Autoridades investigam causas da queda de avião de carga nos EUA

As autoridades norte-americanas iniciaram nesta quarta-feira (5) uma investigação para determinar as causas da queda do avião de carga da UPS no aeroporto de Louisville, no estado do Kentucky. O acidente, ocorrido durante a decolagem, deixou ao menos nove mortos e dez feridos, dois deles em estado crítico. O governador Andy Beshear afirmou que equipes de resgate ainda trabalham na área e que o número de vítimas pode aumentar.

De acordo com a Agência Federal de Aviação (FAA), a aeronave McDonnell Douglas MD-11 seguia para Honolulu, no Havaí, quando apresentou uma falha logo após deixar o solo. Testemunhas relataram que o avião pegou fogo ainda no ar, antes de cair em uma área próxima a oficinas de caminhões. O impacto gerou uma explosão que foi registrada por câmeras de segurança.

As primeiras análises sugerem que o incêndio pode ter sido provocado por uma falha no sistema de combustível ou superaquecimento dos motores. A caixa-preta do avião foi recuperada e encaminhada para perícia. O governo norte-americano destacou que uma equipe da Junta Nacional de Segurança no Transporte (NTSB) está coordenando a apuração.

Novo vídeo revela dimensão do incêndio

Imagens inéditas divulgadas por uma oficina próxima ao aeroporto Muhammad Ali mostram o momento em que o avião toca o solo e se transforma em uma bola de fogo. O vídeo revela o que as autoridades chamaram de “rastro de fogo”, uma sequência de explosões que se estendeu por centenas de metros. O calor intenso dificultou o trabalho dos bombeiros, que levaram mais de quatro horas para conter as chamas.


Confira o momento em que o avião perde o controle e explode (Vídeo: Reprodução/Instagram/@vejamais)


O aeroporto de Louisville, que abriga o principal centro de operações aéreas da UPS, teve suas atividades suspensas até a manhã desta quarta. O tráfego aéreo foi retomado parcialmente, mas a administração local pede que os moradores evitem circular nas imediações. Segundo o prefeito Craig Greenberg, equipes de limpeza trabalham na remoção de destroços e resíduos de combustível.

Testemunhas afirmam que o incêndio pôde ser visto a quilômetros de distância. Um morador do bairro de Okolona descreveu o cenário como “um paredão de fogo que iluminou o céu inteiro”. As autoridades locais também monitoram possíveis impactos ambientais causados pelo vazamento de querosene de aviação.

Comunidade e empresa lamentam tragédia

Em comunicado, a UPS confirmou que o avião envolvido no acidente fazia parte de sua frota de longa distância e transportava encomendas internacionais. A empresa declarou estar “profundamente abalada” e afirmou que está colaborando com as investigações. Além disso, garantiu apoio às famílias das vítimas e aos funcionários hospitalizados.

O governador Andy Beshear decretou luto oficial de três dias em homenagem às vítimas. Em pronunciamento, ele destacou o trabalho das equipes de resgate que atuaram durante a noite e agradeceu aos profissionais de saúde que ainda cuidam dos feridos. “Estamos unidos em solidariedade e faremos tudo para entender o que ocorreu”, afirmou.

Especialistas em aviação lembram que o modelo McDonnell Douglas MD-11, embora amplamente utilizado no transporte de cargas, tem histórico de incidentes relacionados à estabilidade durante a decolagem. A tragédia reacende o debate sobre a manutenção e modernização das frotas cargueiras nos Estados Unidos.

Programa Piloto é desenvolvido nos EUA para acelerar o uso de táxis aéreos

Na última sexta-feira (12), Sean P. Duffy, Secretário de Transportes dos EUA, divulgou um novo programa piloto dentro da FAA, a Administração Federal de Aviação no país. A decisão veio para que a implementação dos táxis aéreos tenha foco entre as empresas que trabalham para atender os regulamentos e obstáculos presentes da mobilidade aérea avançada.

O programa foi elogiado pela Joby Aviation, uma empresa de aviação estadunidense com planos atuais de desenvolver uma aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical para servir como um táxi aéreo.

“As aeronaves do programa podem começar a operar em mercados selecionados antes da certificação completa da FAA” contou em nota a Joby Aviation, afirmando que testes iniciais são uma etapa essencial em preparação para que os táxis aéreos se tornem um serviço comercial em escala.

Programa Piloto

O programa piloto terá, no mínimo, cinco projetos que serão parcerias entre setores públicos e privados junto aos governos estaduais e locais, permitindo operações seguras para aeronaves elétricas de decolagem e aterrissagem vertical, chamadas eVTOL.

Informações da Reuters dizem que desde o anúncio do programa, as ações sobre táxis aéreos subiram consideravelmente. Para a Joby Aviation, por exemplo, as ações subiram 5% e para a Archer Aviation, a porcentagem chegou a um aumento de 3%.


Aeronave elétrica em testes (Vídeo: reprodução/Youtube/@Verticalmagmedia)

Desde então, as empresas que fornecerão as aeronaves estão tentando obter aprovações o mais rápido possível, para comercializar seus produtos atendendo uma demanda crescente por um transporte urbano mais rápido e sustentável. Ao promover os eVOLTs, essas instituições focam na viagem curta sem trânsito fornecida ao utilizar o serviço de aerotáxi.

Táxi nas alturas

Não é apenas os Estados Unidos que estão correndo para que os táxis aéreos virem uma realidade mais próxima. Países como Índia, China e os Emirados Árabes Unidos confirmam que a possibilidade de transportar passageiros pagantes com as eVOLTs comece no ano que vem.

A Eve Air Mobility recebeu cerca de R$ 400 milhões do BNDES, detendo 4,4% de sua empresa como foco nos eVOLTs. A agência é uma subsidiária da Embraer que possibilitará operações seguras em todo o país com os aprendizados dos projetos-piloto.

É esperado para os projetos que tenham táxis aéreos de curto alcance, voos de asa fixa para longo alcance, seja carga ou logística, suprimentos para gerenciamento de emergências, transporte médico e instalações de energia offshore (energia renovável).

A criação do programa piloto foi determinada pelo presidente Donald Trump por um decreto que ocorreu em junho e a FAA finalizou o treinamento para os táxis aéreos em outubro do ano passado.

Passageiros são retirados de avião nos eua após princípio de incêndio

Um avião da American Airlines que decolaria do Aeroporto Internacional de Denver com destino a Miami precisou ser evacuado na tarde de sábado (26), após um princípio de incêndio nos freios. A aeronave, um Boeing 737 MAX 8, transportava 173 passageiros e seis tripulantes, que deixaram o avião em segurança utilizando o escorregador de emergência ainda na pista, enquanto fumaça e chamas surgiam na parte traseira da fuselagem.

O incidente ocorreu por volta de 14h45, quando a tripulação relatou à Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) uma possível falha no trem de pouso. Pilotos interromperam a aceleração imediatamente após ouvir um estrondo, observaram fumaça e perceberam fogo sob a lateral esquerda da aeronave. Os passageiros foram instruídos a evacuarem prontamente, sendo conduzidos posteriormente de ônibus de volta ao terminal.

Situação dramática e ação dos bombeiros

Vídeos publicados em redes sociais mostraram imagens dramáticas: passageiros descendo rapidamente pelos tobogãs infláveis, entre fumaça densa e correria. A cena gerou preocupação ao exibir pessoas, inclusive com crianças, carregando bagagens durante a saída, procedimento contrário às instruções de segurança. Algumas testemunhas relataram desequilíbrios e quedas durante a evacuação apressada.


https://youtu.be/TkptNfQQOfw?si=3rxggXvWr6Hn8DMn

Passageiros evacuando avião em Denver, EUA (Vídeo: reprodução/YouTube/O Povo)

O corpo de bombeiros do aeroporto foi acionado e conseguiu extinguir o fogo originado pelos freios e pneus ainda na pista. A FAA confirmou que se tratou de um incêndio isolado e de pequena proporção, que não se propagou. Todos os ocupantes foram retirados em segurança; seis receberam atendimento médico, sendo que um foi levado ao hospital com ferimento leve.

Investigação, consequências e impacto operacional

A aeronave envolvida foi imediatamente retirada de serviço para inspeções técnicas detalhadas. Segundo a companhia aérea, o problema teria envolvido um pneu estourado associado à frenagem brusca, o que resultou no superaquecimento dos freios. Não houve registro de ferimentos graves nem de fatalidades.

O incidente causou atrasos, pois mais de 300 voos foram impactados pela paralisação imediata das operações, com bloqueio temporário de pousos e decolagens por cerca de uma hora. Posteriormente, os passageiros aguardaram outro avião para concluir o trajeto até Miami ainda na noite de sábado.

A FAA abriu investigação oficial para apurar as causas do problema no trem de pouso, a escolha da evacuação e a adequação dos protocolos de emergência. Especialistas em segurança aérea ressaltam que situações como essa destacam a importância de treinamento adequado da tripulação, resposta imediata e foco em deixar bagagens para trás durante evacuações.