexta-feira (14), Rayssa Leal fez sua estreia no STU Pro Tour, no Rio de Janeiro. A etapa, iniciada ontem e com programação até segunda-feira (17), teve a skatista competindo na terceira bateria. Com a nota 77,15 logo em sua primeira volta, Rayssa garantiu vaga direta nas semifinais.

Volta perfeita e ”rivalidade” amistosa

Após Atali Mendes, Vitória Mendonça e Pâmela Rosa garantirem vaga na fase classificatória, as atenções se voltaram para a apresentação de Rayssa Leal. A maranhense foi a quarta atleta a entrar na pista pela terceira bateria e, já na primeira volta, emplacou um “notão”: os 77,15 pontos foram suficientes para assegurar sua classificação direta da “fadinha” às semifinais.

Na segunda volta, Rayssa arriscou manobras mais complexas, incluindo giros completos do skate. No entanto, acabou caindo ao tentar utilizar o corrimão na parte mais alta da pista.


Volta que classificou Rayssa Leal para a semifinal do STU Pro Tour do Rio (Vídeo: reprodução/X/@lancenet)


Na última bateria do dia, a marca de Rayssa acabou sendo superada pela australiana Chloe Covell, que abriu sua apresentação com 84,92 pontos, assumindo a melhor nota da competição até o momento. A disputa entre as duas, apesar de marcada pela amizade, já é conhecida no circuito. No STU Pro Tour do Rio de 2024, por exemplo, Rayssa e Chloe protagonizaram a final, com a brasileira levando o título.

Rayssa se sente em casa no Rio e descarta favoritismo

Após garantir a classificação, Rayssa Leal comentou sobre a sensação de competir no Rio de Janeiro. ”Parece que eu estou andando de skate no quintal de casa”, citando o fato de sempre estar presente na cidade desde a primeira etapa do Pro Open, o que faz com que ela realmente estivesse em um ambiente que conhece como a palma da mão. ”Sei todos os atalhos da pista, é muito irado”, concluiu Rayssa.

Competindo no Street feminino ao lado de grandes nomes nacionais e internacionais, a maranhense também afirmou não se considerar a favorita ao título neste fim de semana. Para ela, todas as atletas entram na pista com a mesma disposição para buscar o melhor desempenho. Rayssa explicou que segue estratégias traçadas com seu técnico, rotina que, segundo a própria skatista, é semelhante ao trabalho de suas adversárias, que estão sempre em busca dos melhores resultados.

Programação do fim de semana

Nesse fim de semana já temos o desdobramento da categoria. Nesse sábado (15), das 15h55min às 17h15min (de Brasília) teremos a semifinal de Street feminino e no domingo, das 11h30min até às 12h15min (de Brasília), a grande final, e logo em seguida a premiação.

Independente do resultado, já é possível dizer que o Brasil é, também, o país do skate, principalmente o feminino.

Ancelotti crítica a falta de controle da Seleção contra Japão

Carlo Ancelotti, técnico da Seleção Brasileira, analisou a derrota para o Japão e chamou atenção para um aspecto que, segundo ele, foi decisivo para o resultado: a instabilidade emocional da equipe após sofrer o primeiro gol. Embora tenha reconhecido momentos de controle e boas ações coletivas, o treinador destacou que a queda de rendimento no segundo tempo impediu o Brasil de sustentar o desempenho inicial e abriu caminho para a virada adversária.

Ancelotti comenta sobre o jogo contra o Japão

Em entrevista, Ancelotti reconheceu que o Brasil “estava bem controlado” até o erro de Fabrício Bruno, que culminou no primeiro gol dos japoneses. Para ele, esse lance abalou mentalmente o grupo. “A equipe caiu mentalmente depois do primeiro erro. Isso foi o maior problema”, afirmou, conforme reportado pela imprensa.


Ancelotti dirigindo a seleção brasileira (Foto: Reprodução/X/@mrancelotti)


Apesar disso, o técnico ponderou que o problema não foi a postura tática, e sim a reação emocional da equipe. Ele deixou claro que erros individuais não devem determinar a presença de nenhum jogador na lista da Copa do Mundo. “Os erros individuais não afetam na presença de um jogador na equipe. O que temos que avaliar é a reação da equipe após o primeiro erro, que não foi boa”, declarou.

Ancelotti destaca possibilidade de aprender com a derrota

O treinador usou a derrota como uma oportunidade de aprendizado: “É uma boa aula para o futuro”, disse, ressaltando a necessidade de equilíbrio mental para os próximos desafios. Ancelotti ainda confirmou que a atual e a próxima Data FIFA serão usadas como períodos de experimento, justamente para testar diferentes arranjos táticos e psicológicos a caminho da Copa.

Ele também voltou a destacar a importância da atitude dos jogadores em campo, mais do que a estratégia em si, como algo fundamental. Segundo Ancelotti, é essencial que o Brasil construa uma mentalidade sólida, não só para evitar recaídas como a vista no segundo tempo, mas para sustentar sua jornada rumo ao Mundial com confiança e resiliência.

Timothée Chalamet retorna ao Brasil para promover novo filme

Timothée Chalamet está prestes a desembarcar no Brasil para participar da CCXP25, em São Paulo. O ator virá promover Marty Supreme, novo filme da A24 com distribuição da Diamond Films, e participará de um painel especial ao lado do diretor Josh Safdie no dia 5 de dezembro, marcando sua segunda visita ao país após o lançamento de “Duna”, em 2023.

O painel de Marty Supreme acontecerá no Palco Thunder by Claro tv+, seguido de uma entrevista no Palco Omelete by BB, onde o público poderá ouvir detalhes sobre o processo criativo do longa, bastidores das filmagens e curiosidades sobre sua preparação para o papel principal.

Um astro de volta aos holofotes brasileiros

O anúncio da presença de Chalamet movimentou os fãs nas redes sociais, reforçando o impacto global do astro de “Me Chame Pelo Seu Nome”, “Wonka” e “Duna: Parte Dois”. A participação do ator também marca a estreia da A24 e da Diamond Films no festival, consolidando a CCXP como um dos maiores eventos de cultura pop do mundo.

Segundo a organização, a presença de Chalamet representa “um encontro entre a força do cinema independente e o entusiasmo dos fãs brasileiros”, ampliando ainda mais a conexão entre Hollywood e o público nacional apaixonado por entretenimento. O ator também deve participar de uma coletiva de imprensa restrita, reforçando o prestígio internacional do evento.


Trailer de “Marty Supreme”  (Vídeo: reprodução/YouTube/@DiamondFilmsBrasil)


O que esperar de “Marty Supreme”

Ambientado na Nova York dos anos 1970, o filme narra a jornada de Marty Mause (Chalamet), um jogador de pingue-pongue determinado a alcançar o estrelato em um universo competitivo e excêntrico. Dirigido por Josh Safdie, o longa mistura drama, esporte e ambição, com um elenco que inclui Gwyneth Paltrow, Odessa A’zion e Tyler the Creator.

Com orçamento de US$ 70 milhões, o maior da história da A24, Marty Supreme estreia nos cinemas brasileiros em 8 de janeiro de 2026, prometendo ser uma das produções mais comentadas e aguardadas do próximo ano, unindo talento, estética e narrativa intensa.

Grammy Latino 2025: Artistas brasileiros são destaques na premiação

Nesta semana acontece a 26ª edição do Grammy Latino, a principal premiação que celebra a música latina no mundo. A cerimônia está marcada para a próxima quinta-feira (13), em Las Vegas, nos Estados Unidos.

Em um formato já estabelecido, o evento é dividido em dois atos: a première e a cerimônia principal. A primeira parte reúne grande parte das premiações e também das performances marcantes. Inclusive, é neste momento em que os artistas brasileiros se destacam e encantam no palco.

Mais da cerimônia

Tiago Iorc, ganhador de cinco Latin Grammys, será o anfitrião deste ano, ao lado da porto-riquenha Kany García. Revelando os vencedores de algumas categorias, a premiação contará com as participações Carol Biazin, Papatinho e Marina Sena.

Muita expectativas nas apresentações confirmadas, que contam com: João Gomes, Mestrinho e Jota.pê (Melhor Álbum de Música de Raízes em Língua Portuguesa), Julia Mestre (Melhor Álbum de Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa e Melhor Canção em Língua Portuguesa), Andrés Cepeda (Canção do Ano, Melhor Álbum Pop Tradicional e Melhor Canção Pop) e muito mais.

O Brasil está muito bem representado em várias categorias, com chances reais de vitória, mas o mais importante é notarmos como a nossa música segue se conectando com o restante do continente, ainda mais nos tempos de hoje, onde o orgulho latino está cada vez mais em alta, como sempre deve estar.


Lista de indicados ao Grammy Latino de 2025 (Foto: reprodução/Youtube/CNN Brasil)


Com 20 indicações na carreira, Maluma estreará como o grande apresentador da noite, junto a ele, a cerimônia contará com a veterana Roselyn Sánchez, atriz e produtora, que já esteve a frente da apresentação de seis edições anteriores

Como acompanhar

O palco da cerimônia que irá ocorrer nesta quinta será a MGM Grand Garden Arena, em Las Vegas. A première pode ser assistida já a partir das 17h (horário de Brasília) pelos canais digitais da Academia Latina da Gravação, já a cerimônia principal será iniciada a partir das 21h.


Link da transmissão do canal do Youtube da Academia (Foto: reprodução/Youtube/Latin GRAMMYS)


O Multishow, Bis e Globoplay também irão apresentar a première, com Guilherme Guedes acompanhando a chegada dos artistas no tapete vermelho, e Priscilla e Dedé Teicher comentando. A cerimônia principal também seguirá de forma simultânea.

Redução de tarifas do café nos EUA reacende disputa global e abre nova janela para o Brasil

O aroma do café brasileiro pode ganhar mais espaço nas xícaras norte-americanas. Em uma declaração que mistura pragmatismo econômico e sinal político, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a intenção de reduzir as tarifas sobre as importações de café. A medida, ainda em fase inicial, pode reposicionar o Brasil, maior exportador mundial do grão, no centro de uma disputa global por mercado e influência comercial.

Café e geopolítica 

O anúncio chega em um momento de tensão comercial entre Washington e diversos parceiros, após meses de políticas protecionistas que elevaram o preço de produtos básicos no varejo americano. O café, símbolo cultural e energético da rotina nos EUA, não escapou da escalada tarifária.

Para Trump, reduzir as tarifas é uma forma de responder à pressão doméstica causada pela alta de preços, que, segundo associações locais, já ultrapassou 20% em um ano. Mas por trás do discurso sobre “ajudar o consumidor americano” há também uma estratégia diplomática: reaproximar os EUA de grandes exportadores latino-americanos, especialmente o Brasil e a Colômbia.

Brasil na vantagem, mas com cautela

O Brasil desponta como o principal beneficiado potencial. Responsável por quase um terço de todo o café importado pelos EUA, o país pode ampliar sua presença em um dos mercados mais lucrativos do mundo. Especialistas, porém, pedem cautela: o anúncio ainda carece de detalhes técnicos e não há garantias de que o Brasil será diretamente contemplado nas reduções.

“Se o corte tarifário for amplo, o Brasil tem tudo para consolidar sua liderança. Mas, se for seletivo, pode acabar privilegiando outros parceiros estratégicos dos EUA”, explica o economista e analista de comércio exterior Rafael Santoro.


 Donald Trump bebendo café (Foto:reprodução/x/@blogdonoblat)


Oportunidade para reposicionar o produto brasileiro

Além do impacto econômico, a medida abre uma oportunidade de fortalecimento de imagem. O café brasileiro, cada vez mais associado a práticas sustentáveis e à produção de alta qualidade, pode usar a redução tarifária para reforçar sua presença no segmento premium do mercado americano, um público disposto a pagar mais por rastreabilidade e sabor.

Empresas exportadoras já avaliam o movimento como positivo. “Se as tarifas caírem, a diferença de preço no varejo tende a diminuir, o que aumenta nossa competitividade e o consumo nos EUA”, comenta uma fonte do setor cafeeiro.

Um mercado que continua em ebulição

Mesmo com a promessa de alívio, o mercado global de café segue pressionado. Questões climáticas no Brasil e em outros produtores, oscilação cambial e custos logísticos ainda podem limitar o impacto real da decisão americana.

Além disso, o gesto de Trump ocorre em um cenário de aproximação comercial entre Brasil e China, o que adiciona um ingrediente político à mistura. Washington parece sinalizar que ainda quer manter laços com o agronegócio brasileiro, peça estratégica na balança global de commodities.

No fim das contas, a decisão de reduzir tarifas sobre o café não é apenas econômica. É também simbólica: mostra que o comércio internacional segue sendo um campo de disputa de narrativas e interesses. Para o Brasil, o desafio é transformar esse possível corte em um salto de competitividade, e não apenas em mais um capítulo de boas intenções diplomáticas.

”Os Donos do Jogo” é renovada para 2ª temporada

A série brasileira ”Os Donos do Jogo” se consolidou no topo da Netflix entre as produções em língua não inglesa. Com o sucesso, o projeto já garantiu uma segunda temporada, que foi oficializada nesta quarta-feira (12) pela plataforma.

Sucesso mundial

Desde sua estreia em 29 de outubro, ”Os Donos do Jogo” se encontra em destaque na primeira posição entre os produtos mais vistos na Netflix Brasil. A série não apenas conquistou o público local, como também alçou o topo do ranking global da Netflix, se tornando já a produção de língua não inglesa mais consumida no mundo, com 5,9 milhões de visualizações.

O ator André Lamoglia, um dos protagonistas da série, comentou sobre a repercussão do projeto: “Estou muito feliz e honrado com o carinho que a audiência teve com a primeira temporada! A gente se dedicou de verdade nesse projeto, então é incrível ver esse retorno tão positivo”, afirmou animado. ”Agora é segurar a ansiedade para descobrir as novidades e começar logo a gravar os próximos episódios!”, concluiu.


Trailer oficial de ”Os Donos do Jogo” (Vídeo: reprodução/Youtube/Netflix Brasil)


Sobre ”Os Donos do Jogo”

Produzida pela Paranoïd, ”Os Donos do Jogo” mergulha no ambiente do Jogo do Bicho e abre o universo das produções de máfia na Netflix Brasil, levando ao telespectador um ”carioquês” autêntico. A produção é uma criação de Heitor Dhalia (de ”DNA do Crime”), Bernardo Barcellos, que também assina o roteiro do projeto, e Bruno Passeri.

Heitor Dhalia, Rafael Miranda Fejes e Matias Mariani são os responsáveis pela direção.

André Lamoglia, Chico Diaz, Giullia Buscaccio, Juliana Paes, Mel Maia e Xamã encabeçam o elenco, que também é formado por nomes como Adriano Garib, Bruno Mazzeo, Dandara Mariana, Henrique Barreira, Igor Fernandez, Pedro Lamin, Ruan Aguiar, Stepan Nercessian e Tuca Andrada.

A narrativa acompanha a disputa entre quatro famílias para conquistarem o controle do Jogo do Bicho no Rio de Janeiro.

Invasão na COP30 em Belém gera tensão após protestos

A Polícia Federal abriu um inquérito para investigar a invasão à área restrita da COP30, em Belém (PA), na noite de terça-feira (11), quando manifestantes tentaram entrar na chamada Zona Azul, espaço controlado pela Organização das Nações Unidas (ONU). O episódio provocou confronto com seguranças, deixou feridos leves e levou ao bloqueio temporário da saída do local das negociações climáticas.

Confronto na área restrita da COP30

De acordo com informações da ONU e do governo brasileiro, o tumulto começou por volta das 19h20, no setor de credenciamento. Um grupo que havia participado da Marcha Global Saúde e Clima tentou forçar a entrada no espaço reservado a delegações oficiais, observadores, chefes de Estado e imprensa credenciada. As forças de segurança reagiram seguindo protocolos estabelecidos para garantir a proteção do local. Dois seguranças ficaram feridos, um deles no rosto, e parte da estrutura foi danificada. Uma das portas de acesso precisou ser fechada, e a área ficou interditada por alguns minutos até a situação ser controlada.


Manifestantes tentam invadir área restrita da COP30 (Vídeo: reprodução/YouTube/@Metropolis)


O porta-voz da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima afirmou que “o incidente está sendo analisado, mas o local está totalmente seguro e as negociações da COP continuam”. O secretário extraordinário da COP30, Valter Correia, informou que a organização está tomando todas as providências cabíveis.

Repercussão e apurações após confusão na COP30

A Marcha Global, formada por profissionais de saúde, estudantes, lideranças indígenas e representantes de movimentos sociais, percorreu cerca de um quilômetro e meio pelas ruas de Belém antes do confronto. Em nota, os organizadores esclareceram que “não têm qualquer relação com o episódio ocorrido na entrada da Zona Azul da COP30 após o encerramento da marcha”.

A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, lamentou o ocorrido e declarou: “Eu nem fiquei sabendo o motivo desse acontecimento e lamento muito porque esta COP já está registrada como a maior e melhor participação do protagonismo indígena”.

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, também se pronunciou, afirmando que “a COP é um espaço democrático, mas a escuta pressupõe o cumprimento de regras da democracia”. Segundo o governo, as negociações seguem normalmente, e as autoridades da ONU e da Polícia Federal continuam investigando os responsáveis pela invasão.

Projeto de lei antifacção: juristas e autoridades discutem ajustes e consequências

Na última sexta-feira (7), o presidente da Câmara, Hugo Motta, anunciou o deputado Guilherme Derrite, do Progressistas e licenciado do cargo de secretário de Segurança de São Paulo, como responsável pela relatoria e, desde então, apresentou modificações relevantes ao projeto antifacção encaminhado pelo governo federal.

A semana começou em Brasília com intensos debates sobre o projeto de lei que endurece as punições contra organizações criminosas, e o relator já antecipou que fará ajustes no texto apresentado anteriormente.

Nova proposta amplia punições severas

O deputado Guilherme Derrite propôs que práticas de integrantes de facções criminosas — como domínio territorial, ataques contra forças de segurança e sabotagem de serviços públicos — sejam enquadradas como atos de terrorismo. A iniciativa altera a Lei Antiterrorismo sem rotular diretamente as facções como terroristas, mas estabelece penas mais duras, variando de 20 a 40 anos de prisão.


Deputado Guilherme Derrite (PP-SP), como relator do projeto antifacção (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Getty Images News)


O relator sugere limitar parte das funções da Polícia Federal, que hoje concentra a responsabilidade por investigar todos os crimes previstos na Lei Antiterrorismo. A proposta altera esse modelo e redefine o papel da corporação.

Entre as mudanças, foi acrescentado um artigo que autoriza a Polícia Federal a apurar a atuação de facções criminosas, milícias e grupos paramilitares envolvidos em práticas consideradas terroristas, desde que haja solicitação formal dos governadores estaduais.

PF questiona mudanças em projeto antifacção

A Polícia Federal divulgou nota em que expressa preocupação diante das mudanças propostas no relatório. Segundo a corporação, há risco de que seu papel histórico no enfrentamento ao crime organizado seja reduzido de forma significativa.

O documento ressalta que a atuação da PF sempre foi decisiva contra criminosos de grande poder e organizações com ampla estrutura, e que qualquer limitação pode comprometer a efetividade das operações.

Além disso, a instituição alerta que, pelo texto apresentado, a realização de investigações dependeria de solicitação dos governos estaduais, o que poderia fragilizar o combate nacional às facções e milícias. A PF conclui que tais alterações representam um possível enfraquecimento da estratégia integrada contra o crime organizado.