Estatais federais acumulam déficit de R$ 6,35 bilhões

O conjunto de estatais federais controladas pela União registrou um déficit de R$ 6,35 bilhões entre janeiro e outubro de 2025, de acordo com dados do Banco Central. O resultado coloca o ano entre os piores da série histórica recente e reacende o debate sobre o impacto dessas empresas nas contas públicas, especialmente diante da delicada situação financeira dos Correios.

Correios concentram maior parte do resultado negativo

O principal elemento de pressão sobre o resultado das estatais em 2025 é o desempenho dos Correios, que atravessam um período prolongado de dificuldades financeiras. A empresa, responsável por grande parte do déficit, enfrenta queda de receitas, avanço da concorrência privada e obstáculos operacionais, sobretudo na área de logística.

Embora o governo reconheça a relevância estratégica da estatal, essencial para assegurar serviços postais em regiões de difícil acesso, o cenário atual acende um alerta sobre a sustentabilidade do modelo de operação adotado.


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Agência dos Correios em Salvador (Foto: reprodução/Joa_Souza/Getty Images Embed)


Variação da dívida expõe contraste entre estatais federais

O dado divulgado pelo Banco Central não corresponde exatamente a um prejuízo contábil tradicional. Trata-se da variação da dívida das estatais, indicador fiscal que mostra se, ao longo do período, essas empresas demandaram recursos adicionais ou ampliaram seus compromissos financeiros.

Nesse levantamento, ficam de fora companhias como Petrobras, Eletrobras e os bancos públicos federais, que possuem estruturas próprias de financiamento e impacto individual significativo nas contas do Estado. Ao todo, cerca de 20 estatais são consideradas na análise.

Apesar do resultado negativo apontado pelo Banco Central no grupo monitorado, o desempenho das estatais federais é bastante heterogêneo. Algumas empresas seguem registrando números positivos e operando com superávit, especialmente aquelas vinculadas a setores estratégicos como energia, crédito e infraestrutura.

Quando se considera o conjunto mais amplo das estatais federais, que inclui gigantes como Petrobras e os bancos públicos, o governo destaca que o resultado agregado permanece positivo em 2025. Esse número, porém, pertence a outro recorte estatístico, distinto daquele utilizado para medir o déficit fiscal das estatais dependentes do Tesouro.

Impacto nas contas públicas

O avanço do déficit das estatais aumenta a pressão sobre o orçamento da União, especialmente em um ano em que o governo busca cumprir a meta fiscal. Embora os aportes diretos do Tesouro nessas empresas ainda sejam relativamente controlados, a maior necessidade de financiamento acende um alerta para o equilíbrio das contas públicas.

Analistas apontam que déficits persistentes podem comprometer a capacidade de investimento do governo em áreas estratégicas, caso não haja ajustes de gestão ou uma definição mais clara sobre o papel que essas estatais devem desempenhar.

Crise das estatais expõe dilema de gestão

A situação atual reacende um debate recorrente no país: até que ponto uma estatal deve priorizar sua função social mesmo operando no vermelho, e em que momento a eficiência financeira precisa assumir protagonismo de forma realmente sustentável.

Estatais como os Correios são responsáveis por serviços universais, muitas vezes em regiões onde a iniciativa privada não atua por falta de rentabilidade. Por outro lado, a manutenção de déficits elevados por períodos prolongados pode comprometer a sustentabilidade dessas operações e, no futuro, exigir aportes mais robustos de recursos públicos.

Para conter o avanço do déficit, especialistas defendem uma combinação de medidas, incluindo:

  • Modernização dos modelos de gestão;

  • Redução de custos operacionais;

  • Investimentos em eficiência logística e digitalização;

  • Definição clara sobre quais estatais terão missão essencialmente social e quais devem operar com foco em resultado financeiro.

O desempenho dessas empresas nos próximos meses será totalmente decisivo para indicar se 2025 terminará próximo de um recorde negativo ou se haverá alguma reversão até o fim do ano.

Galvão questiona postura de Neymar e opina sobre Abel Ferreira

No ar no programa “Galvão e Amigos”, Galvão Bueno usou seu tradicional tom direto para analisar os desdobramentos recentes de Santos e Palmeiras no Brasileirão — e não poupou duras críticas. O narrador questionou a ausência de Neymar no empate do Peixe com o Internacional e disse esperar mais comprometimento do capitão. Em seguida, alfinetou Abel Ferreira, afirmando que o técnico do Verdão parecia ter abandonado o Brasileiro para focar exclusivamente na Libertadores.

Críticas a Neymar

Segundo Galvão, a ausência de Neymar da delegação do Santos diante do Internacional, no último dia 24, foi um erro de postura. Apesar do jogador alegar desconforto no joelho — motivo que o tirou da lista de relacionados — o narrador considerou que o capitão deveria, ao menos, acompanhar o elenco no estádio, mesmo sem entrar em campo. “Ele é capitão, estrela internacional, veio para colocar o Santos para cima. Tinha obrigação de ir, mesmo que fosse apenas para ficar no banco”, alfinetou Galvão.

Para ele, a atitude soou como falta de comprometimento. E o problema, segundo ele, não seria apenas físico, mas também emocional — um tema que já vinha sendo levantado em outras críticas recentes.


Galvão Bueno fala sobre Neymar e Abel (Vídeo: reprodução/Facebook/Galvão Bueno)


Recado a Abel

Não satisfeito, o apresentador voltou os holofotes para o Palmeiras. Após o empate do Santos com o Internacional, a atenção se voltou para o título do Campeonato Brasileiro — mas, para Galvão, Abel Ferreira deu sinais de que já jogou a toalha. O técnico do Verdão, segundo o narrador, adotou uma postura de “desistência”, priorizando a Copa Libertadores.

“Não esperava que um técnico de tamanha grandeza abrisse mão do Brasileirão. São nove pontos em jogo, a diferença é de quatro. Me pareceu justificativa para escalar reservas contra o Grêmio”, disse o apresentador. Para Galvão, Abel precisa decidir — ou luta pelo título nacional, ou foca na Libertadores, precisando decidir de vez por um objetivo ou equilibrar os dois com a mesma prioridade.

Reta final

Faltam poucas rodadas para o fim do Brasileirão, e o desfecho pode definir muito para clubes grandes como Santos e Palmeiras. O Santos luta contra o rebaixamento e depende de seus jogadores mais expressivos para reverter a situação. Por outro lado, o Palmeiras tem no Brasileiro e a Libertadores duas frentes de pressão — e a forma como o técnico organiza o elenco pode definir o ano do clube. Com o Palmeiras firme na ponta da tabela e o Santos lutando para escapar da queda, o confronto de narrativas — entre críticas de comprometimento e luta por sobrevivência — ganha peso real.

Em um cenário tão delicado, cada declaração vira combustível para debate, e cada partida pode fazer a diferença para os protagonistas e seus clubes. Enquanto o Palmeiras segue n vice-lidernç com 70 pontos, o Santos Futebol Clube está em situação delicada: com 38 pontos, o time entrou na zona de rebaixamento e, segundo levantamento recente da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), tem chance alta de cair para a Série B.

FIFA define os potes do sorteio da Copa de 2026

A FIFA anunciou, nesta terça (25), a formação definitiva dos quatro potes do sorteio da Copa do Mundo FIFA de 2026 — que vai inaugurar o novo formato com 48 seleções. Países-sede, cabeças de chave e demais classificadas foram organizados; o sorteio acontecerá no dia 5 de dezembro, em Washington (EUA).

Como ficaram os potes

  • Pote 1 — Anfitriões + seleções melhores ranqueadas: Canadá; México; Estados Unidos; Espanha; Argentina; França; Inglaterra; Brasil; Portugal; Países Baixos; Bélgica; Alemanha.

  • Pote 2 — Croácia; Marrocos; Colômbia; Uruguai; Suíça; Japão; Senegal; Irã; Coreia do Sul; Equador; Áustria; Austrália.

  • Pote 3 — Noruega; Panamá; Egito; Argélia; Escócia; Paraguai; Tunísia; Costa do Marfim; Uzbequistão; Catar; Arábia Saudita; África do Sul.

  • Pote 4 — Seis seleções definidas (Jordânia; Cabo Verde; Gana; Curaçao; Haiti; Nova Zelândia) + seis vagas que sairão da repescagem (quatro da Europa e duas intercontinentais).


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Taça da Copa do Mundo 2026 (Foto: reprodução/GettyImages/Nur Photo)


Próximas etapas

O sorteio da fase de grupos será no dia 5 de dezembro de 2025, em Washington, nos EUA. Como o torneio será com 48 seleções, serão formados 12 grupos (de A a L), cada grupo com quatro seleções — uma de cada pote.

As seleções sede terão “bolinhas” destacadas por cor e já têm grupos pré-definidos: México no Grupo A, Canadá no Grupo B, e Estados Unidos no Grupo D. As restrições de confederação se mantêm: não pode haver mais de uma seleção de mesma confederação no mesmo grupo — salvo pela UEFA, que poderá ter até duas equipes por chave.

A forma de preencher as últimas seis vagas está definida: os quatro vencedores da repescagem europeia mais os dois vencedores da repescagem intercontinental entrarão automaticamente no Pote 4. Após o sorteio (5 de dezembro), a agenda oficial com estádios, datas e horários será divulgada pela FIFA — informação ainda aguardada.

Outras regras

O sorteio da Copa de 2026 contará com um procedimento especial para os anfitriões. Para facilitar a identificação durante a cerimônia, México, Canadá e Estados Unidos terão bolinhas de cores diferentes no Pote 1, já que entram automaticamente como cabeças de chave. Cada um será direcionado ao seu grupo de abertura, mantendo a ordem tradicional adotada pela Fifa para países-sede.

Outra diretriz confirmada é a restrição por confederação: nenhuma chave poderá reunir duas seleções do mesmo continente – com exceção da Uefa, que possui mais representantes que o número de grupos. Assim, cada chave deverá ter ao menos uma seleção europeia, mas o limite máximo continuará sendo duas por grupo.

Além disso, a Fifa decidiu que as equipes classificadas via repescagem, tanto europeia quanto intercontinental, serão posicionadas diretamente no Pote 4, independentemente da força técnica ou do ranking. Essa definição antecipa o equilíbrio pretendido pela entidade para a composição dos 12 grupos.

Juliette mobiliza celebridades em campanha contra feminicídio

A cantora e ex-BBB Juliette Freire está à frente de uma nova campanha que visa dar visibilidade à violência contra a mulher. Com o nome de #VocêNãoEstáSozinha, o movimento reúne diversas personalidades femininas da mídia brasileira para reforçar a urgência do enfrentamento ao feminicídio no Brasil.

No vídeo divulgado nas redes sociais, artistas como Xuxa, Angélica, Juliana Paes, Bianca Andrade, Erika Januza, Ingrid Guimarães, Bela Gil, Duda Santos, Isadora Cruz, Tati Machado e outras mulheres influentes narram casos reais de violência e falam sobre mulheres que foram vítimas. A mobilização ocorre justamente na véspera do Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher, celebrado em 25 de novembro.

Dor pessoal que impulsiona a ação

O engajamento de Juliette ganha ainda mais força por conta de um motivo pessoal: ela perdeu uma amiga querida, Clarissa Costa, que foi assassinada brutalmente em Fortaleza. No vídeo, Juliette relembra a amiga como uma pessoa “incrível, doce, estudiosa” e lamenta que não havia sinais públicos de violência em seu relacionamento antes da tragédia.

Esse episódio doloroso motiva Juliette a usar sua visibilidade para amplificar uma mensagem de prevenção e apoio: “Não tenha medo ou vergonha, peça ajuda, denuncie”, diz ela no material.|

Campanha liderada por Juliette Freire (vídeo: reprodução/Instagram/@hugogloss)


Informação, acolhimento e denúncia

No vídeo da campanha, as celebridades também explicam diferentes tipos de violência — como psicológica, patrimonial, moral e sexual — para conscientizar sobre as várias faces do abuso.
Além disso, reforçam que mulheres vítima de violência têm a quem recorrer: é divulgado o número 180, da Central de Atendimento à Mulher, que funciona 24 horas, gratuitamente, para prestar orientação, acolhimento e encaminhamento.

Amplificando uma rede de proteção

A campanha de Juliette se encaixa em um panorama maior de iniciativas de apoio às vítimas. A rede de proteção — composta por serviços públicos, apoio comunitário e mobilização social — é apontada por especialistas como peça-chave para romper os ciclos de violência.

Além disso, campanhas institucionais como a do Ministério das Mulheres, Feminicídio Zero, já destacaram como pessoas próximas podem agir para prevenir e denunciar a violência.

Ben Affleck reaparece diferente com visual repaginado

O ator e produtor americano Benjamin Géza “Ben” Affleck-Boldt, 53 anos, fez uma rara aparição no GP de Fórmula 1 em Las Vegas (23) ostentando um novo visual. Aparentemente mais magro e sem barba,  o astro chamou atenção da mídia e dos fãs em todo mundo —  remetendo ao visual que usava no início da carreira.

De acordo com a People, Affleck foi visto em Los Angeles no fim de agosto usando um terno cinza-claro e camisa branca, exibindo pela primeira vez em bastante tempo um rosto barbeado. Em abril, no entanto, ele apareceu no CinemaCon 2025 com a barba mais escura, o que sugere que essa mudança foi gradual.

Aparição discreta

A presença de Affleck no circuito automobilístico chamou a atenção do público e da imprensa, já que o astro tem mantido a vida pessoal e profissional em um ritmo mais reservado nos últimos meses. Apesar disso, o ator parecia à vontade enquanto acompanhava detalhes dos bastidores da categoria, conversando com membros de equipes e sendo fotografado por fãs que circulavam na área VIP.



Reflexão e presença na F1

No GP de Las Vegas, Ben Affleck circulou no paddock com um visual sóbrio — casaco azul, suéter cinza e calças cáqui segundo relatos — e foi descrito por quem estava lá como “pensativo”.  A presença dele no evento atraiu olhares por unir Hollywood e alta performance esportiva.

Além disso, o ator está envolvido em um projeto cinematográfico ligado à F1: a produtora Artists Equity, de sua coautoria com Matt Damon, participa de um documentário sobre o projetista Adrian Newey. O filme, batizado provisoriamente de Turbulence: The Greatest Mind in Formula One, promete mostrar os bastidores da carreira de Newey na engenharia da F1.

Um novo capítulo profissional

Esse momento público — que mistura mudança de visual, reflexão pessoal e interesse por documentário — sugere que Affleck está vivendo uma transição importante: mais reservado, mas com ambição renovada. Ao aparecer em um ambiente tão diferente do cinema, ele abre espaço para uma fase em que sua vida pessoal e criativa parecem caminhar lado a lado.

Fontes ouvidas pela imprensa também indicam que ele tem se dedicado mais ao autocuidado: a rotina incluiria alimentação mais equilibrada, cuidados com a pele e até visitas a dermatologistas — algo que, segundo alguns relatos, faz parte de uma nova fase pessoal. Além disso, o divórcio oficial com Jennifer Lopez, finalizado em janeiro de 2025, parece ter sido um ponto de virada para Affleck.