Sobre Sofia Strach

Redatora do lorena.r7

Moraes ordena que Bolsonaro passará a usar tornozeleira além de outras restrições

Na manha detsa sexta-feira (18), Bolsonaro esteve na mira da PF. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) utilize tornozeleira eletrônica, além de cumprir outras medidas restritivas no âmbito do inquérito que apura uma suposta tentativa de golpe de Estado.

Decisão inclui tornozeleira, veto a redes e restrição familiar

A decisão foi tomada no curso das investigações conduzidas pela Polícia Federal com autorização do STF. Entre as medidas impostas pelo ministro Alexandre de Moraes contra Jair Bolsonaro, estão a obrigatoriedade de uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de contato com o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), seu filho, e a proibição de uso de redes sociais. As demais medidas são o recolhimento domiciliar obrigatório entre 19h e 7h, além de permanência em casa durante os finais de semana; proibição de contato com embaixadores e diplomatas estrangeiros, sob qualquer forma; restrição de aproximação física de embaixadas, medida relacionada a declarações do próprio Bolsonaro, que em novembro de 2024 afirmou ser alvo de perseguição e cogitou buscar refúgio diplomático caso fosse decretada sua prisão; vedação de comunicação com outros investigados e réus do mesmo inquérito.

Ainda na manhã desta sexta-feira(18), agentes da PF cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao ex-presidente. Entre os locais vistoriados estão sua residência e seu escritório político na sede do Partido Liberal, em Brasília


PF cumpre mandato de busca e apreensão na residência do ex-presidente (Vídeo: Reprodução/Youtube/Metrópoles)

Fontes próximas ao ex-presidente confirmaram que Bolsonaro foi levado por policiais para a instalação imediata da tornozeleira em uma das pernas. Até o momento, a defesa do ex-mandatário não se pronunciou oficialmente sobre a decisão de Moraes.

Investigação sobre tentativa de golpe avança

A determinação de medidas restritivas ocorre no contexto da investigação do STF sobre supostas articulações golpistas envolvendo membros do alto escalão do governo anterior. Jair Bolsonaro é investigado como potencial beneficiário e incentivador de ações que visavam deslegitimar o processo eleitoral e as instituições democráticas, o qual nega acusações.

A investigação também apura a disseminação de fake news e a incitação de atos antidemocráticos por meio das redes sociais, principal canal de comunicação de Bolsonaro com sua base de apoio.

Rússia vê envio de armas como sinal para Ucrânia deixar negociações de paz

O governo russo afirmou nesta última quinta-feira (18) que o contínuo envio de armamentos ocidentais à Ucrânia representa um “sinal direto” para que Kiev abandone qualquer tentativa de negociação com Moscou. A declaração ocorre em meio à aprovação de novos pacotes de ajuda militar dos Estados Unidos e da União Europeia ao governo de Volodymyr Zelensky.

Kremlin diz que pressão afasta diplomacia

Segundo o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, os recentes anúncios de envio de armamento pesado à Ucrânia não apenas aumentam a tensão no campo de batalha, como demonstram que o Ocidente “não está interessado em uma solução pacífica” para o conflito. “Trata-se de um sinal claro de que a Ucrânia deve continuar no caminho militar, ignorando qualquer perspectiva de diálogo”, declarou o porta-voz.


Porta Voz de Kremilin, Dmitry Peskov (Foto: Reprodução/ALEXANDER ZEMLIANICHENKO/Getty Images Embed)

O posicionamento russo veio na esteira da liberação de um novo pacote de US$ 2,3 bilhões em ajuda militar dos Estados Unidos à Ucrânia, anunciado nesta semana. A ajuda inclui munições de artilharia, sistemas de defesa aérea e armamentos de médio e longo alcance. A União Europeia também confirmou a liberação de recursos do Fundo Europeu de Paz para reabastecer estoques militares enviados a Kiev.

Moscou tem reiterado que, sob tais condições, não vê “clima político favorável” para reiniciar negociações diretas com Kiev. O último encontro formal entre representantes russos e ucranianos ocorreu em Istambul, em 2022, e foi encerrado sem acordo.

Ameaça de sanções gera resposta dura

Além da questão militar, o Kremlin respondeu com firmeza à nova ameaça de sanções dos Estados Unidos. Segundo Peskov, qualquer tentativa de “chantagem econômica” não surtirá efeito sobre a postura russa no conflito. “Sanções adicionais não vão mudar nosso curso. Estamos preparados para enfrentar essas pressões com nossa própria soberania e resiliência econômica”, disse.

Washington indicou que novas sanções poderão ser implementadas caso a Rússia intensifique os ataques contra civis ou bloqueie rotas de exportação de grãos pelo Mar Negro. Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia acusou os Estados Unidos de promover uma “guerra indireta” por meio de medidas econômicas e apoio bélico à Ucrânia.

Apesar do endurecimento do discurso, analistas ouvidos pela BBC e pela Al Jazeera afirmam que ambos os lados mantêm canais diplomáticos discretos ativos, principalmente através de países intermediários como a Turquia e a China, embora os avanços sejam mínimos.

Lindsay Lohan e Jamie Lee Curtis posam nos bastidores de “Uma Sexta-feira Mais Louca Ainda”

 Lindsay Lohan agitou as redes sociais nesta última quarta-feira (16) ao publicar fotos dos bastidores em uma divulgação de “Uma Sexta-feira Mais Louca Ainda, sequência do clássico adolescente ”Sexta-feira Muito Louca” (2003). A atriz apareceu ao lado de Jamie Lee Curtis, sua parceira no longa original, além das jovens atrizes Julia Butters e Sophia Hammons.

Reencontro de gerações marca início da campanha

O clima foi de nostalgia e empolgação diante da foto publicada pela atriz. Em seu perfil no Instagram, Lindsay Lohan publicou registros do encontro com Jamie Lee Curtis, Julia Butters e Sophia Hammons. “E assim começa. De volta com as minhas meninas”, escreveu a atriz, que viveu a adolescente Anna Coleman no filme de 2003.


Lindsay Lohan em seu perfil no Instagram (Foto: reprodução/@lindsaylohan/Instagram)

Na nova sequência, intitulada ”Uma Sexta-feira Mais Louca Ainda” (Freakier Friday, no título original), Lindsay e Jamie retomam seus papéis como filha e mãe que, após um novo acidente mágico, voltam a trocar de corpos — mas agora em um contexto familiar ainda mais complexo. Julia Butters e Sophia Hammons interpretarão as filhas da personagem de Anna, o que promete trazer uma nova camada de confusões para a história.

A comédia tem direção de Nisha Ganatra e roteiro de Elyse Hollander, e a estreia no Brasil está marcada para o dia 7 de agosto.

Sequência resgata clássico cultuado por gerações

Lançado em 2003, Sexta-feira Muito Louca se tornou um marco para o público jovem da época e ajudou a consolidar a carreira de Lohan. A história é baseada no livro homônimo de Mary Rodgers e já foi adaptada diversas vezes pela Disney desde os anos 1970, mas a versão estrelada por Lohan e Curtis é, até hoje, a mais popular.

A sequência chega em meio a uma onda de revivals e continuações nostálgicas produzidas pelos estúdios. Em entrevista à People, Jamie Lee Curtis revelou estar animada com a nova fase. “É raro ter a chance de revisitar uma personagem depois de tanto tempo, ainda mais com tanta conexão emocional”, disse.

Com uma mistura de humor, fantasia e conflitos familiares, Uma Sexta-feira Mais Louca Ainda promete atingir tanto os fãs do original quanto o novo público adolescente.

Netflix anuncia elenco de minissérie sobre a conquista do tricampeonato da Seleção Brasileira em 1970

A Netflix Brasil anunciou nesta quarta-feira (17) o elenco oficial da nova minissérie que recontará os bastidores e a trajetória da Seleção Brasileira de Futebol rumo ao tricampeonato mundial em 1970. Com grandes nomes como Rodrigo Santoro, Aílton Graça, Lucas Agrícola e Stepan Nercessian, a produção promete retratar uma das campanhas mais marcantes do futebol brasileiro.

Santoro será João Saldanha e Mazzeo interpreta Zagallo

Rodrigo Santoro dará vida a João Saldanha, o técnico que classificou o Brasil para a Copa do Mundo, mas foi afastado às vésperas do torneio, em uma decisão controversa do regime militar. Já o ator Gustavo Mazzeo assumirá o papel de Mário Jorge Lobo Zagallo, que entrou para a história como o treinador que levou a Seleção à conquista do título no México.


Netflix anuncia personagens da minissérie (Foto: reprodução/@netflixbrasil/Instagram)

Lucas Agrícola foi escalado para interpretar Pelé, maior estrela daquela equipe, em um dos momentos mais emblemáticos de sua carreira. A Netflix também confirmou a participação de Maicon Rodrigues, Caio Cabral, Gui Ferraz, Ravel Andrade, Dani Blanco, José Beltrão e outros nomes que completam o elenco da produção.

A minissérie, chamada “Brasil 70, A Saga do Tri”, já está em fase de gravação, com cenas produzidas no Brasil e no México e, apesar de não ter data de estreia definida, podem chegar as telas da plataforma em 2026, ano do centenário da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Drama, política e futebol em cena

Mais do que apenas os lances e os gols da campanha vitoriosa, a série promete abordar o contexto político da época, destacando o envolvimento do governo militar na preparação da seleção. A demissão de Saldanha e a pressão sobre os jogadores serão temas centrais, ao lado das atuações memoráveis de craques como Jairzinho, Tostão, Gérson, Rivellino e Carlos Alberto Torres.

Em comunicado, a Netflix afirmou que a produção pretende mostrar “o Brasil de 1970 além das quatro linhas”, com uma narrativa envolvente que mistura esporte, política e cultura popular.

A direção está a cargo de Andrucha Waddington, conhecido por filmes como Casa de Areia e Sob Pressão, com roteiro de George Moura e Sergio Goldenberg, dupla por trás de séries como Onde Nascem os Fortes.

A expectativa entre os fãs de futebol e entusiastas da história brasileira é alta. “Essa é uma oportunidade única de contar para as novas gerações como aquele time mudou o Brasil”, comentou o jornalista esportivo Marcelo Barreto, da GloboNews.

Cosméticos irregulares são alvo da Anvisa: protetor solar e linha de produtos são retirados do mercado

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou no Diário Oficial da União, em 14 de julho de 2025, a suspensão imediata do protetor solar ANTIOX C FPS 58, da Cosmobeauty, e de todos os cosméticos da Treelife Pharmah, por irregularidades na regularização dos produtos — que não possuem registro sanitário — e na situação das empresas envolvidas, que não têm autorização de funcionamento no Brasil. A medida proíbe também a fabricação, distribuição, propaganda e uso do produto. Segundo a Anvisa, produtos sem registro representam risco à saúde do consumidor e descumprem a legislação sanitária 

Bloqueio de todos os cosméticos da Treelife Pharmah

A medida, publicada no Diário Oficial da União em 14 de julho de 2025, proíbe a fabricação, distribuição, venda, propaganda e uso dos itens. O principal alvo da decisão é o protetor solar ANTIOX C FPS 58, da marca Cosmobeauty, fabricado pela empresa Biodomani Indústria e Comércio Ltda. – EPP. De acordo com a Anvisa, o produto está sendo vendido sem possuir registro sanitário, uma exigência legal para a comercialização de protetores solares no Brasil. Além do protetor solar, a Treelife Pharmah Ltda. teve todos os seus produtos cosméticos suspensos. A empresa não possui autorização de funcionamento para a fabricação de cosméticos no Brasil, nem os produtos têm registro sanitário, o que motivou a proibição de qualquer etapa de comercialização, da fabricação à propaganda e uso. Relatos indicam que alguns cosméticos da marca continham alegações exageradas e sem respaldo científico, como promessa de “queimar até 400 calorias por dia mesmo sem atividade física” por cerca de R$ 220.


Cosméticos Ilustrativos (Foto: reprodução/@pokupkiprodazhi/Pinterest)

Importância da regularização e os riscos à saúde

A exigência de registro sanitário e autorização de funcionamento existe para garantir a segurança, eficácia e qualidade dos produtos oferecidos no mercado nacional. Segundo a Anvisa, sem o devido registro, não há garantias de que o produto oferece a proteção solar prometida nem que seja seguro para a pele dos consumidores. Cosméticos irregulares podem conter ingredientes não testados, formulações sem controle técnico e comunicações enganosas, representando risco de reações adversas ou uso ineficaz. A atuação da Anvisa, com fiscalização ativa e publicação de medidas no Diário Oficial, é um mecanismo de proteção ao consumidor e de manutenção da ordem regulatória.

Crise com Trump não impede Gonet de concluir parecer por condenação de Bolsonaro

A finalização do parecer pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro ocorre em plena turbulência diplomática, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar uma tarifa de 50% sobre todos os produtos brasileiros, em retaliação ao processo penal em curso contra o ex-chefe de Estado. Apesar do cenário externo adverso, fontes da PGR afirmam que o parecer, que pode solicitar penas de 20 a 30 anos de prisão, será apresentado com independência entre os dias 11 e 14 de julho, preservando os prazos legais e deixando claro que interferências políticas externas não afetarão o curso da ação penal. A PGR afirma que a crise diplomática não influenciará a recomendação jurídica.

A crise diplomática e o parecer de Gonet

Conforme noticiado pelo Diário do Centro do Mundo, Gonet deve entregar nas próximas horas seu parecer ao ministro Alexandre de Moraes, relator da ação no Supremo Tribunal Federal, dentro do prazo final de 14 de julho. A conclusão coincide com a imposição das tarifas de 50% pelos EUA, anunciadas de forma pública por Trump e consideradas retaliações diretas ao processo em que Bolsonaro é réu por suposta tentativa de golpe de Estado.


Paulo Gonet e Ministro Alexandre de Morais no STF sobre trama golpista de Bolsonaro 
(Foto: Reprodução/Mateus Bonomi/Getty Images Embed)

Apesar da tensão internacional, fontes internas da PGR garantem que a atuação do procurador seguirá com firmeza. Uma figura próxima ao gabinete declarou: “Essa verborragia do Trump precisa ser solenemente desprezada” — em referência à tentativa de interferência diplomática no andamento do caso.

Expectativa de penas e independência jurídica

Analistas que acompanham os desdobramentos indicam que o parecer será rigoroso e poderá recomendar uma pena entre 20 e 30 anos de prisão ao ex-presidente Bolsonaro, considerado líder de uma organização criminosa envolvida com a trama golpista. Segundo advogados ouvidos pela imprensa, o julgamento do chamado “núcleo 1” deve ocorrer na Primeira Turma do STF até setembro.

A coluna Farol da Bahia destaca que, mesmo com a elevada pressão da crise externa, não há indício de que o procurador aceitará recuar ou adiar suas conclusões no documento final.

Tarifa de 50% dos EUA sobre produtos brasileiros: o que muda nos preços do café, carne e combustível

A tarifa de 50% anunciada pelo governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump, sobre produtos importados de países alinhados aos Brics — incluindo o Brasil — deve impactar diretamente os preços de itens do dia a dia do consumidor brasileiro. Setores como o agronegócio, o petróleo e a indústria de base estão entre os mais atingidos. A medida, que entra em vigor no dia 1º de agosto de 2025, pode gerar tanto efeitos de alta, como no caso dos combustíveis e do aço, quanto de queda ou estabilidade, como no café e na carne, devido ao redirecionamento da produção para o mercado interno. A depender da intensidade da reação global e da resposta dos produtores nacionais, os próximos meses devem ser marcados por instabilidade nos preços e nos mercados.

Impacto nas exportações e pressão nos preços internos

Segundo a Reuters, o Brasil exportou em 2024 cerca de US$ 40,4 bilhões para os EUA — equivalente a 12% do total exportado — e o aumento abrupto da tarifa tende a reduzir drasticamente esses embarques.
O café representa 16,7% das exportações brasileiras para os EUA; a demanda americana deve recuar e grandes torrefadoras buscar mercados alternativos, como Europa e Ásia. A carne bovina, onde os EUA são o segundo maior mercado, também terá impacto significativo para empresas como Minerva e JBS.


Presidente americano Donald Trump (Foto: Reprodução/Win McNamee/Getty Images Embed)

Enquanto isso, exportações de petróleo (cerca de 13% do total) serão menos afetadas, por possuírem maior flexibilidade logística para redirecionamento.

O real brasileiro sofreu desvalorização de até 2,9% logo após o anúncio, e setores como café, siderurgia e aeronáutica já registram perdas expressivas nas bolsas.

Café e carne: mais oferta interna, menos exportações

Analistas do agronegócio afirmam que a equação comercial está sendo reescrita: com exportações freando, o volume de produtos — especialmente café e carne — tenderá a se concentrar no mercado interno. Essa maior oferta doméstica pode conter aumentos de preço ou até provocar quedas pontuais, dependendo da elasticidade da demanda interna .

Economistas destacam que setores exportadores devem buscar novos destinos como União Europeia e Ásia, mas com condições adversas de demanda global, essa realocação será lenta e parcial.

Combustível e derivados: pressão moderada

O setor de petróleo e derivados será impactado em menor escala. Embora represente cerca de 18,3% das exportações brasileiras aos EUA (aproximadamente US$ 7,5 bilhões em 2024), sua capacidade de redirecionar embarques reduz o impacto direto sobre preços domésticos.
Entretanto, a desvalorização do real e maior volatilidade cambial podem pressionar custos logísticos, refletindo em leves altas nos preços dos combustíveis internos.

Acordo de cessar-fogo em Gaza entra na reta final com apoio de Trump e Netanyahu

Um cessar-fogo temporário entre Israel e Hamas pode ser anunciado até o próximo fim de semana. A expectativa foi revelada por fontes diplomáticas nesta terça-feira (8), após avanços nas negociações indiretas realizadas em Doha e encontros de alto nível entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o premiê israelense Benjamin Netanyahu, na Casa Branca.

Negociações avançam com mediação internacional

A possibilidade de uma trégua em Gaza ganhou força nesta semana após uma série de movimentações diplomáticas nos bastidores. As tratativas entre Hamas e Israel ocorrem por meio de mediadores do Catar, já no terceiro dia consecutivo de reuniões em Doha. Fontes envolvidas nas conversas afirmaram que os principais obstáculos foram reduzidos de quatro para apenas um. O plano prevê um cessar-fogo inicial de 60 dias, com a libertação progressiva de reféns israelenses e a devolução de corpos.


Conflito entre Hamas e Israel (Foto: Reprodução/NurPhoto/Getty Images Embed)

Em troca, Israel concordaria com a liberação de presos palestinos e facilitaria a entrada de ajuda humanitária em Gaza. A principal divergência no momento envolve a logística da ajuda humanitária: Israel quer manter controle direto sobre a distribuição, enquanto o Hamas exige participação das Nações Unidas. Ainda assim, diplomatas indicam que há margem para acordo.

Trump assume protagonismo e pressiona por acordo

Durante a visita de Netanyahu a Washington, o presidente Donald Trump realizou dois encontros com o premiê israelense — um jantar informal e uma reunião no Salão Oval — com foco quase exclusivo na crise em Gaza. “Esperamos resolver isso muito em breve”, declarou Trump, segundo relatos da CNN. O assessor especial da Casa Branca para o Oriente Médio, Steve Witkoff, disse que há chances reais de que um cessar-fogo seja anunciado até domingo, com a libertação de dez reféns vivos e nove corpos por parte do Hamas. Witkoff indicou que “resta apenas uma questão” para que o acordo seja finalizado.


Apesar do otimismo dos norte-americanos, o Catar adotou postura mais cautelosa, afirmando que as conversas ainda exigem tempo e sensibilidade para avançar de forma duradoura.

Trump e Netanyahu discutem cessar-fogo em Gaza e plano para reassentar civis palestinos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciaram nesta segunda-feira (7) que seus governos estão articulando com nações parceiras uma possível realocação de civis palestinos da Faixa de Gaza. O encontro aconteceu na Casa Branca e também incluiu discussões sobre um novo acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas.

A iniciativa, segundo Netanyahu, busca aliviar a pressão sobre Gaza e abrir caminho para uma solução política duradoura. Ele também anunciou ter recomendado o presidente dos EUA para receber o Prêmio Nobel da Paz.

EUA e Israel buscam reassentar civis de Gaza

Segundo Netanyahu, o reassentamento de parte da população de Gaza está sendo tratado como uma medida de “caráter humanitário” que também facilitaria as operações de segurança contra o Hamas e discutido em coordenação com os Estados Unidos, que lideram contatos diplomáticos com possíveis países de acolhimento. O premiê afirmou que os dois governos estão “trabalhando de perto” e que já estão “próximos de identificar vários países” dispostos a receber civis palestinos.

Estamos trabalhando em conjunto com os Estados Unidos para identificar nações que possam acolher civis de Gaza, longe da zona de guerra e da influência do Hamas”, declarou Netanyahu. “Não se trata de expulsão, mas de oferecer segurança e dignidade a essas famílias.


Donald Trump e Primeiro Ministro de Israel (Foto: Reprodução/Andrew Harnik/Getty Images Embed)

Grupos de direitos humanos, no entanto, criticaram a proposta, apontando riscos de violação do direito internacional. A Human Rights Watch classificou a iniciativa como uma tentativa de “limpeza demográfica sob pretexto humanitário”, enquanto a Anistia Internacional pediu à comunidade internacional que rejeite qualquer plano de deslocamento forçado.

Trump defende plano e é indicado ao Nobel da Paz

Durante a coletiva após a reunião, Trump reiterou seu apoio a Israel e defendeu o plano como parte de uma solução “forte e sustentável” para a crise. Ele afirmou que um novo cessar-fogo está em estágio avançado de negociação e que os EUA não permitirão que o Hamas continue representando uma ameaça.

Netanyahu, por sua vez, anunciou que indicou formalmente Trump ao Prêmio Nobel da Paz, destacando sua atuação nos Acordos de Abraão e seu “compromisso inabalável com a estabilidade no Oriente Médio”.

Poucos líderes fizeram tanto pela paz regional quanto Donald Trump”, afirmou o premiê israelense. “É hora do mundo reconhecer isso.

Observadores internacionais avaliam que os próximos passos da iniciativa — tanto em relação ao cessar-fogo quanto ao reassentamento de civis — serão cruciais para medir o impacto das decisões da Casa Branca sobre a estabilidade regional e a resposta humanitária.

Trump impõe tarifa de 10% a países alinhados ao Brics: “Não haverá exceções”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (7) a imposição de uma tarifa adicional de 10% sobre todos os produtos importados de países que, segundo ele, “se alinharem às políticas antiamericanas do Brics”. Em publicação feita no Truth Social, rede oficial do atual presidente americano, Trump afirmou que a medida visa proteger a soberania econômica dos EUA e será aplicada de forma ampla: “Não haverá exceções a essa política”, ele declarou.

Pressão econômica contra o bloco emergente

O anúncio representa mais um passo da nova ofensiva econômica da Casa Branca sob o segundo mandato de Trump. O Brics — atualmente formado por Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Irã, Egito, Etiópia e Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Indonésia — tem se fortalecido como um contraponto à influência do Ocidente, promovendo uma agenda de desdolarização e cooperação Sul-Sul.


BRICS summit no Rio de Janeiro, Brasil. (Foto: Reprodução/PABLO PORCIUNCULA/Getty Images Embed)

Para Trump, o bloco representa uma ameaça estratégica. “Países que se alinham ao Brics estão endossando uma agenda que mina os interesses dos Estados Unidos e do povo americano”, escreveu. O presidente ainda disse que “essa tarifa é uma resposta justa a governos que se envolvem em políticas hostis à liderança americana”.

O Departamento de Comércio dos Estados Unidos confirmou que a tarifa será implementada nos próximos 30 dias e poderá ser ampliada conforme o nível de “cooperação diplomática ou econômica” com o bloco.

Reações globais e impacto para o Brasil

A medida gerou críticas imediatas de países-membros do Brics. O Itamaraty, em nota oficial, classificou a medida como “discriminatória e contrária aos princípios do comércio multilateral”. O ministro da Fazenda do Brasil, Fernando Haddad, declarou que o governo brasileiro buscará diálogo com Washington, mas advertiu que o país “não recuará de sua posição soberana dentro do Brics”.

Especialistas apontam que o impacto sobre a economia brasileira pode ser significativo, especialmente em setores como o agronegócio, mineração e manufatura, altamente dependentes do mercado americano. De acordo com a análise da Bloomberg, o percentual pode reduzir em até 12% o volume de exportações brasileiras para os Estados Unidos ainda em 2025.

Já a Reuters informou que a União Europeia acompanha a escalada com preocupação e poderá acionar a Organização Mundial do Comércio (OMC), caso entenda que a tarifa viola acordos internacionais.