Sobre Mariana Lamenha

Jornalista na Editoria de Tech

Correios promoverão leilão de notebooks e celulares

Os Correios, empresa responsável pela maior parte dos envios e entregas de correspondências do Brasil, informaram que o leilão dos objetos classificados como refugos, todos aqueles que não foram entregues ao destinatário nem devolvidos aos remetentes após todas as tentativas de entrega, serão leiloados no dia 27 de setembro.

Num geral, os Correios costumam estipular um prazo de sete a trinta dias para direito à reclamação, conforme prevê o Código de Defesa do Consumidor. Depois disso, a empresa recebe o direito de leiloar os refugos e utiliza o dinheiro arrecadado para investir dentro da própria organização, visando melhorias nos serviços e produtos prestados aos clientes.

A empresa pública federal informou que, aproximadamente, 61 mil itens estarão disponíveis para aquisição e que, além de eletrônicos como notebooks, peças de computador e aparelhos celulares, livros, peças de vestuário, acessórios para veículos e bijuterias também serão leiloados.


(Foto: Reprodução/Pexels)


Os interessados em participar da disputa devem estar cientes de que os lances iniciais para os lotes disponíveis podem variar entre R$ 1.303 e R$ 85.050 e que, para receberem o direito de enviar propostas, devem se cadastrar na plataforma Licitações-e do Banco do Brasil.

Depois do cadastro, tanto pessoas físicas quanto jurídicas poderão participar da disputa online através de propostas eletrônicas.

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Apple anuncia redução de preço dos iPhones 11, 12 e o fim da fabricação do iPhone XR

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Os Correios informam ainda que “o edital com todas as informações está disponível na plataforma Licitações-e, pelo n° 893602, e também na página de licitações dos Correios. Basta fazer a busca por modalidade ‘Licitações Correios Aberta’ e escolher ‘São Paulo Metropolitana’ na coluna dependência”.

Ainda segundo a empresa responsável pelo sistema de envio e de entregas da maior parte das correspondências no Brasil, os lotes que serão leiloados estão armazenados no bloco um do edifício dos Correios em São Paulo, Vila Leopoldina, e as visitas aos bens podem ser agendadas através do número (11) 4313-8150.

 

Foto destaque: Agência dos Correios. Reprodução/Marcelo Camargo/Agência Brasil

Apple anuncia redução de preço dos iPhones 11, 12 e o fim da fabricação do iPhone XR

A multinacional norte-americana Apple, responsável pela produção e comercialização de produtos eletrônicos de consumo, softwares e computadores pessoais, aproveitou o evento de divulgação das novas criações na última terça-feira (14) para falar também sobre a descontinuação da produção do iPhone XR e redução de preços dos modelos lançados em 2020 e 2021.  

O CEO da Apple, Tim Cook, aproveitou o evento da marca, denominado California Streaming, para revelar que além dos lançamentos, que incluem iPads, do Apple Watch mais resistente e dos quatro modelos do Iphone 13, a empresa também optou pela redução dos preços dos iPhones no Brasil e declarou que o desconto pode chegar R$ 1500,00.

Os novos preços passaram a valer logo após o anúncio e, segundo a loja oficial da empresa, os valores dos iPhones 12 e 12 Mini passaram a custar R$ 6.499 e 5.699, respectivamente. O iPhone 11 sofreu uma queda de R$ 700,00 enquanto, os modelos 12 Pro e 12 Pro Max, sumiram do catálogo.

Vale lembrar que, mesmo com a redução do valor, os aparelhos receberão o iOS 15, versão mais recente do sistema operacional do iPhone e, por conta disso, ainda terão uma longa vida útil.


(Foto: Divulgação/Apple)


Além da queda dos valores em território brasileiro, o CEO da multinacional norte-americana também falou sobre a descontinuação na produção e na comercialização do modelo XR durante o California Streaming.

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Apesar de ser considerado o modelo mais vendido da Apple desde seu lançamento em 2019, por conta de seu valor mais baixo e de todas suas funcionalidades, a empresa optou pelo encerramento da fabricação do iPhone XR. Ainda assim, o modelo ainda poderá ser adquirido em lojas de varejo, até o fim dos estoques.

Aos novos valores podem ser conferidos na página da loja oficial da Apple no Brasil.

 

 

Foto destaque: Reprodução/iPhone 12 Pro. Pexels

TikTok supera YouTube nos EUA e no Reino Unido

Recentemente, uma pesquisa realizada através do App Annie, uma das plataformas de análise e dados mobile mais confiáveis do mundo, revelou que o aplicativo chinês TikTok, também conhecido como Douyin, ultrapassou o YouTube na média de tempo visualização não só nos Estados Unidos da América como também no Reino Unido.

Ainda que ambas as redes trabalhem com vídeos, enquanto a plataforma americana, YouTube, fundada em 2005 e vendida em 2006 para a Google, permite o compartilhamento de vídeos mais extensos, o TikTok, lançado em 2016, possibilita não só a criação como também o compartilhamento de vídeos curtos, de maneira quase instantânea.

Ainda que o YouTube mantenha a liderança no que diz respeito ao tempo total destinado a redes sociais, o aumento do consumo dos conteúdos do TikTok mostra a força dos vídeos mais curtos e das lives, geralmente voltados única e exclusivamente para a “diversão”.

Enquanto no Reino Unido a preferência por vídeos curtos é gritante, cerca de 64%, nos Estados Unidos a diferença entre o YouTube e o TikTok é mais tênue, com direito a alternância mensal desde agosto do ano anterior.


Legenda: TikTok e Youtube alternam, mensalmente, nos EUA (Reprodução/App Annie) 


Em 2020, por exemplo, o Douyin foi o aplicativo mais baixado no mundo, superando até mesmo o Facebook.

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Vale lembrar também que, recentemente, a plataforma de vídeos americana criou um formato de vídeos curtos e o “apelidou” de Shorts. O objetivo principal da criação era competir com o TikTok e, para pressionar a rede social “rival”, o YouTube também anunciou que disponibilizaria cerca de R$ 5,1 milhões para a monetização dos conteúdos e compensação de seus respectivos criadores.

O TikTok, por sua vez, não só respondeu os novos investimentos do YouTube com um aumento do tempo “limite” dos vídeos – passando de 30 segundos para três minutos – como também resolveu liberar novos recursos para o aplicativo chinês, como lives compartilhadas, moderadores e enquetes.  

 

(Foto destaque: TikTok, também conhecido como Douyin, supera Youtube no tempo médio de visualização. Pexels)

Amazon estuda a remoção de conteúdos que violem regras da nuvem

A multinacional de tecnologia norte-americana, Amazon.com (AMZN), pretende adotar uma abordagem mais proativa para definir quais conteúdos vão contra suas políticas de serviço em nuvem e como lidará com eles, podendo até mesmo impor sua remoção.

Ao que tudo indica, a iniciativa deverá renovar o debate sobre as empresas e os poderes que elas têm para restringir a liberdade de expressão de seus usuários.

A AMZN é dona de uma plataforma de serviços de computação em nuvem conhecida como Amazon Web Services (AWS). A nuvem da multinacional já disponibiliza serviços de tecnologia para 81 zonas de disponibilidade em 25 regiões geográficas, tem planos de expansão para mais 7 regiões, e é a principal fornecedora deste tipo de serviço com, aproximadamente, 40% de parcela de mercado, segundo a empresa de pesquisa americana, Gartner.

Ao longo dos próximos meses, a Amazon.com deverá contratar um grupo para cuidar das questões da AWS, desenvolver o projeto de maneira adequada e monitorar, junto de pesquisadores externos, ameaças futuras.


Legenda: Salvador Rodriguesz/Reuters


Especialistas afirmam que a adoção dessa nova abordagem pode transformar a AMZN em uma das mais poderosas árbitras de conteúdo na internet.

Após as informações iniciais, divulgadas pela agência de notícias britânica “Reuters”, um porta-voz da Amazon Web Services (AWS), veio a público afirmar que a agência está engada e comentou “AWS Trust & Safety não tem planos de mudar suas políticas ou processos e o time sempre existiu”.

O porta-voz da Reuters, por sua vez, afirmou que a agência britânica de notícias mantém a reportagem.

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Vale lembrar que, recentemente, a Amazon.com ganhou as manchetes do diário estadunidense, Washington Post, após fechar um site que apresentava uma propaganda do estado islâmico comemorando o bombardeio suicida em Cabul e que a adoção da nova abordagem acontece depois da AMZN ter expulsado o aplicativo Parler do AWS por ter permitido conteúdo que promovia a violência após a invasão do Capitólio em janeiro.

Segundo o porta-voz da AWS, a divisão “Trust & Safety”, responsável pelas políticas de serviço e afins, trabalha para proteger consumidor, parceiros e usuários de pessoas que tentem fazer o uso dos serviços da nuvem com propósitos abusivos ou ilegais.

(Foto Destaque: Logo da Amazon. Canonicalized/Flickr)

Volkswagen reúne esforços para tentar desafiar Tesla e Alphabet

Na última terça-feira (6), o presidente-executivo da Volkswagen, o alemão Herbert Diess, participou da primeira edição do IAA Mobility e afirmou que a maior montadora da Europa ainda tem um longo caminho até se tornar uma fabricante de software automotivo.

 

Ao longo do evento que substitui o Salão Internacional de Frankfurt e promete focar mais em soluções de mobilidade e menos em “carros”, Diess lembrou que este é um dos objetivos fundamentais na estratégia de transformação da empresa e revelou que a Volkswagen reuniu todos os esforços de software em uma única unidade, a Cariad.


Legenda: Logo da Cariad, software automativo. (Reprodução/Divulgação)


O presidente-executivo também comentou que, no momento, é preciso ter mais cultura de software e acrescentou que não quer a criação de uma nova entidade automotiva.

O CEO comentou ainda sobre a esperança de, futuramente, poder desafiar a empresa automotiva e de armazenamento de energia, Tesla, e a holding fundada pelos cofundadores do Google, Alphabet.

 

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Os comentários de Herbert Diess refletem diretamente a pressão enfrentada pelo CEO da Cariad, Dirk Hilgenberg. O presidente-executivo tem sido pressionado a criar, do zero, um software automotivo campeão de classe mundial num mercado onde as corporações batalham intensamente por talento.

 

Hilgenberg revelou aproveitou a oportunidade para relevar aos jornalistas que a Cariad está buscando, nos Estados Unidos e na China, uma competência específica que não conseguiu encontrar na Europa e que essa tarefa requer uma espécie de “poder de fogo” financeiro e acrescentou que, em termos de recurso, a situação ainda é muito favorável para as montadoras.

 

Vale lembrar que a Volkswagen é uma montadora alemã, com sede em Wolfsburg, na Baixa Saxônia, e foi fundada em 1937 pela Frente Alemã para o Trabalho. Atualmente, é considerada a maior fabricante de automóveis do mundo. O grupo por ela também é proprietário de marcas mundialmente famosas como Audi, Bugatti, Ducati, Porsche e Lamborghini.

(Foto Destaque: CEO da Volkswagen, Herbert Diess, em Munique. Reuters)

 

 

Instagram anuncia lançamento de novo recurso para a aba Loja

 

O Instagram, rede social fundada em 2010, informou na última terça-feira (24), que começará a disponibilizar anúncios publicitários em seu recurso Loja, no mundo inteiro. A novidade surge com o intuito de aumentar o faturamento do aplicativo a partir de uma maior exposição das marcas e de seus respectivos produtos, permitindo que o item ofertado alcance seu público-alvo.

A Loja do Instagram nada mais é que uma aba do aplicativo que permite não só que os usuários procurem itens como roupas, acessórios e cosméticos como também os adquiram, em alguns casos, diretamente pela rede social.


Instagram, rede social utilizada para compartilhar fotos e vídeos, passa a anunciar assuntos publicitários (Foto: Pexels)


A novidade, que também deverá potencializar as vendas dentro da rede social, contará com a exibição dos anúncios na página inicial da aba “Loja” e, ao que tudo indica, não interferirá na navegação pelo feed nem na visualização de nenhum de story.

Os potenciais compradores poderão pesquisar por marcas, variações de produtos e, após encontrarem os itens almejados, os terão a chance de clicar nos respectivos anúncios para a obtenção de maiores detalhes. Depois disso, também será possível realizar novas buscas – dentro do espaço escolhido – ou então, o usuário poderá salvar os itens numa espécie de “lista de desejos” para escolhê-los depois.

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A empresa havia começado a testar as propagandas no começo de agosto, no entanto, até então, o recurso estava restrito para anunciantes selecionados. Agora, a novidade está aberta para todas as marcas e pode ser utilizada em qualquer lugar do mundo, desde que a Loja do Instagram esteja disponível na área.  

Curiosamente, o lançamento foi anunciado no mesmo dia em que o TikTok Shopping, fruto da parceria entre a gigante do e-commerce canadense, Shopify, e o aplicativo de criação e compartilhamento de vídeos curtos, TikTok, foi lançado.

 

(Foto em destaque: Peter C/Pexels)

 

Shopify e Tik Tok anunciam parceria para compras dentro do aplicativo

A plataforma de e-commerce canadense, Shopify, e o TikTok, aplicativo chinês responsável tanto pela criação quanto pelo compartilhamento de vídeos curtos, anunciaram na última terça-feira (24) uma parceria que permitirá a realização de compras dentro da rede social.

Segundo a empresa canadense, para acrescentar uma “aba de loja” no perfil, é necessário ter uma conta na versão Business no TikTok. A opção permite não só a sincronização dos catálogos como também viabiliza a possibilidade uma vitrine, com direito a um link direto para a loja online.

 A versão demonstrativa, chamada “TikTok Shopping” está, até o presente momento, disponível para usuários dos EUA e do Reino Unido e, ao que tudo indica, será lançada para outras regiões ao longo dos próximos meses.  

Atualmente, a maior parte dos investimentos das plataformas de comércio digitais está sendo concentrada na área de comércio social e, para o presidente da Shopify, Harley Finkelstein, “os criadores estão abrindo espaço para um novo tipo de empreendedorismo em que o conteúdo, a comunidade e o comércio são essenciais”.

Finkelstein acredita ainda que o novo recurso ajudará no impulsionamento das vendas ao facilitar que os produtos ofertados cheguem até os consumidores interessados.

A primeira loja a receber acesso à novidade foi a Kylie Cosmetics, fundada e gerenciada pela empresária e modelo norte-americana, Kylie Kristen Jenner. “Construí meu negócio nas redes sociais; é onde meus fãs vão primeiro para produrar o que há de novo na Kylie Cosmetics”, comentou a empreendedora sobre o lançamento.  


Shopify e Tik Tok anunciam parceria para compras dentro do aplicativo (Foto: Reprodução/Shopify)


Ultimamente, grandes nomes como Facebook, Youtube e Twitter têm investido em recursos de compra com o intuito de impulsionar a presença de produtos em suas plataformas e, assim, alavancar as vendas.  

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Segundo a empresa nova-iorquina, eMarketer, dados indicam que as vendas anuais, nas redes sociais, devem aumentar de US$ 36 bilhões para US$ 50 bilhões, cerca de R$ 262 bilhões em conversão direta, até 2023.

 

 

Foto destaque: Shopify e Tik Tok anunciam parceria para compras dentro do aplicativo. Reprodução/Reuters.

Empresa libera testes de carros autônomos para o público em São Francisco, Califórnia

Fundada em 2009 e, inicialmente, conhecida como “projeto de carro autônomo do Google”, a Waymo faz parte da Alphabet Inc. e surgiu com o intuito de desenvolver tecnologia para carros autônomos e completou seu primeiro passeio sem motorista em espaço público em 2015.

O anúncio feito na última terça-feira (24), mostrou o quanto ainda falta para que o transporte autônomo se torne comum. Ainda assim, os carros eletrônicos e totalmente autônomos já estão em funcionamento e a Waymo espera liberar os “robotáxis” para todos em menos tempo do que levou para lançá-los, cerca de três anos.

Até o presente momento, qualquer um pode se inscrever no aplicativo. No entanto, a Waymo está selecionando a dedo quem poderá desfrutar do serviço. A expectativa é de que a lista cresça gradualmente, chegando a alcançar centenas de pessoas.  


Empresa libera testes de carros autônomos para o público em São Francisco, Califórnia (Foto: Reprodução/Flickr/Angela37905)


Os utilitários esportivos (SUVs) I-Pace, da Jaguar Cars, são totalmente eletrônicos e estão operando nas áreas residenciais de São Francisco. Em virtude do período de “testes”, todos os carros contam com operadores, ocupando o banco do motorista, preparados para possíveis emergências.

O diretor sênior de produtos da Waymo, Sam Kansara, revelou que este é um passo para obtenção de mais informações para a divulgação de um roteiro no futuro. Espera-se que, a partir da experiência, os usuários falem sobre os desafios no momento do embarque/desembarque, causados não só pelo espaço limitado das calçadas de São Francisco como também pelos estacionamentos em fila dupla.

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Kansara também declarou que ainda há muito a ser feito e admitiu que os veículos autônomos estão demorando mais do que era esperado, tanto pela empresa quando pelos concorrentes.

Vale lembrar também que, a Waymo passou a autorizar, ainda em outubro de 2020, a compra de corridas em minivans (Chrysler Pacifica) em certos subúrbios de Phoenix, cidade mais populosa do Arizona.

 


Foto destaque: 
Empresa libera testes de carros autônomos para o público em São Francisco, Califórnia. Reprodução/Pixabay.

Otnet lança conjunto de soluções para reduzir os riscos de operações e-commerce

Apenas em 2020, foi registrado um crescimento de 84,6% das queixas por atraso nas compras online e, segundo o Reclame Aqui, foram abertos 1,7 milhão de protocolos foram abertos no site. Pensando nisso, a empresa paulistana especializada na avaliação de perfis, Otnet, começou a estudar formas de otimizar os serviços.

Com o aumento das vendas online e, consequentemente, o maior uso de aplicativos de frete online em virtude da pandemia de Covid-19, o número de problemas relacionados às entregas, aumentou consideravelmente. Produtos sendo entregues em locais errados, cargas sendo roubadas no meio do percurso e clientes no prejuízo, sem previsão de recebimento.

Segundo os dados da Secretaria de Segurança Pública, em 2020, foram registrados mais de 22 mil casos de roubo de carga em São Paulo e, apenas no primeiro trimestre de 2021, 493 chegaram a ser contabilizados, superando os 411 do mesmo período no ano anterior.


Foto: Pexels


Com base nesses dados, a empresa Otnet, pensou em duas soluções que ampliam os critérios de avaliação de veículos, condutores e estendem a análise para ciclistas e pessoas que optem por fazer a entrega a pé. O conjunto de soluções visa não só a mudança no mercado de avaliação de segurança como também promete aumentar a prevenção de riscos que envolvam as entregas dos produtos adquiridos online.

Para Cecília Amaral, diretora geral da empresa paulistana, um dos principais desafios da atualidade é fazer com todos que operam no segmento de Gerenciamento de Riscos, consigam avaliar, de maneira personalizada, cada uma das operações, entendendo que as mercadorias apresentadas podem apresentar riscos diferentes e, por conta disso, devem apresentar parâmetros únicos.

A diretora também acredita que a personalização dos serviços de frete online não só aumenta em 40% a prevenção de riscos como perda, roubo, furto e atrasos nas entregas em comparação com o modelo atual do mercado como também é capaz de reduzir o valor do seguro de transporte de operações realizadas através de aplicativos de frete online.

“Percebemos, em algumas rodadas de conversas com as seguradoras, que muitas não oferecem seguro para e-commerce e outras criam restrições para frete online justamente por não perceberem diferença entre as análises oferecidas pelas empresas de avaliação securitária”, comenta Carla Sato, diretora e Business Intelligence da Otnet.

Ambas as soluções da empresa paulistana, Otnet Frete Online e Otnet E-commerce, realizam pesquisas em informações públicas, dos veículos e dos seus respectivos condutores, em um banco de dados próprio com, aproximadamente, 1,5 milhão de cadastros. Além disso também fazem uso de recursos de inteligência artificial para o cruzamento de dados e são analisados, aproximadamente, 60 critérios – dentro de diferentes parâmetros – para cada tipo de operação.

Carla acrescenta ainda que “no geral, o mercado costuma analisar dez critérios. O que é pouco e genérico para minimizar os riscos logísticos dentro do gigantesco cenário do mercado de transporte de cargas”.

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Em entregas feitas por ciclistas, a solução da Otnet analisa desde a existência de endereço fixo até os tipos de entregas que podem ser realizadas por bicicletas. Já no caso do frete online, a empresa alega que é necessário verificar itens como a idade do caminhão, o perfil do condutor e o tipo de carga.

“São veículos mais antigos e que requerem manutenção frequente para reduzir as chances de acidentes e panes no meio do caminho que possam atrasar a entrega. Isso tem que ser analisado, bem como se o tipo de caminhão é o mais adequado para determinado produto e outras muitas variantes”, afirma Cecília Amaral.

 

(Foto destaque: Pexels)

Número de empresas de tecnologia registra crescimento de 210% em dez anos no Brasil

É sabido que, ao longo dos últimos anos, as empresas de tecnologia conquistaram um espaço considerável no mercado. Só em 2020, por exemplo, surgiram mais de 35 mil startups e empresas de tecnologia no Brasil.

Pensando em colocar toda essa expansão em dados, a Datahub realizou uma análise que aborda não só a quantidade de aberturas de negócios no setor tecnológico, como também cita a geração de empregos.

Para a realização da sondagem, foram colhidas informações de, aproximadamente, 300 bancos de dados públicos. Já para a análise das empresas e startups abertas nos últimos 10 anos, considerou-se a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) ativas e ligadas ao setor tecnológico.


Reprodução: Pexels


O levantamento informa, já nos primeiros dados, que nos últimos dez anos, a quantidade de abertura de empresas no ramo tecnológico cresceu 210% e sinaliza o sudeste (107.499) como o maior criador de negócios nesta área, sendo seguido pelo sul (29.582), nordeste (19.626), centro-oeste (13.152) e, por fim, norte (5.856).

Segundo a pesquisa da DataHub, considerando a abertura por estado, São Paulo (44.326) ocupa o primeiro lugar e foi o ponto de início do crescimento do mercado tecnológico do país – sendo seguido por Rio de Janeiro, Curitiba, Belo Horizonte e Brasília.

No mundo todo, a indústria da tecnologia cresce a passos largos. Entender como ela vem se desenvolvendo no Brasil nos dá um panorama importante sobre para onde estamos indo. É inegável que a pandemia impactou o setor. Todas as mudanças pelas quais passamos nesse período, pessoas físicas e empresas, intensificou a necessidade de criar soluções para atender às novas demandas do dia a dia. Tivemos uma aceleração na transformação digital e há muito espaço ainda para crescer” afirma, em nota para a Revista Exame, o chefe de operações da DataHub, José Renato Raposo.

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Ainda segundo o levantamento realizado pela DataHub, cerca de 176 mil negócios do setor de tecnologia foram registrados entre os anos de 2011 e 2020.

A pesquisa mostra, por fim, toda a questão de geração de emprego no setor tecnológico e revela que, entre o primeiro semestre de 2011 e o último de 2020, foram criadas mais de 520 mil posições com carteira assinada no Brasil. A região com a maior geração de empregos foi a Sudeste com, aproximadamente, 292.966 vagas, enquanto a menor foi a Norte, com 24.661.

 

(Foto destaque: Número de empresas de tecnologia registra crescimento de 210% em dez anos no Brasil. Reprodução / Pexels).