CEO da OpenAI destaca a necessidade de regulamentação da IA

O diretor-executivo (CEO) da OpenAI, Sam Altman, durante uma audiência no Senado dos Estados Unidos na terça-feira (16), solicitou aos legisladores uma regulamentação da inteligência artificial. Ele enfatizou que o momento atual da tecnologia representa uma oportunidade, mas também exige medidas de proteção.



OpenAI é a empresa responsável pelo ChatGPT. (Reprodução/Unsplash)


Em seu discurso perante um subcomitê do Judiciário do Senado, Altman declarou que a intervenção regulatória governamental é crucial para mitigar os riscos associados ao aumento do poder dos modelos de IA.

A aparição de Altman ocorreu após o fenômeno viral do ChatGPT, a ferramenta de chatbot da sua empresa, ter desencadeado uma “corrida armamentista” pela IA e suscitado preocupações entre alguns legisladores sobre os riscos representados por essa tecnologia.

Uma gravação foi apresentada durante a audiência no Senado dos Estados Unidos, na terça-feira (16), que combinava comentários redigidos pelo ChatGPT e áudio da voz do senador Richard Blumenthal, criado a partir de gravações reais de seus discursos. O objetivo da gravação era ilustrar os riscos potenciais da tecnologia e argumentar que a IA não pode se desenvolver em um ambiente não regulamentado.

Nos últimos meses, uma crescente lista de empresas de tecnologia lançou novas ferramentas de IA, com o potencial de transformar a maneira como trabalhamos, compramos e interagimos uns com os outros.

No entanto, essas mesmas ferramentas também receberam críticas de alguns dos maiores expoentes do setor de tecnologia, devido ao seu potencial para perturbar milhões de empregos, disseminar desinformação e perpetuar preconceitos.

Durante seus comentários na terça-feira, Altman ressaltou que uma de suas principais preocupações é o potencial de uso da IA para manipular eleitores e disseminar desinformação. Ele expressou especial preocupação devido à proximidade das eleições do próximo ano, pois observou que esses modelos estão em constante aprimoramento.

Altman reconheceu a influência da IA sobre os empregos e afirmou que a OpenAI tem sido muito clara sobre essa questão. Ele enfatizou a necessidade de uma parceria entre a indústria e o governo, mas, acima de tudo, a importância da ação governamental para encontrar maneiras de mitigar esse impacto.

Foto destaque. Sam Altman. (Reprodução/Bloomberg )

Pepe, a ascensão de uma moeda-meme no mercado cripto

As “moedas-meme”, uma classe de criptomoedas altamente especulativas, extremamente voláteis e um tanto peculiares, retornam ao centro das atenções após o lançamento do mais recente token digital, que obteve ganhos astronômicos.



Criptomoeda teve um aumento de 7.000% em menos de 20 dias. (Reprodução/Unsplash)


Após o lançamento em 16 de abril, a criptomoeda Pepe, inspirada em um sapo famoso em memes da internet, teve um aumento de quase 7.000% em apenas 17 dias. Em 5 de maio, seu valor de mercado alcançou a impressionante marca de 1,8 bilhão de dólares, de acordo com o CoinGecko, um rastreador de dados.

O crescimento dessa criptomoeda reacendeu o interesse dos investidores em moedas-meme como um todo. Os volumes gerais de negociação aumentaram significativamente, atingindo 2,6 bilhões de dólares na primeira semana de maio, em comparação com os 408 mil dólares da semana anterior, conforme dados da Dune Analytics.

Com essa cifra, Pepe se consagra como a terceira maior moeda-meme, atrás apenas do dogecoin e do shiba inu. Ambos nasceram como piadas na internet, fazendo referência à raça de cachorro japonesa. Essas duas moedas dominam o mercado com mais de 10 bilhões de dólares e 5 bilhões de dólares, respectivamente.

Todd Groth, chefe de pesquisa de índices da CoinDesk Indices, afirmou que as moedas-meme surgem periodicamente, e historicamente isso ocorre quando o mercado está agitado ou estagnado.

Ele comparou essa situação a uma espécie de resposta dos operadores de mercado quando o ritmo de crescimento do mercado não é rápido o bastante, levando-os a buscar esses tokens menores para negociação.

A crescente popularidade da Pepe foi amplificada pela rápida listagem em importantes bolsas centralizadas, incluindo a plataforma líder Binance, afirmou Chase Devens, analista da Messari.

O site da Binance informa que a criptomoeda não possui “nenhuma utilidade” ou “mecanismo de suporte de valor”. A plataforma alerta os usuários sobre a volatilidade das moedas-meme e ressalta que “não se responsabiliza por perdas comerciais”. 

Segundo o site da Pepe, a criptomoeda foi lançada para o povo, sem uma equipe formal ou roteiro, sendo totalmente inútil e apenas para fins de entretenimento.

Foto destaque. Criptomoedas (Reprodução/ Istock)

Baidu se diz certa de que seu novo chatbot não infringirá regulamentações chinesas

Bastante famosa e bem-sucedida no concorrido mercado oriental, a Baidu é uma empresa chinesa focada em tecnologia que se especializa em serviços e produtos voltados à internet e inteligência artificial, sendo uma das maiores do mundo. A empresa possui ampla experiência no mercado e oferece serviços diversos, sendo particularmente famosa pelo seu mecanismo de busca (semelhante ao Google) usado na China. E por ter sua sede em um país onde as regulamentações governamentais abrangendo a internet e o conteúdo que pode ser compartilhado no território nacional chinês é algo bastante restrito, a companhia parece estar bastante confiante de que seu mais novo chatbot baseado em inteligência artificial não cometerá gafes em tópicos “importantes e sensíveis”, segundo comunicado emitido na terça-feira (16). 

Robin Li, presidente-executivo da Baidu, disse em uma conferência com analista que a empresa está apenas aguardando a aprovação do governo chinês para poder lançar seu chatbot, o Ernie. Feito aos mesmos moldes do ChatGPT, a inteligência artificial foi amplamente testada pela Reuters (agência de notícias britânica) e parece se recusar a responder a questões que tangem assuntos políticos, principalmente envolvendo os líderes do governo chinês. 


Foto tirada do aplicativo “ErnieBot”, ainda sem previsão de lançamento (Reprodução/Shutterstock).


“Com tópicos importantes e sensíveis, precisamos ter a certeza de que a inteligência artificial não irá alucinar”, declarou Li, usando a terminnologia específica do campo para designar inteligências artificiais que apresentam resultados diferentes do esperado.

“Tendo em vista que o LLM (modelo de linguagem ampla) é basicamente um modelo probabilístico, não deve haver problema algum com essa tarefa”, completou. Citado por Li, o LLM é um modelo usado por diversos chatbots de IA, como o ChatGPT e até mesmo o mais recente Bard, desenvolvido pela Google e sendo distribuído apenas em alguns seletos países por enquanto. 

Segundo Li, a regulamentação do setor também ainda não é definitiva e que a Baidu estará evoluindo sua estratégia de desenvolvimento junto das evoluções nas diretrizes. “A Baidu oferece serviços de busca na China há mais de 20 anos e tem ampla experiência com a culturia chinesa e seu ambiente regulatório”, completou. 

A onda de chatbots iniciada pelo ChatGPT pode ser algo relativamente recente, mas já causou diversas preocupações ao redor do globo. Empresas grandes como a Microsoft e a Google estão preocupadas com os problemas que tais avanços na tecnologia podem trazer ao mercado e à sociedade como um todo.

Foto destaque: Sede da Baidu em Shenzhen, China. (Reprodução/Shutterstock)

Pesquisa diz que maioria dos brasileiros tem acesso à internet somente pelo celular

Segundo a pesquisa TIC Domicílios 2022 realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), que foi lançada nesta terça-feira (16), dos 149 milhões de pessoas que utilizam a internet no Brasil, cerca de 62%, o que equivale a mais de 92 milhões de usuários, acessam a internet somente através de dispositivos móveis.

O acesso exclusivo através de celulares é maior entre mulheres, sendo 64%, pretos estão com 63% e pardos 67% dos acessos. E com 84% estão as pessoas que pertencem às classes D e E.

38% dos usuários da internet alternam a conexão com o computador, e outros 55% utilizam aparelhos de TV.

De todos os 149 milhões de usuários, 142 milhões se conectam à internet todos ou quase todos os dias. As classes A são a maior incidência, com 93%, e a B segue com 91%. As outras classes, como C e D ficam respectivamente com 81% e 60%.



Mas ao mesmo tempo em que temos números expressivos se conectando todos os dias, temos 36 milhões de pessoas no Brasil que não se conectam à internet nunca ou quase nunca. Cerca de 29 milhões estão localizadas em áreas urbanas e estudaram somente até o ensino fundamental. Pretos e pardos somam 21 milhões, sendo 19 milhões das classes D e E, e 18 milhões são os com idade acima dos 60 anos.

Entre os maiores motivos apontados na pesquisa pelos que nunca se conectam à rede estão: 35% de falta de interesse e 26% de falta de habilidade.

Na classe A, 90% das pessoas que não têm acesso a internet é pela falta de interesse. Já nas pessoas de 35 a 44 anos a falta de habilidade é o principal motivo para se manterem afastadas do mundo virtual.

Para as pessoas que não têm o serviço de internet em casa, o principal motivo apontado é o valor dos planos, com 28%, logo após vem a falta de habilidade com 26% e a falta de interesse somam 16% dos casos.

A pesquisa TIC Domicílios é feita anualmente desde o ano de 2005, e tem o objetivo de mapear o acesso às tecnologias, comunicação e informação nas residências urbanas e rurais do Brasil e as maneiras que são usadas por pessoas com mais de 10 anos de idade. Entre junho e outubro de 2022 foram coletados dados em 23.292 residências e de 20.688 pessoas.

Foto destaque: Homem com celular na mão. Reprodução/Freepik

Profissionais afirmam como Lei de Acesso à informação é importante para cidadãos e jornalistas

No dia de ontem (16) a conhecida Lei de Acesso à Informação (LAI) fez aniversário completando 11 anos de sua existência, e na comemoração da data a presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Samira de Castro, avaliou como a Lei foi importante para marcar o jornalismo, especialmente no desafio de coletar informações sigilosas.

A presidente concedeu declarações a Agência Brasil analisando a importância da existência da LAI para os jornalistas, “principalmente para os jornalistas, que têm por missão trabalhar com a informação de interesse público. Mas a gente sabe que enfrentamos grandes desafios, porque a lei permite algumas interpretações ao sabor dos governos de ocasião, como os sigilos que ela permite estabelecer e que são deturpados por muitos gestores públicos”, disse.

Para Samira os decretos assinados ontem (16) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fortalecem o sentido do compromisso existente do público com transparência junto com o livre acesso às informações que por sua vez, são de interesse da sociedade em geral. Isto ocorre porque para a presidente, os decretos aprimoram o sistema de transparência pública.


Com a LAI qualquer cidadão pode solicitar e obter informações (Foto: Reprodução/Freepik)


O juiz do Trabalho e professor de Direito do IBMEC, Marcelo Segal também fez sua avaliação sobre a LAI para a Agência Brasil, afirmando a importância dela para todo cidadão fazer solicitação de informações ao Poder Público e o mesmo ter obrigação de conceder elas, “É uma forma de exercer cidadania também. Dá mais transparência para as atitudes, até mesmo para os gastos também e muita gente se vale dessa lei para pedir determinadas informações”, explicou.

Ele complementa que a LAI é essencial por fortalecer a democracia e causarem consequências se as informações não forem concedidas e não tiverem respostas do por que disto, “dá maior transparência, fortalece a democracia e permite ao cidadão ter acesso às informações que ele deseja, do seu interesse… Porque, antes da LAI, as pessoas pediam informação e, simplesmente, não tinham e não acontecia nada”, detalha.

Por fim, o advogado de direito constitucional e professor da Fundação Getúlio Vargas Direito, Álvaro Jorge, confirmou para a Agência Brasil como a LAI também cria o processo para os cidadãos obterem a informação, além de fortalecer a eles o direito à tal informação.

Foto destaque: A LAI ajuda as pessoas á obterem informações pesquisadas por elas. Reprodução/ Conjur.

Apple lança ferramenta que permite reproduzir sua própria voz

Nesta terça-feira (16), a multinacional norte-americana de tecnologia, Apple, anunciou o lançamento de novos recursos em seus dispositivos direcionados para a acessibilidade auditiva, cognitiva, de mobilidade e visual.

Um dos recursos que chamou a atenção foi o Personal Voice (voz pessoal), voltado para ajudar os usuários que por algum motivo perderam ou poderão perder a capacidade da fala. A novidade possibilita que qualquer pessoa possa criar uma voz de forma sintetizada muito parecida com a sua própria voz, e poderá ser usada em conversas.

Os usuários, segundo a empresa, conseguirão replicar a própria voz através da leitura em voz alta de diversos textos que serão solicitados durante 15 minutos, pelo iPhone ou no iPad, explicou o The Verge. O sistema será integrado com o recurso Live Speech, em que o cliente poderá digitar o que gostaria de falar para que a ferramenta utilize a sua voz sintetizada para fazer a leitura.


(Foto: Ilustração de reprodução de voz. Reprodução/Getty Images via Uol Notícias)


A companhia anunciou também versões mais simples dos seus aplicativos principais, que faz parte do recurso que se chama Assistive Access (acesso assistido), que irá auxiliar os clientes que tenham deficiências cognitivas. Dessa forma, os dispositivos poderão ter versões diferentes dos aplicativos Câmera, Música, Mensagens e Fotos, que contarão com botões de contraste alto, rótulos de texto aumentados e novas ferramentas de acessibilidade.

Outro recurso também desenvolvido para auxiliar os usuários com perda visual total ou parcial foi um novo modo de detecção no aplicativo Lupa, que ajuda na interação com objetos físicos.

A diretora sênior de políticas e iniciativas globais de acessibilidade da Apple, Sarah Herlinger, afirmou que: “Esses recursos inovadores foram projetados com feedback de membros de comunidades com deficiência, para apoiar um conjunto diversificado de usuários e ajudar as pessoas a se conectarem de novas maneiras”.

Todos esses novos recursos consistem em recursos de acessibilidade que já existem no sistema da Apple para iPhone e para Mac, que abrangem o leitor de tela VoiceOver, detecção de portas e objetos, legendas ao vivo e etc.

Foto destaque: Loja da Apple nos Estados Unidos. Reprodução/Michel Reynolds/Folha de São Paulo

Hybe lança cantor gerado por inteligência artificial

Nesta segunda-feira (15), a empresa Hybe, que também agencia o grupo de K-pop BTS, lançou o Midnatt, o seu primeiro projeto de inteligência artificial (IA). O cantor é alimentado pela inteligência artificial e é um personagem inspirado no cantor de K-pop Lee Hyun, e por conta de sua avançada tecnologia, é capaz de cantar músicas em diversos idiomas de maneira fluente e mudar da voz feminina para a masculina.

O primeiro single digital de Midnatt, chamado de “Masquerade”, foi lançado em seis línguas diferentes, sendo elas: Inglês, espanhol, coreano, japonês, chinês e vietnamita.


(Clipe de “Masquerade”. Reprodução/YouTube)


Shin Young-jae, CEO da Big Hit Music, disse em um comunicado na coletiva de imprensa: “Esperamos que esta tecnologia reduza o fardo de aprender línguas estrangeiras à medida que os artistas de K-pop entram no mercado global e, finalmente, aumente a influência do gênero em todo o mundo”.

Para dominar bem palavras em diferentes línguas, a empresa diz que utilizou a tecnologia da Supertone, uma empresa de síntese de fala por IA que a Hybe comprou em 2022 por 36 milhões de dólares. Utilizando essa tecnologia, poderemos reproduzir a voz do artista e sincronizar a pronúncia das palavras de acordo com cada sotaque.

O nome do artista quer dizer “rosto nu” em coreano e “meia-noite” em sueco. Midnatt é o primeiro trabalho que une as gravadoras de Hybe e Hybe IM, que é a sua vertente de mídia interativa.

Lee falou à Fast Company por e-mail que: “Embora minha nova identidade possa parecer estranha para os fãs, meu objetivo era alcançar um público global” e “Superar as barreiras linguísticas pode ser o primeiro passo nesta jornada.”.

O lançamento da nova tecnologia se deu quando o BTS está em licença temporária enquanto os membros completam seu serviço militar obrigatório na Coreia do Sul e será usada como estratégia da empresa, pois segundo Bang Si-Hyuk, presidente da Hybe, não se sabe até quando os artistas humanos serão suficientes para satisfazer o público.

Foto destaque: Frame do clipe de “Masquerade”. Reprodução/Koreaboo

Entenda qual deve ser o papel do Brasil em uma corrida espacial

Segundo projeções, estima-se que o setor espacial alcance um valor movimentado superior a US$ 1 trilhão até 2030, representando um aumento de 330% em relação a 2021. Essa ascensão é impulsionada pela crescente corrida privada em busca da exploração espacial. Diante desse cenário promissor, surge a indagação: qual será o papel do Brasil nessa indústria que estará em evidência nos próximos anos?



Em 2021, Brasil lançou o seu primeiro satélite com a ajuda da Índia. (Reprodução/Istock)


Na semana passada, o SpaceShowBR reuniu entidades, empresas, órgãos governamentais e startups relacionadas à indústria espacial, com apoio da Agência Espacial Brasileira (AEB), autarquia vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Emerson Granemann, CEO do MundoGEO e organizador do SpaceBR Show 2023, explicou que o tema do evento deste ano foi a Exploração Espacial e Novos Negócios. Ele mencionou que o Brasil ainda não é considerado um dos principais expoentes no setor espacial, porém, ressaltou que o país possui um grande potencial para se tornar líder na América Latina e, consequentemente, no restante do mundo. 

Granemann enfatizou que o setor espacial vai além das áreas de comunicações, localização e monitoramento ambiental, abrangendo também setores como mineração, nutrição, medicina, turismo, logística, direito, seguros e outros.

Leonardo Souza, CEO e fundador da Ideia Space, startup de educação espacial, destaca a importância da perspectiva no mercado espacial. Segundo ele, o setor espacial do Brasil deve ser analisado globalmente, considerando o up stream e o down stream. 

A busca por oportunidades no espaço, como satélites em órbita e desenvolvimento de lançadores, contrasta com a forma simplificada como o espaço é utilizado no país. Souza ressalta a necessidade de ampliar as discussões, fortalecer a presença brasileira e estabelecer proximidade com o sul global.

No setor espacial, o Brasil se evidencia pelo seu desempenho no segmento de satélites. No ano de 2021, o país lançou ao espaço o satélite Amazonia-1, o qual representa um marco como o primeiro satélite de observação da Terra projetado, integrado, testado e operado completamente pelo Brasil. Essa conquista foi realizada em colaboração com a Indian Space Research Organisation, agência espacial da Índia.

Foto destaque. (Reprodução/Istock)

 

Elon Musk nomeia Linda Yaccarino como a nova CEO do Twitter

A seleção do CEO para uma posição crucial em um conselho é uma decisão importantíssima. Elon Musk fez uma escolha acertada ao nomear Linda Yaccarino como diretora executiva. No entanto, desafios significativos se apresentam diante de Musk, que ocupa os cargos de presidente e diretor de tecnologia.


Linda Yaccarino acumula 10 anos de experiência na NBCUniversal. (Foto: Reprodução/Linkedin)


Linda Yaccarino é a nova CEO do Twitter e possui um histórico notável. Ela ocupou anteriormente a presidência do conselho de publicidade global e a diretoria de parcerias da NBCUniversal (NBCU), onde trabalhou por mais de uma década. Durante esse período, liderou uma equipe global de 2 mil pessoas que alcançaram vendas de anúncios de mais de US$ 100 bilhões, conforme registrado em seu perfil no site da empresa.

Yaccarino adquiriu profundo conhecimento dos anunciantes e suas preferências ao longo de mais de dez anos na NBCUniversal, onde ocupou recentemente a presidência de publicidade e parcerias globais. No entanto, é importante lembrar que o desafio de comandar o Twitter e a NBCUniversal são bem diferentes, além de ter agora a presença de Musk.

Musk e Yaccarino enfrentarão o desafio de equilibrar a liberdade de expressão com as expectativas dos anunciantes. Durante uma entrevista, Yaccarino levantou a questão de como os anunciantes poderiam influenciar o Twitter. Musk respondeu de forma clara: “É perfeitamente legal expressar o desejo de que seus anúncios sejam exibidos em determinados locais no Twitter, mas não é correto tentar ditar o que o Twitter fará”. Ele acrescentou: “Se isso significar perder dinheiro em publicidade, então perderemos. A liberdade de expressão é fundamental”.

Musk acertou ao selecionar Linda Yaccarino como líder, pois ela possui uma experiência necessária em ambientes empresariais turbulentos, com demandas intensas e interesses conflitantes de múltiplas partes interessadas. Yaccarino já navegou por circunstâncias igualmente desafiadoras. Porém, as pressões não se limitarão apenas às partes interessadas externas, mas também virão do próprio Musk.

Foto destaque: Pessoas segurando o celular em frente ao logo do Twitter. Reprodução/Reuters

WhatsApp ganha novo recurso para proteger as conversas dos usuários

Um novo recurso do WhatsApp, aplicativo de conversas, chamado “Conversas Protegidas” foi anunciado nesta segunda-feira (15). A ferramenta permite que as conversas sejam protegidas com senhas ou biometrias, como no caso da impressão digital ou facial.

Movendo-a para uma pasta de segurança, a nova ferramenta possui o intuito de  esconder uma conversa antes localizada na tela principal do aplicativo para a denominada “Conversas Protegidas“. As conversas nessa pasta somente poderão ser abertas quando o usuário digitar a senha ou usar a biometria. 

Segundo Mark Zuckerberg, dono do Facebook, WhatsApp e Instagram, “a função também esconde automaticamente o conteúdo dessa conversa nas notificações (…) Essa funcionalidade é ótima para pessoas que precisam compartilhar seus telefones de vez em quando com um familiar ou para aqueles momentos em que outra pessoa está segurando seu telefone no momento exato em que chega uma mensagem especial.”


Novo recurso do WhatsApp permite ocultar conversas. (Foto: Reprodução/WahtsApp)


Passo-a-passo para usar o novo recurso

  1. Abra o aplicativo de conversas, WhatsApp; toque no nome de um contato ou grupo e selecione a opção de bloqueio para proteger a conversa;
  2. Arraste a caixa de entrada para baixo e insira a senha ou a biometria, caso deseje ver as conversas escondidas;

A nova ferramenta começa a ser implantada nesta segunda-feira (15) e estará disponível a todos nos próximos dias. De acordo com a empresa, o WhatsApp terá, em breve, mais recursos de segurança.

Além desse novo recurso sendo disponibilizado, recentemente com a atualização do aplicativo, também se tornou possível aos usuários adicionar mais informações a legenda do arquivo anexado antes de compartilhar com outra pessoa.

Assim como fotos e vídeos, os documentos que você compartilha podem exigir alguma explicação. Seja um artigo de jornal ou arquivo de trabalho, agora você pode adicionar legenda antes de compartilhar”, disse a empresa.

Dessa maneira, as enquetes do WhatsApp também receberam atualizações tendo a opção de voto único, notificando os criadores das enquetes quando alguém votar.

Foto destaque: WhatsApp ganha novo recurso para proteger conversas. Reprodução/Pixabay