Torcida pressiona Ancelotti por Neymar após gol pelo Santos

O gol marcado por Neymar na vitória parcial do Santos sobre o Mirassol reacendeu a pressão de torcedores para que o craque volte a ser convocado por Carlo Ancelotti. Ainda em processo de recuperação física, o camisa 10 respondeu em campo e movimentou as redes sociais com pedidos diretos ao treinador da Seleção.

Logo aos quatro minutos, Lautaro Díaz encontrou um lançamento preciso nas costas da defesa, e Neymar partiu antes do meio-campo para finalizar com categoria na saída de Walter. Foi o sétimo gol do atacante na temporada, em um ano marcado por três lesões na coxa e pela busca de sequência às vésperas do ciclo final rumo à Copa do Mundo.


Gol de Neymar contra o Mirassol (Vídeo: reprodução/YouTube/ge tv)


A comemoração efusiva com os companheiros e o abraço no técnico Juan Pablo Vojvoda mostraram o peso do momento para o jogador. O lance ainda coincidiu com os 56 anos do milésimo gol de Pelé, o que ampliou o simbolismo da noite para a torcida santista.

Pressão online

Nas redes sociais, vários internautas citaram diretamente Ancelotti, pedindo que o treinador dê nova chance ao craque. Entre as mensagens, surgiram comentários como “Ancelotti pensa bem nas tuas escolhas para o Mundial.“, “pode convocar o neymar ancelotti, ele é o melhor jogador brasileiro mesmo” e “Já vi o suficiente, pode chamar Ancelotti“. Houve também quem destacasse a inteligência do atacante no lance e apostasse em uma retomada de alto nível caso ele mantenha o preparo físico.

Situação do Santos

O Santos não conseguiu sustentar a vantagem. Em uma chegada do Mirassol à área, Neymar acabou derrubando Reinaldo, e o árbitro Matheus Delgado Candançan assinalou pênalti. A marcação gerou uma confusão generalizada. Gabriel Brazão ainda conseguiu tocar na bola, mas a cobrança de Reinaldo foi precisa e entrou mesmo assim. O lateral chegou ao 12º gol no Brasileirão, confirmando o empate e mantendo o cenário crítico para o time da Vila.


Neymar fala sobre gol marcado (Vídeo: reprodução/Instagram/@getv)


A próxima rodada coloca frente a frente duas equipes pressionadas. O Santos segue com 37 pontos, enquanto o Internacional soma o mesmo número e só aparece à frente por cinco gols de saldo. A partida no Beira-Rio, na segunda-feira, ganhou contornos de decisão direta na luta contra o rebaixamento.

Cenário na Seleção

Apesar do movimento dos torcedores, Neymar ainda não foi convocado na era Ancelotti, o que naturalmente reduz suas chances para a Copa. O técnico já afirmou em entrevistas que tudo depende da condição física e da intensidade do atacante, mas o momento atual adiciona dúvidas ao processo.

Mesmo assim, Neymar segue sendo, para muitos, o melhor jogador brasileiro em atividade, o que reabre discussões históricas: Romário, por exemplo, vivia grande fase e era apontado como um dos craques do país, mas ficou fora das Copas de 1998 e 2002 mesmo com forte clamor popular. Situação semelhante ocorreu em 2010, quando Neymar e Ganso, em alta no Santos, não foram chamados apesar do apelo da torcida.

O desempenho de Neymar reacendeu a discussão sobre seu papel no atual ciclo da Seleção. Se mantiver regularidade e evoluir fisicamente, a mobilização dos torcedores pode ganhar força real nas próximas listas de Ancelotti, especialmente com a proximidade da Copa de 2026.

Kroos revela time ideal histórico com trio brasileiro e Ancelotti no comando

Toni Kroos, um dos maiores meio-campistas de sua geração, participou recentemente de uma dinâmica em que precisou montar seu time ideal de todos os tempos. A escalação chamou atenção especialmente no Brasil: entre os 11 escolhidos, três nomes brasileiros aparecem no time dos sonhos do alemão Marcelo, Ronaldinho Gaúcho e Ronaldo Fenômeno.

Além do trio, Kroos também escolheu Carlo Ancelotti, atual técnico da Seleção Brasileira, como treinador de sua equipe ideal. A admiração é compreensível: juntos, no Real Madrid, conquistaram três Champions Leagues, três Mundiais de Clubes e dois campeonatos espanhóis, marcando uma das eras mais vitoriosas da história do clube merengue.

A lista também inclui nomes com quem Kroos trabalhou diretamente e outros que ele admira à distância. Messi, por exemplo, aparece montando o meio-campo ao lado de Modric e Zidane, enquanto Maldini e Lahm formam a base defensiva com Sergio Ramos e Marcelo.

O time ideal escolhido por Kroos

Goleiro: Manuel Neuer
Defensores: Lahm, Sergio Ramos, Maldini e Marcelo
Meio-campistas: Modric, Zidane e Messi
Atacantes: Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo Fenômeno e Cristiano Ronaldo

Entre todos os citados, apenas Maldini, Messi, Ronaldinho Gaúcho e Ronaldo Fenômeno não atuaram diretamente ao lado do alemão. Já Zidane, embora não tenha sido companheiro dentro de campo, foi seu treinador no Real Madrid.


                                  Toni Kroos durante partida pela Eurocopa (Foto: Reprodução/ IMAGO Images/ Trivela)


Os brasileiros citados por Kroos representam diferentes eras de excelência no futebol e ajudam a explicar por que o país é reconhecido mundialmente pela produção de talentos únicos. Marcelo, com quem o alemão dividiu anos de conquistas no Real Madrid, é considerado por muitos o melhor lateral-esquerdo de sua geração, unindo técnica refinada, criatividade e protagonismo em jogos decisivos.

Ronaldinho Gaúcho, por sua vez, marcou época com um estilo incomparável, encantando o mundo com dribles, improviso e genialidade pura. Já Ronaldo Fenômeno simboliza o auge do centroavante moderno, reunindo explosão, precisão e uma capacidade ímpar de decidir. A presença desses ídolos no time ideal de Kroos reforça o impacto histórico do talento brasileiro no futebol global.


Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho, citados por Kross (Foto: Reprodução/ PA Imagens/ Torcedores.com)


Influências da carreira de Kroos

A seleção de Kroos evidencia o impacto de treinadores e jogadores que moldaram seu estilo. O alemão também já foi comandado por Pep Guardiola no Bayern de Munique, mas elegeu Ancelotti como líder do time ideal, reforçando a forte relação construída ao longo dos anos.

A escolha dos brasileiros também evidencia o respeito de Kroos pela técnica e pela história de atletas do país,  algo que ele já demonstrou em entrevistas anteriores, elogiando Marcelo e Modric como alguns dos melhores com quem atuou.

Ancelotti fala sobre possível retorno de Neymar à Seleção Brasileira

Nos últimos dias, Carlo Ancelotti voltou a reforçar que a porta da Seleção Brasileira segue aberta para Neymar, mas deixou claro que a decisão final depende exclusivamente do desempenho do craque nos próximos meses. O treinador destacou que o ciclo até a Copa do Mundo está entrando na reta final e que, para fazer parte do grupo, o jogador do Santos precisará apresentar evolução física e ritmo de jogo. Para Ancelotti, não se trata apenas de nome ou história, mas de entrega dentro de campo.

Mesmo assim, o italiano não esconde que considera Neymar um jogador diferenciado. Ele afirmou que torce pela recuperação completa do atacante e acredita que, caso  ele alcance seu melhor rendimento, será uma peça valiosa na preparação rumo ao Mundial.

Ancelotti observa recuperação de Neymar

O início antecipado do Campeonato Brasileiro no fim de janeiro pode ser um aliado importante no processo de recuperação de Neymar. A tendência é que o jogador ganhe ritmo já nas primeiras rodadas, algo essencial para convencer Carlo Ancelotti de que merece uma nova chance na Seleção.

A comissão técnica vê com bons olhos a possibilidade de o atacante atuar com frequência, já que a falta de sequência em campo tem sido um dos principais entraves em seu retorno ao nível ideal.


Neymar em campo pelo Santos (Foto: reprodução/Instagram/@NeymarJR)


Além disso, a Data Fifa de março representa o ponto de corte quase definitivo para a decisão sobre sua presença na Copa do Mundo. Nos amistosos contra França e Croácia, a Seleção Brasileira terá seu último grande teste antes da convocação final, e é nesse período que Neymar precisará mostrar evolução física dentro de campo. Se chegar bem, terá argumentos fortes para ser incluído na lista; se não conseguir demonstrar condições, dificilmente estará entre os nomes escolhidos por Ancelotti.

Neymar mantém números impressionantes na Seleção

Com uma trajetória marcante com a camisa da Seleção Brasileira, Neymar acumula números que reforçam sua importância no futebol nacional. Ao todo, são 128 jogos, sendo titular em 123 deles, além de 79 gols e 57 assistências, consolidando o camisa 10 como um dos jogadores mais decisivos de sua geração. A cada 78 minutos, o atacante participa diretamente de um gol, estatística que evidencia sua capacidade em campo.

A última convocação de Neymar aconteceu durante a passagem de Dorival Júnior pela Seleção, quando o treinador decidiu chamá-lo para os confrontos contra Colômbia e Argentina, pelas Eliminatórias da Copa. O retorno gerou expectativa, já que o atacante estava afastado desde outubro de 2023 por conta de uma sequência de lesões. No entanto, após avaliação do Departamento Médico da CBF, Neymar acabou vetado devido ao desconforto na coxa esquerda, sendo cortado antes mesmo de se apresentar, frustrando o que seria sua volta oficial à equipe brasileira.

Ederson destaca evolução da Seleção Brasileira com Ancelotti

Às portas da possibilidade de disputar sua terceira Copa do Mundo pela Seleção Brasileira, Ederson avalia que o time nacional vive um momento de evolução marcante desde a chegada de Carlo Ancelotti. Para o goleiro, o treinador italiano trouxe a estabilidade, o peso e a autoridade técnica que o elenco buscava, ajudando a consolidar um caminho mais sólido rumo às competições decisivas do próximo ano.

Mesmo tendo sido lembrado por todos os técnicos que passaram pela Seleção neste ciclo, Ramón Menezes, Fernando Diniz e Dorival Júnior, o goleiro considera Ancelotti um profissional em outro nível. Segundo ele, o impacto do treinador no ambiente interno foi imediato e elevou a confiança coletiva, algo que já se reflete no desempenho em campo.

O goleiro elogiou abertamente o trabalho do comandante europeu, destacando que o Brasil necessitava de um técnico com reconhecimento internacional e currículo robusto. Para ele, a presença de Ancelotti representa um divisor de águas na preparação da equipe, especialmente pela capacidade do treinador em organizar, orientar e extrair o máximo dos jogadores.

Evolução tática e solidez defensiva

Na vitória por 2 a 0 sobre Senegal, no último sábado, o goleiro retomou a titularidade após um ano afastado da função. Sua última aparição havia ocorrido contra o Uruguai, em novembro de 2024, e o retorno, segundo ele, reforçou a percepção de que a equipe alcançou um nível mais compacto e disciplinado, sobretudo na execução da pressão defensiva e na transição para o ataque.


Goleiro comemora a solidez da equipe sob comando de Ancelotti (Foto: reprodução/Instagram/@ederson93)


Ele ressaltou que a Seleção atual trabalha de forma mais sincronizada, com todos os jogadores participando dos processos defensivos e ofensivos. O goleiro enfatizou que o grupo aprendeu a se posicionar melhor para neutralizar contra-ataques, reduzindo espaços e diminuindo as chances de jogadas perigosas dos adversários, algo que considera essencial para competições de alto nível.

Retorno do goleiro titular e confiança coletiva

Sob a gestão de Ancelotti, o Brasil realizou sete partidas e terminou cinco delas sem sofrer gols. Apenas os confrontos contra Bolívia e Japão fugiram dessa regularidade, o que, para Ederson, demonstra o avanço estrutural da equipe e a crescente solidez adquirida ao longo dos últimos meses de trabalho conjunto.

Ao avaliar a própria atuação no amistoso realizado em Londres, o goleiro classificou sua performance como positiva. Ele destacou que, apesar de um lance arriscado no segundo tempo, conseguiu manter calma e controle durante a partida inteira, valorizando especialmente o fato de ter retornado ao ritmo de jogo após enfrentar lesões recentes em um momento tão próximo da Copa.

A Seleção Brasileira encerra sua agenda oficial de 2025 nesta terça-feira, novamente contra Senegal, às 16h30 (horário de Brasília), em Lille, na França. O confronto marca o último compromisso antes da etapa final de preparação para o Mundial, reforçando o clima de atenção máxima dentro da equipe.

Ancelotti testa novas opções no ataque contra a Tunísia

Com a Data FIFA de novembro se aproximando, Carlo Ancelotti encara o amistoso contra a Tunísia como uma oportunidade final para testar opções de ataque para a Seleção Brasileira. Apesar de já ter uma espinha dorsal para a Copa de 2026, o técnico italiano ainda mantém dúvidas sobre quem ocupará as vagas de suplente no setor ofensivo, e pretende experimentar jogadores como Vitor Roque e João Pedro.

Ataque em teste

Desde que chegou à Seleção, Ancelotti vem promovendo um rodízio no setor ofensivo. Segundo o Lance!, o desempenho recente da equipe com 13 gols em sete partidas sob seu comando reforça a necessidade de definir atacantes de confiança. Estêvão vem se destacando como principal artilheiro do momento, seguido por Vinícius Júnior e Rodrygo, mas há competição forte por minutos entre os reservas.

Para o duelo contra a Tunísia, Ancelotti indicou que Vitor Roque, em boa fase no Palmeiras, pode ganhar oportunidade. A presença de Roque no amistoso permitirá avaliar seu potencial como centroavante fixo ou como opção de rotação.


Seleção Brasileira (Foto: reprodução: Instagram/@rafaelribeirorio)


Ancelotti costuma destacar que prefere jogadores versáteis no ataque, capazes de flutuar entre as posições e contribuir tanto na armação quanto na finalização. Segundo ele, nomes como Matheus Cunha são importantes por favorecerem a saída de bola e criam dinâmicas diferentes ao lado de Estêvão e Vinícius.

Além de Roque, outros jovens como João Pedro, Martinelli e Luiz Henrique aparecem como opções para formar um quarteto ofensivo que equilibre experiência e juventude. A briga entre Richarlison, Kaio Jorge, Pedro e Roque para as vagas de reserva é apontada como uma das mais acirradas.

Caminho até a Copa de 2026

O amistoso contra a Tunísia será uma das últimas oportunidades para Ancelotti observar alternativas antes de encerrar a fase de testes. Segundo reportagens, ele pretende estreitar o grupo que vai compor o elenco para a Copa do Mundo, com a decisão final se aproximando, já que há menos rodadas e compromissos decisivos pela frente.

Já, para a disputa por vagas, não basta apenas talento: os atacantes testados terão que mostrar consistência, adaptação ao esquema tático e entrega em campo. A expectativa é de que Ancelotti use esses amistosos para garantir alternativas confiáveis e versáteis que possam fazer a diferença em uma eventual convocação para o Mundial.

Ancelotti crítica a falta de controle da Seleção contra Japão

Carlo Ancelotti, técnico da Seleção Brasileira, analisou a derrota para o Japão e chamou atenção para um aspecto que, segundo ele, foi decisivo para o resultado: a instabilidade emocional da equipe após sofrer o primeiro gol. Embora tenha reconhecido momentos de controle e boas ações coletivas, o treinador destacou que a queda de rendimento no segundo tempo impediu o Brasil de sustentar o desempenho inicial e abriu caminho para a virada adversária.

Ancelotti comenta sobre o jogo contra o Japão

Em entrevista, Ancelotti reconheceu que o Brasil “estava bem controlado” até o erro de Fabrício Bruno, que culminou no primeiro gol dos japoneses. Para ele, esse lance abalou mentalmente o grupo. “A equipe caiu mentalmente depois do primeiro erro. Isso foi o maior problema”, afirmou, conforme reportado pela imprensa.


Ancelotti dirigindo a seleção brasileira (Foto: Reprodução/X/@mrancelotti)


Apesar disso, o técnico ponderou que o problema não foi a postura tática, e sim a reação emocional da equipe. Ele deixou claro que erros individuais não devem determinar a presença de nenhum jogador na lista da Copa do Mundo. “Os erros individuais não afetam na presença de um jogador na equipe. O que temos que avaliar é a reação da equipe após o primeiro erro, que não foi boa”, declarou.

Ancelotti destaca possibilidade de aprender com a derrota

O treinador usou a derrota como uma oportunidade de aprendizado: “É uma boa aula para o futuro”, disse, ressaltando a necessidade de equilíbrio mental para os próximos desafios. Ancelotti ainda confirmou que a atual e a próxima Data FIFA serão usadas como períodos de experimento, justamente para testar diferentes arranjos táticos e psicológicos a caminho da Copa.

Ele também voltou a destacar a importância da atitude dos jogadores em campo, mais do que a estratégia em si, como algo fundamental. Segundo Ancelotti, é essencial que o Brasil construa uma mentalidade sólida, não só para evitar recaídas como a vista no segundo tempo, mas para sustentar sua jornada rumo ao Mundial com confiança e resiliência.

Falas de Leão e Oswaldo causam polêmica em evento da CBF

No 2° Fórum Brasileiro de Treinadores de Futebol (FBTF), evento realizado na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) nesta terça-feira (04), que reuniu técnicos brasileiros como Arthur Elias (Seleção Feminina), Vagner Mancini (Red Bull Bragantino e presidente da FBTF) e Carlo Ancelotti (Seleção Masculina), declarações polêmicas de Oswaldo de Oliveira e Emerson Leão sobre técnicos estrangeiros causaram desconforto aos dirigentes que estavam presentes no local.

Carlo Ancelotti, que foi convidado para ser homenageado, viu de perto Emerson Leão dizer que “não suporta” técnicos estrangeiros atuando no futebol brasileiro e Oswaldo de Oliveira afirmar o desejo de ver um técnico brasileiro para suceder o técnico italiano, após vencer a Copa do Mundo.

As declarações polêmicas de Leão e Oswaldo de Oliveira

Ao lado de Carlo Ancelotti, Emerson Leão, um dos homenageados, foi o primeiro a fazer o discurso. Afirmou que não “muda a opinião” ao afirmar que não suporta a presença de técnicos estrangeiros no futebol brasileiro. Depois disse que a presença de treinadores de outros países teria um culpado: “nós, treinadores, somos culpados da invasão de outros treinadores que não tem nada a ver com isso”.

Outra declaração polêmica foi do ex-treinador Oswaldo de Oliveira, que manifestou o desejo de ver novamente a Seleção Brasileira ser comandada por um treinador brasileiro. “Depois que o Ancelotti for embora, depois de ser campeão no ano que vem, que volte um brasileiro ao comando”, disse Oswaldo.


Discursos de Emerson Leão e Oswaldo de Oliveira na CBF (Vídeo: Reprodução/YouTube/ESPN Brasil)


Carlo Ancelotti, em seu discurso, afirmou que a imagem do treinado brasileiro “é um pouco fraca”. Em sua avaliação, para mudar essa percepção, é preciso mais fóruns de discussão e apoio da CBF. Concluiu o discurso, dizendo que o primeiro objetivo é vencer a Copa do Mundo e que o objetivo da CBF é de melhorar o futebol brasileiro e que a entidade precisa de ajuda e da opinião de treinadores. “A opinião dos treinadores é ainda mais respeitada se a Federação Brasileira de Treinadores for forte”, concluiu o treinador da Seleção Brasileira.

A repercussão após os discursos

Após as declarações polêmicas de Leão e Oswaldo de Oliveira, o diretor da FBTF, Alfredo Sampaio, repudiou as falas dos ex-treinadores, principalmente as de Oswaldo de Oliveira. Sampaio disse que Oswaldo teve uma “postura inadequada em um evento tão importante”.

Oswaldo de Oliveira se pronunciou e disse que a polêmica era culpa de “edições mal-intencionadas”. O ex-treinador defendeu novamente que os clubes e a Seleção tenham técnicos brasileiros e terminou a declaração elogiando os técnicos Fernando Diniz, afirmando ser “o melhor de todos” e Dorival Júnior.

Segundo os bastidores na CBF, Carlo Ancelotti ficou bastante desconfortável com as falas de Oswaldo de Oliveira e Emerson Leão.

Ancelotti fala sobre convocados de Palmeiras e Flamengo

Após divulgação da lista de convocados para amistosos da seleção brasileira, o treinador Carlo Ancelotti falou sobre os jogadores convocados. Entre os nomes da lista de Ancelotti estão três jogadores dos times Palmeiras e Flamengo, ambos os times irão disputar a final da Libertadores e estão na disputa pelo título do Campeonato Brasileiro. O treinador afirmou entender a dificuldade de conciliar os compromissos dos times com os da seleção, mas reforça que a seleção brasileira é prioridade.

Os jogadores convocados desses times foram Vitor Roque, Alex Sandro e Danilo. Ancelotti afirmou durante a coletiva de imprensa “Conhecemos o calendário, mas acredito que a prioridade hoje é a seleção brasileira. Então, chamamos jogadores que acho que podem ajudar a seleção brasileira nesses dois jogos, jogadores do Flamengo e Vitor Roque, do Palmeiras”.

Os papéis de cada jogador

Durante a coletiva, Ancelotti explicou a convocação desses jogadores falando mais sobre o papel que cada um desempenha e em que eles podem contribuir na seleção brasileira.

Do time do Flamengo foram convocados dois defensores: Alex Sandro e Danilo. O treinador conta que Alex Sandro foi chamado pela boa fase como lateral, enquanto Danilo se destaca pela sua liderança e sua facilidade para jogar em várias posições diferentes.

“Alex Sandro, creio que, quando está bem, demonstrou que joga muito bem. É um lateral de experiência, tem personalidade. Quando está em um bom nível físico, é um dos melhores laterais disponíveis“. Ainda complementou falando sobre Danilo: “Danilo é diferente. Vejo como único defensor brasileiro que pode cobrir as quatro posições (…) O que eu gosto dele é a experiência e a liderança”


Carlo Ancelotti durante coletiva de imprensa. (Foto: reprodução/Flickr/@rafaelribeirorio/CBF)


Próximos passos da seleção

Os 26 convocados na tarde desta segunda-feira irão defender a seleção brasileira nos próximos dois amistosos, contra Senegal e Tunísia. Essas partidas encerrarão a agenda de jogos da seleção no ano de 2025.

Os dois últimos compromissos da seleção brasileira em 2025 serão nas seguintes datas: 15 e 18 de novembro. No dia 15 de novembro, em Londres, o Brasil enfrentará Senegal, às 13h (de Brasília), já dia 18 o jogo será às 16h30 (de Brasília), em Lille, na França, contra a Tunísia.


Convocados da seleção para últimos amistosos do ano. (Vídeo: reprodução/ YouTube/UOL Esporte)


Cinco jogadores surpreendem na convocação de Ancelotti para Copa 2026

O técnico Carlo Ancelotti apresenta nesta segunda-feira a lista de convocados da Seleção Brasileira para os amistosos contra Senegal (15 nov) e Tunísia (18 nov). A expectativa cresce especialmente em torno de cinco nomes que até então disputavam espaço à margem das próximas chamadas e agora figuram entre possíveis surpresas, segundo análise do site.

Inovações em lista nacional

Com o olho voltado para a Copa do Mundo de 2026, Ancelotti aparece disposto a renovar parte do elenco da Seleção e abrir espaço para atletas que vivem um bom momento. Entre os nomes citados como surpresa figuram Rayan (19 anos, do Vasco da Gama), que já desponta como opção de velocidade pelas laterais; Philippe Coutinho (33 anos, também do Vasco), que resgatou forma e números como meia-armador; além de Marcos Antônio (São Paulo FC), Jean Lucas e Luciano Juba (ambos do Esporte Clube Bahia) — cada um com objetivos particulares para convencer o treinador.


Carlo Ancelotti (Foto: reprodução/Chung Sung-Jun/Getty Images Embed)


Contexto e possibilidades de convocação

A convocação de novembro representa mais que simples amistosos: serve como teste para o ciclo mundial de 2026. Nesse cenário, Ancelotti poderá utilizar esses duelos para observar opções menos conhecidas e consolidar alternativas ao grupo base. A chamada dos cinco mencionados não aparece por acaso: cada um reúne fatores como bom momento, posição carente ou identificação com o estilo desejado pelo técnico. Por exemplo, Rayan traz explosão e juventude; Coutinho oferece experiência e visão de jogo apurada; Marcos Antônio pode suprir lacuna no meio-campo; enquanto Jean Lucas e Luciano Juba simbolizam o futebol de base e regional, mostrando que o treinador olha além dos clubes tradicionais.

Implicações para o futuro da Seleção

A inclusão de surpresas nessa lista reforça a ideia de que Ancelotti busca preparar uma Seleção mais versátil e híbrida — misturando atletas testados com jovens promissores. Se algum desses cinco for confirmado, isso poderá indicar um novo padrão de convocação, baseado em forma e contexto, mais do que em nome ou tradição. O movimento também reflete a pressão por resultados e inovação antes da Copa de 2026. Se as apostas se confirmarem, será um identificador do perfil que a Seleção Brasileira poderá assumir na próxima era.

Marcelo Hazan acredita que Neymar merece vaga na Seleção em 2026

O narrador esportivo Marcelo Hazan afirmou nesta segunda-feira que Neymar Jr. merece ser convocado para disputar a Copa do Mundo de 2026, desde que esteja em boas condições físicas. Segundo ele, o camisa 10 continua sendo o jogador mais talentoso e criativo de sua geração, capaz de decidir partidas com sua genialidade e liderança dentro de campo.

Recuperação e ritmo de jogo

Hazan destacou que a principal questão para a convocação de Neymar é o seu estado físico. Após sofrer diversas lesões nos últimos anos, o jogador ainda busca readquirir ritmo competitivo e confiança. O narrador afirmou que o atacante precisa mostrar consistência nas próximas partidas para provar que pode voltar a atuar em alto nível. “Se o Neymar estiver 90% bem, ele tem que ir para a Copa. É o craque mais diferente da nossa geração”, disse.

Além disso, Hazan ressaltou que o desempenho de Neymar nos amistosos e nas Eliminatórias será determinante para definir seu papel na equipe de Carlo Ancelotti. O treinador tem valorizado nomes jovens, mas enxerga em Neymar uma liderança natural dentro do elenco, capaz de influenciar positivamente os companheiros mais novos e elevar o padrão técnico da equipe.


Neymar Júnior (Foto: reprodução/Instagram/@neymarjr)


Liderança e papel na Seleção

O narrador também elogiou o papel de liderança que Neymar pode exercer dentro da Seleção. Mesmo fora dos gramados por períodos longos, o jogador mantém forte influência entre os colegas e continua sendo uma referência técnica e emocional. “Ele inspira os outros atletas. Quando Neymar está em campo, o time joga diferente. É alguém que carrega o peso da camisa 10 e entende o que representa o Brasil no futebol mundial”, pontuou Hazan.

O comentarista ainda lembrou que o atacante tem experiência em grandes competições, algo que pode ser decisivo em momentos de pressão. Para Hazan, o Brasil precisa de um jogador que consiga transformar situações difíceis em oportunidades, e Neymar é um dos poucos com esse perfil.

Renovação e expectativa para 2026

A fala de Marcelo Hazan reacendeu o debate sobre a presença de Neymar em uma Seleção que passa por processo de renovação. Parte da torcida defende que o time precisa se apoiar em novos talentos, enquanto outra acredita que a mistura entre juventude e experiência é o caminho para o sucesso.

Com o Mundial de 2026 se aproximando, o desafio de Carlo Ancelotti será encontrar esse equilíbrio. Caso Neymar consiga recuperar o ritmo e manter a regularidade, ele poderá ser o elo entre as duas gerações e o diferencial técnico que o Brasil precisa para sonhar com o hexa.