Miá Mello desabafa em “Mãe Fora da Caixa”

Inspirado no best-seller homônimo de Thaís Vilarinho, estreia no próximo dia 27/11 “Mãe Fora da Caixa”, o novo filme da atriz Miá Mello, com direção de Manuh Fontes, que traz um recorte do puerpério, período pós-parto, marcado por intensas transformações físicas, hormonais e emocionais para a mulher que acabou de dar à luz. Ao lado de André, vivido por Danton Mello, Manu, personagem de Miá, enfrenta noites sem dormir, culpas e tentativas de reencontro consigo mesma.

Recorte realista e visceral

A oportunidade de dar à luz a um ser é doce e sublime na vida de qualquer mulher, mas também não deixa de ser algo que nasce acompanhado de outros elementos menos agradáveis, que dão aquela pitada de acidez ao momento. Como, por exemplo, o puerpério, estado que acomete as mulheres logo após o parto e é responsável por alterações significativas de humor e ânimo.

Mesmo com inúmeros alertas na internet e redes sociais sobre este estado, feitos por profissionais especializados, o entendimento da mulher acaba acontecendo apenas quando, de fato, é vivenciado. Até então, muito romantismo e ilusões na cabeça da futura mamãe!



Miá Mello que o diga. Mãe de dois, Nina, 15 anos, e Antonio, 7 anos, ela enfrentou um puerpério extremamente difícil e dolorido, em todos os sentidos, de seu filho Antonio. Na época, trabalhava em outro estado e tinha de deixar os filhos, durante a semana, aos cuidados do pai e marido, momento em que se questionava se teria tomado a decisão correta, sempre acompanhada de medo e culpa.

Em entrevista exclusiva ao Lorena R7, Miá afirma que o filme foi um manifesto, em que ela pôde colocar toda sua frustração para fora:

É um lugar tão visceral…não foi proposital…eu quero ajudar outras mulheres, pelo contrário, eu amaria falar isso. Não foi, foi bem egoísta mesmo. Eu preciso falar sobre isso aqui, botar pra fora e entender o porquê eu to tão frustrada, porque pra mim tá tão difícil o meu segundo puerpério, que todo mundo garantiu que era mais fácil. Eu queria esse lugar de pertencimento que tava me faltando e o “Mãe Fora da Caixa” foi o embrião de uma coisa tão poderosa, é um DNA tão forte, que eu acho que ele tem chão pra fazer muitas outras coisas, mas culmina num filme tão potente.”

A diretora do longa, Manuh Fontes, complementa:

No filme, ela (se referindo à Miá) estava vivendo essa fase do puerpério, e pra isso, ela teve que abdicar de muitas coisas, ela não usava maquiagem, ela parou de malhar, engordou, totalmente disponível em prol de uma causa”.


Trailer do filme “Mãe Fora da Caixa” (Vídeo: reprodução/YouTube/


Em busca de si mesma

Além do cansaço e exaustão, tem muito amor e alegria, quando, por exemplo, o bebê dá o primeiro sorriso, quando fala “mama” ou “papa”, mas o longa chama atenção mesmo para um momento em que Manu, personagem de Miá, busca por sua nova identidade, que não seja apenas “Mãe”. Manuh Fontes, que também é mãe, ressalta que:

Quando acontece esse momento, a gente se dá conta de que muitas das transformações estão acontecendo e aí é que tá a beleza da maternidade, a gente entender que existe esse amor, esse momento sagrado, mas que também existe dor, solidão, medo, insegurança, e aí a gente começa tentar descobrir, de novo, quem somos em cada caixa que a gente é colocada.”

E Miá destaca a questão das roupas que, a princípio, parece algo superficial, mas ilustra a transição que a mulher se encontra, após a maternidade:

E acho que vai desde uma coisa superficial como o nosso próprio guarda-roupa. Na minha maternidade, eu me vi questionando “que roupas eram aquelas?” Eu não quero nunca mais usar essas roupas que eu usei grávida, mas ao mesmo tempo olhava pras minhas roupas antigas e falava “não é aqui, sabe…”. Isso é superficial, mas eu acho que em algum lugar, ilustra um pouco de como que a gente tá se sentindo, a gente nem é mais a mulher de antes, mas também, quem é essa nova mulher? É sobre a gente ter paciência. De repente, você se reencontra talvez até num lugar próximo que você tava ou às vezes num lugar totalmente diferente.”

Elenco entrosado

Fazem parte do elenco Danton Mello, como André, marido de Manu e pai da pequena Nina; Malu Valle, como a mãe de Manu; Xando Graça, como o sogro, com destaque especial, dando aquele toque de comédia, com olhares, caras e bocas completamente impagáveis, Welder Rodrigues, como o porteiro do prédio em que Manu mora, acompanhando sua jornada de confusões, funcionando, em dado momento da história, como um “conselheiro”, incentivando Manu a passear e se distrair com a pequena Nina na pracinha perto do condomínio.


Danton Mello no papel de André (Foto: reprodução/Stella Carvalho)


O filme entrará em cartaz no próximo dia 27 de novembro, em todos os cinemas, mostrando uma nova forma de existir para a mulher — mais caótica, com a rotina de cabeça para baixo – mas também mais autêntica e visceral, mostrando que, sim, é possível enfrentar essa fase e renascer esplêndida dela.

Noite retrô: Billy Idol faz São Paulo viajar no tempo

A turnê “It’s a nice day to….tour again!do cantor, compositor, músico e ator inglês Billy Idol, estrondoso sucesso dos anos de 1980, teve uma única apresentação sábado (08/11), na cidade de São Paulo. Pela terceira vez no país (com passagens em 1991, na 2ª edição do Rock in Rio, e a mais recente na 9ª edição, em 2022), Billy, com seu estilo new wave, celebrou décadas de personalidade marcante e hits clássicos, como a enigmática “Eyes Without A Face” (1983), cujo videoclipe ficou muito conhecido pelas performances de Billy, com inúmeras caras e bocas, além de “Dancing With Myself” (1982), que mescla rock com uma pegada de música eletrônica.

Clássicos, atitude e nostalgia

Supla abriu os trabalhos, demonstrando ser um legado de Billy no que diz respeito ao estilo punk rock. “Papito” trouxe, também, alguns clássicos do rock, como “She Loves You”, dos Beatles e “Let’s Dance”, de David Bowie.

Em meio à nostalgia inerente à cena do punk rock dos anos de 1980, chega Billy! O palco estava cheio de luzes intensas, as quais, aliadas ao som das guitarras afiadas de Steve Stevens, fizeram São Paulo voltar ao tempo por algumas horas, relembrando o clima rebelde da geração que cresceu ouvindo rádio e assistindo à sensação do momento: os videoclipes.

A setlist foi uma verdadeira preciosidade; entre sucesso, destacaram-se “Still Dancing”; “Cradle of Love”; “Flesh”; “77”, de seu álbum mais recente “Dream Into It” (2025), em parceria com a cantora Avril Lavigne; a enigmática “Eyes Without a Face”, arrancando suspiros românticos da plateia com o refrão em francês “Les Yeux sans Visage“; “Hot in the City” e “Dancing With Myself” (1982), lançada originalmente pela banda Generation X, da qual Idol era integrante, a música mescla rock com uma pegada de música eletrônica, e foi inspirada em cenas de discotecas de Tóquio, onde Billy e o baixista do Generation Tony James viram jovens dançando sozinhos em frente a espelhos; abordando temas como solidão e desconexão social, mostrando que é possível encontrar liberdade e diversão na própria companhia. 


Billy Idol na passagem por São Paulo, pela turnê “It’s a nice day to….tour again!(Vídeo: reprodução/Instagram/@papocomgiuli)


Aos 69 anos, Idol mostrou que ainda não perdeu o pique! Com uma energia ímpar, mantida durante todo o show, a mesma que moldou sua carreira ao longo dos últimos 55 anos, interagiu com os fãs, com carisma e simpatia, fazendo questão de demonstrar a alegria e a vontade de cantar e performar para o seu público!

O rock dos anos 80 ainda vive — e forte

Uma pergunta fica: por que o rock dos anos 80 segue tão forte até hoje? A resposta parece ter surgido, clara, no decorrer do show do ícone britânico: porque ele tem personalidade! A estética exagerada, os refrões grandiosos, e a mistura de rebeldia com romantismo criaram um estilo que nunca desapareceu totalmente — apenas se transformou.


Billy Idol no show em São Paulo, dia 08/11 (Foto: reprodução/Stephan Solon/Divulgação)


Em razão disso, muitos jovens estão voltando a esse gênero, em busca de autenticidade, identidade visual e musical. Artistas novos sampleiam músicas do período e as bandas clássicas voltam aos palcos, com plateias cada vez mais diversas, demonstrando que o rock dos anos 80 continua ocupando seu espaço, não como algo antigo, mas como algo eterno.

Clássicos eternos e incomparáveis performances de Axl Rose marcam show do Guns N’Roses na capital paulista

O palco do Allianz Parque recebeu neste último sábado (25) ninguém mais, ninguém menos que Guns N’ Roses, transformando a arena em um verdadeiro templo do rock! É a décima vez que a famosa e excêntrica banda de hard rock traz seu show para o Brasil. Transcendendo quaisquer críticas sobre a qualidade vocal de Axl Rose, 63, vocalista e líder do grupo, o Guns trouxe uma setlist que agradou o público 40+, 50+ e 60+, que cresceu ouvindo seus grandes sucessos, apesar da presença marcante das gerações mais jovens, que curtiram junto com os pais e irmãos mais velhos, lotando o estádio paulista, onde 49 mil pessoas marcaram presença.

Performances inigualáveis

Axl Rose vem sendo alvo de críticas nos últimos tempos, especialmente pelo fato da qualidade de sua voz não ser mais a mesma, não só pela idade e excessos, que afetaram seu desempenho vocal, mas por não alcançar mais a sexta oitava, nota extremamente aguda, que o fez ser eleito o cantor com o maior alcance vocal do mundo, no ano de 2014, por um estudo feito pelo Concert Hotels, superando nomes como Mariah Carey, Prince e Steven Tyler.

Sua presença de palco, contudo, continua idêntica àquela dos áureos tempos. Além de percorrer por toda a extensão do palco, em absolutamente todas as músicas, o vocalista esbanja carisma  e empatia em suas performances, sempre únicas, em que ele pula, gira, dança com a haste do microfone, interagindo o tempo todo com a plateia, em uma energia sem fim!


Guns N' Roses em performance no show de São Paulo, no Allianz Parque (Foto: reprodução/GNR São Paulo Press)

Os Raimundos se mostraram extremamente honrados por terem sido convidados pela produção pra abrir o show dos seus grandes ídolos do rock, e eram pura emoção a cada música tocada. Assim como Axl teve um problema no seu retorno, no show feito na Argentina, nessa turnê “Because What You Want and What You Get Are Two Completely Different Things” (“Porque o que você quer e o que você consegue são duas coisas completamente distintas”), que gerou enorme polêmica junto à imprensa, devido ao seu comportamento explosivo, atirando longe seu microfone e chutando a bateria, relembrando os velhos tempos de irritação e agressividade, o vocalista Digão também teve um problema no seu microfone, que falhou bem no momento do refrão de “Reggae do Manero”. Após reclamar com a produção, o erro foi sanado e o show seguiu sem maiores implicações.


Digão, vocalista do Raimundos (Vídeo: reprodução/X/@giulianag25)

Mais de três horas de show ininterruptas

O Guns assumiu o palco e foram mais de três horas ininterruptas de show. Slash foi o primeiro a aparecer, com aquele riff único de “Welcome to the Jungle”, inaugurando a apresentação em São Paulo. Escrita por Axl Rose, após um encontro com um morador de rua que gritara: “Vocês sabem onde estão? Vocês estão na selva, baby”, se referindo à cidade de Los Angeles, na Califórnia, como uma “selva” de perigos e prazeres.

Ao longo da primeira hora, a banda mesclou faixas recentes com covers e uma homenagem a Ozzy Osbourne, falecido em 22 de julho de 2025. A partir da segunda hora, tocou um sucesso atrás do outro, sem parar: “Yesterdays”, “Don’t Cry”, “Knockin’ on Heaven’s Door” (Bob Dylan cover), “You Could Be Mine” (tema do filme “O Exterminador do Futuro 2”), “Slash Guitar Solo”, “Sweet Child o’ Mine”, “Civil War”, “November Rain” e “Paradise City”.

O público estava ansioso, especialmente pra saber se a banda ia tocar dois grandes sucessos, baladinhas românticas, as quais não foram incluídas na setlist do show de Florianópolis, no último dia 21 de outubro: “Don’t Cry” e “Patience”. Ana Paula Silva Vieira, 43, veio diretamente de Fortaleza com seu marido Paulo Roberto Menezes Sousa, 33, pra assistir ao show e aguardava ansiosa por este momento, que, felizmente, chegou pra São Paulo! Sendo a 18ª da setlist, “Don’t Cry” foi só emoção, um verdadeiro êxtase de deleite para os fãs. Já “Patience” ficou de fora.

Performance do Guns N' Roses (Vídeo: reprodução/Instagram/@papocomgiuli)

A iluminação grandiosa e os telões imersivos reforçaram a atmosfera de espetáculo. No entanto, o auge da noite foram os milhares de fãs em perfeita sintonia, ecoando versos que atravessaram o tempo. Muitos cantaram abraçados, alguns com lágrimas nos olhos, outros gravando cada detalhe para eternizar a experiência.

Nesse clima de nostalgia, o público teve acesso a um Guns N’ Roses mais maduro e centrado, especialmente após o retorno do baixista Duff McKagan e do guitarrista Slash, no ano de 2016, integrantes essenciais para a composição física e energética da banda, fundamentais para um bom espetáculo. Axl Rose deixou as polêmicas irritações para trás, e ainda que com a voz bem aquém daquilo que fazia no passado, mostrou sua empatia, conduzindo a banda numa celebração arrebatadora, que uniu gerações, reviveu memórias e reafirmou seu status de lenda viva do rock ‘n’ roll mundial.

A turnê segue para Curitiba (28/10), na arena Pedreira Paulo Leminski; Cuiabá (31/10), na Arena Pantanal e Brasília (02/11), na Arena BRB.

 

 

Leveza marca cinebiografia “Mauricio de Sousa – O Filme”

O menino curioso, nascido em Mogi das Cruzes, percorreu um longo percurso até se tornar o grande ícone da cultura brasileira, espalhando alegria e bom humor com as singelas confusões causadas pela Mônica e seus amiguinhos, personagens inspirados nos familiares e amigos próximos de Mauricio. Pedro Vasconcelos, que assina direção e roteiro, confessou ter feito o filme para os apaixonados pela obra do Mauricio de Sousa, que estreia no próximo dia 23 de outubro nos cinemas.

História para toda a família

Desde quando Pedro Vasconcelos começou a rascunhar as primeiras linhas do roteiro, um só pensamento vinha em sua mente, o qual externou a Mauricio e compartilhou, com exclusividade, ao Lorena R7: “O Brasil precisa conhecer a sua história. A gente sabe sobre o seu trabalho, mas a gente não sabe a sua história e você é muito importante pra esse país. E Pedro, continua: “É importante ele (se referindo a Mauricio) saber o impacto de tanto trabalho e do benefício que ele gerou pra todos nós”.

Mauricio aceitou a proposta de Pedro, e lhe confessou um desejo: “Quero um filme para toda a família”. E assim, foi atendido! Interpretado por Diego Laumar na infância e na fase adulta por seu filho, Mauro Sousa, o longa-metragem inicia com Mauricio pequenininho, ouvindo e imaginando as histórias contadas por sua Vó Dita, interpretada por Elisabeth Savalla, que tinha paixão por reunir a criançada da rua para, todas as noites, contar histórias, funcionando como um ‘Netflix’ da época.

E segue, sempre com muita leveza e naturalidade, não se tratando, apenas, da contação de uma história. Pedro Vasconcelos foi além; ele foi capaz de capturar a alma do quadrinista, trazendo planos bem fechados em diversos momentos do personagem principal, seja enquanto criança ou adulto, transmitindo aos espectadores como se dava a inspiração do jovem desenhista até chegar aos personagens que impulsionaram e consolidaram sua carreira com os quadrinhos.



Baseados em sua família e amigos próximos, cada personagem traz um pouco da essência de Mauricio, que nunca perdeu a inocência e a imaginação profunda, criando não só crianças e animais que gostavam de brincar, que brigavam e filosofavam sobre a vida, mas verdadeiras inspirações positivas para toda uma geração, que cresceu acompanhando essas histórias, rindo e se divertindo e se inspirando com elas.

Impacto positivo na vida das pessoas

Segundo Pedro, ao insistir e não desistir do sonho de viver às custas de seus desenhos, “Mauricio influenciou toda uma geração positivamente”.

Não foi tarefa fácil. Logo no início, Mauricio tomou um primeiro não, capaz de tirar qualquer um do prumo. Mas como o mundo é feito, também, de almas generosas, nesse mesmo dia do não, recebeu a orientação de uma pessoa, que iria traçar o rumo de sua carreira, que era primeiro para fazer amizades na redação e somente depois disso, apresentar seus desenhos, o que já não seria mais para colegas de trabalho, mas sim, para amigos!

Mauricio foi a luta; trabalhou como repórter policial, pois era a única vaga que tinha no jornal, para somente um tempo depois lançar suas primeiras tirinhas.



E o caminho seguiu entre altos e baixos até que, finalmente, as coisas entraram nos trilhos e uma sequência feliz e carismática de personagens passou a fazer parte da vida das pessoas.

Personagens quase realistas

Bidu foi o primeiro personagem de Mauricio. Surgiu em 1959, inspirado no seu cãozinho de infância. A princípio, Bidu era cinza, mas um erro de impressão, acabou colorindo o mascote no tom azul, bem aceito por Mauricio.

Cebolinha veio na sequência, relembrando um amigo de infância do quadrinista, apelidado por seu pai dessa forma, pelos cabelos espetados. O menino tinha o costume de trocar o “r” pelo “s”, eternizando sua forma “elada” de falar.

Depois foi a vez de Cascão, companheiro inseparável de Cebolinha, um menino que Mauricio conheceu na infância e que não gostava de tomar banho…

Horácio chegou em 1961, e é considerado pelo próprio desenhista como seu alter ego. Um dinossauro gentil, sensível, pensativo e vegetariano, que traz temáticas como o amor, a amizade, a ética e o sentido da vida, sempre com uma mensagem positiva.



O Astronauta surgiu em 1963, um personagem que vive isolado no espaço, refletindo sobre a existência e explorando os mistérios do universo, mantendo uma conexão com a vida na Terra.

A gama de personagens masculinos era alta; chamado de misógino, ou seja, alguém que tem ódio, aversão ou preconceito contra mulheres e meninas, Mauricio se colocou diante de sua inspiração novamente, a fim de criar personagens femininas. E aí que sua filha Mônica, com personalidade forte, brava e briguenta, brilha aos olhos do cartunista e se torna a primeira personagem feminina e grande companheira de Cebolinha, apesar das brigas.

Não passou muito tempo, Mônica saiu à frente e se tornou muito popular, tornando-se a grande protagonista das histórias de Mauricio. Ao lado dela, sua outra filha, Magali, que estava sempre faminta e comendo melancia, se torna a outra personagem feminina e melhor amiga de Mônica.

De pai para filho

Mauro Sousa, filho de Mauricio, exatamente como afirmou Pedro Vasconcelos, era o “único” ator que poderia dar vida ao quadrinista na fase adulta, pois vem “estudando” esse personagem, num laboratório real, desde que nasceu. Mauro perpassa, com extrema naturalidade, diversos momentos sensíveis e decisivos da vida e carreira do pai, não só emocionando, mas literalmente transmitindo a personalidade de Mauricio, um sonhador disciplinado, um artista empreendedor, um homem observador, com valores éticos e afetivos fortes, que alia imaginação, otimismo e generosidade.


Trailer de “Mauricio de Sousa – O Filme” (Vídeo: reprodução/YouTube/)


Mauro relata: “Foi um momento muito gostoso de eu conhecer, ainda mais, a história do meu pai. (…) Eu soube né que ele (se referindo a Mauricio de Sousa) montou o roteiro junto com o Pedro, então, obviamente, eu tinha que entender com ele, o que que ele queria, qual era o tom que ele queria trazer pra esse personagem, pra essa história, pra aquela cena, em específico e, fora isso, em casa, a pesquisa das personagens, eu acho que a minha vida inteira, eu fui captando ali trejeitos, sentimentos e comportamentos do meu pai. Entrei muito em contato com o que eu lembrava do meu pai né, e tentei fazer aqui pro filme”.

Além de Mauro, estão no elenco Thati Lopes, como Marilene, sua primeira esposa, Elizabeth Savalla como Vó Dita, Emílio Orciollo Neto, como Antonio de Sousa, pai do quadrinista e Natália Lage, como Nila, mãe dele.

O longa estreia dia 23 de outubro nos cinemas, mês em que Mauricio de Sousa completa 90 anos de idade, uma grande e merecidíssima homenagem ao desenhista que nunca desistiu de seus sonhos!

Camavinga e Duda Freire: romance discreto movimenta bastidores após rumores com assessor de Vini Jr.

Depois de boatos que a ligavam a um assessor de Vinícius Júnior, a influenciadora Duda Freire estaria vivendo um novo romance — discreto, mas com evidências suficientes para ferver os bastidores. A novidade é que, conforme apurou o site InMagazine, o novo par é ninguém menos que Eduardo Camavinga, jogador do Real Madrid, que tem proximidade com Vini Jr.

Chamando atenção

O “caso” chamou atenção inicialmente quando rumores sugeriram que Duda Freire estaria envolvida com um assessor de Vinícius Jr. Porém, fontes próximas teriam negado essa versão, afirmando que se tratava de uma interpretação equivocada.

Em paralelo, o nome de Camavinga passou a aparecer em meio à especulação, e, segundo testemunhas, a química entre ele e Duda foi notada em uma festa no Brasil que contou com figuras importantes do meio artístico e esportivo.


Publicação exclusiva de nosso portal (foto; reprodução/Instagram/@lorenamagazine)

Durante a estadia de Camavinga no Brasil, ele teria participado dessa festa organizada por Vinícius Jr., onde Duda estava presente – assim como sua amiga Virginia Fonseca. Fontes dizem que houve flerte, cumplicidade e momentos que fugiram do mero cordial. Não houve, entretanto, demonstração pública explícita de namoro, e o casal parece preferir manter o relacionamento em sigilo, ainda que já exista uma forte indício de que algo mais está rolando.

Affair recente

De acordo com as mesmas fontes, o envolvimento entre Duda e Camavinga está em fase inicial, marcado por encontros pessoais quando ele está no Brasil e por conversas à distância quando ele retorna à Europa. A descrição é de que há uma conexão emocional que vai além do superficial, embora os dois estejam evitando expor publicamente a relação.

Em resumo: enquanto os rumores anteriores — sobre assessor de Vini Jr. — foram rebatidos, o que ganha força agora é a possibilidade de que Duda Freire esteja sim num relacionamento com Camavinga. Discreto, ainda nos primeiros estágios, mas com sinais suficientes para chamar a atenção nas redes e entre fãs.

Exclusivo: elenco de “Tá Pago!” fala sobre a nova comédia nacional

As gravações da nova comédia brasileira, sob direção de Cris D’Amato, começaram oficialmente no cenário carioca no último dia 18 de setembro. O longa, produzido pela Black Pen Filmes, coproduzido pela RioFilme e com distribuição da Imagem Filmes, “Tá Pago!“, é protagonizado por Thamirys Borsan e Pedro Ottoni e promete trazer muitas risadas ao público. Iniciando as cenas externas no cenário natural do Aterro do Flamengo, Zona Sul do Rio, a história envolve rivalidade e superação em academias de bairro com humor, competição e reflexões sobre pertencimento e esforço coletivo.

Sobre a história

O filme “Tá Pago!“, narra a trajetória de Jamile, vivida por Thamirys Borsan em seu primeiro papel como protagonista. Após a morte da mãe, aos 50 anos de idade, ela herda a academia da família, mas comete o grande erro de gastar, sem querer, todo o dinheiro que pertencia aos funcionários de muitos anos. Por isso, ela precisa se desdobrar para reconquistar a confiança de sua equipe e manter o negócio familiar de pé, equilibrando dívidas, treinos e situações inesperadas que rendem boas risadas. “Essa academia não é uma academia ‘normal’. É uma academia que foi criada pelo avô dela, que a mãe herdou e a melhor amiga cuida com ela. As pessoas que malham ali, malham há mais de 20 anos”, explicou Borsan em entrevista exclusiva ao Lorena Magazine. Segundo a atriz, sua personagem precisa deixar de ser uma menina “mimada” para aprender a lidar com a nova vida de adulta.  “A Jamile é um presente pra mim. Minha primeira protagonista. Ela é maravilhosa, doidinha, insegura, mas tão legal e carismática”, destacou Thamirys.


Entrevista exclusiva com Thamirys Borsan (Vídeo: reprodução/Youtube/Raquel Cunha)

Personagens e conflitos

Jamile também enfrenta embates com Marcos Red, vilão interpretado por Pedro Ottoni, dono de um box de CrossFit recém-inaugurado na mesma rua da academia. Segundo Ottoni, para o jovem empreendedor Marcos Red, o importante mesmo é sempre ser o melhor. Um pensamento que conflita com os de João, vivido por Micael Borges, um dos professores do box. Em entrevista, Micael contou que se identifica com seu personagem, já que ele mesmo sempre treinou e praticou esportes, mas hoje pensa mais na saúde do que na estética.

A trama ainda apresenta Helô, amiga da falecida mãe da protagonista, interpretada por Flávia Reis e Whey, vivido por Jonathan Haagensen, que também assina a produção do longa. A dupla faz parte da academia Família Foco Fitness e têm a responsabilidade de levantar a moral de todos que treinam no espaço.


Entrevista com o ator e produtor Jonathan Haagensen (Vídeo: reprodução/Youtube/Raquel Cunha)

Bastidores e direção

Jonathan afirmou que a responsabilidade é grande em atuar e produzir o filme ao mesmo tempo, mas destacou que todos estão ansiosos para concluir as filmagens e ver a produção nas telas de cinema. Flávia acrescentou que sua personagem é “super agregadora, amorosa” e que o desafio está em não cair no exagero: “Para mim, o filme é muito divertido, mas também tem profundidade e é emocionante.


Equipe de produção nas gravações no Aterro do Flamengo (Foto: reprodução/Instagram/@blackpenfilmes/@tapagofilme)

Ainda com muito bom humor, no cenário natural do Aterro do Flamengo, no Rio, a diretora Cris D’Amato destacou que é gratificante dirigir uma comédia ao lado de jovens tão alegres como os do elenco de Tá Pago!, em parceria com uma produtora igualmente jovem como a Black Pen Filmes. Para ela, a história do filme é de inclusão, pois reúne pessoas mais velhas e jovens em um circuito de competição. “É uma história que se conta de igual para igual”.

Participações especiais e estreia

O longa ainda conta com participações especiais como o de Mary Sheila, Babu Santana, o comediante Ed Gama, entre outros e está previsto para sua estreia nos cinemas brasileiros no segundo semestre de 2026.

O espetáculo não para: “Ney Matogrosso – Homem com H” retorna aos palcos paulistanos

O espetáculo “Ney Matogrosso – Homem com H” reestreia hoje (19/9), na cidade de São Paulo, contando a história do artista considerado um dos mais autênticos do século, pois além de ousado e transgressor, é reconhecido e aclamado por ter tido a coragem de mudar paradigmas no cenário artístico, desafiando não só a ditadura militar da década de 1970, mas parâmetros impostos pela sociedade da época. Ao longo do espetáculo, nota-se nítido amadurecimento de Renan Mattos, no papel de Ney, desde quando iniciou a primeira temporada do espetáculo, em 2022, para os dias atuais.

A força de Ney Matogrosso vibra outra vez

Em cartaz há quatro anos, o musical, que homenageia o artista, ressurge na cena paulistana em sua segunda temporada, após viajar para outras cinco cidades do país, Rio de Janeiro, Natal, Recife, Fortaleza e Curitiba. Entre cenas e músicas, a a vida e a carreira de Ney são contadas de forma bastante realista. As diretoras Marilia Toledo e Fernanda Chamma, num casamento perfeito entre direção geral e coreografia, vão, através dos atores/cantores, relatando os desafios, lutas e o grande esforço de Ney para ter se tornado quem é: um mito, um artista autêntico, firme em suas convicções e muito parceiro, seja de si mesmo, pois nunca desistiu de seus sonhos, seja dos amigos, como Cazuza, por exemplo, ao lado de quem esteve até os últimos momentos de sua vida.


Ator Renan Mattos como Ney Matogrosso (Foto: reprodução/Adriano Doria)

E nessa atmosfera de lembranças reais, surge uma cena que chocou todos à época, quando Ney ainda integrava o ‘Secos & Molhados’. Em pleno período da ditadura militar dos anos de 1970, durante um show do grupo, uma pessoa da plateia xingou o artista de “viado”. Ao mesmo tempo que Ney respondeu à altura o desvario, o momento trouxe à tona crises enfrentadas pelo artista com seu pai, o militar Antônio Matogrosso Pereira, quando ainda era um jovem adolescente.

Expressão corporal intensa

Além dos desafios de interpretar Ney, este artista excêntrico e diferenciado, o ator Renan Mattos teve de encarar e estudar, de forma muito detalhada, como traria a expressão corporal de Matogrosso para a cena. Fernanda Chamma, bastante experiente no mundo dos musicais, ficou sem saber como seria coreografar Ney Matogrosso, uma vez que não há sequência de passos e ritmos pré-estabelecida nos movimentos executados. Ney, simplesmente ia sentindo a vibração do momento, e com isso, levando o seu corpo aos movimentos executados de forma única.


Ator Renan Mattos como Ney Matogrosso (Foto: reprodução/Adriano Doria)

Ao questionar Ney sobre essa questão, Fernanda declarou que foi respondida com apenas um “Boa sorte”, deixando clara toda a generosidade de Matogrosso para com a coreógrafa, dando-lhe total liberdade de criação.

O espetáculo está em cartaz no Teatro Porto, na cidade de São Paulo, às sextas e sábados, às 20h, e domingos, às 17h, até 7 de dezembro.

Claudia Raia diz que se cura das dores da maternidade com seu novo musical “Mães”

Estreia hoje (05/09), em São Paulo, “Mães, o Musical”, o novo espetáculo produzido por Claudia Raia, com direção de seu marido, Jarbas Homem de Mello. A história gira em torno de “Dani”, personagem de Jéssica Ellen, que está prestes a dar à luz ao seu primeiro filho, e fantasia com um mundo cor de rosa da maternidade, mas é rapidamente “acordada” por suas amigas, que já são mães, e sabem que este papel envolve também algumas dores, sacrifício, inseguranças e muito, muito cansaço.

A comédia é a essência de “Mães, o Musical”

Foi uma paixão arrebatadora que Claudia Raia teve pelo musical “Madre, el Musical”, assistido por ela e o marido, o também ator, bailarino e diretor, Jarbas Homem de Mello, em 2022, em uma viagem de férias para Buenos Aires, capital Argentina. Essa paixão se explica pela verdade trazida pelo espetáculo, ao abordar não só o lado lúdico da maternidade, mas também seu “lado B”, encenado pelas quatro atrizes do elenco, de uma forma bem-humorada, leve e cômica. Toda mãe enfrenta uma jornada diária com seus filhos, seja em casa, no carro, na hora de dormir, apartando brigas com os irmãos, cobrando a tarefa da escola, o banho, vendo se almoçou, escovou os dentes…aquela luta!

Claudia ri, chora e se apaixona diariamente pela história, pois revive parte de sua trajetória com seus dois filhos já adultos, Enzo e Sophia, fruto de sua relação com o ator Edson Celulari, e também de sua recente história com Luca, de seu casamento com Jarbas, algo que aconteceu quando a atriz e bailarina tinha 56 anos.

Em uma coletiva de imprensa em São Paulo, Claudia relatou que, através da experiência que vem acumulando ao produzir um espetáculo com essa temática, vem se curando das dores que sofre com a maternidade, especialmente por ser uma mulher que recém maternou. Ao mesmo tempo que tudo isso acontece, ela enfrenta uma outra fase, não menos importante para a vida de uma mulher, a menopausa, com inúmeros desafios consigo mesma, com situações e pessoas próximas, família, amigos e colegas, mas que se sente alegre e aliviada:

São dois assuntos que estão latentes dentro de mim, que é a menopausa e a maternidade ao mesmo tempo, uma alegria, um alívio…é curar dores da maternidade, porque a maternidade não são só flores, são dores também”.


Claudia Raia em uma coletiva de imprensa em SP (Vídeo: reprodução/X/@giulianag25)

Elenco afiado

Sob a direção do experiente ator e bailarino Jarbas Homem de Mello, que tem em seu currículo personagens como Charlie Chaplin, na versão brasileira de “Chaplin, o Musical”, e o inigualável Mestre de Cerimônia, na também versão brasileira de “Cabaret”, as quatro atrizes do elenco, Jéssica Ellen, Helga Nemeczyk, Maria Bia e Giovana Zotti, se entrosam, em uma sintonia ímpar, dando vida às quatro amigas, que se reúnem num chá de bebê organizado para “Dani”, a jovem grávida, personagem de Jéssica, e relatam a ela a verdadeira realidade da vida de uma mãe, com suas delícias, claro, mas também com suas dores.

Jarbas, na coletiva, contou um pouco sobre a trama de “Mães”:

“É a história de uma personagem que vai ter o bebê e acontece um chá de bebê na casa dessa pessoa, as amigas organizaram, mas acontece essa festa, desse chá de bebê, e a gente consegue explorar os diversos tipos de maternidade né…uma mãe que tem cinco filhos e é dona de casa, uma mãe que é uma advogada e tem um filho e não dá conta da vida, porque tem que gerir um escritório e cuidar do filho e a escola, isso tudo, uma mãe que é divorciada, que é separada, então também tem essas dores dessa mãe e assim a gente vai abordando vários temas, da maternidade ao hospital”.


Jarbas conta a história da trama de Mães, o Musical (Vídeo: reprodução/X/@giulianag25)

Em exclusiva ao Lorena Magazine, Jarbas, ao ser questionando sobre o que leva do papel de pai para a direção do musical, disse:

LM: Duas atrizes já comentaram de momentos emocionantes que elas tiveram de experiências com você, dirigindo, mas o que que o Jarbas pai trouxe pro Jarbas diretor?

Jarbas Homem de Mello: O Jarbas diretor influenciou mais o Jarbas pai do que o pai ao diretor. Eu viro um grande pai aqui também na direção. Eu acho que agora, com a experiencia da paternidade, eu fiquei mais afetuoso, mais amoroso, pra chegar nos objetivos da dramaturgia né, pra conseguir a curva dramática de uma atriz ou pra conseguir que ela alcance aquela potência do canto, que a gente precisa. Então, eu acho que o meu approach de diretor ficou mais afetuoso, com certeza, eu posso te garantir.


Jarbas Homem de Mello em exclusiva ao Lorena R7 (Vídeo: reprodução/X/@giulianag25)

O musical fica em cartaz de hoje até dia 02 de novembro, no Teatro das Artes, dentro do Shopping Eldorado, na cidade de São Paulo.

“Histórias – O Show do Século” emociona São Paulo, relembrando grandes clássicos da música sertaneja

Chitãozinho & Xororó, Leonardo, Zezé Di Camargo & Luciano, Victor & Leo e Daniel se apresentaram no palco do Allianz Parque neste último sábado (23/8), no show chamado “Histórias” que, como o próprio nome diz, tem em seu enredo relembrar a trajetória marcante da música sertaneja, que ficou conhecida na voz destes principais ícones. Mais de 50 mil pessoas prestigiaram o evento, que durou quase 8 horas.

O “Histórias”, de fato, reviveu histórias

O repertório foi de um elenco de peso; um seleto grupo de artistas, renomados e consolidados dentro do gênero, abrilhantou e trouxe muita sensibilidade ao público paulista, transformando o show “Histórias” em algo nostálgico, mas no bom sentido da palavra, pois fez ressurgir, na memória de muitos, aquela recordação afetiva gostosa, aquela boa saudade, de reviver momentos especiais da vida, tudo regado ao som de clássicos atemporais interpretados por Chitãozinho & Xororó, Zezé Di Camargo & Luciano, Leonardo, Daniel e Victor & Leo.

As histórias são muitas e das mais variadas, sejam estas relacionadas ao público, ou às próprias músicas, destacando o momento que foram concebidas; da relação entre as músicas-artistas-público e, também, dos momentos individuais da vida de cada um que acompanha a trajetória de sucesso destes artistas.

A mais significativa delas, no entanto, é a própria história da música sertaneja no Brasil, que é antiga, e vem desde os tempos em que era conhecida apenas como “música caipira”, quando surgiu no interior de vários estados do país, passando a se chamar “música sertaneja”, após a influência da rádio, momento que migrou para as regiões centrais e, finalmente, sendo modernizada, com baladas românticas e letras leves, caindo no gosto dos universitários, sendo apelidada de “sertanejo universitário”, vivendo a “sofrência” e se tornando o gênero mais ouvido nas plataformas digitais do país.

O cantor Zezé Di Camargo, em entrevista exclusiva ao Lorena Magazine, comentou sobre a expectativa do público de São Paulo: “Ouvir música que tem a ver com a vida deles; os cantores que estão aí, são todos cantores que fazem sucesso há mais de 30 anos e, com certeza, grande parte desse público viveu um momento da sua vida, ouvindo Zezé Di Camargo & Luciano, Chitãozinho e Xororó, o Daniel, o Leonardo, Victor & Leo, o Victor & Leo que é o mais da turma aí, faz sucesso, mas com certeza, grande parte do repertório que vamos cantar, que já cantaram aí, que os outros artistas também vão cantar, tem, com certeza, faz parte da vida”.


Zezé Di Camargo comenta sobre expectativa do público de SP (Vídeo: Reprodução/X/@giulianag25)

O cantor Daniel, em uma coletiva de imprensa, falou sobre o encontro com seus colegas: “… a gente conseguir promover esse encontro é algo, assim, ‘fora da casinha’, porque a gente se encontra, mas muito pouco né…estava falando isso com o Zezé (se referindo ao cantor Zezé Di Camargo, da dupla com seu irmão Luciano) que bom poder viver esse momento incrível nas nossas vidas, onde a nossa música se faz presente no coração das pessoas, ter essa certeza, a gente consegue ver isso, é muito nítido”.


O cantor Daniel, em uma coletiva de imprensa (Vídeo: reprodução/X/@giulianag25)

E continua, comentando com seu amigo Luciano (da dupla com seu irmão Zezé Di Camargo), sobre a presença das novas gerações, que passaram a curtir a música sertaneja: “O gostoso é ver essa coisa dos jovens, a garotada chegando no estádio, de ver que a música, ela surtiu um efeito tão grande, há tanto tempo atrás e tá aí né…”


Cantor Daniel e Luciano comenta sobre jovens na música sertaneja (Vídeo: reprodução/X/@giulianag25)

Luciano: “De verdade, perpétua. A gente fica mais feliz, ainda, de ver hoje, a garotada, de verdade, fazendo coisas nossas, regravando, trazendo músicas nossas, convidando a gente pra cantar, então isso é muito bom, a música, quando ela é boa, ela não envelhece”.


O amor foi a essência do evento

Nomenclaturas à parte, fato é que, sem dúvida alguma, o amor foi o sentimento que pautou todo o show; muitas canções românticas, alguns temas de personagens de novelas, foram eternizadas em vozes marcantes.


Daniel se derrete ao ver o público cantar "Adoro Amar Você" (Vídeo: reprodução/X/@giulianag25)

Daniel, sempre carismático, se derreteu todo, ao ver sua canção “Adoro Amar Você” ser cantada por aquela imensidão que o acompanhava. Outro momento muito amoroso, de comunhão com o público, foi quando a cantora Simone, que assistia ao show da plateia, foi chamada ao palco, pela dupla Zezé Di Camargo & Luciano, para cantar a música “É o Amor”.


Cantora Simone com Zezé Di Camargo e Luciano canta "É o Amor" (Vídeo: reprodução/X/@giulianag25)

Luciano, inclusive, em entrevista exclusiva ao Lorena Magazine, destacou que nomes como Simone e outros artistas, como Luan Santana, Gustavo Lima, Maiara & Maraísa, poderiam se juntar a eles no Festival Histórias: “cê sabe que quando eu tava cantando, eu fui no ouvido dela e falei pra ela assim, cê tem que vir para o ‘História’. Aí ela falou, topo! Simone cabe em todos os festivais né, não só a Simone, Maiara & Maraísa, Gustavo, Luan Santana, todos esses artistas têm muitas histórias pra cantar na música, Raça Negra, todos eles…eu acho assim, como nos fazemos parte do ‘História’, não somos dono do ‘História’. O ‘História’ tem todo…os produtores, os criadores do ‘História’, basta conversar, mas eu acho que cabem todos os estilos dentro do ‘História’”.


Luciano comenta participação de outros artistas no Festival (Vídeo: reprodução/X/@giulianag25)

Já o cantor Zezé Di Camargo, em entrevista exclusiva ao Lorena Magazine, relatou que o irmão da cantora Simone, brincou com ele, relatando que ele (Zezé) seria a paixão de sua vida, e que daqui a 50 anos, espera que todas as suas músicas fiquem no coração das pessoas, especialmente “É o Amor”, “No dia em que saí de casa”, “Pra Não Pensar em Você”, “Você Vai Ver”, “Pão de Mel”: “Você é a paixão da minha vida, eu sou mais apaixonado por você do que pela minha mulher, brincou com a mulher dele, porque todas as músicas que você fez, tem um momento especial, faz parte de um momento especial da minha vida”.


Zezé Di Camargo fala sobre irmão da cantora Simone (Vídeo: reprodução/X/@giulianag25)

O cantor Xororó, da dupla Chitãozinho & Xororó, em uma coletiva de imprensa, ao ser questionado se o romantismo, assim como a música, é algo atemporal, frisou: “Principalmente o romantismo, a música romântica, a música apaixonada é sucesso no mundo inteiro, sem dúvida, no Brasil, o povo apaixonado que é, gosta muito de música romântica”.  


Xóroró fala sobre atemporalidade do romantismo (Vídeo: reprodução/X/@giulianag25)

Grand Finale

Como não podia deixar de ser, Chitãozinho & Xororó encerrou, em grande estilo, o Festival, que teve passagem pela capital paulista, com a música, hino do Brasil, mais cantada nos Karaokês, “Evidências”, incendiando o público.


Xitãozinho e Chororó cantando "Evidências" (Vídeo: reprodução/X/@giulianag25)

A próxima parada do Histórias será na capital mineira, Belo Horizonte, no dia 10 de outubro e Curitiba, Paraná, dia 1º de novembro.

Danni Suzuki amplia as fronteiras da arte com atuação que une audiovisual, ciência e ação humanitária

Versátil, determinada e movida por um senso de propósito inabalável, Danni Suzuki é um nome que há muito tempo ultrapassou as fronteiras do entretenimento. Sua trajetória, que começou nas telas como atriz, hoje se desdobra em múltiplas direções — da direção audiovisual ao ensino, da pesquisa em neurociência à atuação humanitária em zonas de crise.

Desde 2021, Danni é reconhecida pelo ACNUR, a Agência da ONU para Refugiados, como Apoiadora de Alto Perfil. Esse título é consequência de uma atuação profunda e continuada, que não se limita à presença em campanhas, mas se estende a visitas de campo nos epicentros de algumas das maiores crises humanitárias da atualidade. Síria, Líbano, Turquia e a fronteira Brasil-Venezuela são apenas alguns dos territórios que ela percorreu, adentrando de forma direta na realidade de pessoas que foram forçadas a deixar tudo para trás. Dessas vivências surgiu seu próximo grande projeto: um documentário sobre crianças refugiadas, “S.Ó.S.”, cujo objetivo é dar visibilidade às infâncias que resistem mesmo diante da perda, da dispersão e do medo.

Pode parecer contraditório o contexto ‘belo’ diante de tanta dor, mas sim, há beleza até na dor, já que a cura vem do ato de se reerguer e de superar. Poder presenciar momentos de afeto e empatia em meio a tantas perdas é um privilégio. Quando se perde quase tudo, poder ver a fé viva e latente ainda dando esperança para as pessoas é muito forte e inspirador, e nos ensina muito sobre nós mesmos”, comenta.

Mas ela não atua apenas no campo simbólico da narrativa: trabalha também na base da reconstrução prática de vidas em transição. Ministrando oficinas de inteligência emocional, neurocomportamento, design e programação de jogos, oferece a refugiados e imigrantes ferramentas reais de reinvenção profissional e emocional. É nesse mesmo espírito que nasce seu outro projeto: a criação de uma escola inclusiva de artes e tecnologia, pensada para acolher refugiados, jovens em situação de vulnerabilidade e comunidades plurais.


Danni Suzuki (Foto: reprodução/Nanda Araujo)

A proposta é integrar linguagens artísticas como música, teatro, artes visuais e design com ferramentas digitais, empreendedorismo criativo, soft skills e inteligência emocional. Trata-se de um espaço onde se forma não apenas artistas ou profissionais, mas indivíduos inteiros, com autonomia, escuta e repertório afetivo para se posicionar no mundo: “Amaria ver jovens de todo canto do mundo criando e construindo em conjunto. Cada um desenvolvendo ao máximo suas melhores habilidades, se tornando grandes líderes e descobrindo novas formas de se conectar e de crescer espiritualmente”.

Com formação em Desenho Industrial pela PUC-RJ e pós-graduação em Neurociência pela PUC-RS, Danni traz um rigor metodológico àquilo que, em muitos contextos, se confunde com intuição. Ela foi palestrante em quatro edições do TEDx e leciona temas como neuromarketing e influência digital em cursos de pós-graduação. Ao unir arte e ciência, Suzuki propõe uma abordagem híbrida e eficaz: afetiva, mas não ingênua; criativa, mas embasada; poética, mas profundamente comprometida com resultados reais: “Estudar neurociência me fez entender que o ser humano é, antes de tudo, um ser de conexões. O cérebro busca sentido, vínculos, segurança emocional. Quando entendi o impacto real da empatia no funcionamento neural, comecei a ver escuta e acolhimento como ferramentas tão importantes quanto a técnica. A ciência me ensinou que aquilo que chamamos de intuição muitas vezes é, na verdade, um refinamento sensível da percepção humana. A arte, quando nasce do encontro real com o outro, vira cura. E isso é pura biologia também”.

Artista em sua essência, a atriz não abdica da criação audiovisual nem do ofício da atuação — não à toa, recentemente conquistou o marco de ter se tornado a primeira brasileira com ascendência asiática a protagonizar um longa-metragem, com Segredos. Seu percurso mostra que é possível viver a arte como vocação e missão, como linguagem e ferramenta de transformação social. Ela comenta: “Quando estou dirigindo um projeto que escrevi e que nasce do coração e tem impacto social real, sinto que todas as partes de mim se alinham. É ali que a artista, a mãe, a ativista, a estudante, a comunicadora… todas se tornam uma só. E quando estou em contato direto com gente numa roda de conversa, numa palestra ou num set atuando com pessoas tão diferentes, mas conectada com meu propósito, eu me sinto inteira. Como se tudo que vivi até aqui tivesse me preparado para exatamente esse instante. E é nesse momento que eu sei: estou realizando o que vim fazer nesse mundo”.

No horizonte próximo, em paralelo, Danni se prepara para dois lançamentos que reafirmam sua versatilidade: “Capoeiras”, produção do Disney+ que estreia em 29 de agosto, e “(In)Vulneráveis”, do canal E!, onde interpreta uma médica imersa no caos da rotina hospitalar e das dinâmicas intensas de uma equipe de enfermagem.