OpenAI entra na liga dos gigantes: US$ 500 bilhões e um novo jogo com a Microsoft

A inteligência artificial acaba de ganhar um novo marco financeiro, e simbólico. A OpenAI, criadora do ChatGPT, atingiu uma avaliação de meio trilhão de dólares após fechar um novo acordo de cooperação com a Microsoft. Mais do que um número impressionante, o movimento indica que a empresa quer deixar de ser uma “startup visionária” e assumir de vez o papel de potência corporativa global.

Do laboratório à bolsa de valores

Desde sua fundação em 2015, a OpenAI sempre carregou uma dualidade curiosa: nasceu como uma organização sem fins lucrativos, mas se transformou na empresa que mais monetizou a corrida da IA. O novo acordo com a Microsoft reestrutura a companhia como uma Public Benefit Corporation (PBC), um modelo híbrido que busca equilibrar lucro e propósito público.

Na prática, isso significa mais liberdade para captar investimentos, firmar contratos e expandir produtos — sem abrir mão, ao menos no papel, do compromisso ético com o desenvolvimento responsável da inteligência artificial.

Microsoft, o braço direito (e esquerdo)

A relação entre OpenAI e Microsoft continua próxima, mas com novos contornos. A gigante de Redmond passa a deter uma fatia de 27% da nova holding da OpenAI, um número que traduz não só investimento, mas também dependência mútua.


Imagem editada mostrando a parceria das duas empresas (Foto: reprodução/X/@zealbori)

De um lado, a OpenAI ganha acesso garantido a uma das infraestruturas de computação mais poderosas do planeta, o Azure. De outro, a Microsoft consolida sua posição como guardiã e parceira estratégica da empresa que dita o ritmo da revolução da IA generativa.

A nova avaliação de mercado da OpenAI a coloca em um seleto grupo de gigantes como Meta, Tesla e Nvidia. Mas há quem veja o número como mais um gesto de confiança do que uma medição exata de valor. O faturamento da empresa ainda não acompanha esse patamar, mas a percepção de que ela está na dianteira da corrida pela “inteligência geral artificial” (AGI) faz investidores aceitarem pagar caro por um pedaço do futuro.

Desafios: poder, ética e velocidade

O desafio agora é equilibrar a força tecnológica com responsabilidade. À medida que a IA se torna onipresente, em escolas, empresas, governos, a OpenAI se vê pressionada a provar que consegue inovar sem atropelar fronteiras éticas.

Internamente, a mudança de estrutura também levanta perguntas: quem manda, afinal? O conselho de ética? Os investidores? A Microsoft? O CEO Sam Altman, que há meses vem se equilibrando entre genialidade e pragmatismo, precisará mostrar que a nova OpenAI não é apenas mais rica, mas também mais estável.

O novo eixo do poder em IA

O acordo sela uma nova fase da indústria. Se o Google dominou a busca, a Apple o design e a Amazon o e-commerce, a OpenAI quer dominar a inteligência, o motor invisível que vai mover todos os outros setores.

Com 700 milhões de usuários semanais e presença em praticamente todos os ramos corporativos, a empresa se consolida como o padrão de referência da IA global. E, com o aval da Microsoft, passa a ter fôlego para disputar território com Nvidia, Anthropic e até o próprio Google DeepMind.

Mais que uma empresa, um sinal de época

A valorização da OpenAI a US$ 500 bilhões não é apenas sobre capital. É sobre a mudança de eixo da economia mundial, do petróleo e dos semicondutores para os modelos de linguagem e a capacidade de aprender.

A nova OpenAI nasce mais poderosa, mais vigiada e mais cobrada. E talvez seja justamente essa combinação que definirá a próxima década da tecnologia.

Astrofotógrafo captura a “Galáxia do Coração” em imagem de alta resolução com IA

A tecnologia voltou seus olhos para o espaço  e o resultado é deslumbrante. O astrofotógrafo canadense Ronald Brecher capturou uma das imagens mais detalhadas já registradas da Nebulosa do Coração (IC 1805), localizada a cerca de 7.500 anos-luz da Terra, na constelação de Cassiopeia.

A fotografia, publicada em setembro de 2025, foi feita com um conjunto de equipamentos de ponta, combinando sensores de altíssima sensibilidade, longa exposição e algoritmos de correção de ruído impulsionados por inteligência artificial.

A nebulosa, uma imensa nuvem de gás e poeira com mais de 300 anos-luz de diâmetro, é uma das regiões mais estudadas da Via Láctea por abrigar um verdadeiro berçário estelar. Localizada no Braço de Perseu, ela é vizinha das nebulosas da Alma (IC 1848) e Cabeça de Peixe (IC 1795).

Como a imagem foi capturada

Para o registro, Brecher utilizou uma câmera astronômica QHY367C Pro, acoplada a um telescópio Sky-Watcher Esprit 70 EDX, com exposição total de 40 horas contínuas. O uso de sensores digitais e softwares de correção espectral permitiu realçar tons invisíveis ao olho humano, criando uma composição em cores Hubble e Foraxx — técnicas que separam os gases cósmicos por frequência luminosa.

“Foi um conjunto de dados divertido e desafiador de processar”, explicou Brecher em seu blog oficial. Segundo ele, esta foi a primeira vez que conseguiu capturar toda a extensão da Nebulosa do Coração em paleta de banda estreita, um formato que utiliza filtros específicos para destacar o brilho do hidrogênio e do oxigênio presentes no espaço interestelar.

Um laboratório natural para o nascimento de estrelas

A IC 1805, também chamada de Sh2-190, é um dos melhores exemplos de como o avanço da tecnologia ajuda a compreender fenômenos cósmicos. A imagem mostra com precisão a estrutura de gás ionizado onde novas estrelas estão sendo formadas. O registro de Brecher oferece dados valiosos para estudos sobre a composição química da região e a interação entre radiação estelar e matéria cósmica.


Embed from Getty Images

Tecnologia poderá auxiliar cientistas nos estudos de fenômenos cósmicos (Foto:reprodução/Lothar Knopp/ Getty Images Embed)

Para entusiastas e astrônomos amadores, a boa notícia é que observar a Nebulosa do Coração não exige equipamentos da NASA. Com telescópios médios e câmeras de longa exposição, é possível localizá-la a cinco graus da estrela Segin, no norte celeste.

Fotografia astronômica impulsionada por IA

O uso de inteligência artificial tem revolucionado a astrofotografia. Softwares de pós-processamento como o PixInsight e o Topaz Denoise AI permitem reduzir ruídos e otimizar contraste de forma automática, revelando estruturas antes imperceptíveis. Especialistas apontam que, com o avanço desses sistemas, será possível combinar dados ópticos e de rádio em tempo real, criando imagens ainda mais precisas do cosmos.

A foto de Brecher, que rapidamente viralizou em comunidades científicas e fóruns tecnológicos, reforça como a fusão entre ciência, arte e tecnologia digital está expandindo os limites da observação astronômica.

Com fraca recepção comercial, iPhone Air não conquista consumidores

Informações divulgadas pela Nikkei Asia, um jornal diário econômico famoso no Japão, o novo projeto da Apple, o iPhone Air, obrigou a empresa a reduzir drasticamente a produção do aparelho com a demanda caindo cada vez mais, chegando a níveis “comparáveis ao fim de um ciclo de vida de um produto”, afirmou a publicação.

O modelo lançado recentemente tinha apostas da Apple para ser um marco em termos de design com sua carcaça tendo apenas 5,6 mm de espessura, mas para a surpresa da companhia multimilionária, o apelo estético não é mais suficiente para subir as vendas de um produto que não garante melhorias substanciais.

Além dos problemas com o iPhone Air, logo após o lançamento oficial do iOS 26, a empresa precisou correr para a produção de uma atualização emergencial ao encontrarem vulnerabilidades no sistema, podendo comprometer a segurança de seus usuários.

Inovação baixa, valor alto

Mesmo com o design ultrafino, sem avanços em desempenho, câmera ou bateria, o iPhone Air acabou taxado apenas como uma variação estética e sequer foi visto como uma inovação tecnológica. Outros lançamentos como o iPhone 17, com melhor desempenho de tela e armazenamento, chamaram mais atenção ao custo-benefício de acordo com suas especificações.


Introdução ao iPhone Air (Vídeo: reprodução/YouTube/Apple)

Planejado para um nicho premium focado na parte visual de um produto, com o design e a leveza do aparelho, o novo smartphone acabou misturado em outros celulares da própria Apple que já cumpriam o mesmo papel. Quem busca melhores performances migraram para os modelos Pro enquanto os mais baratos ganharam consumidores que viabilizam os preços acima de tudo, fazendo com que o iPhone Air ficasse sem um público específico, prejudicando ainda mais com o desinteresse nas vendas.

Demanda regional

Junto as falhas de estratégia comercial, a demanda regional trouxe limitações para o produto logo de cara. A China até mostrou um pouco de entusiasmo pelo smartphone finíssimo, mas não o suficiente para cobrir as vendas escassas nos Estados Unidos ou em qualquer outro mercado estratégico para a marca.

Enquanto falhas ocorrem no esperado sucesso do iPhone Air, a Apple ainda ganha e se atualiza com o lançamento da linha 17, atraindo consumidores pelo equilíbrio entre preço e inovação. Assim, é garantido os esforços diminuindo para a produção do ultrafino.

A famosa maçã tecnológica não é a única empresa de computadores e dispositivos móveis que vem enfrentando dilemas no mercado. Ultimamente, com os preços subindo, estética, peso e cores não alavancam vendas de smartphones ou qualquer outro aparelho para o dia-a-dia. Agora, a Apple e outras marcas precisam se redescobrir encontrando um consenso entre funcionalidades inovadoras, valor e estética.

Famosos pedem proibição de desenvolvimento de IA superinteligente

Um manifesto idealizado pela organização Future of Life Institute pede a proibição do desenvolvimento de inteligência artificial superinteligente. O abaixo-assinado exige que a ferramenta não seja levada ao público “antes que haja um amplo consenso científico de que isso será feito de forma segura e controlada, e uma forte adesão pública”.

O documento foi assinado por diversas figuras públicas, como o Duque e a Duquesa de Sussex – Príncipe Harry e Meghan Markle – o co-fundador da Apple, Steve Wozniak, o bilionário britânico Richard Branson, o ex-presidente do Estado-Maior Conjunto dos EUA, Mike Mullen e Susan Rice, ex-conselheira de segurança nacional de Obama.

Contudo, o que surpreendeu a todos foi a assinatura de Steve Bannon e Glenn Beck, duas personalidades que representam a direita americana. Bannon foi assessor e estrategista-chefe da Casa Branca na primeira gestão de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos.

Conteúdo do manifesto

Ao contrário de outros documentos que apresentam argumentos embasados e com análises críticas, o manifesto escrito pelo Future of Life Institute possui somente 30 palavras.

“Apelamos a uma proibição do desenvolvimento da superinteligência, que não será levantada antes que haja um amplo consenso científico de que isso será feito de forma segura e controlada, e uma forte adesão pública”

Em uma espécie de prefácio, os idealizadores do documento alegam que “muitas empresas líderes de IA têm o objetivo declarado de construir superinteligência na próxima década que possa superar significativamente todos os seres humanos em essencialmente todas as tarefas cognitivas”. Porém, não apresentam nenhuma prova ou indício que ateste o registro.


Parte dos nomes de quem assinou o manifesto (Foto: reprodução/Instagram/@futureoflifeinstitute)

Quem assinou

A carta é direcionada a grandes conglomerados da tecnologia como Google, OpenAI e Meta Platforms. A lista dos que assinaram é extensa e diversificada e conta com mais de 800 nomes.

Como comentário pessoal, o Príncipe Harry acrescentou que o desenvolvimento da inteligência artificial deve estar voltado para o benefício da humanidade, e não para substituí-la. Segundo ele, o verdadeiro indicador de progresso não está na velocidade das inovações, mas na capacidade de conduzi-las com sabedoria — uma oportunidade que não se repete.

Stuart Russell, pioneiro da inteligência artificial ​​e professor de ciência da computação na Universidade da Califórnia, Berkeley, também assinou o manifesto. Ele ressaltou que “É simplesmente uma proposta para exigir medidas de segurança adequadas para uma tecnologia que tem uma chance significativa de causar a extinção humana.”

Yoshua Bengio e Geoffrey Hinton, co-vencedores do Turing Award, o principal prêmio da ciência da computação, uniram seus nomes à lista. Ambos, pioneiros em inteligência artificial, com Stuart Russell.

Personalidades da política também se uniram ao manifesto. A ex-presidente irlandesa Mary Robinson e vários parlamentares britânicos e europeus e ex-membros do Congresso dos Estados Unidos assinaram.

Dos nomes que assinaram a petição, um deles chamou a atenção. Steve Bannon, ex-assessor e ex-estrategista-chefe da Casa Branca no primeiro mandato de Donald Trump.


Anthony Aguirre, diretor-executivo do Future of Life Institute (Foto: reprodução/Instagram/@futureoflifeinstitute)

O instituto

O Future of Life Institute é uma organização se fins lucrativos cujo diretor-executivo é Anthony Aguirre, físico da Universidade da Califórnia. O grupo trabalha com riscos de larga escala, como armas nucleares, biotecnologia e inteligência artificial. Atualmente, seu maior doador é Vitalik Buterin, co-fundador da blockchain Ethereum.

Aguirre quer forçar uma conversa que inclua não apenas grandes empresas de inteligência artificial, mas também políticos nos Estados Unidos, na China e em outros lugares. Ele alega que as visões pró-indústria do governo Trump sobre inteligência artificial precisam de equilíbrio.

Apple prepara lançamento-relâmpago do iOS 26.0.2

A Apple parece estar prestes a apertar o botão “enviar” em uma atualização surpresa: o iOS 26.0.2. Embora a empresa ainda não tenha confirmado oficialmente a data, indícios fortes apontam que o update pode ser liberado a qualquer momento, e deve chegar antes da versão maior, o iOS 26.1.

Segundo fontes ligadas a desenvolvedores, o novo pacote já está em fase avançada de testes internos, o que costuma significar que o lançamento é questão de dias. A estratégia é típica da Apple: liberar uma atualização menor, mas essencial, para corrigir falhas detectadas logo após a chegada de uma grande versão do sistema.

Pequena no nome, grande na importância

O sufixo “.0.2” indica uma atualização de emergência, algo que não traz novidades visuais ou recursos inéditos, mas resolve problemas urgentes de desempenho e segurança. Nas últimas semanas, usuários relataram bugs pontuais no iOS 26 e no iOS 26.0.1, como instabilidade no Face ID, lentidão no app de Mensagens e falhas na sincronização do iCloud.


Imagem de como ficara o hub do iPhone com a atualização (foto:reprodução/x/@minimalnerd1)

É provável que o novo update venha justamente para corrigir esses erros antes do lançamento do iOS 26.1, que trará melhorias maiores e novos recursos ainda sob sigilo.

Um lançamento fora do cronograma

O movimento pega muitos de surpresa porque a Apple normalmente concentra seus updates em datas alinhadas a lançamentos de hardware, e essa janela coincide com a chegada de novos produtos, como o iPad Pro M4, o MacBook Pro atualizado e o Vision Pro em novos mercados.

Com isso, há quem aposte que o iOS 26.0.2 será liberado discretamente, talvez entre 22 e 25 de outubro, para evitar sobreposição com outros anúncios.

O que esperar

Ainda sem um changelog oficial, a atualização deve incluir:

Correções de segurança de alto risco identificadas por pesquisadores independentes; Ajustes no desempenho de bateria em iPhones mais antigos; Soluções para bugs de conexão Bluetooth e Wi-Fi; Melhorias na estabilidade do sistema de câmeras, especialmente nos modelos iPhone 17 Pro.

Não há indícios de que o update trará novos ícones, animações ou recursos de interface, mas a promessa é entregar um sistema mais fluido e confiável.

Por que você deveria atualizar

Mesmo que pareça “mais do mesmo”, essas pequenas atualizações costumam ser cruciais. É nelas que a Apple corrige vulnerabilidades que hackers tentam explorar antes que a falha se torne pública.

Além disso, quem ficou receoso de instalar o iOS 26 logo após o lançamento, temendo bugs iniciais, agora encontra um ponto seguro para atualizar. O 26.0.2 deve servir como um “ponto de estabilidade”, aquele momento em que a Apple ajusta o sistema para o uso diário.

A pressa tem motivo

A rapidez no lançamento reforça um padrão recente: a Apple tem acelerado o ritmo de atualizações menores, mostrando uma postura mais proativa diante de falhas. Em vez de esperar a próxima grande versão, a empresa prefere resolver o problema imediatamente.

É uma estratégia que agrada desenvolvedores e usuários, especialmente após críticas de que o iOS 26 trouxe instabilidades para apps de terceiros e sistemas de automação.

O que fazer agora

Fique de olho em Ajustes, Geral, Atualização de Software. Quando o iOS 26.0.2 aparecer, é recomendável:

Fazer backup completo no iCloud ou no computador. Manter o iPhone com pelo menos 50% de bateria (ou conectado ao carregador). Instalar a atualização assim que possível.

Pode não ser uma revolução, mas é o tipo de update que garante que o iPhone continue rodando como se fosse novo, silenciosamente, sem alarde.

Instagram renova layout para competir com outras plataformas de vídeos curtos

O Instagram anunciou uma nova atualização em seu aplicativo, trazendo mudanças significativas no layout principal e na forma de navegação. As alterações buscam oferecer uma experiência mais fluida, intuitiva e voltada para o consumo rápido de conteúdo, alinhando-se às tendências das plataformas de vídeo curto.

Com o novo design, o app passa a lembrar o formato adotado pelo TikTok, priorizando a praticidade na transição entre seções e a valorização dos vídeos como principal meio de engajamento. Essa reformulação faz parte da estratégia da Meta de modernizar o Instagram, mantendo-o competitivo em meio à crescente disputa pela atenção dos usuários nas redes sociais.

Principais novidades

A versão mais recente do aplicativo do Instagram traz uma nova forma de navegação: agora é possível deslizar entre páginas, ou “tabs”, para alternar de maneira mais fluida entre o feed, a busca, os Reels, a câmera e o perfil. A mudança torna a experiência mais intuitiva e dinâmica, aproximando o app de modelos de interface já populares em outras plataformas.

Outra novidade está na barra inferior, que passa a incluir um atalho direto para as mensagens privadas de cada perfil. A atualização facilita o acesso à caixa de entrada e busca otimizar a comunicação entre os usuários.

A atualização parece refletir dois principais movimentos, a necessidade de o Instagram se adaptar aos novos hábitos de consumo de conteúdo, que priorizam vídeos curtos e uma navegação mais ágil entre sessões, aproximando o aplicativo de formatos populares como o do TikTok, e o avanço de um processo mais amplo de modernização da plataforma, que inclui a implementação de medidas voltadas à proteção de privacidade de usuários adolescentes.

Para ter acesso a todos esses novos recursos, é necessário atualizar o aplicativo para a versão mais recente disponível no dispositivo.

Impactos para o usuário

Entre os pontos positivos da atualização, destaca-se a navegação mais intuitiva e rápida entre as diferentes seções do aplicativo, tornando a experiência do usuário mais fluida e dinâmica.

Outro avanço é a maior facilidade de acesso às mensagens privadas, agora disponíveis por meio de um atalho dedicado na barra inferior, o que simplifica a comunicação dentro da plataforma.

Além disso, a reformulação aumenta o potencial de engajamento com funcionalidades como os Reels, que passam a ter mais destaque no fluxo de navegação e reforçam o foco do Instagram em conteúdos audiovisuais curtos e interativos.

Usuários que já estavam acostumados ao layout antigo do Instagram podem levar algum tempo para se adaptar à nova organização do aplicativo. As mudanças no design exigem um período de familiarização até que todos se habituem à disposição atual dos recursos.


Meta e o Instagram (Reprodução/NurPhoto/Getty Images Embed)

Além disso, a reformulação pode implicar na necessidade de reaprender onde encontrar determinadas funcionalidades, já que alguns atalhos e menus foram reposicionados.

Como em toda atualização voltada ao consumo rápido de vídeos e conteúdos dinâmicos, também surgem debates sobre o impacto no tempo de uso e na atenção do usuário. Nesse sentido, especialistas recomendam refletir sobre o equilíbrio no uso das redes sociais e a importância de manter hábitos digitais saudáveis.

O que esperar daqui para frente

Essa atualização pode representar apenas uma das etapas de uma reformulação mais ampla no Instagram, indicando que a plataforma deve continuar evoluindo em busca de uma experiência mais moderna e centrada no conteúdo visual.

É provável que o aplicativo siga priorizando os vídeos, especialmente os Reels, e os formatos de consumo rápido, já que a nova navegação foi claramente adaptada para favorecer esse tipo de interação.

A inclusão de novos atalhos e a reorganização do layout também podem abrir espaço para futuras funcionalidades, como ferramentas de monetização, novos efeitos ou formas diferenciadas de interação entre os usuários.

Para marcas, criadores de conteúdo e o público em geral, essa mudança reforça a importância de apostar em formatos mais visuais, criativos e dinâmicos, que dialoguem com as tendências atuais das redes sociais.

A atualização do Instagram traz uma reorganização significativa na navegação, uma medida que acompanha o movimento das redes sociais em direção a formatos mais ágeis, visuais e centrados no vídeo. Para o usuário comum, isso significa um fluxo mais direto entre feed, busca, Reels, câmera e perfil e acesso facilitado às mensagens. Para a plataforma, representa uma aposta clara em engajamento e adaptação aos padrões emergentes de consumo.

Brasil está entre fascínio e receio com a IA

Uma recente pesquisa realizada pela Hibou, em parceria com a Indico, mostra que o brasileiro está cada vez mais familiarizado com a IA, mas também está mais atento aos riscos. Segundo o levantamento, 65,3% dos consumidores declararam já ter utilizado algum recurso de IA.

Por outro lado, 95,5% acreditam que as empresas precisam impor limites éticos e sociais ao uso da IA, mesmo que isso reduza eficiência ou lucro. O estudo foi realizado nos dias 28 e 29 de setembro de 2025, com 1.230 pessoas de diferentes regiões do Brasil.

Perfil divergente por faixa etária e preocupação

A adoção da tecnologia e o nível de conforto com ela variam bastante segundo a idade. Entre brasileiros de até 44 anos, 80,1% já utilizaram ferramentas de IA. Já para aqueles com mais de 45 anos, o índice cai para 45,4%. Esse contraste revela dois mundos divergentes, de um lado as gerações mais jovens que abraçam mais facilmente a automação e as novas interfaces; de outro, pessoas mais maduras que ainda resistem ou demoram a aceitar as transformações digitais.

Quando questionados sobre quais valores deveriam ser respeitados pelas empresas que usam IA, 55% dos entrevistados apontaram a privacidade de dados como o mais importante. Na sequência vêm a transparência (21,4%) e os direitos do consumidor (10,3%). Apesar da forte demanda por ética, apenas 45,3% acreditam que as empresas fazem uso ético das informações pessoais, enquanto 17,6% avaliam o uso como “nada ético”. A percepção negativa é mais intensa entre os mais velhos.

Aonde a IA já marca presença no consumo

A pesquisa também investigou como a inteligência artificial aparece na experiência de consumo dos brasileiros. Segundo o levantamento, 62% dos participantes disseram já perceber a presença da Inteligência Artificial em seus hábitos diários. Essa percepção se manifesta, principalmente, em interações automatizadas com marcas e serviços. Entre os impactos mais citados estão o uso de chatbots para atendimento (30,1%), recomendações de produtos e serviços (21,5%) e ofertas personalizadas (19,7%). Esses dados revelam que a tecnologia vem se integrando de forma silenciosa, porém constante, às rotinas de consumo da população.

Por outro lado, quase 30% dos entrevistados afirmam não perceberam a influência da IA em seu dia a dia, índice que sobe para 40,9% entre pessoas mais velhas, o que reforça a diferença geracional no reconhecimento e na adoção dessas ferramentas.

Além disso, embora a IA seja bem recebida em alguns segmentos, como o de transporte (52%), ainda há forte preferência pelo atendimento humano em áreas consideradas mais sensíveis com saúde (76,9%), atendimento ao cliente (63%) e educação (60,1%). Esses números indicam que, embora a automação já faça parte do cotidiano, os consumidores brasileiros estabelecem limites claros sobre onde a tecnologia deve, ou não, substituir a interação humana.

O principal dilema: eficiência vs. confiança

De acordo com Christiano Ranoya, CEO da Indico, a inteligência artificial tende a redefinir profundamente a forma como marcas e consumidores se relacionam, transformando a experiência de compra e atendimento. No entanto, ele destaca que o público brasileiro já demonstrou ter uma postura crítica diante dessa evolução, pois a eficiência tecnológica, por si só, não é suficiente para conquistar a confiança do consumidor. Para Ranoya, ética e transparência são fatores indispensáveis, sem eles a automação pode até agilizar processos, mas não será capaz de gerar fidelidade nem credibilidade duradoura.


Camila Veras Mota (Vídeo: reprodução/YouTube/BBC News Brasil)

Em resumo, o usuário quer a comodidade que a IA fornece, mas não à custa de seu direito à privacidade ou de ver suas informações pessoais exploradas sem controle. Essa tensão entre benefício e risco será um dos grandes desafios para empresas e reguladores nos próximos anos.

Por que isso importa

Paras as empresas é sobre entender que essa postura dual do consumidor é essencial. Pois investir em IA já não é mais “se”, mas “como” e parte dessa “como” passa por definir políticas de uso de dados, transparência e proteção da privacidade. Para os reguladores, a pesquisa mostra que a sociedade está exigindo limites éticos para IA. Isso pode impulsionar legislação mais rigorosa ou diretrizes específicas para a tecnologia com foco em proteção de dados pessoais. Já para os consumidores, isso evidencia a importância de estar consciente de como seus dados são usados, e de exigir clareza das empresas. A “caixa-preta” dos algoritmos já não parece ser aceitável para a maioria.

O que observar daqui para frente

Um dos principais desafios que se impõe é como as empresas irão traduzir as expectativas dos consumidores em práticas concretas, especialmente no que diz respeito a contratos, políticas de uso de dados e formas de comunicação. A transparência sobre como as informações pessoais são coletadas e utilizadas deve deixar de ser um detalhe técnico para se tornar um pilar central da relação entre marcas e público.

Outro ponto relevante é a diferença geracional na adoção da IA. Se a tecnologia continuar crescendo mais rapidamente entre os jovens, enquanto os mais velhos permanecem mais cautelosos, essa divisão poderá influenciar diretamente como as marcas se posicionam no mercado brasileiro. Empresas voltadas a públicos mais jovens tenderão a investir em soluções automatizadas e experiências digitais mais imersivas, enquanto aquelas que lidam com consumidores mais maduros precisarão equilibrar inovação e atendimento humano.

Também há uma discussão cada vez mais urgente sobre o impacto regulatório. No Brasil, temas como privacidade, proteção de dados e governança da IA ganham destaque, impulsionados pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). O avanço da tecnologia deve vir acompanhado de regras mais claras e mecanismos de fiscalização mais eficazes, garantindo segurança jurídica tanto para empresas quanto para cidadãos.

Nesse cenário, o papel da educação digital será essencial. É preciso capacitar o usuário para compreender os riscos, direitos e consentimentos envolvidos no uso da IA, além de orientá-lo sobre como gerir suas próprias informações pessoais. Um público mais informado é também um público mais protegido e exigente.

Por fim, a evolução da própria IA deve caminhar rumo a sistemas com mecanismos de explicabilidade, responsabilidade e auditoria. Em outras palavras, o futuro da tecnologia depende não apenas de algoritmos capazes de executar tarefas com eficiência, mas também de algoritmos que mostrem como e por que fazem o que fazem, fortalecendo a confiança e a ética no uso da inteligência artificial.

Dubai Internet City: conglomerado tecnológico atrai startups ao redor do mundo

A cidade de Dubai, um dos sete emirados que formam os Emirados Árabes Unidos, tem se destacado ao longo dos anos no que tange à infraestrutura e, agora, no setor de tecnologia. A cidade possui um conglomerado tecnológico formado pelo Grupo Tecom que tem atraído investidores do mundo inteiro, incluindo brasileiros.

A Dubai Internet City (DIC) é um destes dez distritos de negócios localizados na região. O número de empresas estabelecidas aumentou em 10%, com mais de 30 mil profissionais somente no primeiro semestre de 2024. Grandes multinacionais, como a Oracle e o Google, também marcam presença no conglomerado.

Investimento em infraestrutura

No GITEX Global, evento de tecnologia realizado periodicamente em Dubai, o diretor-geral da Dubai Internet City, Ammar Al Malik, disse que o conglomerado realiza investimentos em infraestrutura visando oferecer um ambiente propício para negócios.

O executivo destaca que a diversidade dos distritos é um dos principais diferenciadores da estratégia da cidade. Cada um é projetado para atender a setores específicos, que vão desde tecnologia e mídias até ciências da vida e design. O objetivo do Grupo Tecom é posicionar Dubai entre as três economias urbanas mais influentes do mundo até 2033.


Entrevista de Ammar Al Malik, Diretor Executivo da Dubai Internet City (Vídeo: reprodução/X/@DIC_Community

Como atrair investidores

A Dubai Internet City aposta em zonas francas que oferecem benefícios como incentivos fiscais e licenças simplificadas. Isso significa que, quanto maior for a dedução ou redução de impostos, maior será o investimento e, com isso, a geração de empregos, entre outros fatores.

Graças a esta iniciativa, ocorre a expansão das empresas no local. Isso faz com que Dubai se estabeleça como um dos pilares do futuro econômico e tecnológico da região.

Brasileiros aproveitam oportunidade

Não somente garnes multinacionais têm aproveitado a oportunidade para fazer parte da Dubai Internet City. O conglomerado também abriga brasileiros que resolveram investir pesado em inovação e tecnologia.

A 77 Innovation Labs é um exemplo disso. A empresa foi fundada em fevereiro de 2024 por Raffaela Loffredo e Patrick Carneiro, possuindo filiais em São Paulo e Dubai, e oferece cursos, consultoria e serviços de pré-auditoria em blockchain. Os empresários decidiram seguir para o mundo árabe em virtude do investimento que já existe no local em ecossistemas de blockchain.

Guiada pela sua agenda D33, Dubai pretende duplicar o tamanho da sua economia e posicionar-se entre as três principais cidades globais. O seu objectivo é aumentar o comércio externo do Dubai para mais de 6 biliões de dólares nos próximos 10 anos.

Argentina será sede de mega data center da OpenAI

Enquanto o Brasil ainda discute reformas tributárias e gargalos energéticos, a OpenAI decidiu fincar bandeira tecnológica na Argentina. O país será sede de um dos maiores data centers do planeta, um investimento bilionário que promete transformar a região em um novo polo da inteligência artificial mundial.

Mas por que Buenos Aires e não São Paulo? A resposta envolve uma combinação de pragmatismo fiscal, energia barata e timing político, três fatores que o Brasil, por ora, não conseguiu alinhar.

O jogo da previsibilidade

A OpenAI, empresa que lidera a revolução da IA generativa, não escolhe endereços por acaso. Cada decisão é guiada por cálculos de risco, custo e estabilidade. A Argentina, sob o novo regime de investimentos (RIGI), ofereceu isenção fiscal agressiva, regras simples e horizonte previsível, algo raro em um continente conhecido por instabilidade regulatória.


Javier Milei com investidores da Open AI (Foto: reprodução/x/@techrepublic)

O Brasil, por outro lado, ainda é visto como um território de labirintos burocráticos. Licenças ambientais lentas, múltiplos tributos e tarifas imprevisíveis elevam o custo de qualquer projeto de infraestrutura digital.
Em um setor onde tempo é sinônimo de vantagem tecnológica, o atraso burocrático tem peso de derrota.

Energia limpa, mas não barata

Um data center da magnitude planejada pela OpenAI consome energia suficiente para abastecer uma cidade de médio porte. E não qualquer energia: é preciso que seja estável, limpa e barata.
A Argentina possui vasta capacidade eólica e solar na Patagônia, além de incentivos diretos à produção renovável. Isso reduz custos operacionais e torna o projeto mais “verde”, uma exigência estratégica num momento em que as big techs precisam exibir responsabilidade climática.

O Brasil até possui matriz energética exemplar, mas enfrenta gargalos de transmissão, tarifas elevadas e um emaranhado de regulações estaduais. Para um empreendimento global, cada centavo economizado em eletricidade representa milhões no balanço anual.

Conectividade e soberania digital

Outro ponto silencioso, mas crucial, é o posicionamento estratégico. A Argentina vem se posicionando como hub de dados entre o Atlântico e o Cone Sul, conectando novas rotas de cabos submarinos que ligam a América Latina à África e à Europa. Ter um data center ali não é apenas uma escolha econômica, é um movimento geopolítico.

O Brasil, apesar de ser líder regional em tecnologia, ainda depende de rotas de dados concentradas no Sudeste e de uma malha de infraestrutura desigual. No tabuleiro digital, isso o torna um gigante com pés de barro.

O fator político também conta. Javier Milei entendeu rapidamente o peso simbólico de atrair uma empresa como a OpenAI: é mais que um investimento, é uma declaração de soberania tecnológica. Ao se posicionar como “terra amiga da inovação”, o governo argentino transformou a política econômica em marketing global.

Enquanto isso, o Brasil segue dividido entre discursos sobre IA e falta de execução prática. A diferença é simples: a Argentina ofereceu um contrato; o Brasil, uma promessa.

A lição que o Brasil pode (e precisa) aprender

A decisão da OpenAI não deve ser lida como uma derrota isolada, mas como um alerta. O país que quer disputar a liderança em tecnologia precisa oferecer ambiente competitivo, fiscalmente claro, energeticamente eficiente e digitalmente conectado.
Não basta ter engenheiros brilhantes e universidades fortes; é preciso ter solo fértil para que a inovação floresça. Se a Argentina conseguiu se tornar o epicentro da IA no continente, é porque entendeu algo que o Brasil parece ter esquecido: o futuro não espera pela burocracia

Novo recurso da Meta traz traduções em áudio para vídeos em Hindi e Português

Informações sobre uma nova ferramenta de tradução foram divulgadas na última quinta-feira (9) para uma nova atualização que incluirá vídeos do Facebook e publicações do Instagram Reels, com inteligência artificial, criações na plataforma poderão ser “dubladas” automaticamente para hindi ou português. O recurso parte da tradução inicial em inglês-espanhol lançada em agosto pela Meta.

A empresa mira diretamente nos mercados mais engajados com o Reels, adicionando português e hindi, dois idiomas falados por milhões de pessoas em todo o mundo, uma estratégia que aproxima criadores de conteúdo com seus espectadores, ao mesmo tempo que afina ainda mais a divisão entre autenticidade real e produções artificiais.

É possível que o engajamento nas plataformas Meta aumente o tempo gasto dos usuários acompanhando seus feeds, recebendo conteúdos que antes eram ignorados ou excluídos pela barreira entre idiomas tão distintos.

Sintetização e sincronização

Com a ferramenta, criadores de conteúdo podem ativar uma função que imitará o som e o tom de voz da pessoa presente no vídeo a ser publicado, traduzindo totalmente o áudio para outro idioma. Para evitar um estranhamento com as vozes sintéticas, entre as configurações da tradução, existe a sincronização labial, onde um escaneamento combinará o áudio traduzido com o movimento da boca do locutor, parecendo mais “natural”.


Mark Zuckerberg anunciando a nova ferramente Meta (Vídeo: reprodução/Instagram/@zuck)

Para aqueles que não desejam conviver com o recurso, na aba de controles do Instagram “Traduzido com Meta AI” é possível desativar as novas traduções e trocá-las pelo áudio original. Traduções em áudio também estão disponíveis no TikTok.

Perigos cibernéticos

Por um lado, a nova ferramenta de tradução diminui barreiras linguísticas, permitindo que criadores tenham um maior alcance e seguidores conheçam novos conteúdos, porém, quanto mais filtros de inteligência artificial comandam o mundo digital pouco a pouco, esvaindo as partes humanas do material, mais próximo chegam os usuários de precisarem de novas proteções em relação à atribuição e consentimento.

Vale lembrar que áudios artificiais estão começando a serem indistinguíveis da realidade e que antes mesmo de serem tão “perfeitos” muitos golpes foram aplicados utilizando ferramentas IA e não apenas em áudio, mas também com imagens, como o deep fake, para arrancar dinheiro de desavisados. Embora haja lados positivos, no mundo virtual com o comando de recursos programados, há mais perigos cibernéticos à espreita.