Sobre Lina Ruiz

Redatora do lorena.r7

Zara Larsson se emociona com primeira indicação ao Grammy

A “Midnight Sun Tour” vem acontecendo desde a última semana de Outubro e durante um dos shows na Irlanda, Zara Larsson ficou emotiva e fez um discurso ao comentar sua primeira indicação ao Grammy, com seu novo álbum “Midnight Sun” na categoria Best Dance Pop Recording.

Zara mostrou ao público sua gratidão ao destacar que seu maior propósito na carreira é se conectar com os fãs e como essa conquista representa tantos anos de dedicação e paixão pela música. Vivendo momentos únicos e criando memórias em cada show que faz, a cantora também trouxe à tona a importância de seu reconhecimento internacional e o privilégio que tem de levar sua turnê pelo mundo. Independente de tudo, sua maior motivação sempre será cantar. Sua turnê segue até abril do ano que vem com shows confirmados por enquanto pelos Estados Unidos, Canadá e Europa.

Sol da meia-noite

A inspiração para o título “Midnight Sun” veio da terra natal da cantora. Na Suécia, durante o inverno, os dias são muito curtos e as noites muito longas, mas durante o verão, a luz se mantém por tanto tempo que em algumas regiões pelo norte do país, um fenômeno raro pode ser visto: o sol da meia-noite ou midnight sun.


Clipe Oficial de “Midnight Sun” (Vídeo: reprodução/Youtube/@ZaraLarssonOfficial)


Além da faixa-título o disco apresenta mais nove músicas com quase 32 minutos de duração. Com influências do pop, dance e eletrônico, duas das canções também carregam um jeitinho brasileiro.

Zara e o Brasil

Influenciada pelo funk brasileiro, a artista de 27 anos lançou uma versão remix de Ammunition em parceria com DJ Dennis na sua passagem pelo Brasil no Rock in Rio no ano passado. Desde a visita, em suas apresentações, Zara usa a versão remix em suas setlists.

Ela diz amar o funk brasileiro e ter ficado muito inspirada durante o evento que participou aqui no país. “Passe um tempo com Dennis e ouvimos muitas músicas brasileiras. Eu amo a festa, a comida, as pessoas, a música. Tem algo sobre o ritmo que só me faz querer dançar” declarou a cantora. Ainda sobre sua vinda ao Brasil, Zara contou que se sentiu muito acolhida pelo público há mais tempo do que imaginam e que quer muito trazer seus shows solos pra cá. O álbum “Midnight Sun” está disponível em todas as plataformas digitais além de versões em disco e vinil na loja oficial de Zara.

Ferramentas de Inteligência Artificial podem se prejudicar com conteúdos digitais

Diversos estudos envolvendo tipos de inteligência artificial vem surgindo nos últimos tempos e uma pesquisa recente, tenta refletir sobre a possibilidade das IAs sofrerem com “Brain Rot” ao serem treinadas com os mesmos conteúdos que os usuários consomem constantemente na internet.

O termo brain rot significa “apodrecimento cerebral” e é usado para explicar como o consumo incessante de conteúdo online afeta o cérebro humano, prejudicando seriamente a cognição humana: o foco, a memória, disciplina e até o discernimento social de alguém vai definhando pouco a pouco. Ano passado, a Oxford University Press chegou a eleger brain rot como “palavra do ano” com o crescimento dos obcecados por telas.

A tese sobre IAs deteriorando suas funções veio de pesquisadores da Texas A&M University em parceria com a Universidade Purdue de West Lafayette, Indiana. Os estudos começaram com a preocupação de que, se as ferramentas de IA “aprendem” com a mesma enxurrada de lixo digital que os humanos se viciam, como fica a construção lógica da programação dessas ferramentas?

Testando a hipótese

Obviamente, modelos de IA não conseguem pensar ou compreender, mas são desenvolvidos para seguir uma lógica e manter a coerência de acordo com suas funções específicas direto em seu código. Se expostos a conteúdos de baixa qualidade, o resultado traz prejuízos em contextos mais longos e principalmente mais complexos, criando “falhas de raciocínio” e inconsistências na resposta dada pela IA.

“Quando expostos a textos de baixa qualidade, os modelos não apenas soam piores, eles começam a pensar pior” Junyuan Hong e Atlas Wang, coautores do estudo, sobre a base do projeto.


Esboço de Hong e Wang (Foto: reprodução/GitHub/LLMs Can Get “Brain Rot”!)


Os pesquisadores testaram sua hipótese com um amontoado de dados “ruins” tirados da plataforma X, o antigo Twitter, com um grande arquivo cheio de publicações “caça-cliques”, comentários reciclados, postagens feitas para causar brigas e uma chuva de textos feitos por bots, os famosos algoritmos programados.

Treinando modelos com esse conteúdo (Llama 3, do Meta e Qwen LLm da Alibaba, ambos IAs de linguagem), houve um declínio cognitivo considerável, causando um impacto duradouro onde as ferramentas parecem fluentes, mas raciocinam de uma forma superficial e confusa.

Vozes sobre a pesquisa

Os resultados não surpreenderam pesquisadores da área, até os que não participaram do projeto. Ilia Shumailov, ex-cientista, afirmou que o brain rot das IAs estão alinhados com a literatura acadêmica sobre envenenamento de modelos, um termo que explica o que acontece quando agentes mal-intencionados manipulam dados de treinamento de IA, trazendo vulnerabilidades e o próprio fim dos modelos.

Gideon Futerman, um associado do Center for AI Safety, também comentou sobre o uso seguro da inteligência artificial e que a melhoria de dados no pré-treinamento delas pode garantir que os sistemas de IA sejam melhores com o tempo.

Higiene Cognitiva

Junyuan e Atlas apelidaram as avaliações de treinamento de IA como “higiene cognitiva” explicando que o futuro da segurança desses modelos depende da integridade dos dados que estão moldando cada ferramenta, ainda mais se até a primeira base delas, é gerada por uma IA.

Para eles, à medida que o conteúdo online fica cada vez mais sintético e focado apenas no engajamento, é um grande risco para os modelos da inteligência artificial herdarem distorções de raciocínio. Uma prévia da pesquisa “Hipótese do Apodrecimento Cerebral das LLMs” está disponível na plataforma arXiv e passa por uma revisão de pares atualmente.

Confira tudo que aconteceu no Festival Global Citizen Amazônia

Abrindo simbolicamente a Conferência das Nações Unidas sobres as Mudanças Climáticas (COP 30) com o objetivo de reunir 1 bilhão de dólares para investimentos na defesa da Amazônia, o Festival Global Citizen recebeu Regina Casé para o início da programação enquanto uma chuva grossa cobria o local, o estádio Mangueirão, em Belém do Pará. O evento ocorreu no sábado, primeiro dia de novembro.

Artistas do mundo da música, ativistas, políticos e representantes de povos indígenas dividiram o mesmo palco por uma noite mobilizando fundos para ações de plantio, restauração e renaturalização da Amazônia antes que a COP 30 se inicie.

Entre os dias 10 e 21 deste mês, a COP 30 reunirá líderes de vários países para discutir sobre as crises das mudanças climáticas e o bem da floresta amazônica.

Abertura

A primeira atração da noite foi Gaby Amarantos que familiarizada com sua terra natal, apresentou pela primeira vez ao vivo seu novo álbum “Rock doido” que carrega a cultura paraense com o gênero musical tecnobrega, comum nas periferias de Belém. “Foguinho”, “Abraço” e “Crina negra” foram algumas das músicas apresentadas com muito carinho pela cantora.


Gaby Amarantos do palco do Festival Global Citizen (Vídeo: reprodução/Instagram/@multishow)

Charlie Puth veio logo depois e com uma apresentação curta de camisa social e gravata, o estadunidense de 33 anos recebeu comentários brincalhões nas redes sociais. “Parece um estagiário” ironizou um dos internautas durante as três músicas que Puth cantou, incluindo “See you again” sua canção mais famosa, feita em parceria com Wiz Khalifa para Velozes e Furiosos 7 em tributo ao falecimento de Paul Walker na época.

As aparições rápidas seguiram-se com Gilberto Gil que apresentou “Palco”, “Tempo rei” e “Toda menina baiana” trazendo de volta o astral da plateia. Aos 83 anos, o artista baiano cantou ao lado de uma banda de baixo, bateria e guitarra.

Arriscando um português

Chris Martin, vocalista do Coldplay, subiu ao palco preparado com os maiores sucessos de sua banda nas mãos. Descalço e com um violão, Chris cantou “Paradise”, “Viva la vida” e “A sky full of stars”.

“Boa noite meus amigos, muito bom estar aqui com vocês” disse o cantor britânico em português, lendo em um papelzinho. A tentativa fofa foi o suficiente para cativar o público.

Martin continuou no evento com muita empolgação. Durante a apresentação de Seu Jorge, que tocou “Mina do condomínio”, “Burguesinha” e “Felicidade”, Chris permaneceu na percussão ao lado do carioca de 55 anos.


Melhores momentos do Global Citizen Amazônia (Vídeo: reprodução/Youtube/@MusicaMultishow)

Encerrando no baile funk

Quem estava no festival pôde ver Anitta sendo convidada para cantar “Viva la vida” ao lado do líder do Coldplay, mas sua volta foi mais tarde como headliner do evento. Com cores e aparelhagens de som típicas de Belém, Anitta abriu seu com em uma releitura de “Show das poderosas” com uma versão no tecnobrega.

O festival foi encerrado com baile funk com “Joga pra lua”, “Savage funk” e a parceria entre Anitta e Pedro Sampaio, “No chão novinha”. Antes mesmo do fim, o Global Citizen havia reunido as doações por volta de US$ 1 bilhão necessários para as causas da Amazônia.

Com fraca recepção comercial, iPhone Air não conquista consumidores

Informações divulgadas pela Nikkei Asia, um jornal diário econômico famoso no Japão, o novo projeto da Apple, o iPhone Air, obrigou a empresa a reduzir drasticamente a produção do aparelho com a demanda caindo cada vez mais, chegando a níveis “comparáveis ao fim de um ciclo de vida de um produto”, afirmou a publicação.

O modelo lançado recentemente tinha apostas da Apple para ser um marco em termos de design com sua carcaça tendo apenas 5,6 mm de espessura, mas para a surpresa da companhia multimilionária, o apelo estético não é mais suficiente para subir as vendas de um produto que não garante melhorias substanciais.

Além dos problemas com o iPhone Air, logo após o lançamento oficial do iOS 26, a empresa precisou correr para a produção de uma atualização emergencial ao encontrarem vulnerabilidades no sistema, podendo comprometer a segurança de seus usuários.

Inovação baixa, valor alto

Mesmo com o design ultrafino, sem avanços em desempenho, câmera ou bateria, o iPhone Air acabou taxado apenas como uma variação estética e sequer foi visto como uma inovação tecnológica. Outros lançamentos como o iPhone 17, com melhor desempenho de tela e armazenamento, chamaram mais atenção ao custo-benefício de acordo com suas especificações.


Introdução ao iPhone Air (Vídeo: reprodução/YouTube/Apple)

Planejado para um nicho premium focado na parte visual de um produto, com o design e a leveza do aparelho, o novo smartphone acabou misturado em outros celulares da própria Apple que já cumpriam o mesmo papel. Quem busca melhores performances migraram para os modelos Pro enquanto os mais baratos ganharam consumidores que viabilizam os preços acima de tudo, fazendo com que o iPhone Air ficasse sem um público específico, prejudicando ainda mais com o desinteresse nas vendas.

Demanda regional

Junto as falhas de estratégia comercial, a demanda regional trouxe limitações para o produto logo de cara. A China até mostrou um pouco de entusiasmo pelo smartphone finíssimo, mas não o suficiente para cobrir as vendas escassas nos Estados Unidos ou em qualquer outro mercado estratégico para a marca.

Enquanto falhas ocorrem no esperado sucesso do iPhone Air, a Apple ainda ganha e se atualiza com o lançamento da linha 17, atraindo consumidores pelo equilíbrio entre preço e inovação. Assim, é garantido os esforços diminuindo para a produção do ultrafino.

A famosa maçã tecnológica não é a única empresa de computadores e dispositivos móveis que vem enfrentando dilemas no mercado. Ultimamente, com os preços subindo, estética, peso e cores não alavancam vendas de smartphones ou qualquer outro aparelho para o dia-a-dia. Agora, a Apple e outras marcas precisam se redescobrir encontrando um consenso entre funcionalidades inovadoras, valor e estética.

Com recorde de doações, fundo patrimonial de Harvard passa dos US$ 56 bilhões

Estabelecida como a universidade mais rica dos Estados Unidos e do mundo todo, Harvard cresceu quase US$ 4 bilhões no ano fiscal de 2025 com fortes retornos de investimentos, chegando aos 56,9 bilhões de dólares. Os valores aumentaram mesmo com os cortes e congelamentos financeiros exercidos pelo governo Trump.

Durante meses, Donald Trump vem acusando a universidade de promover antissemitismo contra estudantes judeus no campus e decidiu congelar 2,2 bilhões de dólares em bolsas de pesquisas além de US$ 60 milhões em contratos com instituição.

Independente, a companhia de investimentos da universidade, a Harvard Management Co, divulgou na última quinta-feira (16) que obteve um retorno de 11,9% no ano fiscal que foi encerrado há quatro meses.

Batalha judicial contra Trump

Sediada em Cambridge, Massachusetts, Harvard vem sendo o foco central do governo Trump para alavancar o financiamento federal e forçar mudanças nas instituições de ensino dos Estados Unidos que na visão do presidente estadunidense, estão dominadas por ideologias antissemitas e de “esquerda radical”.


Presidente de Harvard responde ameaças de Trump (Vídeo: reprodução/Youtube/@wsj

Além de cancelar bolsas para pesquisadores, afirmando que a universidade não fazia o suficiente para prevenir o assédio contra estudantes judeus, Trump segue tentando impedir que estudantes estrangeiros frequentem Harvard, ameaçando ainda mais cortes de verbas alegando violação da lei federal de direitos civis.

Em seu pronunciamento, a universidade garantiu ser acolhedora para os estudantes judeus e israelenses.

Diferentes investimentos

Superando a meta de longo prazo da universidade com o retorno de 11,9% no ano fiscal, o relatório anual de Harvard mostrou 8% a mais nos valores referentes ao ano anterior. Junto a isso, Harvard atingiu o recorde de doações da instituição com 600 milhões de dólares em doações irrestritas de ex-alunos e amigos.

O fundo patrimonial de Harvard alocou em grande número dois tipos de investimentos além de permanecer com 14% de alocação em ações públicas. Com a segunda maior porcentagem, a universidade tem 31% em fundos de hedge, conhecido no português como “cobertura” ou “limite”, os investimentos em hedge são parecidos com seguros, sendo um instrumento para garantir valores de ativos para compra e vendas futuras. Outros 41% em ativos da instituição são com investimentos de private equity, uma estratégia de participação em empresas privadas como compra sem ser listados na bolsa, recebendo lucro pela valorização pós-venda.

Em uma carta, o presidente-executivo da Harvard Management, N. P. Narvekar e Alan Garber, presidente da faculdade, contaram que a instituição continua se adaptando às incertezas e ameaças “às fontes de receita”, mas em nenhum momento citam Trump.

Bette Midler conta novidades sobre a produção de “Abracadabra 3”

Bette Midler participou do programa Watch What Happens Live (Veja O Que Acontece Ao Vivo), apresentado por Andy Cohen, na última sexta-feira (17) e contou durante a entrevista que recebeu o roteiro para “Abracadabra 3”.

A atriz é muito conhecida em Hollywood e já foi indicada ao Oscar duas vezes: uma pelo filme “A Rosa” (The Rose) de 1979 e outra por “Para Eles, com Muito Amor” (For The Boys) de 1991. Porém até hoje, Midler conquista corações com a bruxa Winnie ao lado de Sarah Jessica Parker e Kathy Najimy na produção infanto-juvenil da Disney “Abracadabra” ou “Hocus Pocus”.

Conversando com Cohen, Bette contou que enviaram o roteiro do terceiro filme deixando-a muito animada, “grande parte [do roteiro] é brilhante” contou ela. O filme segue em fase inicial, com o script finalizado, a próxima etapa tem haver com detalhes logísticos, set de gravações, custos entre outras coisas.

O clássico “Hocus Pocus” é de 1993 e 29 anos depois, ganhou uma sequência com as três irmãs Sanderson com as atrizes originais e quebrou recordes de streaming na Disney+, com 2,7 bilhões de minutos assistidos em uma semana.

O original

No início do século XVII, as irmãs bruxas Winifred Sanderson (Bette Midler), Sarah Sanderson (Sarah Jessica Parker) e Mary Sanderson (Kathy Najimy) lançam uma maldição por Salem ao serem queimadas na fogueira. Muito tempo depois, já no século XX, o trio de feiticeiras são ressuscitadas quando Max (Omri Katz) invade a antiga cabana das irmãs e acende uma Vela da Chama Negra, sem saber seu verdadeiro poder.


As irmãs Sanderson no passado em cena de "Abracadabra 2" (Foto: reprodução/X/@DisneyPlus)

De volta a Salem, as irmãs Sanderson planejam ficar pela eternidade e para isso, precisam sugar a alma de crianças para recuperar sua juventude e magia.

A sequência

Continuando 29 anos após os acontecimentos de “Abracadabra”, por acidente, Becca (Whitney Peak) traz de volta a vida Winnie, Sarah e Mary Sanderson no dia de seu aniversário ao acender uma vela em um ritual com sua melhor amiga, Izzy (Belissa Escobedo).

Além das confusões para impedir que as três bruxas controlem Salem, o longa-metragem conta um pouco sobre o passado das irmãs, quando elas ainda eram jovens e viviam há muitos séculos atrás.

Jen D’Angelo, a roteirista, acredita que “Abracadabra” termine nesta trilogia com o último longa explorando um pouco mais sobre a personagem “Bruxa Mãe” introduzida em “Abracadabra 2”. Ainda sem previsão de lançamento, se o encerramento da franquia seguir os outros dois filmes, é possível que chegue ao Disney+ em época de Dia das Bruxas.

Novo recurso da Meta traz traduções em áudio para vídeos em Hindi e Português

Informações sobre uma nova ferramenta de tradução foram divulgadas na última quinta-feira (9) para uma nova atualização que incluirá vídeos do Facebook e publicações do Instagram Reels, com inteligência artificial, criações na plataforma poderão ser “dubladas” automaticamente para hindi ou português. O recurso parte da tradução inicial em inglês-espanhol lançada em agosto pela Meta.

A empresa mira diretamente nos mercados mais engajados com o Reels, adicionando português e hindi, dois idiomas falados por milhões de pessoas em todo o mundo, uma estratégia que aproxima criadores de conteúdo com seus espectadores, ao mesmo tempo que afina ainda mais a divisão entre autenticidade real e produções artificiais.

É possível que o engajamento nas plataformas Meta aumente o tempo gasto dos usuários acompanhando seus feeds, recebendo conteúdos que antes eram ignorados ou excluídos pela barreira entre idiomas tão distintos.

Sintetização e sincronização

Com a ferramenta, criadores de conteúdo podem ativar uma função que imitará o som e o tom de voz da pessoa presente no vídeo a ser publicado, traduzindo totalmente o áudio para outro idioma. Para evitar um estranhamento com as vozes sintéticas, entre as configurações da tradução, existe a sincronização labial, onde um escaneamento combinará o áudio traduzido com o movimento da boca do locutor, parecendo mais “natural”.


Mark Zuckerberg anunciando a nova ferramente Meta (Vídeo: reprodução/Instagram/@zuck)

Para aqueles que não desejam conviver com o recurso, na aba de controles do Instagram “Traduzido com Meta AI” é possível desativar as novas traduções e trocá-las pelo áudio original. Traduções em áudio também estão disponíveis no TikTok.

Perigos cibernéticos

Por um lado, a nova ferramenta de tradução diminui barreiras linguísticas, permitindo que criadores tenham um maior alcance e seguidores conheçam novos conteúdos, porém, quanto mais filtros de inteligência artificial comandam o mundo digital pouco a pouco, esvaindo as partes humanas do material, mais próximo chegam os usuários de precisarem de novas proteções em relação à atribuição e consentimento.

Vale lembrar que áudios artificiais estão começando a serem indistinguíveis da realidade e que antes mesmo de serem tão “perfeitos” muitos golpes foram aplicados utilizando ferramentas IA e não apenas em áudio, mas também com imagens, como o deep fake, para arrancar dinheiro de desavisados. Embora haja lados positivos, no mundo virtual com o comando de recursos programados, há mais perigos cibernéticos à espreita.

Conheça a trajetória de Diane Keaton em sua carreira

No último sábado (11), faleceu a atriz Diane Keaton na Califórnia, Estados Unidos, aos 79 anos. Com um pedido de privacidade vindo da família, a causa de sua morte não foi divulgada. Ganhadora de muitos prêmios, inclusive um Oscar de Melhor Atriz, Diane teve mais de 100 papéis entre o teatro, o cinema e as séries de TV, se destacando como uma das maiores atrizes de sua geração. Intercalou por anos em personagens dramáticas, intensas e excêntricas, fossem nas comédias ou nos dramas, tornava até filmes fracos um grande marco por lembrarem dela nas cenas.

Iniciou a carreira no teatro com o musical Hair, na Broadway em 1968. E no ano seguinte, com a peça “O Sonho de um Sedutor”, ganhou o prêmio Tony, a versão teatral da Broadway para o Oscar, de Melhor Atriz. Woody Allen, cineasta que foi seu namorado durante alguns anos, dirigiu a obra.


Diane Keaton ao lado de Al Pacino em "O Poderoso Chefão" (Foto: reprodução/Netflix)

Destaque no cinema

Diane entrou no cinema em uma grande produção considerada um clássico: “O Poderoso Chefão”. Ao lado de Al Pacino, Diane interpretou Kay Adams em toda a trilogia, sendo nora de Marlon Brandon no papel de Don Vito Corleone.

Queridinhos na Sessão da Tarde, Diane participou de “O Pai da Noiva” ao lado de Steve Martin e retornou tanto para a sequência como o especial criado pela Netflix que reuniu o elenco, continuando a história por uma chamada no Zoom e a comédia “O Clube das Desquitadas” dividindo cenas com Bette Midler (Abracadabra) e Goldie Hawn (A Morte Lhe Cai Bem).

Como musa de Woody Allen, Diane se destacou por sete filmes do diretor, levando em 1977, um Oscar de Melhor Atriz com a personagem Annie Hall no filme de mesmo nome que no Brasil veio com a tradução “Noivo Neurótico, Noiva Nervosa”. Além de levar todas as sete indicações com o longa em premiações variadas, Diane foi indicada mais três vezes ao Oscar com “Reds”, “As Filhas de Marvin” e “Alguém Tem Que Ceder”.


Trailer resgatado de "Annie Hall" (Vídeo: reprodução/YouTube/@OldflixBrasil)

Além das telonas

Com 33 prêmios nos braços, longos namoros com célebres de Hollywood e uma grande influência na moda com seu estilo em calças sociais e chapéus elegantes, Diane Keaton conquistou uma legião nas redes sociais com mais de 2,5 milhões de seguidores. Ano passado, lançou uma canção natalina que expressa os sentimentos de ter o primeiro Natal após a perda de uma pessoa muito querida.

Em sua carreira, lançou poucas músicas nos anos 1970 e 1980, além de alguns livros como um “memoir” intitulado “Mais Uma Vez” e livros de fotografias. Na vida pessoal, Diane era a mais velha entre três crianças e nunca se casou, mas na casa dos 50 anos decidiu ser mãe adotando um menino e uma menina.

Novos tratamentos para distúrbios cerebrais podem ser eficazes para 150 milhões de pacientes

Uma empresa de desenvolvimento de medicamentos, a Axsome Therapeutics, está com cinco produtos em fase de desenvolvimento com grande potencial para ajudar pessoas com depressão, TDAH ou Alzheimer, condições que atingem cerca de 150 milhões de estadunidenses. No mercado, a Axsome tem três remédios disponíveis e calcula-se US$ 16,5 bilhões (cerca de R$ 87,94 bilhões) em vendas no pico de seu portfólio atual na área de saúde.

Harriot Tabuteau, fundador da empresa em 2012, decidiu concentrar as produções para tratamentos de distúrbios cerebrais, tratamentos estes que são notoriamente difíceis, seja pelo desenvolvimento em si ou até na eficácia entre os pacientes, que reagem de múltiplas formas diferentes a medicamentos diversos.

Sobre a empresa

O nome da Axsome vem de duas partes de uma célula nervosa, o “axônio” e o “soma”. Apelidada carinhosamente de “o armário de vassouras” em seus primórdios, a empresa não passava de uma pequena sala sem janelas e três mesas no Rockefeller Center, em Nova York onde Harriot decidiu usar sua formação médica misturada ao investimento em startups de biotecnologia.

Embora ainda não seja lucrativa, com um prejuízo líquido registrado em US$ 247 milhões (em conversão, 1,31 bilhão de reais), a Axsome além de ser negociada na Nasdaq (índice de mercado de ações) com o valor de mercado de US$ 6,1 bilhões (ou R$ 32,51 bilhões) a companhia pode chegar nas 25 maiores farmacêuticas do mundo em receita se os lucros correrem conformem o planejado junto a aprovação dos medicamentos pela versão estadunidense da Anvisa, a Food and Drug Administration (FDA) entre este ano até 2028.

Vale ressaltar que apenas uma média de 25% de medicamentos consegue bons resultados nos testes da Fase III avançando no processo da FDA.


Logotipo da Asxome Therapeutics (Foto: reprodução/Asxome Therapeutics)

Estratégias

A Axsome começou construindo um portfólio e não apenas centralizando em um medicamento como a maioria das biotechs, já que Harriot acreditava que reduziria o risco de um fracasso isolado. Recusando a terceirização de testes clínicos, a produção foi feita em uma forma mais barata, em uma média de 30% a 50% menos do que o valor comum, assim, quando um ensaio de um medicamento acabava, a equipe de pesquisadores passava imediatamente para o próximo.

Com o lançamento do Auvelity, o primeiro grande medicamento da empresa, a Axsome recebeu aprovação da FDA em agosto de 2022. Feito para tratamentos para transtorno depressivo, o Auvelity fez as ações dispararem 65% em apenas uma semana, tornando a empresa avaliada em US$ 3 bilhões, o que daria cerca de R$ 15,99 bilhões de reais.

No mesmo ano da aprovação, a Axsome adquiriu um medicamento chamado Sunosi, feito para tratamentos de sonolência excessiva diurna em pessoas com narcolepsia ou apneia do sono. A companhia recuperou o valor da compra e mais um pouco, que chegava nos US$ 53 milhões (ou R$ 282,5 milhões).


Medicamento Auvelity, para transtornos depressivos (Foto: reprodução/Everyday Health)

O Fundador

Tabuteau nasceu no Haiti e mudou-se para o Upper East Side, em Manhattan aos nove anos de idade com seus pais adotivos. Em sua terra natal ao lado da mãe biológica e da irmã, Harriot enfrentava dificuldades físicas, nutricionais e emocionais de todo tipo.

Ele formou-se em biologia molecular e bioquímica em Wesleyan e depois chegou à Escola de Medicina de Yale para tornar-se neurocirurgião. Porém, desistiu do cargo e optou pelo banco de investimentos em saúde do Goldman Sachs.

Duas décadas no mercado financeiro, Tabuteau começou a desenvolver suas próprias teorias enquanto observava empresas de biotecnologia fracassando ou alcançando sucesso pelas posições na Wall Street. Harriot acredita que mesmo sendo uma empresa pequena em tamanho, a ambição pode levar a Axsome para patamares enormes, além de ajudar pacientes com seus medicamentos.

Wagner Moura comenta futuro do cinema brasileiro ao participar do NYFF

Wagner Moura falou sobre o cinema brasileiro e suas expectativas para o futuro das produções no Brasil em sua passagem no 63° Festival de Cinema de Nova York (NYFF63) esta semana. Moura estava presente para a divulgação de O Agente Secreto.

Concedida à página FilmUpdates, Wagner afirmou que o cinema nacional está ótimo, com o enorme sucesso de Ainda Estou Aqui ano passado e Agente Secreto atualmente participando de todos os grandes festivais pelo mundo, o ator brasileiro acredita que o futuro da sétima arte no Brasil é muito positivo. Moura ainda interliga os bons resultados do cinema com a democracia.

“Quando você tem um país que acredita e luta pela democracia, não permitindo que maus hábitos retornem, isso inclui cultura, filmes, teatro e artes no geral.” Contou o ator, explicando como a cultura é parte essencial de uma democracia saudável.

O Festival de Cinema de Nova York começou em 26 de setembro e deve continuar até o dia 15 deste mês.


Trailer Oficial de O Agente Secreto (Vídeo: reprodução/Youtube/@vitrine_filmes)

O Agente Secreto

Recife, 1977. O longa-metragem acompanha Marcelo, um especialista em tecnologia decide voltar à Recife procurando paz, até descobrir que sua cidade natal esconde perigos e segredos inquietantes.

O suspense político é uma obra retratando momentos complicados no Brasil dos anos 1970, traçando um panorama da sociedade e da política no país, utilizando dos temas como repressão política, restrição de direitos e o uso da tecnologia como ferramenta do controle totalitário.

Elenco

Marcelo, o protagonista, é interpretado por Wagner Moura, mas O Agente Secreto carrega ainda outros grandes nomes do cinema nacional, como Maria Fernanda Cândido (Terra Nostra), Alice Carvalho, Gabriel Leone, Roberto Diogenes, Hermila Guedes, Udo Kier, Carlos Francisco, entre outros. A direção e roteiro são de Kleber Mendonça Filho, que foi co-diretor do sucesso Bacurau.

Levando troféus para casa

Durante a edição de 2025 do Festival de Cannes, O Agente Secreto conquistou marcações históricas para o Brasil ao levar o prêmio de Melhor Direção para Kleber Mendonça Filho e Melhor Ator para Wagner Moura. O longa também recebeu a Premiação de Cinema e Arte além do prêmio da crítica da FIPRESCI.

Distribuído pela Vitrine Filmes aqui no Brasil, O Agente Secreto chega aos cinemas em 6 de novembro deste ano.