Valentino Rockstud retorna em “O Diabo Veste Prada 2”

O universo da moda adora um revival, e poucos retornos causaram tanto burburinho quanto o do Valentino Rockstud. A aparição discreta (mas nada inocente) do modelo no teaser de O Diabo Veste Prada 2 reacendeu o imaginário coletivo em torno de um sapato que marcou os anos 2010 e virou símbolo de atitude em um mercado dividido entre romantismo e rebeldia controlada. Nos segundos iniciais do vídeo, Miranda Priestly cruza os corredores da Runway com seus saltos vermelhos, pontuados pelas icônicas tachas metálicas, e o público entende imediatamente: alguma coisa está sendo dita ali, mesmo sem palavras.

Muito mais do que um acessório, o Rockstud sempre embarcou aquela sensação de “mistura perfeita” entre a herança romana da maison e a ousadia contemporânea. Criado na coleção de outono/inverno 2010 por Maria Grazia Chiuri e Pierpaolo Piccioli, o modelo rapidamente ultrapassou o status de tendência e virou assinatura cultural, daqueles objetos que contam histórias sobre como a moda estava pensando, sentindo e se comportando.

Um retorno estratégico e uma nostalgia anunciada

Se a nostalgia anda forte nas passarelas e no street style, a Valentino não perdeu tempo em transformar o momento em estratégia. Um dia após o teaser viralizar, as redes sociais da marca voltaram a destacar o Rockstud em diferentes variações, sinalizando que o comeback não é coincidência, é construção. A parceria entre o estúdio e a maison, confirmada por executivos da própria Valentino, reforça o poder das narrativas cinematográficas na ressurreição de objetos de desejo.


Teaser de O Diabo Veste Prada 2 (Vídeo: reprodução/Instagram/@resolvidesapegar)


Para além da ficção, o Rockstud foi um fenômeno real na década passada: celebridades como Sofia Vergara, Dakota Fanning e Emma Stone transformaram o sapato em um item onipresente, ao ponto de saturar o mercado e desaparecer discretamente nos anos seguintes. Agora, com a nova geração consumindo moda por camadas de nostalgia, o retorno parece quase inevitável — e Priestly, naturalmente, assume a dianteira dessa conversa.

Miranda, o vermelho e a leitura por trás do figurino

A escolha do figurino não é acidental. Vermelho na moda nunca é neutro, fala de poder, de presença, de um magnetismo que atravessa eras. Em O Diabo Veste Prada 2, os Rockstud escarlates ajudam a construir a narrativa dessa Miranda pós-2010: uma mulher que já viu todas as tendências nascerem e morrerem, e que agora parece revisitar seu próprio repertório para se manter à frente de um mundo que muda rápido demais.


Modelos do icônico Valentino Rockstud (Vídeo: reprodução/Instagram/@maisonvalentino)


E há outro detalhe interessante: o resgate do Rockstud dialoga com a transição criativa da própria Valentino, que vive uma nova fase sob Alessandro Michele. Enquanto o designer imprime sua estética maximalista e onírica, o retorno do modelo criado na era Piccioli/Chiuri funciona quase como um comentário visual sobre passado, presente e futuro da marca. Uma conversa silenciosa — mas poderosa — entre momentos históricos distintos da maison.

O que o público vai descobrir, quando o filme chegar às telas, ainda é mistério. Mas uma coisa já ficou clara: quando Miranda Priestly volta a caminhar, ninguém desvia o olhar. E os Rockstud, mais uma vez, provam que alguns ícones não desaparecem, apenas esperam o momento certo para serem lembrados.

Layering: Camadas e sobreposições são tendência-chave de 2025

O movimento das sobreposições, que atravessa décadas e estilos, volta a ocupar o centro das conversas de moda em 2025 com uma força renovada. Se antes o layering servia como truque funcional para driblar o frio ou emprestar personalidade a looks casuais, agora ele aparece como recurso estratégico, um jeito de construir identidade por meio de texturas, proporções e contrastes que desenham novas leituras do vestir contemporâneo. O charme está justamente no diálogo entre peças que, à primeira vista, não foram feitas para coexistir, mas que juntas ganham profundidade, ritmo e intenção.

Parte dessa evolução vem da forma como celebridades, influenciadores e estilistas passaram a reimaginar as camadas: Ayo Edebiri, Livia Nunes e Juliano Floss são alguns dos nomes que transformaram o layering em um exercício de expressão; misturando materiais, cores e volumes com um frescor que conversa com a moda global e com a criatividade cotidiana.

Menos peso, mais intenção

O layering de 2025 não replica a estética volumosa que marcou a década passada. A aposta, agora, é juntar peças mais finas e de boa qualidade para alcançar um visual sofisticado sem sobrecarregar a silhueta. Camisas de popeline, suéteres leves, coletes alfaiatados, blazers oversized e malhas ajustadas formam a base dessa narrativa.

O segredo está no equilíbrio: um tricô estruturado pede calça de corte firme; uma camisa fluida encontra força em um blazer amplo; um vestido neutro ganha dimensão com uma gola alta vibrante por baixo.


Sobreposições estão presentes em todas as camadas da sociedade (Vídeo: reprodução/Instagram/@j.p.littmann)


Mais do que aquecer, as camadas passam a desenhar novos códigos. Peças antes associadas ao inverno migram para outras estações; biquínis surgem sob camisas transparentes, vestidos encontram calças de alfaiataria, e coletes aparecem como protagonistas sobre camisas lisas ou estampadas.

A brincadeira com texturas cria uma linguagem profundamente tátil: seda com lã fina, couro com chiffon, tricô com camurça.

Cores e acessórios

A paleta também ganha papel de destaque. Os neutros seguem dominantes — cinza, creme, camelo — mas 2025 abraça pontos de cor que iluminam camadas discretas: o vermelho aparece como acento certeiro, do detalhe na gola alta ao cinto que marca a cintura.

E por falar em cintura, os cintos voltam com força, seja em versões finas, seja no formato corset, estruturando blazers e redefinindo proporções.


Diversos estilos que falam a mesma lingua: o layering (Foto: reprodução/Instagram/@vaara__official)


Lenços de seda, luvas longas e joias em camadas entram como reforço final, criando ritmo visual sem pesar no conjunto. Tudo conversa com a proposta maior da temporada, de montar looks funcionais, elegantes e flexíveis, capazes de se adaptar às oscilações de temperatura e ao humor de quem veste.

Ugly chic: a ascensão dos óculos “quase invisíveis” que definem o estilo de 2025

Há algo de profundamente instigante na forma como a moda tem revisitado o que chamamos de “estranheza elegante”. Em meio a uma temporada dominada por opostos, do rigor minimalista ao maximalismo nostálgico, um acessório inesperado ganhou protagonismo: os óculos ultrafinos, sem armação ou com aros metálicos quase imperceptíveis, que deixaram de ser meros utilitários para se tornarem símbolo do ugly chic atualizado para 2025.

O que antes carregava uma estética nerd tímida agora se transforma em um gesto calculado de estilo. Celebridades de universos completamente diferentes — de influenciadoras como Livia Nunes a artistas globais — têm adotado essas lentes discretas, que enquadram o rosto com uma elegância nada óbvia e um certo charme intelectualizado.

A estética do “quase não visto”

Os óculos que lideram essa tendência funcionam como um paradoxo visual: são discretos, mas expressivos; não competem com o look, mas o definem. Ao optar por aros diminutos ou pela ausência total de moldura, criam uma silhueta suave, levemente futurista e quase acadêmica, que toca em um imaginário de inteligência estilizada, uma característica que acompanha o ugly chic desde suas primeiras formulações conceituais.


Alguns formatos para cada tipo de rosto (Foto: reprodução/Instagram/@iixlfvt)


Mais do que um objeto de desejo, esses modelos representam um movimento estético contemporâneo: a rejeição da perfeição polida. Em um cenário saturado por feeds homogêneos e repetições constantes de microtendências, a moda resgata o estranho, o improvável e o imperfeito como terrenos férteis para originalidade. Aqui, a intenção vale mais do que a harmonia tradicional.

O retorno do feio inteligente

Marcas que ditam esse debate visual ajudam a consolidar o momento. Com sua feminilidade desconstruída, a Miu Miu tratou esses óculos como extensão natural de seu vocabulário — delicados, mas espertos, quase frágeis, porém cheios de personalidade. A Saint Laurent elevou o acessório a um traço preciso no rosto. E a Balenciaga, sempre fiel ao desconforto proposital, inseriu o “feio sofisticado” em mais uma narrativa de impacto cultural.


MiuMiu é uma das marcas que sempre deram espaço a essa estética (Foto: reprodução/Instagram/@parilux.auth)


O que une essas leituras é a recusa ao óbvio. O ugly chic não busca agradar, busca provocar. Ele desafia a ideia de que beleza depende de simetria, equilíbrio ou ostentação. Os óculos finíssimos cumprem exatamente esse papel: subvertem expectativas, dispensam glamour explícito e, paradoxalmente, tornam-se irresistíveis por isso.

Se 2025 tem uma assinatura estética, ela passa por essa pergunta silenciosa que esses óculos evocam: é possível ser marcante sem parecer que se tentou demais? Na moda atual, a resposta é um sim calculado e extremamente elegante.

Bolsonaro muda versão sobre tornozeleira e cita “surto” medicamentoso

A audiência de custódia realizada neste domingo (23) manteve a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), detido desde sábado (22) após a Polícia Federal registrar tentativa de violação de sua tornozeleira eletrônica. Conduzida por videoconferência na Superintendência da PF, em Brasília, a sessão não discutiu o mérito das acusações, mas avaliou se os direitos fundamentais do ex-presidente estavam garantidos e se sua integridade física e psicológica havia sido preservada.

Durante o depoimento, Bolsonaro apresentou uma nova versão para o episódio, afirmando ter sofrido um “surto” influenciado pelos medicamentos sertralina e pregabalina — substâncias normalmente prescritas para quadros de ansiedade, depressão e dor neuropática. Segundo a ata, protocolada pelo ministro Alexandre de Moraes, ele relatou ter “alucinação” de que a tornozeleira continha algum tipo de escuta e, por isso, tentou abrir a tampa do equipamento.

A defesa nega qualquer intenção de fuga.

Versões conflitantes e atuação da PF

A declaração marca uma mudança em relação ao primeiro relato registrado por agentes da Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal. No atendimento inicial, Bolsonaro afirmou ter usado um ferro de solda por “curiosidade”. O diálogo, registrado em vídeo, contrasta com a versão apresentada à juíza Luciana Yuki Fugishita Sorrentino, responsável pela audiência de custódia, na qual o ex-presidente atribuiu o comportamento a uma “certa paranoia” que teria surgido entre sexta e sábado.

Relatórios técnicos da Seape apontam “sinais claros e importantes de avaria” na tornozeleira, incluindo marcas de queimadura em toda a circunferência do equipamento. A pulseira, no entanto, não apresentou danos. O dispositivo foi substituído após o alerta automático de violação, registrado às 0h07 de sábado.


Bolsonaro alega surto e que não houve tentativa de fuga (Vídeo: reprodução/YouTube/@MetrópolesTV)


Bolsonaro disse que agiu sozinho e que sua filha, um irmão e um assessor estavam dormindo no momento do ocorrido. Relatou ainda ter parado quando “caiu na razão” e informado os agentes de custódia.

Medicamentos sob análise

A sertralina e a pregabalina — citadas por Bolsonaro como possíveis causadoras do “surto” — não costumam provocar alucinações, segundo especialistas consultados por instituições de imprensa. Embora ambas possam gerar efeitos adversos, principalmente sonolência, alterações cognitivas e confusão em casos mais raros, psiquiatras afirmam que quadros de alucinação não são típicos. Ainda assim, fatores como idade, doses e interações medicamentosas podem intensificar reações individuais.

STF julga nesta segunda-feira manutenção da prisão

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal vai analisar nesta segunda (24), das 8h às 20h, se mantém a decisão de Moraes que decretou a prisão preventiva do ex-presidente. A juíza da audiência de custódia não tinha competência para revogar a ordem, já que ela partiu de um ministro do Supremo.


Imagens da tornozeleira foram disponibilizadas pelo STF (Vídeo: reprodução/Instagram/@presepadaa_)


Enquanto isso, duas equipes do Instituto Nacional de Criminalística analisam a tornozeleira violada, investigando danos, registros eletrônicos e possíveis instrumentos utilizados.

Bolsonaro segue preso na Superintendência da PF no Distrito Federal. A defesa entregou hoje as explicações solicitadas por Moraes sobre o motivo da tentativa de violação do equipamento.

Demi Lovato revisita “Holy Fvck” e reflete sobre nova fase na carreira

A nova entrevista de Demi Lovato ao The Howard Stern Show marcou um raro momento de vulnerabilidade pública e revisita de fases difíceis da carreira. A artista, que atualmente vive um período de estabilidade emocional e amadurecimento, voltou a falar sobre o álbum “Holy Fvck” — um dos trabalhos mais intensos e catárticos de sua discografia — enquanto refletia sobre como sua relação com aquele momento mudou.

Hoje, prestes a retomar o pop com um projeto mais leve e humorado, ela afirma que não renega o disco, mas o enxerga como uma fotografia de dor que já não ocupa mais o centro de sua vida.

Disco de ruptura

Lançado em 2022, Holy Fvck representou para Demi um rompimento direto com o controle externo, com expectativas do mercado e com a pressão da imagem pública. No programa, ela explicou que o álbum foi escrito durante um período turbulento, marcado por autocrítica severa e pela tentativa de reconstruir sua identidade artística. A estética mais agressiva, a sonoridade rock e as letras densas eram reflexos de um corpo e uma mente tentando sobreviver.


“Holy fvck” foi seu álbum mais curativo, segundo Demi Lovato (Vídeo: reprodução/YouTube/@demilovato)


Demi reconhece que ainda sente orgulho do projeto, mas admite que não está mais naquele lugar emocional: “Eu precisava fazer aquele disco. Era honesto. Mas hoje eu consigo olhar para ele com distância.” Essa separação, segundo ela, não invalida a relevância da obra — só reforça o quanto cresceu desde então.

Casamento, humor e novo capítulo criativo

A entrevista também revisitou a fase atual de Demi, marcada por equilíbrio e reconstrução. Noiva da atriz e escritora Jutes, ela comentou que o casamento iminente a fez revisitar prioridades e perceber que seu vínculo com a música mudou. Agora, criar não nasce mais da urgência da dor, mas da curiosidade e da leveza.


 

Promoção de It’s Not That Deep, nono álbum de Demi lançado no dia 24 de outubro (Vídeo: reprodução/YouTube/@demilovato)


Essa virada também se reflete em “It’s Not That Deep”, seu novo álbum, que traz Demi de volta ao pop com uma pegada mais divertida e consciente. Ela reforçou que não se trata de invalidar a intensidade do passado, mas de permitir que a arte acompanhe sua vida real — uma vida que, segundo a própria, “finalmente tem espaço para respirar”.

“Christy”: longa estrelado por Sidney Sweeney fracassa nas bilheterias dos EUA

O drama esportivo “Christy”, estrelado por Sydney Sweeney e inspirado na trajetória da ex-boxeadora Christy Martin, viu sua presença nas bilheterias dos Estados Unidos despencar de forma inédita. Após um início tímido, o longa registrou um tombo histórico em seu segundo fim de semana, arrecadando pouco mais de 108 mil dólares. O número representa uma retração de 92% em relação à estreia, consolidando o filme como um dos maiores fracassos comerciais do ano e o pior desempenho da carreira recente da atriz.

A produção, dirigida por David Michôd, foi desenvolvida com orçamento considerável, mas não encontrou respaldo de público. A distribuidora Black Bear também tem sido alvo de críticas pela estratégia de lançamento, marcada pela autodistribuição em circuito amplo, sem uma campanha robusta. A ausência de dados detalhados da bilheteria diária, não divulgados pela própria empresa, alimentou ainda mais o debate sobre a condução do projeto.

Percebido pela crítica

Mesmo com a recepção comercial desastrosa, “Christy” não passou despercebido pela crítica. Sweeney recebeu elogios pela entrega física e emocional ao papel. Para interpretar Martin, atleta que fez história ao romper barreiras em um ambiente dominado por homens, a atriz adotou uma rotina rígida de treinos e transformação corporal.

O filme explora não apenas a ascensão esportiva da boxeadora, mas também episódios marcantes de sua vida adulta, incluindo violência doméstica e a luta por afirmação em um contexto conservador.


Trailer de “Christy”, estrelado por Sydney Sweeney (Vídeo: reprodução/YouTube/@ElevationPics)


Ainda assim, a força da atuação não foi suficiente para atrair público. O filme fechou duas semanas com cerca de 1,9 milhão de dólares, valor muito abaixo do necessário para recuperar o investimento. O desempenho negativo também reacendeu debates sobre o momento da carreira da atriz, que já havia enfrentado resultados fracos com “Americana” e “Eden” no mesmo ano.

Sem previsão no Brasil

Por enquanto, Christy permanece exclusivo do circuito norte-americano, sem previsão de chegada ao público brasileiro. A distribuidora ainda não sinalizou interesse em ampliar o lançamento ou negociar janelas de exibição com plataformas de streaming, o que reforça a impressão de que o estúdio adotará uma postura cautelosa após o desempenho inicial.

Mesmo assim, a curiosidade em torno da atuação de Sydney Sweeney e da própria trajetória de Christy Martin segue crescendo nas redes, especialmente entre fãs de dramas esportivos e cinebiografias. Nos Estados Unidos, o longa entrou em cartaz em 7 de novembro, mas ainda tenta se recuperar de um início que ficou muito aquém do esperado.

Lenny Niemeyer e VEHR lançam collab que conecta o mar à cidade em peças de verão

A nova parceria entre Lenny Niemeyer e VEHR apresenta uma coleção-cápsula que aproxima duas leituras da feminilidade contemporânea: a naturalidade das linhas praianas e a precisão do design em acessórios. O lançamento reúne beachwear e joias autorais criadas para mulheres que transitam entre litoral e vida urbana, preservando identidades distintas sem que uma se sobreponha à outra.

Entre estilos e propostas, um diálogo possível

O projeto nasceu do convite de Lenny Niemeyer à VEHR, motivado pelo desejo de desenvolver peças versáteis, pensadas para diferentes ritmos de rotina. De um lado, a experiência de décadas da marca de moda praia. Do outro, o olhar moderno da VEHR, que explora superfícies metálicas, assimetria e volume como linguagem estética.


algumas das peças da parceria de Lenny e VEHR (Vídeo: reprodução/Instagram/@lennyniemeyer)


A coleção é formada por sete peças: quatro criações de beachwear assinadas por Lenny e Bel Niemeyer e três acessórios inéditos da VEHR. Os maiôs e biquínis aparecem em modelagens que priorizam ajuste, conforto e linhas limpas, mantendo o foco em cortes bem definidos e detalhes pontuais. Já os acessórios chegam em prata, com formas que sugerem curvas orgânicas e referências sutis ao universo marinho, sem assumir literalidades.


Peças da collab de Lenny e VEHR (Vídeo: reprodução/Instagram/@lennyniemeyer)


Uma estética que percorre cenários

A narrativa visual da coleção parte da água, mas não se limita ao balneário. As peças dialogam com uma mulher que se move entre compromissos, viagens, pausas e retornos, que busca elementos capazes de acompanhar esse percurso com discrição. O beachwear mantém a leveza característica da marca, enquanto os acessórios se integram facilmente a looks urbanos, permitindo combinações que ultrapassam a temporada de verão.

A edição limitada estará nas lojas físicas e online das duas marcas. Mais do que um encontro de estilos, a collab reforça a possibilidade de criar peças que se adaptam a diferentes paisagens — do mar à cidade — sem abandonar o apelo estético que caracteriza cada casa. Um lançamento pensado para quem encontra no verão não somente uma estação, mas um estado de movimento.

Última divulgação de “Wicked: Parte 2” tem looks assinados por Daniel Roseberry

A última estreia de “Wicked: Parte 2”, realizada no Lincoln Center, em Nova York, marcou o encerramento de uma jornada que movimentou fãs, moda e cinema ao longo dos últimos anos. Em um tapete verde transformado em extensão temática da Cidade Esmeralda, Ariana Grande e Cynthia Erivo surgiram como os grandes destaques da noite, cada uma representando, à sua maneira, o contraste entre luz e sombra que permeia a história de Oz.

Ariana Grande e vestido sob medida

Ariana Grande apostou em uma interpretação moderna da estética de Glinda com um vestido sob medida da Schiaparelli, assinado por Daniel Roseberry. A peça combina um corpete preto estruturado com uma saia ampla de tule rosa, criando um contraste marcante sem perder suavidade.


Ariana Grande na última première de Wicked: Parte 2 (Foto: reprodução/Instagram/@risadadaariana)


O efeito visual é equilibrado: o peplum adiciona movimento à silhueta, enquanto a composição bicolor faz referência à dualidade que acompanha a personagem. Os brincos de diamantes da Swarovski complementam o look com discrição, reforçando a linha sofisticada adotada pela artista ao longo da turnê promocional.

Com maquiagem leve e penteado clássico, Ariana manteve a sobriedade com toque de delicadeza que definiram suas últimas aparições, que dão à intérprete de Glinda um toque de fantasia e uma pureza calculada, característica marcante em todo o projeto.

Cynthia Erivo e look de impacto

Em contraste com o romantismo de Ariana, Cynthia Erivo apresentou uma proposta que privilegia estrutura e impacto. A atriz usou um Balenciaga sob medida, criado por Pierpaolo Piccioli, que combina gola alta de couro, mangas longas ajustadas e detalhes curvos de pele aplicados ao busto.


Cynthia Erivo na última estreia de Wicked: Parte 2 (Foto: reprodução/Instagram/@cynthiaerivobra)


A produção, construída em preto absoluto, destaca a silhueta de forma escultural e estabelece um diálogo direto com Elphaba, sem recorrer a literalidades. O uso dos óculos de sol característicos da Balenciaga, escolhido pelo stylist Jason Bolden, reforça a proposta contemporânea e editorial que Cynthia vem apresentando em suas aparições públicas.

O resultado é um look que une teatralidade controlada e refinamento técnico, que é uma assinatura frequente da artista.


Ariana e Cynthia (Vídeo: reprodução/Instagram/@voguemagazine)


Entre contrastes de cor, textura e leitura estética, Ariana Grande e Cynthia Erivo fecharam a última estreia de “Wicked: Parte 2” com composições que dialogam tanto com suas personalidades quanto com o universo da obra.

Louis Vuitton revisita seu arquivo artístico em “Carré D’Artiste”

A Louis Vuitton abre a temporada com uma cápsula que combina memória, arte e técnica. Batizada de “Carré D’Artiste”, a coleção retoma uma seleção rara de estampas criadas no fim dos anos 1980 para o projeto Road to Silk, reposicionando peças históricas com uma leitura atual. Mais do que um relançamento, a Maison apresenta um exercício de preservação estética: cada carré é uma peça de arquivo traduzida para o presente, mantendo o rigor artesanal da seda, as camadas de serigrafia e o acabamento manual que reforça o caráter colecionável da linha.

A proposta celebra artistas que marcaram a história da arte e do design, mostrando como o diálogo entre moda e criação segue vivo dentro do universo Vuitton. A edição chega ao Brasil em tiragem limitada, reforçando o valor afetivo e estético desses lenços; objetos que transitam entre acessório, obra e memória.

Um retorno vibrante aos ícones dos anos 1980

Na cápsula, Sol LeWitt reaparece com força gráfica em Ressac, Arc en Ciel e La Terre est Ronde. Seus desenhos geométricos, originalmente concebidos para os carrés de 90 centímetros, voltam com cores que parecem pulsar sobre a seda, acompanhados também de um bandeau que revisita Ressac em escala menor.

A coleção inclui ainda Chemin Faisant, de Andrée Putman, nome fundamental do design francês, que aqui reafirma seu olhar minimalista em preto e branco; e Impressions Mêlées, do escultor César, criado em 1991, trazendo sua pesquisa com materiais pouco convencionais para o delicado suporte têxtil.


Algumas peças da coleção (Foto: reprodução/Instagram/@nfwmagazine)


Outro destaque é Printemps, de Jean Pierre Raynaud, um estudo visual que explora repetição e ordem a partir de elementos do cotidiano — algo que se desdobra com naturalidade na superfície do carré. Fechando a seleção, Le Temps d’un Voyage, da arquiteta Gae Aulenti, dialoga com o relógio LV II de 1988, peça que voltou recentemente às passarelas no desfile Louis Vuitton Women’s Fall-Winter 2025.

Savoir-faire, memória e desejo

Mesmo revisitadas, as peças carregam uma aura contemporânea: cores mais vivas, impressão precisa e acabamento meticuloso, feito com técnicas mantidas pela Maison ao longo das décadas. O resultado é uma coleção que ultrapassa tendências — são lenços pensados para quem valoriza história, estética e permanência.

A cápsula “Carré D’Artiste” já está disponível nas lojas Louis Vuitton no Brasil.

Meghan Trainor abre nova era com o álbum “Toy With Me”

A cantora e compositora  Meghan Trainor está pronta para dar início a um novo capítulo de sua carreira. A artista anunciou o lançamento de “Toy With Me”, seu sétimo álbum de estúdio, previsto para 24 de abril de 2026. Com uma estética inspirada em brinquedos e tons de rosa que evocam o universo das bonecas, o projeto promete explorar a autoconfiança e a autenticidade que têm marcado sua trajetória.

O disco chega dois anos após o álbum “Timeless” (2024) e celebra uma década desde que Meghan recebeu o Grammy de Artista Revelação. A nova fase já começou com o single “Still Don’t Care”, faixa que simboliza a liberdade de ser quem se é, sem pedir desculpas por isso. “Essa música veio de um lugar de amadurecimento para mim. Estou aprendendo a espantar a negatividade, escolhendo a alegria e vivendo a vida do meu jeito”, declarou a artista em entrevista recente.

Uma nova era de confiança e liberdade

Com 16 faixas, “Toy With Me” reflete um momento de segurança artística e pessoal. A cantora afirma que este é o trabalho “mais honesto e destemido” de sua carreira, uma celebração da individualidade e da maturidade conquistada ao longo de uma década de altos e baixos na indústria.


“Still Don’t Care” foi o primeiro single da nova fase de Meghan (Vídeo: reprodução/Youtube/


Desde o sucesso global de “All About That Bass”, lançado em 2014, Meghan Trainor consolidou um estilo pop vibrante, sempre com mensagens de autoestima e aceitação. Agora, ela transforma essa essência em um som mais ousado e divertido, misturando letras empoderadas com uma sonoridade pop retrô que remete ao início de sua trajetória, mas com a leveza de quem aprendeu a não se deixar afetar por críticas.

Turnê confirmada com Icona Pop

Além do lançamento, Meghan também prepara o retorno aos palcos  com a turnê “The Get In Girl Tour”, que começa em junho de 2026, em parceria com a dupla sueca Icona Pop. A agenda de shows percorrerá a América do Norte até agosto, marcando o reencontro da cantora com o público.

Com “Toy With Me”, Meghan Trainor reafirma sua capacidade de se reinventar sem perder o brilho original que conquistou fãs no mundo todo. Em uma era em que autenticidade é poder, a artista convida o público a brincar com as próprias versões de si e a não se importar com o que os outros vão pensar.